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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Carta do Dia: A TORRE

16-Major-Towerp      A Carta do Dia de hoje é daquelas que quando sai numa tiragem, a gente tem vontade de embaralhar tudo novamente e tentar mais uma vez. Mas não é por aí e, aliás, ela alerta para isso mesmo: não enfrentarmos as situações e nem aceitarmos ou permitimos que elas se apresentem e nos transformem, ainda que isso venha contrariar nossos planos, nossos desejos, nossa vontade, nossas esperanças.

     A Torre nos fala daqueles eventos absolutamente indesejados, inesperados, aquelas peças que o Destino (Carma) nos prega e nos pega, geralmente, de surpresa, fazendo uma verdadeira revolução em nossas vidas. Normalmente, tudo vem abaixo, tudo se rompe, se quebra, se desmancha obrigando-nos a cair do alto das nossas ambições, do nosso orgulho, da nossa vaidade, do nosso bem nutrido ego, das nossas ilusões e fantasias e, nessa queda, permitindo que coloquemos novamente os pés no chão, aterremos e comecemos do zero.

     Situações anunciadas ou simbolizadas pela Torre são muito comuns, tais como o fim de um casamento que há muito já havia estagnado, a perda do emprego ou de um cargo importante, a falência de um negócio, a sempre indesejada e evitada notícia de uma doença grave, um acidente com sérias consequências, etc. Enfim, tudo aquilo que a gente tem muito medo que aconteça ou, mesmo, nem tem conhecimento de que pode ou está para acontecer.

     O que é necessário compreender é que muitas vezes a única maneira de evoluirmos é através de um acontecimento radical, normalmente externo, que nos obrigue a abandonar definitivamente velhos conceitos, estruturas de defesa, argumentos ultrapassados, o total comodismo, uma vida de pura fantasia, a falta de conexão com a realidade e a Torre é a representação desse doloroso evento.

     A Carta da Semana (verifique a postagem de Domingo, dia 03/01/2010) alertava para um encontro com as nossas mais profundas verdades, o nosso eu mais escondido, aquele ser que realmente somos quando não estamos usando nossas múltiplas máscaras sociais: o Diabo. O Arcano de hoje, de nº 16 no tarot, é a carta seguinte àquele diabólico senhor, o que significa que, ao nos defrontarmos com tudo aquilo que passamos a vida tentando “maquiar”, disfarçar, esconder, subtrair, ao enfrentarmos a verdade dos fatos, desse confronto nunca mais sairemos os mesmos. Nossa tendência, a partir de então, será rompermos com velhas construções psicológicas, o abandono de formas reativas de agirmos, o desprezo ao fato de nos escondermos atrás de personas sociais que criamos na vã esperança de sermos melhor aceitos, amados, desejados, reverenciados.

     Existe dor nessa queda para a realidade? Nesse implodir de velhas construções interiores? Claro que sim. É o fim de ilusões e sonhos longamente alimentados. É o ter que assumir novas responsabilidades, novos pontos de vista, novos comportamentos: assumir o seu eu verdadeiro. Mas o que não podemos perder de vista é que o nada no Universo conspira contra nós e que, mesmo dentro de uma situação caótica, confusa, assustadora, ele está nos oferecendo uma possibilidade de aprendizagem e, através dessa experiência, o nosso desenvolvimentos como seres físicos e espirituais.

     Num aspecto mais prático, numa maneira mais divinatória, quando a Torre aparece numa leitura (e, não se esqueça, sempre dependendo do local onde ela se encontra e relacionada a quais outras cartas) ela também pode significar o seguinte: doença grave; aborto; queda física; dor de cabeça, doenças mentais; fratura de ossos; problemas de coluna; mudança de casa; reforma em imóvel; fim de uma relação (namoro, casamento, sociedade, etc); acidente (carro, moto, avião); problemas com explosivos, tipo fogos de artifício, explosões de gás; falência, concordata, dívidas. Enfim, nesses poucos exemplos nós vemos que o que pode advir, a fim de que se provoque uma grande mudança, é qualquer coisa de indesejado ou inesperado, uma verdadeira e imprevista catástrofe.

