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sábado, 23 de janeiro de 2016

Baralho Lenormand (Baralho Cigano): o Livro (Snapchat: ALEXCARLOS60)


O LIVRO, carta de número 26 do Baralho Lenormand (também conhecido como Baralho ou Tarô Cigano) simboliza, basicamente, a necessidade de sabermos algo que, até o momento, nos é omitido, mantido em segredo, tornado mistério ou apresentado em forma de enigma.
Pode, é claro, ser desde um segredo sobre as nossas origens até uma decepcionante indiscrição sobre nosso cônjuge. Mas, também pode ser (e o que vai dar o direcionamento da interpretação e a assertividade da resposta é exatamente a pergunta feita às cartas, e as demais encontradas no mesmo jogo) um conselho para que busquemos aprimorar nossa instrução, novos estudos e especializações.

Deck: "As Cartas de Ygor"
Autora: Karla Souza

Lembrando sempre que esta postagem, como todas as demais feitas por mim, não pretende ser uma "regra", uma "fórmula" a ser copiada ou aceita, mas, simplesmente, a minha inspiração e conhecimento técnico, no momento da escrita, ao comentar alguns dos aspectos interpretativos da carta.

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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Baralho Lenormand (Baralho Cigano): o Livro (Snapchat: ALEXCARLOS60)


Conhecimento, educação formal, especialidades, segredos e indiscrições a serem reveladas, leitura, escrita, análise, evento surpreendente, são algumas possibilidades de interpretação da carta 26 do Baralho Lenormand (também conhecido como Baralho ou Tarô Cigano), o LIVRO.

Lembrando sempre que esta postagem, como todas as demais feitas por mim, não pretende ser uma "regra", uma "fórmula" a ser copiada ou aceita, mas, simplesmente, a minha inspiração, no momento da gravação ou da escrita, ao comentar alguns dos aspectos interpretativos da carta.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A Sacerdotisa (Snapchat: TAROTEANDO)


Enquanto a Imperatriz (e todas as Rainhas) representam os mais diversos aspectos MATERIAIS do feminino, a Sacerdotisa é a representação do seu lado ESPIRITUAL, e fala do inconsciente, dos mistérios e segredos, a intuição, o esoterismo, a sabedoria ancestral, pois todas essas são palavras que nos ajudam a compreender o Arcano II do Tarot, a Sacerdotisa (ou Papisa).

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O HIEROFANTE

 

db_3M_-_V_-_Der_Hierophant1Mais do que simples professores,

os mestres são aqueles que nos emancipam,

liberando-nos de uma técnica amadora,

de uma visão embaçada

e das nossas inseguranças pessoais 

 



Paul Soderberg

 

 

 

Papa, Hierofante, Alto Sacerdote, são os nomes mais comuns do Arcano V

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Carta do Dia: 7 DE COPAS

Cups07      Ela saiu do almoço com sua mãe e caminhou o pouco que a distanciava da orla da praia. O sol brilhava forte e o céu da tarde estava de um azul cristalino. Decidiu sentar-se num quiosque e tomar uma água de coco enquanto tentava dar um sentido ao turbilhão de pensamentos e emoções que tomavam conta dela.

     Pensou no que a mãe lhe dissera a respeito do problema vivido com o pai, antes dela nascer. Seriam seus ciúmes irreais? Estaria ela, também, vendo “fantasmas” onde nada havia? E se, na verdade, o marido e a ex-noiva estivessem mantendo um “caso” e usando a desculpa do trabalho e das constantes viagens como disfarce? E se ela voltasse ao apartamento dos pais deles e, chorando, contasse o que estava acontecendo e pedisse que eles intercedessem por ela? E se eles se recusassem e ela finalmente descobrisse que eles preferiam a ex-noiva a ela? E se ela procurasse o antigo namorado, o surfista que havia retornado depois de anos no Havaí e que estava abrindo uma fábrica de pranchas? Como será que ele estava? Será que ainda pensava nela com o mesmo carinho e desejo de antes? A amiga havia sugerido que sim, quando falou sobre ele… E se ela aceitasse o convite da empresa que trabalhara para fazer aquele estágio em Paris? Quem não sonha ir estudar por um ou dois anos na Cidade Luz? E se na Europa ela viesse a conhecer um outro alguém que a amasse como ela sempre pretendera? Mas, e depois, quando o curso acabasse e ela tivesse, por uma questão de compromisso com a empresa, de voltar ao Brasil? Como ficaria a situação dela com esse novo homem? E se ela simplesmente voltasse a trabalhar, interrompendo a licença, preenchendo novamente seus dias com as reuniões de grupo e com fornecedores, voltasse a estudar planilhas de vendas, dedicasse seu tempo à criação de novas estampas e ficasse “antenada” com tudo o que se estava fazendo em moda? E se ela ligasse para ele, agora mesmo, e pedisse desculpas, se humilha-se, reconhecesse que estava completamente errada, morta de ciúme e inveja da outra? E se ele desligasse o telefone sem lhe dizer nada? E se ele atendesse da forma amorosa de sempre e dissesse que ela fosse encontra-lo imediatamente onde quer que estivesse? E se ele confessasse que sim, que estava apaixonado mesmo pela ex-noiva e que iria entrar com o pedido de divórcio assim que voltasse? E o que seria da vida dela sem ele? E o que…

     _”Mais uma água de coco, madame?”

     Saiu daquele turbilhão de fantasiosas idéias com a voz do  vendedor de coco. Agradeceu, pagou e saiu caminhando pelo calçadão. Estava confusa. Ela, que sempre se considerou uma mulher altamente criativa, pronta sempre para enfrentar todos os desafios da forma mais racional possível, analisando-os por partes, estudando seus detalhes e suas implicações, não se deixando iludir pelas aparências e procurando encontrar sempre a melhor saída para os problemas… quando foi que ela se tornara essa mulher indecisa de agora? Em que recanto dela mesma estivera escondida essa criatura insegura, amarga, dependente, presa à idéias confusas, mal estabelecidas, vivendo de pedaços de pesadelos? Ela mesma não mais se reconhecia.

