domingo, 4 de janeiro de 2015
SOL,carta 31 do baralho Lenormand, para inspirar os novos dias do Ano Novo
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
O Mundo, Arcano XXI : a dança dos dias
domingo, 21 de dezembro de 2014
9 de Copas: A Liturgia do Amor
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Pro ano nascer feliz
Frente à tragédia na região serrana do Rio de Janeiro, e de tantas outras calamidades que assolam o planeta, creio que devêssemos ter uma nova chance em 2011, dar uma nova chance para 2011, um novo réveillon, uma nova queima de fogos de artifício, qualquer coisa que fizesse deste, um novo e mais promissor ano novo.
Lendo o site 50 e Mais da jornalista Maya Santana, reencontro um velho e conhecido poema do Drummond. Dezoito dias após o 1º do ano, estou aproveitando a sabedoria e delicadeza do poeta para ilustrar, com lâminas do tarot, essa sua mensagem de esperança em nossos próprios recursos para criarmos o mundo que queremos viver.
Não que o poema precise de acréscimos visuais extras além daqueles que suas palavras provocam em nossas mentes e corações. Nem pretendo que essas imagens que adicionei sejam definitivas, únicas, ou obtenham unanimidade entre meus leitores. Gostaria que fosse entendido como um exercício pessoal, destinado a me reconectar com as energias que sempre acarretamos aos inícios, sejam eles dos anos, dos ciclos da nossa vida, dos nossos empreendimentos, dos nossos relacionamentos.
Aproveitemos, então, o conselho do poeta e sejamos os Mágicos cujos desejos e ações despertam os novos dias que abrigamos dentro de nós.
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,![]()
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,tem de fazê-lo novo,
eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
![]()
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
“Receita de Ano Novo” - Carlos Drummond Andrade
sábado, 1 de janeiro de 2011
O ano do Imperador
Eu poderia dizer que estive muito ocupado, que viajei muito, que estive comprometido com outras atividades, que não tive tempo, inventar enfim algo que fosse uma justificativa qualquer para não dizer a pura verdade: foi um pouco de tudo isso somado a um grande cansaço da obrigação que havia me imposto de escrever diariamente sobre tarot.
Escrever é um ótimo exercício para quem o faz. Aprende-se mais, fixa-se melhor e tem-se a oportunidade de repensar conceitos que pareciam quase estáticos. Fiz isso por 2 ou 3 horas, todos os dias, durante 8 meses. Foi muito bom, mas cansei.
Como tudo que fazemos de maneira continuada, corremos o risco de nos tornarmos mecanicamente repetitivos, perdermos a espontaneidade e, sobretudo, o prazer. E o que eu mais prezo no meu trabalho é a satisfação física, mental e espiritual que ele me dá. Não posso deixar que vire rotina. Não vou conseguir amar algo que se torna um apêndice, algo que se faz movido pela necessidade ou pelo sentimento de obrigatoriedade. Tem de haver tesão.
2011 corresponde numerologicamente ao Imperador, Arcano Maior de número 4 ( 2+0+1+1= 4 ). Essa figura representa, arquetipicamente, o administrador que existe (ou deveria existir) em todos nós. É o governante, o gerente, o pai, o patrão, o chefe, o general, o provedor, o monarca, o responsável, enfim, por si e pelos seus. É nosso aspecto organizador e controlador. É a maneira que nos portamos na condução dos nossos negócios, nossos relacionamentos, nossos interesses, nossa vida. É nosso sentido de segurança pessoal, de nos acreditarmos, de sabermos que podemos fazer o melhor e que temos condições próprias de gerir aquilo que primeiro pensamos, depois plantamos, finalmente colhemos e agora devemos dar-lhe um sentido de utilidade, de organização, uma finalidade que nos agrade e que beneficie aos demais por quem somos responsáveis.
Se no ano que findou vimos brotar (Imperatriz), finalmente, aquilo que no que havíamos investido tempo, trabalho, amor, dinheiro, dedicação, este é o ano de cuidar dos frutos colhidos.
Portanto, começa hoje um período em que testaremos (e seremos testados) na nossa capacidade administrativa. Como vamos conduzir aquilo que temos e quem somos vai depender de exclusivamente de quanto estamos preparados para esse papel: o de Imperador de nós mesmos. Vamos, então, cuidar para que não nos tornemos verdadeiros déspotas, ou escravos de nós mesmos.
Ano novo, novos sonhos, esperanças, interesses, investimentos e responsabilidades. O Arcano Maior de número 4 é, também, uma nítida lembrança disso: responsabilidade. Não necessariamente estratificarmos, sentarmos sobre os louros das nossas vitórias anteriores, não nos arriscarmos. É assumirmos que somos responsáveis pelos nossos atos e que todas as nossas ações irão refletir essa nossa atitude.
