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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

9 de Espadas (Snapchat: TAROTEANDO)


Às vezes "dramatizamos" determinadas situações e nelas colocamos todos os nossos medos, traumas e angústias. Uma simples viagem pode se transformar, em nossa imaginação, um verdadeiro filme de terror. Uma ida dos nossos filhos à balada pode acabar nos tirando o sono só de imaginarmos o que poderia acontecer com eles. Os dias que antecedem uma consulta com o médico podem representar dias de desespero e aflição só em pensar no que ele possa nos dizer.
É essa a energia do 9 DE ESPADAS, aquela que faz aflorar nossos sentimentos de culpa, nossos medos infantis, nossas neuroses. O que essa carta acaba, assim, evidenciando, é o nosso próprio sentimento de insegurança, nossas emoções em desequilíbrio, nossa falta de autoconfiança e, sobretudo, de Fé.

Lembrando sempre que esta postagem, como todas as demais feitas por mim, não pretende ser uma "regra", uma "fórmula" a ser copiada ou aceita, mas, simplesmente, a minha inspiração e conhecimento técnico, no momento da escrita, ao comentar alguns dos aspectos interpretativos da carta.

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Resistindo ao inevitável


Muitas vezes, e em especial neste Blog, me refiro às cartas de Tarot como um alfabeto de um idioma um pouco esquecido e que as combinações de suas cartas formam sílabas, palavras, frases. Nelas lemos aforismos, avisos, notinhas amorosas, poemas épicos, frases de efeito, alertas preocupantes, propostas instigantes, notícias de tempos distantes, romances minimalistas, etc.
Nada, na configuração das cartas, é gratuito ou está ali por acaso. Ao contrário, tudo foi muito bem pensado para que em cada traço do desenho, em cada mancha de cor, em cada elemento retratado possamos deixar nosso subconsciente completar a imagem e retornar com uma possível resposta, uma legenda para aquela ilustração.
O que me levou a estar escrevendo sobre isso foi o fato de, numa leitura realizada hoje, onde o assunto principal era seu trabalho, seus negócios, terem surgido 2 cartas numa casa que representava um sinal de alerta, de atenção/perigo para o Consulente. Os esquemas dos jogos normalmente possuem casas para situações costumeiras, do tipo: o estado emocional do Consulente no momento da leitura, quais as raízes do assunto que motiva a leitura das cartas, quais as probabilidades de determinado acontecimento vir a ocorrer, etc. Então, no esquema que eu havia sugerido para a jogada de hoje havia uma casa que representava possíveis obstáculos sobre os quais o Consulente deveria estar consciente e atento.
O 9 de Espadas, entre outras possibilidades, representa aquelas nossas preocupações que não nos abandonam, talvez porque as alimentemos e deixamos que cresçam e nos dominem. É quando exageramos nas nossas aflições e passamos a ver prejuízo, sofrimento e dor em tudo. Abandonamos o sentido do real para nos aventurarmos nos meandros dos pesadelos. O pessimismo é a palavra de ordem e acabamos, até inconscientemente, favorecendo que o Mal que imaginamos realmente aconteça. E quando isso vem acompanhado de uma Torre (Arcano Maior XVI)? Motivo para muita gente dar um salto na cadeira e persignar-se, como que antevendo uma enxurrada de desgraças à sua frente.
Menos, por favor. Bem menos.
A Torre, em seus aspectos mais negativos, representa uma retomada de consciência ocasionada por um evento que abala profundamente as estruturas do que já não tinha solidez em seus alicerces. Refere-se, muitas vezes, à necessidade de enfrentarmos a ruptura de determinadas "construções" nas quais nos empenhamos no intuito de nos afastarmos da pura realidade. Se eu "construo" uma relação afetiva baseada unicamente em fantasias e carências, é evidente que estou querendo erguer um monumento sobre areia movediça. Não irá resistir à falta de solidez de intenções, à veracidade dos fatos, à honestidade dos sentimentos.
E daí, como é então que fica a leitura dessa dupla, 9 de Espadas e Torre?
Claro que, como sempre, irei alertar que essa interpretação não é única, não é exclusiva, não se aplica a todas as situações e jogadas. Aliás, nada no Tarot funciona exatamente assim. Nada é absoluto. E é exatamente o exercício de, a cada jogada, a cada Consulente, encontrarmos um novo sentido, uma nova mensagem embutida, um novo viés combinatório, que faz de cada leitura, única.
No caso em questão que motivou esta postagem, o Consulente sofre com a idéia de ter que rever os motivos pelos quais seus negócios parecem não prosperar. Tem medo de confrontar-se com a necessidade de abandonar uma posição que não é nem de longe a ideal, mas que lhe parece cômoda e que vai "quebrando um galho", mas que ele bem sabe ser insustentável. Atormenta-lhe a idéia de ter que reconhecer que cometeu sérios erros e que estes acabaram por comprometer o projeto como um todo. Parece-lhe insuportável ter que assumir perante a família, os amigos, os funcionários e os concorrentes que agiu insensatamente e que o que ele pretendia se transformasse num império tem a mesma resistência de um castelo de areia à beira mar.
Ele sabe que a Torre já está instalada, com a força impiedosa de seus explosivos prontos a implodirem o que um dia foi um sonho mal sonhado, um projeto mal planejado, uma administração mal conduzida. E ao invés de detonar tudo o mais rapidamente possível e permitir-se recomeçar, agora com muito mais conhecimento e bom senso, prolonga o inevitável remoendo culpas, medos, angústias e vergonha.
Nem sempre as leituras de Tarot são aceitas de imediato. Há pessoas que resistem, que se negam a reconhecer ali uma sugestão para uma reflexão maior. Ninguém deveria entender um jogo oracular como uma ordem, um comando inquestionável, enviada de um outro plano, mas como um alerta para que o Consulente reflita e possa tomar suas próprias decisões, baseadas exclusivamente no seu livre-arbítrio.
Torres refletem acontecimentos, situações que em geral desejamos que nunca aconteçam, mas que acontecem mesmo assim. Deve haver, e certamente há, um sentido nisso tudo, mas nem sempre é fácil reconhecê-lo ou aceitar. Mas do que adianta construir uma mentira e passar a vida atormentado pela idéia que um dia ela irá se revelar? Por que prolongar o sofrimento inevitável? Por que não se permitir corrigir, modificar, evoluir, reconstruir?
Está aí, então, o Tarot para ajudar nessa reflexão, para lembrar que temos algo precioso que é a nossa capacidade de decisão e que quando dela nos utilizamos consciente e harmoniosamente, passamos a trilhar os caminhos que melhor irão nos servir para que nos realizemos como seres humanos.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Carta do Dia: 9 DE ESPADAS