     Resolveu que deveria ir para casa e, novamente, ligar para ele. Conversariam novamente e ela mais calma, mais controlada, lhe contaria das suas desconfianças, dos motivos que a levaram a desesperar-se, do medo profundo de perder o seu amor, da enorme saudade que sentia dele e se desculparia pelo vexame do telefonema anterior. Ele, que sempre fora compreensivo, educado, carinhosíssimo com ela, iria ouvi-la e com certeza diria algumas palavras sábias e amorosas que poriam fim a todo esse episódio. E então ele iria dizer, pela zilhonésima vez que a amava, que não poderia nunca pensar em viver sem ela, que ela era única, que era a mulher que ele sempre sonhara, que…

     _“Ooooooo, tia! Qual é? Quer que eu atropele você? Não sabe que não pode ficar andando na pista das bikes! Pow!… Cuidado, aí, viu?”

     Nem havia percebido que quase fora atropelada por um ciclista. Refez-se do susto e desculpou-se com um sorriso sem graça. O sol estava começando a descer no horizonte e a maré desmanchava as marcas deixadas na areia. Olhou para o céu, que começava a mudar de cor, tingindo-se dos laranjas e dourados do poente. Resolveu que era hora de voltar. Havia um longo telefonema internacional a ser dado.

     Quando um 7 de Copas aparece numa leitura de tarot, dependendo da sua posição na jogada e nas demais cartas que lhe são próximas, além da questão que importa ao Consultante, pode simbolizar estar vivendo de sonhos e ilusões, de desejos tolos. Erros de julgamento. Iludir-se. As coisas podem parecerem boas por fora, mas na verdade não têm nenhuma consistência. Dar importância a assuntos, desejos, situações que não têm nenhuma importância. Querer símbolos de sucesso e não qualidade, como por exemplo, comprar roupas e acessórios de “marcas famosas” na banquinha do camelô… Ou achar que a “marca famosa”, mesmo sendo verdadeira, vai acrescentar algo de importante à vida. Aparentar que tem tudo, quando na verdade nada tem. Querer causar inveja ou ciúme nos outros. Materialismo. Algo estragado, corrupto, podre sob uma aparência atraente. Egoísmo.

     Dependendo sempre do contexto da leitura e das demais cartas, o 7 de Copas também pode estar significando o fato do Consultante abandonar os desejos e vontades tolas e enfrentar a realidade. Fazer escolhas apropriadamente solidas baseadas em fatos concretos. Regenerar a sua força de vontade para que ela lhe auxilie a atingir melhores propósitos. Erguer-se sobre as próprias pernas e assumir a responsabilidade de descobrir a verdade. Desanuviar a mente sonhadora. Ver as coisas como elas realmente são. Saber o que importa e não interessa. Encontrar a verdade dentro de si mesmo.

     Nesta quarta-feira, tendo como regente Mercúrio, representado por aquela figura com os pés alados que, célere, voa longas distâncias entregando notícias, não é de se surpreender que seja o Dia Nacional das Comunicações. Com uma Carta do Dia como o 7 de Copas podemos interpreta-la de tal forma que se expressarmos  nossos sonhos, nossas fantasias, nossos medos e nossas angústias, comentando-os com nossos melhores amigos ou profissionais adequados, estaremos contribuindo para evitar que eles se transformem em verdadeiras neuroses. Que procurar a verdade, através do diálogo franco, amistoso, sensato e racional é um dos melhores caminhos que podemos escolher para acabarmos com dúvidas e incertezas. Que interagir com os outros significa ouvir e ser ouvido, comentar, discutir e partilhar sentimentos e emoções.  O 7 de Copas é astrologicamente equivalente a Vênus em Escorpião, que, a grosso modo, simboliza um desejo de intensificar o drama, fazer com que as coisas pareçam piores, ou melhores, do que realmente o são. Portanto o uso do conhecimento (a verdade), a capacidade de raciocínio lógico, a percepção apurada e a astúcia de Mercúrio, o mensageiro, podem perfeitamente nos ajudar a esclarecer as situações através do diálogo honesto, refreando vôos de pura fantasia.

     Que as notícias desta quarta-feira tragam alegria, paz e harmonia para todos!

Imagem: TAROT OF THE RENAISSANCE, por Giorgio Trevisan

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Carta do Dia: PAJEM DE COPAS

Título

Princesa da Água e Lótus do Palácio das Inundações

Elemento

Terra (Malkuth) na Água (Copas)

Tetragramaton

He (final)

Arcanjo

Sandalphon

Nome Divino 

Adonai Ha Aretz

Mundo Cabalístico

Briah (mundo da Criação)

Sephirah

Malkuth (Reino)

Virtude

Discernimento

Vício

Inércia

Obrigações em cada Sephirah

Disciplina

Divindade na Árvore

Terra, Grão

Atividade Social

Artes e Ciências

Arquétipo Social

Mensageiro, Enviado

Correspondência Astrológica

Libra, Escorpião, Sagitário

Planeta 

Terra

Signo

Câncer, Escorpião, Peixes

Pedra

Cristal de Rocha

Cups11       Por que será que as pessoas bem jovens têm uma imaginação tão ativa e vívida e emoções tão à flor da pele? Talvez seja porque elas não tenham sido ensinadas a suprimir os seus inatos poderes emocionais e intuitivos. Assim também o é o Pajem de Copas (também chamado de Princesa de Copas ou Valete de Copas), cuja imaginação é totalmente livre, permitindo-lhe sonhar, imaginar e criar a vida da forma que ele decidir fazê-lo. Apesar da sua cabeça passear pelas nuvens, os seus pés raramente se afastam do solo.

     Ele é aquele jovem (jovem de espírito, vejam bem) que é verdadeiramente romântico, gentil, compassivo, altamente criativo e com uma imaginação que desconhece limites. Esse jovem, às vezes, se sente deslocado ou em conflito pois ele preza muito a tranquilidade e a paz, coisas difíceis de se encontrar no mundo atual. Esse Pajem de Copas aparenta, na maior parte do tempo, ser sonhador e totalmente “desligado” mas engana-se que o julgar apenas por isso, pois por baixo dessa aparência calma, existe uma pessoa valente, estudiosa e determinada que poderia, em determinadas situações, equiparar-se ao Cavaleiro de Copas. Mesmo que algumas de suas idéias pareçam delirantes ou elusivas, impossíveis de se concretizarem, a sua base é bastante sólida e apoiada no real.  E ainda que ele possa ser temperamental e por vezes difícil por estar estreitamente vinculado ao seu emocional e espiritual, ele está sempre pronto para ajudar, para servir.