Então, amigos, é hora de arregaçarmos as mangas e assumirmos total responsabilidade por aquilo que somos e pelo que temos, cuidando para que possamos trilhar, harmoniosamente, nossa vida, colaborando para que os demais possam se beneficiar das nossas atitudes e realizações. Esse é o compromisso de um bom gerente, de um pai responsável, de um administrador competente.
Feliz Ano Novo e muito sucesso a todos!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Carta do Dia: O CARRO
Bom, o ano já começou, apesar de ainda termos o Carnaval pela frente, lá pelos meados de Fevereiro. Mas já estamos na segunda semana de Janeiro, a vida retornando ao seu compasso normal, a sensação de férias ainda pairando no ar, mas as responsabilidades do cotidiano novamente se fazendo notar.
É chegada aquela hora em que vamos começar a colocar em prática as promessas de fim de ano. Sabe aquela lista que fizemos e que começava assim: “ Em 2010 vou fazer isso e aquilo…”. Muito bem. Já estamos em 2010 é está na hora dessa lista deixar de ser apenas desejos, vontades, promessas, compromissos para se tornar realidade.
O Carro, o arcano de hoje, nos avisa que as energias para colocarmos em movimento esses nossos objetivos estão atuantes e que agora é a melhor hora para darmos, finalmente, partida em rumo da linha de chegada. Estamos aptos para levarmos em frente aquilo tudo que muito pensadamente, muito planejadamente decidimos serem as nossas metas para este novo ano, para este novo ciclo das nossas vidas. Portanto, temos apenas que tomarmos as rédeas da situação, abrirmos o mapa com a trilha previamente traçada que devermos seguir e partirmos em busca da realização pretendida. Certamente, a bandeirinha da vitória já nos espera ao final da estrada.
Tomar a direção da nossa vida é assumirmos uma ação criativa, onde as decisões devem ser bem analisadas, tendo coragem de enfrentar nossos medos e possíveis inseguranças, revestindo-nos com a carapaça da força e da coragem ( O Carro pertence ao signo de Cancer, que é representado por um animal com uma forte e assustadora carapaça que lhe protege o frágil interior), despedindo-nos do que é obsoleto e que certamente ficará para trás, prontos para assumirmos o que é novo. Nada disso é obtido sem confiança em si mesmo, em seus próprios recursos, em sua intuição, em sua disposição em correr riscos ou assumir novas funções ou formas de pensar. Tudo é feito com planejamento, com o devido cuidado, mas rapidamente, consciente de que trilhar o caminho do meio, aquele que reflete bom senso e equilíbrio é muito mais importante do que ter que tomar decisões, fazer opções entre múltiplas possibilidades.
Esta carta é a de número 7 no tarot, o que numerológicamente nos remete ao conceito da vitória da vontade sobre os problemas da vida. É não deixar-se abater ou esmorecer pelos obstáculos que possam aparecer no caminho. O mais importante não é chegar a um resultado pré-planejado, mas sim ir colhendo pela estrada, pelo caminhar, novos subsídios que nos enriqueçam a existência.
Numa leitura divinatória, o aparecimento do Carro pode indicar viagem a passeio ou negócios, mudanças, problemas com veículos, problemas mecânicos, acidentes de trânsito; uma saúde legal porém com atenção a ser dada às articulações; situações que estão por acontecer, encontro com pessoas estrangeiras ou que estão apenas de passagem; crescimento econômico, mudança ou transferência de emprego; a necessidade de controlar os impulsos sexuais e até discussões dentro da própria família. O Carro relaciona-se com pessoas impetuosas, determinadas, corajosas, desapegadas, que se arriscam, com raciocínio rápido, que buscam para si um ambiente amoroso e bastante seguro (lembram-se do caranguejo que é símbolo de Cancer?).
Portanto, aproveite esta ensolarada segunda-feira para começar a movimentar as engrenagens da máquina da sua vida. Assuma a liderança (sem tentar controlar os outros e nem ser dependente de opiniões ou iniciativas alheias), reveja o seu plano de ataque e siga em frente, com disposição, autodisciplina, coragem, segurança e muita fé! A conquista dos seus objetivos lhe aguarda num ponto qualquer da estrada. Sintonize o seu interior com o Universo e obtenha essa vitória tão ansiada, celebrando-a com muito prazer e alegria, porque você muito bem sabe que ela não aconteceu a toa: foi preciso conquistá-la.
Coloque seu cinto de segurança, ligue o seu GPS, engate uma primeira e aventure-se por um dia que lhe promete grandes vitórias!
Bom dia!
Imagem: TAROT DE DALI
sábado, 2 de janeiro de 2010
Carta do Dia: 6 DE OUROS
Entre uma cena de absoluta alegria, com pessoas se abraçando num cenário de brilhos e cores, e outra onde casas alagadas, pessoas desabrigadas começando o novo ano acampadas em lugares que os órgãos governamentais disponibilizaram, algo fica evidenciado: muitos com tanto para dar e tantos aptos a aceitarem alguma forma de doação.