   Nine-of-Swords   Janeiro passado, um casal de primos meus mandaram seus filhos para um acampamento de férias promovido pela escola que frequentam. Passaram semanas checando as condições do local, em termos de segurança, higiene e conforto; conversaram com diversos outros pais cujos filhos lá estiveram anteriormente; falaram com professores e conselheiros da própria escola e, finalmente, despacharam a garotada para duas semanas no tal acampamento.

     Foram, na verdade, duas semanas de noites insones, com os dois acordados, preocupadíssimos, sentindo as piores intuições sobre o que poderia vir a acontecer às crianças “naquele fim de mundo!”, como não paravam de repetir. Trocaram acusações, se auto-flagelaram ao máximo, sentindo-se culpados por tudo o quanto os jovem pudessem vir a sofre, pelas profundas marcas que aquelas duas semanas causariam em suas vidas como adultos.

     As crianças voltaram felizes, alegres, cheias de aventuras para contar. Meus primos estavam em frangalhos. Arrasados, dormindo algumas horas à base de poderosos calmantes, cansados de discutirem e se acusarem reciprocamente.

     O marido de uma grande amiga desde os tempos de faculdade é piloto de avião comercial. Passa a maior parte do tempo fazendo as linhas internacionais de uma companhia aérea brasileira. Desde o 11 de Setembro, quando houve aquele “ataque aéreo”, como ela costuma descrever os ataques terroristas às torres gêmeas em Nova Iorque, ela não encontrou mais paz. Não consegue dormir, não relaxa em lugar algum, largou o curso de línguas que fazia devido à ansiedade que não a deixa ficar parada num único lugar por mais de 15 minutos e quintuplicou a conta de telefone, checando o marido onde quer que ele esteja.