     Quanto mais a humanidade se afasta de seu lado sonhador, da sua capacidade de imaginar, num mundo altamente tecnológico e prático, onde tudo lhe é oferecido de forma resolvida, pronta, o Pajem de Copas é um sinal de alerta de que não podemos deixar que a nossa intuição, a nossa imaginação, nossa criatividade fiquem encobertas, estagnadas. Ele é o aviso de que devemos acreditar em todos os nossos sonhos e confiarmos em nossa voz interior. Quando deixamos de sonhar, não há a menor possibilidade que os nossos sonhos venham a acontecer, simplesmente porque eles deixaram de existir. Tudo é possível, quando nós o permitimos. Esse é o recado que esse Mensageiro vem nos entregar quando aparece numa leitura de tarot.

     Dependendo sempre das demais cartas que o acompanham e de sua posição no esquema de jogo, além do tema proposto pelo Consultante, o Pajem de Copas pode indicar gravidez e nascimento de uma criança. Pode simbolizar o começo de uma nova amizade ou de um relacionamento afetivo e até mesmo um reavivar de um relacionamento que já exista. Ele significa a chegada de notícias sobre noivados, casamentos, nascimentos e mesmo a entrega de uma carta, bilhete, e-mail, SMS, recado ou e-mail de conteúdo bastante apaixonado e emocional. Quando simboliza pessoas, inclusive o próprio Consultante, ele fala de uma personalidade bastante poética, calma, pensativa, gentil, bondosa e artisticamente talentosa. Pode retratar alguém com uma riqueza de conhecimentos disposta a distribuir os seus conselhos, ou alguém dotado de muita perspicácia. E também pode simbolizar alguém que estuda, que gosta de aprender,  ou está iniciando um novo curso.

     O seu lado “sombra” se revela, quando esta carta sai numa posição mal dignificada, alguém que tenta mostrar o que não é, que não tem o conhecimento e a experiência ou a sabedoria que procura passar com a sua estudada imagem. Alguém que é egoísta a ponto de não querer dividir o seu conhecimento. Aquela pessoa que tem um conhecimento estético de bom nível mas que não faz dela capaz de ser um verdadeiro artista. Alguém que é bastante preguiçoso e dado a mentiras e fofocas. Algo decepcionante (uma situação, um fato) que deverá ser descoberto. Um namorador inveterado, emocionalmente vulnerável e demasiadamente sensível e sentimental. Submisso e dependente do afeto alheio. Gente que é obcecada em ser “moderna”, acompanhar a moda, as tendências apenas para ser reconhecida como alguém informado. Pessoas que, indelicadamente, recusam convites ou faltam, sem comunicar, a compromissos. Tola e exageradamente preocupado com sua aparência. Pessoas invejosas, ciumentas, negligentes, que seduzem por interesse, facilmente influenciáveis.

     O surgimento do Pajem de Copas numa leitura sempre sugere que verifiquemos se estamos abertos ao amor. Se estamos preparados para sermos românticos, poéticos e divertidos. Nos lembra que devemos aceitar os convites que recebemos. Também, que devemos prestar atenção aos nossos sonhos e intuições e nos envolvermos com um projeto artístico, ainda que não acreditemos sermos talentosos o suficiente.

     Hoje, quarta-feira, 28 de abril, comemora-se o Dia da Educação e seria bastante apropriado que pudéssemos meditar sobre o quão amorosamente nos dedicamos a ampliarmos os nossos conhecimentos, desenvolvermos os nossos talentos, expressarmos nossas idéias, darmos forma aos nossos sonhos e fantasias. É tempo de nos questionarmos o quanto encantamos os outros com o nosso conhecimento, com a nossa generosidade, com a nossa ternura e o quanto somos afetuosos com os que nos cercam.

     Que todos possam hoje receberem notícias que lhes tragam felicidade e inspiração!

Imagem: TAROT OF THE RENAISSANCE, por Giorgio Trevisan

sexta-feira, 12 de março de 2010

Carta do Dia: 3 DE OUROS

    3pentacles Numerologicamente o 3 é considerado divino. E não apenas pela relação cristã Deus-Filho-Espírito Santo, ou Jesus-Maria-José, mas também por outras culturas, como a indiana, onde temos Brahma-Vishnu-Shiva, ou a egípcia, com Ísis-Osíris-Órus. Os gregos veneravam Hebe-Hera-Hécate como as deusas representantes das 3 fases da Lua. Sua predileção recaía sobre Hécate, a “fase negra”, que representava a morte e a magia, cujas celebrações ocorriam no 15 de agosto. Mais tarde o cristianismo assimilou essa veneração transferindo-a para a figura de Maria, mãe de Jesus, em seu papel de Virgem-Mãe-Rainha e que, não por acaso, tem sua festa de Ascenção comemorada aos 15 de agosto.

     Esse número é considerado divino porque também nele está contida a idéia de que tudo o que o 1 (masculino) e o 2 (feminino) criam resulta no 3 (força vital). Por exemplo: Pai + Mãe = Filho, que passa a ser, novamente, o princípio da próxima tríade, e assim por diante. Saturno, na mitologia o deus do Tempo, também pode ser representado pela tríade Passado-Presente-Futuro. Mais recentemente, C. Jung utilizou-se do 3 para relacionar o Inconsciente-Eu-Self e a própria Alquimia sempre esteve embasada sobre esses 3 fundamentos: Matéria-Prima, a Obra e a Pedra Filosofal.

     A idéia de integração está perfeitamente integrada ao número 3 como produto resultante da somatória de outros 2 fatores. Assim podemos percebê-lo quando o trazemos para a esfera, por exemplo, do trabalho, onde sabemos ser necessário um bom planejamento e o trabalho ou o apoio de terceiros, para que possamos realizar a contento o nosso projeto. Estejamos atentos, entretanto, que o 3, na sequência dos Arcanos Menores do tarot, não é uma carta de finalização. Ela ainda está no início da sequência representando, portanto, uma fase de resultados muito positivos, de recompensas que começam a serem colhidas, mas ainda falta muito para a conclusão da obra e a obtenção de resultados definitivos.

     Trabalhei muitos anos como arquiteto e havia um momento, durante a execução dos projetos que era simbolicamente muito importante e representava muito ao estado psicológico das pessoas envolvidas. Era o que se chamava de “festa de cobertura”, que era uma celebração do momento em que se completava o telhado, ou cobertura, da construção. Isso, em termos de edificação significa que, estruturalmente a casa ou o prédio está erguido, solidamente assentado, pronto. Mas ainda faltam o fechamento das paredes, o piso, os acabamentos, a decoração, etc. Mas a compleição dessa fase, além de fundamental em termos práticos e materiais, é um momento de vitória onde o trabalho árduo, o investimento de tempo e conhecimento, a paciência, a determinação, a habilidade técnica, o trabalho em equipe é celebrada por todos.