Nesta manhã, ao aparecer o 6 de Ouros como a Carta do Dia, experimentei um profundo agradecimento ao Universo por estar comunicando a necessidade de meditarmos, e muito, a respeito do dar e do receber, pois esse arcano nos fala exatamente sobre isso. Sabemos que a palavra caridade é o sustentáculo de diversas religiões. Repartir com o outro (e toda qualquer pessoa é o “outro”) algo que nos é importante (sentimentos, bens materiais, conhecimento, etc) é uma condição necessária para que as energias interajam e continuem fluindo. Isto é, quando mais damos, mais criamos condições para novamente recebermos. É como os cabalistas explicam a maneira pela qual recebemos de Deus (do Universo, de algo superior, do divino, enfim, não importa como você se refira a algo que nos escape, pela sua própria essência à nossa completa compreensão) tantos benefícios, de forma continuada desde que nos mantenhamos receptivos a eles. Se nos imaginarmos como vasos, taças, receptáculos que são preenchidos continuamente pela graça divina, então, para que esse fluxo não se interrompa precisamos estar, também, continuamente doando e assim criando mais espaço para recebermos.
Numa das reportagens, a mãe de 14 filhos que teve sua casa e todos os seus pertences levados pelos desabamentos e enxurradas, falava da sensação de gratidão (!!!) por sua prole e ela mesma não terem sofrido nenhum dano físico e que assim que as chuvas parassem, ela iria procurar um novo lugar para reconstruir seu lar. O que ela estava dizendo, naquele momento, é que o maior bem que possuímos, nossa maior riqueza é a possibilidade de recomeçarmos e de estarmos preparados para recebermos, agradecidos e prontos para também sermos generosos com os demais, toda a ajuda que o Universo nos disponibiliza.
Numa outra emissora, uma outra senhora contava que haviam, ela e toda a sua família, passado a noite de reveillon ajudando no socorro das vítimas do desmoronamento de uma pousada próxima à sua residência. Deixou sua ceia, o conforto de sua casa, enfrentou a noite, a chuva, os perigos de outros deslizamentos de terra, mas foi lá levar sua doação, sua contribuição, de maneira totalmente espontânea e à pessoas desconhecidas.
Essas duas pessoas muito bem retratam uma situação real que o 6 de Ouros simboliza: que a fé na vida e na nossa própria capacidade pode ser confrontada e reestabelecida através de um evento surpreendente, um lance de boa sorte, ganhos inesperados que não só nos beneficie mas que nos permita compartilhar desses mesmos benefícios com os outros.
Sermos generosos, dando aos outros não o que está sobrando mas o que elas estão precisando ou em condições de receber, é condição básica para que se estabeleça um intercâmbio e fluxo maior de energia que nos beneficie a todos. Não ter arrogância ao receber, estarmos abertos ao que os outros têm para nos dar e apreciarmos esse compartilhamento com o coração leve, é a nossa parte nessa mecânica.
O surgimento de um 6 de Ouros numa leitura também sugere que é chegada a hora de aproveitarmos as condições favoráveis (generosidade) que as pessoas, as situações, a própria vida está a nos oferecer. É sinal de boas relações, lucro material, de sucesso e crescimento no trabalho, além de harmonia e felicidade no amor.
É claro que o tarot sempre nos alerta para o lado “sombra” que há em todas as cartas: adverte para aquela prodigalidade impensada, ao fato de nos desfazermos de nossas posses na vã ilusão (e orgulho) de que estamos praticando caridade, evitar gastos demasiados e desnecessários e, finalmente, refletir muito antes de emprestar dinheiro ou objetos pois há grande chance de levar um tempo enorme para tê-los de volta e isso se algum dia voltarmos a vê-los.
Aproveite o dia de hoje para meditar a respeito de como o Universo conspira para que sejamos doadores, criando situações e colocando-nos à frente de pessoas aptas a aceitarem nossa contribuição. Medite o quanto o dia de hoje está lhe beneficiando e de que maneira você pode estender essas bençãos para ou outros. Expresse os seus sentimentos mais profundos, generosamente, sem impedimento e, com certeza haverá que deles necessite neste momento. Abra-se para tudo o que a vida lhe oferece e crie com ela um intercâmbio de amor. Há melhor maneira de se viver o primeiro dia útil do ano?
Bom dia a todos!
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Signos & Tarot : JANEIRO / 2010
CAPRICÓRNIO
Elemento: Terra / Regente: Saturno
Mudança é uma palavra bastante previsível em todo início de ano, e desta vez não é diferente.
Grande parte da beleza de ser quem você é, capricorniano, reside na sua estabilidade e na sua capacidade de manter-se absolutamente calmo em situações problemáticas. E parece que o que não tem faltado ultimamente em sua vida são situações bastante desafiantes. Mas a energia de 2010 será diferente da dos últimos anos e isso fará com que você reavalie suas estratégias, pois aquelas fórmulas (agora antiquadas) não irão mais funcionar.