     O marido sente-se infeliz por ser o causador de tamanho estresse na mulher que ama. Entretanto, seria uma atitude inconsequente, neste momento da sua carreira e dos compromissos de vida de ambos, que ele largasse a aviação comercial. A mulher chora, ora e vigia os telejornais aguardando por notícias de catástrofes. Dia e noite.

     Todas essas pessoas viveram, ou vivem, à sua maneira, seus mais terríveis pesadelos convivendo com a idéia de perda, de sofrimento, abandono, culpa, sofrimento e dor o tempo todo.

     O 9 de Espadas é uma carta que simboliza, entre outras coisas, a angustiante e opressora sensação de que algo terrível está por acontecer e essa idéia fixa acaba sendo alimentada pela própria mente que a cria. Perde-se a noção da realidade, da plausibilidade, da dimensão exata do problema ou da situação. Tudo cresce a tal ponto que ocupa praticamente toda a mente, garantindo que se instale a confusão, as contradições, o desentendimento, a falta de direcionamento e a recusa em ver os fatos como realmente são. A pessoa, com medo de enfrentar seus terrores face a face, procurando clareá-los à luz da razão e da lógica, torna-se vítima de sua própria mente predadora.

     Essa carta tem uma conexão muito grande com a idéia de ciclos que se repetem, voltando sempre à idéia original. Basta que peguemos o seu número, 9 (nove) e o multipliquemos por qualquer outro número (experimente!), reduzindo-o em seguida à unidade. Voltaremos, sempre, a obter o 9 original!

     7 x 9 = 63 (6=3=9) = 9

     81 x 9 = 729 (7+2+9=18  1+8=9) = 9

     258 x 9 = 2322 (2+3+2+2=9) = 9

     Interessante, não é mesmo? Esse ciclo energético em conjunto com as chaves simbólicas do naipe de Espadas, jogam uma luz sobre como vivenciamos a natureza repetitiva e cíclica dos nossos mais profundos pensamentos. E por falar em “jogar uma luz” esse também é o número da carta do Eremita, o Arcano que simboliza uma busca interior, um estado de isolamento em busca do auto-conhecimento, de procurar em si mesmo as respostas, da necessidade de saber a verdade a todo o custo. O 9 de Espadas é uma verdadeira distorção da simbologia desse Arcano Maior, na sua ânsia de esconder-se da luz clara da razão e permitir que apenas um torvelinho de imagens, conjecturas, suposições e análises distorcidas sobreponham-se à realidade.

     Portanto, quando essa carta surge numa tiragem de tarot, dependendo sempre da sua posição e das demais cartas que a acompanham, além da questão que gerou a consulta, pode, também significar isolar-se com os seus problemas; desiludir-se; não ser flexível na maneira de pensar e agir; preocupações exageradas; sentir-se vulnerável; arrepender-se de algo feito ou dito no passado; discussões com a mãe ou a sogra; insônia; possibilidade de aborto; sofrimento; sofrimento. O aparecimento dessa carta quase sempre é um aviso para estarmos atentos ao fato que as preocupações demasiadas com as pessoas amadas e os sofrimentos da alma são comuns quando o Ego-Mente se investe de tanto controle e dominação que não leva em conta o fator humano. É a carta que nos recorda que é necessário acordarmos desse pesadelo e tratá-lo como tratamos os pernilongos que possam incomodar o nosso sono:

  • Localize-os e encare-os,
  • Elimine-os de seu sistema e de seu ambiente,
  • Previna-se de outro surto substituindo esses pensamentos ou crenças por outros muito mais límpidos e elevados.

     Aproveitem a claridade do dia de hoje para se deixarem iluminar pelo sol e fazer uma verdadeira limpeza mental. Todo mundo, inclusive você, tem o direito à felicidade. Construí-la é um trabalho individual. Comece-o agora.

Bom dia!