     O 3 de Ouros não se refere a qualquer sucesso material atingido, mas àquele que representa o fruto de um trabalho onde o entusiasmo e a paixão estão aliados ao conhecimento técnico. Quando alguém se dedica com amor e afinco a um hobby, seja ele jardinagem, construção de modelos de carros, aviões ou barcos, bordar, escrever, pintar, esculpir, ou outro qualquer, e as horas dedicadas a ele são repletas de trabalho e alegria, de busca de informações pertinentes e de desenvolvimento de habilidades, isso também está simbolizado no 3 de Ouros. Por dedução podemos perceber que a situação de trabalho implícita nessa carta é altamente prazerosa, recompensadora e satisfatória.

     Quando essa carta surge numa jogada de tarot, dependendo sempre das demais que a acompanham e da sua posição, além da questão proposta pelo consulente, pode também significar apoio de terceiros, patrocínio; expansão dos negócios, lucros, ganhos financeiros; vocação, estar satisfeito com a carreira; reconhecimento, fama, celebridade; trabalho em cooperação; habilidades artísticas e criativas; sucesso inicial, sorte de principiante; ter consciência que seu aprendizado é parte importante de algo maior; maturidade profissional.

     Como lado “sombra” do 3 de Ouros, podemos citar as possibilidades do consulente estar passando por um período de desânimo ou desencanto profissional; estar muito dependente da opinião alheia; ser muito crítico com o processo ou o resultado do seu trabalho; ser preconceituoso ou egoísta; necessitar ou receber pedido de empréstimo; estar sendo cobrado ou ser obrigado a cobrar;  ter de hipotecar ou penhorar um bem; estar acomodado num negócio; estar estressado.

     Hoje, com Vênus como regente desta sexta-feira e a Lua em Aquário, temos uma excelente oportunidade para trabalharmos em grupo, orientando os demais com nossas propostas, opiniões e conhecimentos a respeito do assunto. O trabalho tenderá a ser bastante criativo, voltado para a busca da beleza, do bom acabamento, da execução criteriosa dos métodos a serem empregados. O 3 de Ouros é uma carta que tem Marte em Capricórnio, o que significa que o trabalho, a execução material terá reforços garantidos pela influência guerreira marciana, ou seja, não faltará disposição e recursos para terminar ou dar continuidade a qualquer projeto.

     Mantenha uma atitude positiva e invista suas energias para criar um ambiente propício para a realização daquilo que almeja. E não se esqueça de celebrar cada etapa alcançada, pois é certamente, uma vitória em seu percurso.

     Um ótimo e produtivo dia para todos!

Imagem: WORLD SPIRIT TAROT

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Carta do Dia: A TORRE

     16-Major-Tower-buddah Pela segunda vez neste mes a Torre aparece como a Carta do Dia. Há que se levar em consideração essa mensagem que nos é enviada em forma de “coincidência”.

     Sendo uma das cartas mais temidas pelos consulentes numa leitura de tarot (as outras costumam ser, na minha experiência, a Morte e o Dez de Espadas), sua representação normalmente parece não deixar dúvidas de que algo de ruim está por acontecer. Na grande maioria das vezes isso não é uma verdade. Talvez até mesmo por esse motivo eu tenha escolhido, para ilustrar esta postagem, uma carta desenhada por Robert M. Place para o seu “Buddah Tarot” e que tem muito mais a ver com o aspecto desse arcano que eu pretendo abordar.

     Sim, a Torre indica que estamos vivendo, ou a necessidade de viver, uma verdadeira revolução em nossas vidas e, quase sempre, pelo seu aspecto fortemente arquitetônico, a associamos a catástrofes ou mudanças radicais que atravessamos no plano material. Por exemplo: os deslizamentos de terra ocorridos no início do ano em Angra dos Reis, resultado de uma provavelmente incorreta  ocupação do terreno. Ou o terremoto que recentemente assolou o Haiti, completamente alheio à vontade ou ao controle humano. Ou o fato de um grande velejador perder uma perna num acidente inesperado e praticamente improvável. Há tantos outros mais…

     Basicamente a Torre é um sinal vermelho de algo não está indo bem. Que é necessário que se faça alguma coisa para mudar ou então o Universo irá resolver a questão, esclarecendo o que precisa ser compreendido e provocando as mudanças para que o novo ressurja dos escombros. Em qualquer dos casos, sua experiência é sempre muito dolorosa, difícil de ser vivida e aceita.

     Mas a Torre é sempre um chamado para uma nova consciência. Uma revisão das bases em que os nossos valores, crenças, verdades, certezas estão fundamentados e a triste comprovação de que costumam ser muito frágeis, prontos para ruirem a qualquer giro da roda do destino. Quantas vezes nos isolamos em construções, físicas ou mentais, no sentido de nos protegermos, de criarmos uma “fachada” que nos torne mais atraentes e aceitos socialmente, que nos garanta a idéia de uma falsa felicidade, um falso sentido de segurança? Pois é, são essas construções mal planejadas, erguidas para esconder ao invés de abrigar, esses muros e barreiras que interpomos entre a verdade e a “nossa” verdade que acabam, mais cedo ou mais tarde desmoronando, causando-nos desconforto, medo, desespero, mas que em realidade são o início do fim. Do fim das ilusões, das fantasias, da falsidade, da mentira, do orgulho, do isolamento, da nossa incapacidade de aceitar um outro ponto de vista.

     A Torre é a carta que segue a do Diabo e, se este representa a opressão, os nossos instintos mais primitivos, os nossos vícios, aquilo que queremos esconder de todos, a queda da Torre é exatamente o momento em que nos libertamos desses entraves, aceitando-os, expondo-os à luz brilhante, reconhecendo-os como nosso e não nos sentido prisioneiros deles. É um momento de iluminação, quase sempre representado, nas cartas, por um fulgurante raio que destrói a parte superior dessa construção. É uma oportunidade que nos damos, ou então que o Universo nos força a aceitar, de nos abrirmos à espiritualidade, ao autoconhecimento, à harmonia, à eliminação de valores, condutas, rotinas há muito esclerosadas. O raio significa um momento de compreensão espiritual (iluminação) que destrói o erro e a ignorância. Podemos ser a fonte geradora dessa fonte de mudança ou vítimas dela. Mas é certo que as coisas nunca mais serão como foram.