Isso não significa que você terá que abandonar todos os seus hábitos ou mudar completamente aquela seu jeito de conduzir as coisas e que, com o tempo, provou ser uma maneira muito confiável e eficiente. De forma alguma! Mas é necessário que você reconheça que existe uma necessidade de mudança, de ter mais flexibilidade, mais “jogo de cintura”, ser mais aberto às novas idéias. Não seja um escravo de regras auto-limitadoras, obsessivas e viciosas. Prepare-se pois em 2010 você irá, com certeza, libertar-se de muitas delas!
Salve 2010! Feliz Ano Novo!
Finalmente, 2010! Abençoado seja este ano em nossas vidas. Que possamos viver, em seus dias, experiências benéficas em todas as áreas das nossas atividades, além de um grande desenvolvimento espiritual e também de nossos talentos e habilidades; o prazer de sermos criativos e de nos expressarmos de maneira coerente, clara e positiva.
Possamos viver um ano de Esperanças: na paz entre os povos, na harmonia entre as filosofias, de aceitação das diferenças naturais; da obtenção da prosperidade material de forma racional, equilibrada, responsável, sem prejuízo a nada ou a ninguém; de consciência da necessidade urgente de cuidarmos do planeta para que ele, sanado, possa retornar-nos em melhorias das condições de vida.
Que os nossos governantes honrem seus cargos valorizando, assim, a expectativa e confiança depositada em cada voto recebido; que a saúde não seja um artigo de luxo accessível a poucos mas, ao contrário, seja gênero de primeira necessidade e distribuída de forma precisa, eficiente e generosa. Que o ensino seja uma possibilidade concreta a todos, instigando a curiosidade, permitindo a discussão, contribuindo para a conscientização dos indivíduos.
Há tanto o que esperar de um ano em que o Arcano número 3 do tarot, a Imperatriz, é o regente. Hoje entramos no limiar de um ano que nos promete muitas recompensas. É o fim de uma longa e aguardada gestação e, tenho certeza, os frutos que serão paridos farão valer a espera.
Mas quem é essa mulher, essa Imperatriz? Regente do que? Qual o seu reino, quais são os seus domínios?
O número dessa carta é o 3, que é a soma do 1 e do 2, do ativo e do passivo, do iniciador e do receptor, do masculino e do feminino. Um bebê que nasce, e inclusive a própria noção de maternidade, é um 3, pois é a soma da constituição genética dos seus pais. É a mesma noção que fazemos da tríplice figura do Pai, Filho e Espírito Santo, e se quisermos nos ater no aspecto feminino, a Jovem Virgem (ainda não menstruou), a Mulher (que menstrua) e a Sábia (que vive a menopausa).
A letra Daleth, do alfabeto hebraico, que podemos traduzir por "porta” (abertura, entrada, recipiente) é significativamente associada a esta carta, sendo que o elemento que a caracteriza é a terra, pois ela é a representação do mundo “real”, da maternidade, o desejo sexual. Com essa regente, iremos viver 2010 com muita intensidade e percepção. Com muita alegria de viver, especialmente sexual, e através de um sentimento maternal. A Imperatriz nos recorda que maternidade e sexo caminham juntos, não apenas biologicamente, mas porque ambos representam plenitude e maturidade. Em tiragens de tarot ela significa uma pessoa que é sexualmente ativa, mas de maneira responsável. Nisso ela difere da carta do Diabo, na qual o sexo é opressivo e desiquilibrante, ou da dos Namorados, que enfatiza o relacionamento em si, mais do que a própria relação física. A Imperatriz é a representação da expressão sexual própria, única, de cada indivíduo.
Mas não é só sexo que compõe a Imperatriz: o amor pela Natureza, pelo crescimento e desenvolvimento dos seres, pela liberdade, por todas as atividades onde a alegria e o bem estar são notórios. A Imperatriz é profundamente dedicada aos seus filhos, amigos e amantes. Ela é a “mãe” de grandes idéias, aquela que é criativa e nutre a tudo e a todos.