     Aceitar esse fato, inesperado e avassalador, como uma oportunidade de recomeçar do zero, reconstruir a vida sobre bases sólidas aproveitando as experiências do passado com sabedoria, liberto de antigos padrões e grilhões, com os dois pés no chão, abandonando perdidas ilusões, necessita da força e coragem de acordar para uma nova realidade. Essa é a proposta da Torre. Se o Diabo é a carta que antecede à Torre, a Esperança (a Estrela) é a que a sucede. Certamente dias melhores virão.

     E se hoje as coisas não sairem exatamente como você havia planejado, ainda que isso o chateie e faça lastimar-se, procure lembrar que no futuro você não terá razões para reclamar daquilo que hoje foi frustrante.

     Permita-se reconhecer e aceitar o que o Universo propõe para o seu crescimento e tenha um excelente e renovador dia!

Imagem: BUDDAH TAROT, de Robert. M. Place

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Carta do Dia: 2 DE ESPADAS

   37-Minor-Swords-02artistinnervision   A Paz, como a saúde, muitas vezes só é percebida e valorizada quando a perdemos e a perdemos por não sermos autênticos ou fiéis às nossas verdades e princípios, respeitando a nós mesmos e aos outros, sendo imparciais no julgamento das situações em que estamos envolvidos ou que somos chamados a auxiliar. Por paradoxal que possa parecer, a Paz é conquistada (ou reconquistada) através de batalhas. Algo tão sonhado e ambicionado por todos, que representa o mais perfeito equilíbrio, a harmonia absoluta, a total empatia acaba sendo experimentada e  obtida através de lutas, acordos, momentos de trégua, conflitos, indecisões, debates, reconhecimento de  bloqueios, estratégias.

     Quando o 2 de Espadas surge numa leitura de tarot, sempre dependendo da sua posição no jogo e das cartas que o cercam, pode significar que estamos vivendo um momento de equilíbrio que é precário, construído através da nossa recusa de encararmos de frente e com os olhos bem abertos um problema, uma situação. Pode ser algo que nos incomoda mas que, por medo de perdermos nosso status, ou mesmo por comodismo, ou por querermos continuar a fingir para o mundo e para nós mesmos que está tudo bem, evitamos enfrentar e buscar uma solução. A carta acaba sendo um alerta de que, com nossa interferência direta ou não, esse conflito irá acontecer, mais cedo ou mais tarde e ficar colocando “panos quentes” só protela o que já está explodindo.

     Estar em paz consigo mesmo é viver as suas verdades, de forma racional, emocional e intuitivamente equilibradas. É ter opiniões justas, pensadas, adotando-as e expressando-as, porém sempre com flexibilidade de análise para revê-las e repensa-las sempre que se fizer necessário e, também, respeitar as dos outros. É adaptar-se às circunstâncias do momento sem deixar de ser fiel a si próprio, não fazendo acordos, tratados e concessões que lhe roubem a dignidade, a autoconfiança, sua integridade e individualidade. Lembre-se que quando 2 mentes se unem para , num diálogo ou debate pacífico em torno de um problema ou situação, a verdade certamente irá aflorar e uma sábia solução poderá ser encontrada.

     Às vezes o 2 de Espadas nos faz compreender que fizemos, no intuito de evitar o desencadear de um conflito, compromissos que foram aceitos temporáriamente e que irão bastar por enquanto. Entretanto uma solução que funcione a longo prazo, uma decisão mais durável poderá ser necessária e é possível de ser encontrada. Conciliar nem sempre é a solução, entretanto enquanto se busca uma definitiva, ser tolerante em relação às idéias alheias, usando sempre de sabedoria e compreensão, sendo objetivo e obtendo uma estabilidade mental através do uso do intelecto em conformidade com o coração, são condições básicas para a obtenção de resultados realistas, sólidos e eficazes.

     O 2 de Espadas também é interpretado como uma discussão, impasse, um beco sem saída, paradoxo, interrogatório, busca de sabedoria, sérios problemas de relacionamento, divórcio, dúvida, o trabalho em áreas da justiça, da diplomacia, acordos comerciais ou políticos, o desempenho de sindicatos, fazer as pazes.

     Pois é, fazer as pazes consigo mesmo. Reconciliar-se. Saber ser justo com sua própria pessoa, buscando e avaliando suas verdade interiores. Harmonizando-se e também com as pessoas e o ambiente que o cerca. Às vezes parece tão utópico, não é mesmo? Porém vale tentar. Lembre-se que a verdade pode, como uma espada, muitas vezes ferir, mas ela é libertadora.

     Vivencie as energias deste arcano, neste dia, tomando compromissos a sério, fazendo acordos que não sejam meros remendos, encarando os fatos com equilíbrio, imparcialidade, compreensão mas objetivamente. Reavalie conflitos, esteja aberto ao diálogo, tenha clareza e flexibilidade mental, e faça as pazes com o mundo. O Universo certamente lhe agradece.

     Tenha um excelente dia!

Imagem: ARTIST’S INNER VISION

domingo, 17 de janeiro de 2010

Carta do Dia: O HIEROFANTE

“Nada posso lhe dar que não exista em você. Não posso lhe abrir um mundo além daquele que existe na sua própria alma. Nada posso lhe dar senão a oportunidade, o impulso, a chave. Eu ajudarei você a tornar visível seu próprio mundo, e isso é tudo”.  Hermann Hesse

 05-Major-Hierophant     A semana passada foi ocupada com a organização de um calendário de cursos, palestras e seminários, para o primeiro semestre, num espaço holístico onde presto assistência. Meu trabalho baseia-se em conversar com os profissionais de diversas áreas, para saber do conteúdo programático que irá ser a base de suas aulas, além de outros detalhes como duração, horário, fornecimento de material de apoio e complementar, custos, valores, etc Enfim, foi uma semana muito rica, para mim, pois conheci novos profissionais, ouvi deles um pouco de suas histórias, seus trajetos, suas buscas e, como não poderia deixar de ser, suas dificuldades. O ser humano ali à minha frente e o mestre (professor, facilitador, orientador _ usem a expressão que preferirem) parecia, por vezes, revelar uma distância enorme entre a pessoa e o orientador, numa total dicotomia entre a sua vivência, a sua própria experiência, suas reações e expectativas e aquilo que demonstrava saber e estava ali para transmitir.