A carta que ilustra a postagem ilustra perfeitamente bem aquilo que procurei definir a respeito dessa dama: reparem o ventre e os seios volumosos de uma gestação praticamente chegando ao seu final; veja a maneira terna com que ela abraça as suas “crias”: o feixe de trigo (que é o alimento, a nutrição e, portanto, a vida), com o braço direito, que é regido pelo lógico e racional hemisfério esquerdo do nosso cérebro. Com a mão esquerda (a intuição, a criatividade, o sentido artístico e espiritual) ela segura uma cornucópia de frutos, que nada mais representam que as delícias e os prazeres, a doçura, o sabor, os perfumes, cores e texturas que encontramos em nossa vida terrena. Ela está descalça, isto é, em contato direto com seu elemento, a Terra, que é ela mesma, a Grande Mãe, a Mãe Terra. Sua casa é o Jardim do Éden, o paraíso terreno
Suas vestes verdes nos falam do seu amor pela Natureza, pela vida que se refaz a cada ciclo, e as abelhas desenhadas no tecido nos lembram da sua fertilidade e do prazer e da necessidade do trabalho, produzindo frutos ( o doce mel ) que justificam a nossa nossa necessidade de cultivarmos o planeta, trabalhando em uníssono. Um manto azul, a cor da espiritualidade, a agasalha, simbolizando a união da matéria com o espírito. Uma camisola vermelha, em contato com seu corpo nos fala do fogo da paixão, que ela tão bem administra. É o sangue, são os glóbulos vermelhos, são as centelhas da criatividade, da sexualidade, do pulsante coração. Sua coroa, com 12 pedras preciosas (só vemos a metade, na figura da carta) nos falam do ciclo dos anos (12 meses), dos signos do zodíaco, e, se o somarmos e reduzirmos (12 = 1 + 2 = 3) obteremos o seu número. Um dos seus pés toca o riacho que corta a verdejante paisagem, a nos lembrar que ela também privilegia as emoções, a turbulência e a calmaria dos sentimentos, experimentado-os destemidamente, além, é claro, de nos falar da água, como fonte primordial de toda a vida que conhecemos. Seu trono feito de madeira, nos faz pensar que ela está, tal qual a grande árvore que lhe projeta a sombra, profundamente enraizada no solo, na realidade, mas que seus pensamentos se elevam, tal qual a copa da majestosa árvore, para o mais alto dos céus.
Se repararmos bem, seu olhar se dirige amorosamente ao próprio ventre, com ele se comunicando e preparando-o para o seu desabrochar sobre a terra. Seus cabelos são movidos pelo vento, tal qual antenas, procurando captar as vibrações espirituais. E suas pernas afastadas significam a sua receptividade, a sua capacidade de entender, compreender, aceitar e amar.
Enfim, essa mulher vive a vida plenamente, confiante, sem medo, harmonizada com os elementos e consigo própria; tão rica em potencialidade que não cessa de nutrir incessantemente a tudo e a todos.
Devemos pensar na Imperatriz como a representante de um ciclo, um ciclo de vida e de morte, pois no momento que ela dá a luz, ela também está determinando um prazo de vida que aquela criatura, aquele espécimen irá ter. Isso nos encoraja a confiarmos na capacidade evolutiva, transformadora da vida e da necessidade de estarmos sempre abertos e preparados para as mudanças que ela nos propõe.
Como podemos utilizar essa energia toda em 2010? Preparando o terreno para que possamos colher fartamente ao final. É um momento de inícios, de começos promissores onde a expressão plena, franca e clara, e o uso de todas as nossas capacidades é exigido. Possibilita que abramo-nos para novos impulsos, estimulantes e fecundantes que nos farão viver uma vida mais rica, plena e bela. Inclusive aquilo que estamos longamente “gerando” dentro de nós irá encontrar, nos próximos meses, seu tempo de florescer, de vir à luz, se concretizar e de proporcionar vivenciarmos uma nova realização.
Diante de tanta promessa de fartura há que também considerar-se o lado “sombra” dessa exuberante senhora: devemos estar atentos a manter um saudável equilíbrio, não deixando que nossas emoções ou ações se tornem obsessivas ou controladoras em excesso. Não permitindo uma caótica proliferação de resultados palpáveis apenas porque queremos fazer tudo ao mesmo tempo. Os jardineiros sabem que cuidado e dedicação demais, ou de menos, transtorna o delicado equilíbrio da beleza que cultivam com tanto amor.
Finalmente, a Imperatriz solicita-nos a termos confiança plena na força auxiliadora e curativa da Natureza.
Encerro, assim, minha primeira contribuição para este novo ano desejando a todos um ótimo, amoroso, renovador e produtivo ano!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Véspera de Ano Novo
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Carta do Dia: 9 DE PAUS
Na volta, enquanto aguardava o sinal para poder atravessar a avenida, olhando para o chão observei, surgindo num canto entre a calçada e o asfalto, umas três folhinhas verdes presas a um débil, porém atrevido e bastante arrogante, galhinho. Provavelmente uma amendoeira dessas muitas que enfeitam as nossas avenidas.
Nesse minuto em que continuei aguardando o sinal para os pedestres, fiquei completamente absorto e encantado por aquela imagem de força de vontade e resistência. No meio do caos urbano, enfrentando milhares de pessoas que por ali passam, varredores de rua, carros, animais, essa plantinha decidiu desafiar tudo e a todo. Usando de todos os seus recursos naturais, da força germinal contida em sua semente, nutrindo-se muito mais da sua própria seiva do que do ambiente inóspito que resolveu enfrentar, ela rompeu, com aquele projeto de tronco e algumas brilhantes folhinhas o concreto e o asfalto, estabelecendo-se dona de um lugar no corpo da cidade.
Fico pensando quantas vezes essa amendoeirazinha contorceu-se, estirou-se e retrocedeu em sua busca de sol, de ar, de água, de vida. E, nesta manhã, guerreira como ela só, lá estava, uma vez mais lutando pelo seu direito de vever plenamente, indiferente aos pisões que deve levar, à poluição e à sujeira que a cercam, ao notório fato de que não pode mover-se, não tendo alternativa a não ser adaptar-se e crescer, rumo ao céu, ali mesmo, tendo uma caótica avenida como canteiro e paisagem.
A coragem, a força de vontade, o pureza do seu instinto natural, sua energia e seu vegetal, se assim posso dizer, entusiasmo, foi um presente que recebi do Universo, nesta penúltima manhã do ano, ao fazer-me parar naquele lugar, esquecer-me por uns instantes de toda a tensão que me cercava na cidade que amanhecia, e poder ver, magnificamente transposta para a realidade, a mensagem do 9 de Paus, a carta que eu havia tirado mais cedo.
Nestes dias, em que fazemos listas de projetos, revemos os dias passados, nos arrependemos de algumas situações que crriamos, rimos de outras e nos cumprimentamos pelos acertos obtidos, o 9 de Paus surge para nos lembrar que quando acreditamos ter chegado ao limite das nossas forças, que continuar está fora de cogitação, que o medo de revivermos situações infelizes nos impede de continuar, nosso guia interior, nossa intuição parece abrir uma reserva de energia extra e, lá vamos nós, novamente batalhar pelos nossos interesses e ideais.
Essa é uma carta que nos fala de força, resistência, vontade e determinação, de nossos poderes insconscientes que vêm nos resgatar, manifestados das mais criativas maneiras, quando deles mais necessitamos. Nos lembra a aproveitar nossa energia inspiradora e, confiando em nossa intuição, com muito entusiasmo, disciplina, bastante cautela e a sempre bem vinda prudência ao agir, nos arriscarmos mais uma vez em busca de atingirmos os nossos objetivos.
Pode ser que tenhamos que tolerar alguma espera, diversos obstáculos, contrariedades, e, até mesmo, momentos de confessa perda das nossas convicções. É então que devemos nos retrair, mas nunca fugir. Nos recolher para alguns instantes (lembre-se que estamos na semana da Sacerdotisa... leia o meu texto de domingo passado, dia 27) de contemplação da própria situação e das nossas metas, resgatarmos o que aprendemos da nossa experiência prévia e, tratadas essas nossas feridas de batalha, e só então voltarmos à carga total, usando nossa poupança energética, parece ser uma alternativa bastante promissora.
Quando essa carta aparece numa leitura de Tarot ela significa tudo o que escrevi até agora, e ainda o seguinte: começo de novos projetos com expectativas muito favoráveis; fortalecer-se fisica, moral, sentimental e espiritualmente através de batalhas vivenciadas; termos o cuidade de não vermos a cada dificuldade um monstro que nos ameaça, mesmo até demoois de vencido; do fato de necessitarmos reforçar nossas defesas por estarmos convivendo com alguém, ou mais pessoas, sugadoras das nossas energias; paciência, pois é uma carta que indica alguma demora; uma grande energia sexual; a possibilidade de sermos pegos de surpresa; que a hora da "volta por cima" chegou.
Vi naquela plantinha a lição de despedida que 2009 ainda insistiu em me dar: que a vontade e a imaginação ao agirem juntas, podem transformar sonhos em realidade.
Obrigado amendoeira. Obrigado 2009.
Bom dia para todos!
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Carta do Dia: ÁS DE COPAS
Essa carta, como todos os Ases do Tarot, fala de princípios, de começos, de iniciativas armazenadas prontas para serem postas em ação. É a semente que, se plantada e cuidada, resultará em algo maior, completo.
Fim de ano tem essa coisa de tomarmos grandes resoluções, fazermos mil planejamentos, comprometermo-nos com promessas variadas. Mas é também aquele tempo de "faxinarmos" nossas emoções, revendo nossos acertos, erros, conscientizando-nos do que deles aprendemos. E, nessa verdadeira limpeza espiritual e emocional (e por que não incluirmos, também, a física, fazendo uma dietazinha desintoxicante depois de tantos "acepipes" natalinos?) devemos usar do melhor detergente que conheço: o perdão. Saber perdoar é uma arte, é o fruto de uma enorme evolução e é algo que precisamos praticar muito, e sempre!
O Ás de Copas nos fala do Amor, no seu sentido mais universalista. O Amor (sim, com maiúscula) que não conhece impecilhos, o Amor que não se atém a um grupo, uma ideologia, um nível de relacionamento. O Amor que inclui a misericórdia e a compaixão. O Amor que nos faz canais de retribuição de todo o Amor que recebemos do Universo (e aí cada um de vocês substitui "Universo" pela palavra que melhor se adapte ao seu conceito do divino).