     Quando o Hierofante surgiu como Carta do Dia nesta bela manhã de domingo (aliás, essa mesma carta havia saído há uma semana, no sábado dia 9) eu a tomei como uma mensagem bastante direcionada do Universo para mim no sentido em que eu também estive, durante toda a semana que findou, projetando minhas próprias ansiedades, expectativas, lacunas, dúvidas e dificuldades naquelas pessoas com quem tive o experiência de conhecer, conviver e trabalhar junto.

     Conservo, ainda, algo de muito infantil quanto à figura de professores, conselheiros, gurus, mestres espirituais, representantes de religiões ou seitas. Algo como uma reverência por um conhecimento que eu imagino que possuam e do qual nunca me conseguirei absorver integramente a sua verdade. É um sentimento de respeito, de curiosidade, de um certo fascínio e, algumas vezes, até de temor. De uma maneira extremamente primária, parece-me às vezes acreditar que eles sejam serem distantes deste mundo, com um contato direto com uma divindade exterior que os utiliza como embaixadores de suas cortes celestiais. Evidentemente, estou racionalmente consciente de que não é absolutamente nada disso.

     A busca de um caminho espiritual é algo comum a todas as pessoas e presente em todas as épocas da nossa vida, inclusive transcendendo a todas as formas de religião através das quais efetuamos a nossa busca.  Essa procura por um sentido de existirmos, uma resposta que satisfaça os nossos questionamentos pode ocorrer em intensidades e épocas diversas e, não podemos descartar o fato de que muitas vezes nos lançamos nessa busca quando nos sentimos mais fragilizados emocional ou economicamente. Nesse caminho o encontro com pessoas que surgem como gurus,  mestres, orientadores, sacerdotes, pastores, pais de santo, presidentes e conselheiros de ordens e seitas, acaba sendo inevitável e o que me parece mais difícil e mantermos a consciência de que eles nada ensinam, pois tudo o que precisamos saber sempre esteve presente dentro de nós. Não há uma verdade que possa ser transmitida por eles que já não viva no mais profundo de nossos seres. Nós somos nossa própria fonte e suprimento de conhecimento e a função do bom instrutor, mestre, professor, guru, é a de estimular-nos a atingir essa essência, esse ponto que poderíamos chamar de espaço sagrado, dentro de nós. Nesse sentido, sim, eles são embaixadores da divindade que existe em cada um de nós e a nossa mente desperta. Como iremos realizar esse encontro, através de quais caminhos, usando de que instrumentos e rituais, vai depender do nosso estágio evolutivo e das pessoas que escolhermos, através dos diversos ciclos de nossa existência, para nos auxiliar nesse reconhecimento.

     Acredito que só nos aproximamos da nossa paz interior, do nosso “centro”, quando recuperamos algo que nos foi, através dos séculos, tirado: a certeza de que somos seres divinos e que a nossa verdadeira essência é divina. O homem sempre encontrou formas de manipular o semelhante fazendo-o acreditar que Deus (ou a idéia que cada um faz da divindade) habita fora de nós, seja no céu, seja nos templos e que portanto devemos realizar essa peregrinação em busca do nosso Criador através das instituições, normas, regras e recursos que se institucionalizaram durante a evolução da nossa espécie e que, em determinadas épocas, serviram como únicos códigos éticos, morais e legais disponíveis.

     Quando o Hierofante aparece numa tiragem de tarot, entre as muitas possibilidades, e sempre dependendo das cartas que lhe são próximas, da questão formulada e da sua posição no esquema de disposição escolhido, ele pode representar ensinamento, explicação, conselho, organizações estabelecidas, grupos e associações, sistema de crenças, religiões, devoção, tradição, revelação, intermediação. Pode também estar a lhe dizer que você está se recusando a desapegar-se do passado e seguir em frente, ou lutando contra restrições que pessoas ou instituições que estão impondo e até mesmo que poderá haver  um encontro com um  mentor espiritual.

     Se a Carta do Dia lida no primeiro dia da semana estiver a indicar a energia que regerá os próximos 7 dias, podemos pensar que este arcano nos avisa que intensificaremos o nosso devotamento ao crescimento espiritual, tendo fé no divino, no espírito e no processo usado para nossa busca interior. Que nessa nossa devoção iremos nos aperceber que a revelação (hier phaine, em hebraico) do que é sagrado, é o elo entre a nossa experiência exterior e nossa iluminação interior.

     O Hierofante sabe que ensinar é, antes de mais nada, aprender.

     Tenha uma ótima semana!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Carta do Dia: PAJEM DE OUROS

      Nada realmente aconte32-Minor-Discs-Page8ce por acaso. Se você estiver acompanhando as postagens deste blog verá que estamos numa semana onde a tônica foi a transformação, seja ela em que nível for.

     Ontem com a Torre relembramos que certos acontecimentos sobre os quais não temos nenhum domínio, certas eventualidades que nos parecem catastróficas, indesejadas quando ocorrem, acabam se revelando verdadeiros aríetes que arrebentam as portas e os muros das nossas prisões. A Torre prenuncia uma destruição total de toda uma estrutura que, necessariamente irá surgir transformada, reformada, melhorada, evoluída.

     A carta da leitura desta manhã é o Pajem de Ouros, uma carta completamente ligada ao elemento terra e que nos fala, entre muitas coisas mais, de novos começos, de gravidez, que pode ser a gestação de novas idéias, a reconstrução da própria personalidade, novos interesse, novas descobertas e, em alguns casos, até mesmo a notícia de estar-se grávida de um novo ser.

     Os Pajens, como sabemos, representam jovens imaturos, inocentes, curiosos, prontos para crescerem. São espíritos jovens, aprendizes, bons estudantes que prometem virem a se tornar ótimos profissionais e tal como crianças reais, devem ser ouvidos, bem tratados, cultivados e protegidos.

     Na nossa vida, o aparecimento desse personagem numa tiragem de tarot pode prenunciar diversos fatos, possibilidades ou situações, mas é quase sempre que nos lembra que estamos prontos para colocarmos em prática algo que estamos cultivando há algum tempo dentro de nós. É viabilizarmos uma ótima oportunidade que se nos apresenta. Por exemplo: sabe aquelas bijuterias que você aprendeu a fazer e executa com extremo bom gosto e qualidade? Aquelas que suas amigas, e as amigas delas, estão sempre elogiando e pedindo-lhe para comprar? Pois é, o que talvez nunca tenha passado da idéia de um hobby, um passatempo para descontrair, possa evoluir e se transformar num lucrativo e satisfatório negócio! Essa é a marca do Pajem de Ouros: um dedicado aprendizado que, bem estruturado, planejado e orientado, pode resultar em grandes benefícios.