Num dos comentários básicos sobre a Criação, a Cabala nos ensina que a felicidade de Deus está na doação e que para melhor vivenciá-la, criou todos os seres. Deus (e, mais uma vez, usem a expressão que melhor defina suas experiências com o divino) nos inunda constantemente de amor. Somos como um vaso que vai se enchendo e chega ao ponto de começa a transbordar. Impedí-lo de fazer isso é recusar esse Amor divino e, ao mesmo tempo, deixar que essa "água" se estagne dentro do vaso.
Essa carta, para muitos, representa o Santo Graal, que, conta a lenda, teria sido o cálice usado por Jesus, na Última Ceia e, depois, por José de Arimatéia, para aparar o seu sangue ao ser cucifixado. Esse emblemático objeto, teria desaparecido e a sua busca, contada sobretudo através de elementos da cultura sócio-filosófica da Idade Média, representaria nossa missão na vida: algo que se deve aceitar, realizar com o uso dos nossos recursos pessoais e nosso sacrifício. Para os cristãos, simboliza a presença do Espírito Santo em nosso meio, pois nosso mundo não se sustenta tão somente das leis que os homens criam, dos conceitos morais que desenvolvem. Há algo superior a tudo isso e dá dá significado à existência em si, que é o seu aspecto espiritual.
Na Sacerdotisa, a carta regente desta semana, encontramos a Mãe Espiritual, detentora de toda a sabedoria, também vivenciamos o seu silêncio, o seu resguardo. Nela tudo é interiorizado. A expressão é quase inexitente, pois é uma sabedoria latente, atávica, ancestral, que necessita ser conhecida e aprendida no silêncio interior. Do Ás de Copas, entretanto, recebemos a mensagem de que precisamos e devemos nos comunicar, extravasando nossos sentimentos, nossas emoções. Equilíbrio perfeito, não acham?
Em termos muito práticos, essa carta nos fala de servir ao outro, de amar o próximo, de pureza de emoções, de um tempo de alegria e otimismo. É também, divinatóriamente, possibilidade de um novo romance, de maternidade, de noivado e casamento, de fazer as pazes; de companheirismo no trabalho, de harmonia familiar e com o grupo social. Diz das oportunidades nascentes com grandes possibilidade de excelentes resultados, de fartura e abundância.
Mas é, especialmente sobre o poder curativo, regenerador e transformador do Amor que o Ás de Copas simboliza.
Portanto, às vésperas do 1º do Ano, data em que se comemora a Fraternidade Universal, ou seja, o Amor a tudo e a todos, a tiragem dessa carta nos questiona se estamos vivenciando plenamente o Amor em todos os aspectos da nossa vida. Nos faz pensar se estamos doando generosamente nosso carinho, compreensão, empatia, a todos que nos cercarm e aos que nos procuram. Se comunicamos nossas emoções com clareza, com limpidez e segurança. Se não estamos mascarando a realidade com essas mesmas emoções e se permitimos que toda essa energia divina que recebemos permeie todas as áreas da nossa vida.
Aproveite o dia de hoje para reforçar a confiança em seus próprios sentimentos mais profundos e na sua intuição. Solidarize-se com alguém, um grupo ou uma causa. Contribua. Entusiasme-se!
E, se você se pegar cantarolando "Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi...", agradeça ao Roberto Carlos, à vida e ao Universo, que certamente estará completamente em sintonia com você.
Bom dia!
domingo, 27 de dezembro de 2009
Carta da Semana (de 27/12 a 02/01/2010): A SACERDOTISA
Esta é a última semana do ano. Um período cheio de festas, celebrações, confraternizações, troca de presentes, troca de mensagens, encontros e reencontros. Muita animação, muitos planos para as férias, para o próximo ano, muitos projetos que estavam engavetados nos escaninhos da memória parecem querer vir à luz. Enfim, estamos todos a mil! Então, nesta domingueira manhã, surge a Sacerdotisa como a carta da semana e como sempre, essa discretíssima senhora, manifesta-se nos momentos mais oportunos. Seja bem vinda! Penso que, poucas são as épocas do ano em que, ao meio de tanta agitação, percebemos uma necessidade muito grande de nos recolhermos, nos calarmos, nos isolarmos um pouco para refletir. É até natural, se pensarmos quanta energia dispendemos em múltiplos afazeres e compromissos nesse período. Mas a presença da Sacerdotisa numa tiragem enfatiza que um momento de concentração interior, de meditação é muito indicado e deveria ser praticado. Tempo para isso sempre há: aqueles minutos que até roubamos do nosso sono e, levantando mais cedo, vamos andar à beira do mar; ou quando nos beneficiamos de algum tempo sozinhos em casa, sem ligar a TV, sem ler o jornal, sem ficar arrumando as coisas ou planejando mais tarefas.quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Carta do Dia: 5 DE ESPADAS
Estávamos atualizando nossos assuntos quando ela comentou o quão estressada estava pois iria receber parentes de diversas cidades para o Natal e esses encontros sempre acabavam numa verdadeira "lavagem de roupa suja".