     Esse arcano também nos fala de novidades, de notícias a respeito de saúde, dinheiro, trabalho, estudo. De ofertas de trabalho e de treinamento em novos empregos; de oportunidades nascentes, tipo investimentos seguros de capital, de se fazer dinheiro. É a carta que muito claramente nos chama à responsabilidade com a preservação do planeta, da Terra, através de ações recuperativas e sociais, voltadas ao cuidado e esclarecimento de seus habitantes. É o estimular a responsabilidade pelo meio-ambiente, sabendo que todo o nosso sustento e, portanto, nossa vida, depende dele.

     Portanto, no dia de hoje, lembre-se de que as energias propostas por este jovem pajem estão fluindo de maneira intensa. Preste atenção ao seu corpo e ao que ele lhe diz. É uma ótima ocasião para consultar um médico, iniciar aquela dieta prescrita por um profissional habilitado e responsável, matricular-se numa academia e acabar de vez com o sedentarismo, ou simplesmente cuidar das plantas da sua casa, renovando-lhes a terra, livrando-as de pulgões e folhas secas, podando-as e adubando-as.

     Coloque no papel tudo aquilo que você gostaria de realizar, estabelecendo prioridades, metas e estratégias. Mantenha o senso prático nas suas avaliações não confundindo possibilidades concretas com delírios inconsequentes. Invista em você matriculando-se num curso sobre política contemporânea, decoração artística de bolos, escrita criativa. Visite uma feira de negócios, dessas que exibem e vendem franquias de empresas já conhecidas e estabelecidas no mercado. Converse com o seu gerente de aplicações e saiba dele como você pode obter mais do seu dinheiro.

     E, nunca se esquecendo de fazer uma caminhada pela praia, pelo campo, pela floresta, pela montanha. Nem que seja breve, mas que lhe permita integrar-se ainda mais com as energias da terra, da natureza. Sinta-se feliz pois dentro de você algo de muito bom está sendo gestado, cuidado, nutrido, protegido e logo estará pronto para ser entregue ao Universo.

 

Bom dia!

Ilustração: HOUSEWIFE TAROT

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Carta do Dia: O JULGAMENTO

     Querida amiga!20-Major-Judgement2
     Fiquei muito feliz ao receber, na manhã de hoje, o seu convite  para seus 50 anos e as suas, sempre sábias, palavras de que um novo tempo estava se descortinando para você.
     Já fiz 50 há algum tempo e sei o que representa como uma etapa vencida, um momento em que armamos um grande tribunal para revivermos fatos, medirmos experiências, avaliarmos consequências dos atos passados. Há uma mistura de nostalgia, arrependimento, agradecimentos e despedida, pois existe um conceito de que aos 50 adentramos os portais da chamada “terceira idade” (o que é isso?). Somos “coroas” como se dizia na minha juventude (epa!). Fazer o que? Viver, e bem, ora bolas!
     Naturalmente, viver! Vivenciar plenamente esse rito de passagem, com muita festa, bolo, champagne, risos e lágrimas, a companhia da família, amigos, parentes, viagens. Aproveitar para despedir-se de velhos hábitos, de vícios, de situações incômodas, de crenças nas quais já não depositamos a menor fé, da preguiça e do comodismo que nos impedem de mover, de seguir em frente.
     É uma nova etapa? Claro que sim. Então, é chegado o momento de levarmos ao tribunal da nossa consciência os nossos primeiros 50 anos de vida e deles extrairmos a essência do que iremos viver daqui para frente. E é evidente que o que você semeou no transcorrer desses 18.250 dias será colhido nos próximos anos. A forma com que tratamos o nosso corpo, respeitando-o e preservando-o é uma radiografia do nível de saúde física que possuímos e com a qual poderemos contar. A maneira com que você vivenciou  seus contatos, seus relacionamentos, sua vida amorosa, familiar e social, a sua busca espiritual, isso tudo também deverá ser avaliado para que você possa ver se há falhas que certamente poderão ser sanadas nos próximos tempos.
     Esses rituais que sentimos necessidade de viver, de celebrar, marcam o início de novos tempos. De uma mente pronta para viver e aceitar uma nova época, novos  desafios, novas situações, novas formas de pensar, novos métodos a serem testados, uma renovação pessoal e nos nossos relacionamentos, ambições e aspirações. É uma ocasião para uma completa auto-análise, uma auto-crítica, tendo em mente que nada do que passou foi em vão,  que poderia ter sido diferente, mudado, que a culpa é toda sua, que você foi tola, relapsa, benevolente ou cruel demais. Nada disso. Tenha consciência que o que vivemos, todas as nossas ações passadas, presentes e seus reflexos futuros são o que chamamos de “carma”. Tinha de ser assim, para que ´você pudesse aprender dos seus erros e acertos, desenvolver sua intuição e refinar o seu livre-arbítrio e progredir como corpo, alma e espírito.
     Se você sente que esta data é uma chamada para algo maior, viva-a em plenitude. Não se recuse por medo ou por simples obstinação. Transcenda e aproveite para aceitar as recompensas tão merecidas dos esforços empenhados nesses primeiros 50 anos da sua vida.  Lembre-se sempre de que o futuro é formado pela soma de todas as nossas experiências, positivas ou não, vividas no passado e no presente.
      Celebre com muita alegria e leveza de alma essa data e faça dos próximos dias, semanas, meses e anos algo de ainda mais memorável. Permita-se renascer, consciente de quem você realmente é, aceitando a sua bagagem anterior, mas aberta para uma nova oportunidade, uma nova luz que o destino que oferece.
     Aproveito para confirmar minha presença em sua festa e juntar-me a todos que estarão aí,  presenciando uma nova e excelente oportunidade abrindo-se à sua frente.
     Grande beijo!
P.S.: Esqueci de escrever que a Carta do Dia é, significantemente, o Julgamento…
 Ilustração: TAROT OF THE TIMELESS TRUTH, de Leila Vey

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Carta do Dia: O EREMITA

      Passei ma09-Major-Hermit5l à noite com uma séria crise de hipertensão que, pela madrugada, me levou ao hospital para a mesma rotina que já conheço bem.
     Nessas ocasiões em que a gente se apercebe que a vida pode estar sendo vivida “por um fio” (mais uma expressão da minha sábia avó…) o medo nos induz a uma espécie de recolhimento e avaliamos os nossos dias na terra com um olhar mais complacente. Nem tudo foi tão ruim quanto pareceu naquele momento; poderia ter feito mais, ter sido mais, ter buscado mais, ter oferecido mais. Deveria ter tido mais paciência, me estressado menos com coisas que, ali naquela inócua sala hospitalar me pareceram tão sem importância…
     Cheguei há pouco em casa e resolvi, antes de sair para agendar exames e novas consultas, fazer a tiragem da Carta do Dia para este blog e eis o que o Eremita se apresentou como a personificação em papel de tudo aquilo sobre o que eu deveria meditar hoje. Este arcano, em seu aspecto iconográfico bastante vetusto, carrega consigo a experiência que só o tempo acumula e a curiosidade dos exploradores em conhecer a si próprio e daí prosseguir.
     É claro que esse “acerto na mosca”  com que o destino me presenteou logo cedo me faz repensar as palavras do médico de plantão que me atendeu: prudência. Hipertensão é um mal muito mais comum do que se pensa mas que poucos controlam efetivamente exatamente por não terem a necessária prudência em seus hábitos alimentares, no descuido com o bem estar físico, na não obediência às rotineiras visitas ao cardiologista, à recusa em tomar a medicação diária, etc
     Vou aproveitar o repouso forçado de hoje para refletir muito conscientemente nisso tudo que a carta do Eremita nos propõe: um mergulho dentro de nós mesmos, um afastamento de tudo e de todos sem que esse distanciamento seja físico, tudo em busca de um tempo de reflexão de de auto-conhecimento. Procurar compreender melhor as limitações da vida, onde tudo é absolutamente provisório e nada é imutável. Compreender que a paciência e a solidão devem ser aceitas e assimiladas em seus melhores aspectos, sendo as grandes companheiras que temos nessas viagens interiores, em nossa busca de auto-conhecimento.
   Viver o Eremita é permitir-se ser fiel a si mesmo. É saber que toda forma de progresso é obtida através da coragem, prudência,  cautela, reflexão, do planejamento e, sobretudo, da aceitação do nosso lado “sombra”. É não temer enfrentar nossos próprios demonios para que possamos, conhecendo e aceitando nossas fraquezas, nossos aspectos menos evoluidos, diminuirmos o seu potencial e termos perfeito autocontrole e domínio sobre os mesmos.
     Esse acerto de contas pessoais que vivi nas horas em que passei hospitalizado talvez tenham influenciado nos aspectos da interpretação da Carta do Dia de hoje. Provavelmente eu a esteja lendo através da ótica de quem está se questionando motivado pela conscientização de uma situação real e que, confesso, me assusta. Mas certamente o Universo conspirou para que ela caísse em minhas mãos, logo hoje. Certamente há um motivo, uma razão. Vou pegar minha lanterna, meu cajado, envolver-me em meu manto  e aproveitar essa reclusão providencial para aprender um pouco mais de mim, comigo mesmo e na companhia espiritual desse despojado senhor.

Bom dia a todos!
A carta usada na ilustração é do ALCHEMICAL TAROT, de Robert M. Place

domingo, 27 de dezembro de 2009

Carta da Semana (de 27/12 a 02/01/2010): A SACERDOTISA

      Esta é a última semana do ano. Um período cheio de festas, celebrações, confraternizações, troca de presentes, troca de mensagens, encontros e reencontros. Muita animação, muitos planos para as férias, para o próximo ano, muitos projetos que estavam engavetados nos escaninhos da memória parecem querer vir à luz.    Enfim, estamos todos a mil!                                   Então, nesta domingueira manhã, surge a Sacerdotisa como a carta da semana e como sempre, essa discretíssima senhora, manifesta-se nos momentos mais oportunos. Seja bem vinda!             Penso que, poucas são as épocas do ano em que, ao meio de tanta agitação, percebemos uma necessidade muito grande de nos recolhermos, nos calarmos, nos isolarmos um pouco para refletir. É até natural, se pensarmos quanta energia dispendemos em múltiplos afazeres e compromissos nesse período. Mas a presença da Sacerdotisa numa tiragem enfatiza que um momento de concentração interior, de meditação é muito indicado e deveria ser praticado. Tempo para isso sempre há: aqueles minutos que até roubamos do nosso sono e, levantando mais cedo, vamos andar à beira do mar; ou quando nos beneficiamos de algum tempo sozinhos em casa, sem ligar a TV, sem ler o jornal, sem ficar arrumando as coisas ou planejando mais tarefas.
     Este arcano nos ensina que deveriamos vivenciar mais a nossa capacidade intuitiva, nossos recursos "mágicos", extra-sensoriais. Darmos um tempo para o nosso lado meramente racional e procurar ver ou sentir as coisas de uma maneira menos consciente, mais premonitório. Buscarmos prestar atenção e relacionar as mensagens que o nosso inconsciente nos transmite pelos sonhos e usarmos das inspirações que tivermos em coisas práticas, do dia a dia.
     Não se preocupe se, à primeira vista, essas "mensagens", esses insights parecerem contraditórios. É assim mesmo: é seu guia interior falando; é uma vivência totalmente espiritual que nos fala do que nos parece, a nivel consciente, desconhecido, mas que sabemos de forma oculta, ancestral. Essa Sacerdotisa que habita em todos nós, homens ou mulheres, nos ensina a que ao nos calarmos, abrimos o nosso interior e, nessa grande caverna, encontrarmos a nossa luz. Nos intui a percebermos que fazemos parte de um todo muito maior, muito além dos limites do nosso ego e que, portanto, ao invés de nos sacrificarmos na vã tentativa de a tudo vencermos, a tudo possuirmos, a tudo conquistarmos, devemos, sim, é encontrar a Paz dentro de nós.
     Nesta semana, em que teremos na exata última noite do ano uma Lua Nova nos céus, deveríamos dar ouvidos às nossas mais profundas sensações, sentimentos, sem tentarmos analisá-las sob a ótica do raciocínio lógico, cartesiano, e deixarmos que esses movimentos cíclicos da maré lunar (o símbolo da Sacerdotisa é a Lua = Água) nos inspirem, para que estejamos preparados para as concretizações que certamente ocorrerão em 2010, o ano da Imperatriz. Lembre-se que a Sacerdotisa não nos fala exatamente em rituais (apesar que também não os condena), mas se mostra como a guardiã dos mistérios da vida, do passado, da história ancestral de todos os tempos e é através dela que olhamos a profunda maravilha da existência.
     Estou certo de que será uma semana muito benéfica, bastante curativa e deveras fértil para todos nós.

     Felicidades!