Comentava ela que, apesar de todos se relacionarem bem quando distantes, isso tudo parecia se deteriorar muito rapidamente quando se encontravam e as festas de final de ano e os velórios (!) pareciam ser as datas de escolha para que velhas implicâncias, ciúmes e invejas antigas, frustrações e pequenos desentendimentos aflorassem de maneira bastante incandescente. Ao final, quem saía bastante destruída desse ringue era ela própria, pois vivia o conflito de todos, os seus próprios, acabava também extravazando suas mágoas e rancores e, ainda por cima, tinha que dar uma de juiz, de conselheira, de terapeuta, etc e tal. Como seria natural, acabava não havendo vencedores e nem vencidos, apenas gente profundamente magoada por todos os lados.
Nesse nosso encontro ela me disse que, exatamente por isso, a simples idéia de festas natalinas e a constatação de que elas se aproximavam, lhe provocavam as mais diversas e terríveis formas de medo e aflição.
Hoje pela manhã, ao ver que a Carta do Dia era o 5 de Espadas, lembrei-me imediatamente dessa nossa conversa.
Esse arcano é considerado um dos mais difíceis de serem interpretados pelos tarólogos. Em princípio ele alerta para brigas, discussões, críticas, traição, derrota, abatimento, humilhação, inveja, vingança, infâmia, infortúnio, sadismo, falta de escrúpulos, demissão de emprego, armadilhas, e todas as outras maneiras que vocês conseguirem se lembrar que possam tornar a vida de qualquer ser humano num verdadeiro inferno, num infindável pesadelo.
Pois é: essa carta, numa leitura de tarot, pode representar tudo isso mesmo. Mas, e é muito importante que percebamos isso, ela representa sobretudo o nosso próprio medo de vivenciarmos essas derrotas, esses fracassos, de sucumbirmos a essas ditas armadilhas, etc caso eles realmente se apresentem.
Ela, em verdade, prenuncia uma energia bastante negativa, fruto da nossa própria mente, que está incapaz de reconhecer que o medo que sentimos é de natureza irracional , não significando, de forma alguma, uma situação real.
Para libertar-se desse medo (de sucumbir, de perder a batalha, de sofrer, de ... tantas coisas!) é preciso, antes de mais nada reconhecê-lo e aceitá-lo. Só assim tomamos real consciência da sua dimensão, da sua importância e podemos combatê-lo.
O estresse, as pressões do nosso dia a dia parecem mesmo se acumular para serem regurgitadas ao final de ciclos (fim do ano, velórios, aniversários, por exemplo). É uma panela de pressão que ao explodir, espalha não só o seu conteúdo como também parece acrescentar a ele tudo o mais que um dia nela já foi contido.
O que eu aconselharia a essa minha amiga seria peguntar-se: "Vale a pena?", "O que e por que é tão importante para mim provar que os outros erram ou erraram e eu estou certa?", "Estarei procurando impor os meus interesses (sentimentos, frustrações, medos, angústias, incapacidades, desesperanças, falta de fé) sobre os dos demais?", "Quem irá lucrar (melhorar, progredir, transmutar, evoluir, crescer) com isso?", "O que essa experiência irá me ensinar (para o meu crescimento, minha evolução, meu progresso, minha melhora em todos os aspectos) se eu vivenciá-la?".
E continuando com o minha sugestão eu diria a ela para analizar de maneira fria e bastante imparcial a situação como um todo (afinal é uma carta de Espadas = Ar = Mental) e enfrentar tudo da melhor maneira possível, isso, é claro, depois de reconhecer a sua parcela de participação para que as coisas chegassem ao ponto em que chegaram. Superar o medo de perder o controle, de enfrentar situações que possam parecer penosas, o medo de perder uma batalha, de ser derrotada em algum argumento. Desisitir do orgulho.
Enfim, o antídoto para vencer o 5 de Espadas está exatamente no otimismo, na coragem, na harmonia interior, nas ações positivas. Lembre-se que o chamado "destino" pode ser alterado quando estamos equilibrados e trabalhando nos nossos objetivos.
Portanto, aproveitem a noite de hoje para celebrarem exatamente o nascimento de uma filosofia, de uma ética, de uma idéia que nos ensinou o amor e, por conseguinte, a compaixão: o carregar os nossos fardos e, ainda sob o peso dos mesmos, ajudarmos aos nossos semelhantes carregarem os deles.
É tempo de celebrar a vida e tudo o que ela de bom tem para nos oferecer. O que passou, passou. Só volta se quisermos, e ainda assim, alterado, destitiuido de valor e importância, cheirando a mofo.
Vivencie o amor incondicional. Mas in-con-di-ci-o-nal mesmo!
E Boas Festas!