     Mas tenha sempre em mente que a Esperança é a carta subsequente à Torre e, que todas as experiências, quando vividas (ainda que dolorosa, mas conscientementes) só trazem benefícios, fazendo com que o nosso carma se realize e que novas e melhores oportunidades se apresentem à nossa frente.

     Hajam com bastante cautela no dia de hoje, mantendo o espírito elevando, fazendo suas orações pedindo a proteção de seus anjos da guarda, seus guias ou mentores espirituais, as entidades e santos a que devotam fé. Não há nada que o cultivar uma conexão estreita com o Divino não nos ajude a evitar, enfrentar, superar e aprender daquilo que temos de viver.

     Com muita fé, tenham todos um ótimo dia!

Ilustração: FULL MOON DREAMS TAROT, de Lunea Weatherstone

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Carta do Dia: O JULGAMENTO

     Querida amiga!20-Major-Judgement2
     Fiquei muito feliz ao receber, na manhã de hoje, o seu convite  para seus 50 anos e as suas, sempre sábias, palavras de que um novo tempo estava se descortinando para você.
     Já fiz 50 há algum tempo e sei o que representa como uma etapa vencida, um momento em que armamos um grande tribunal para revivermos fatos, medirmos experiências, avaliarmos consequências dos atos passados. Há uma mistura de nostalgia, arrependimento, agradecimentos e despedida, pois existe um conceito de que aos 50 adentramos os portais da chamada “terceira idade” (o que é isso?). Somos “coroas” como se dizia na minha juventude (epa!). Fazer o que? Viver, e bem, ora bolas!
     Naturalmente, viver! Vivenciar plenamente esse rito de passagem, com muita festa, bolo, champagne, risos e lágrimas, a companhia da família, amigos, parentes, viagens. Aproveitar para despedir-se de velhos hábitos, de vícios, de situações incômodas, de crenças nas quais já não depositamos a menor fé, da preguiça e do comodismo que nos impedem de mover, de seguir em frente.
     É uma nova etapa? Claro que sim. Então, é chegado o momento de levarmos ao tribunal da nossa consciência os nossos primeiros 50 anos de vida e deles extrairmos a essência do que iremos viver daqui para frente. E é evidente que o que você semeou no transcorrer desses 18.250 dias será colhido nos próximos anos. A forma com que tratamos o nosso corpo, respeitando-o e preservando-o é uma radiografia do nível de saúde física que possuímos e com a qual poderemos contar. A maneira com que você vivenciou  seus contatos, seus relacionamentos, sua vida amorosa, familiar e social, a sua busca espiritual, isso tudo também deverá ser avaliado para que você possa ver se há falhas que certamente poderão ser sanadas nos próximos tempos.
     Esses rituais que sentimos necessidade de viver, de celebrar, marcam o início de novos tempos. De uma mente pronta para viver e aceitar uma nova época, novos  desafios, novas situações, novas formas de pensar, novos métodos a serem testados, uma renovação pessoal e nos nossos relacionamentos, ambições e aspirações. É uma ocasião para uma completa auto-análise, uma auto-crítica, tendo em mente que nada do que passou foi em vão,  que poderia ter sido diferente, mudado, que a culpa é toda sua, que você foi tola, relapsa, benevolente ou cruel demais. Nada disso. Tenha consciência que o que vivemos, todas as nossas ações passadas, presentes e seus reflexos futuros são o que chamamos de “carma”. Tinha de ser assim, para que ´você pudesse aprender dos seus erros e acertos, desenvolver sua intuição e refinar o seu livre-arbítrio e progredir como corpo, alma e espírito.
     Se você sente que esta data é uma chamada para algo maior, viva-a em plenitude. Não se recuse por medo ou por simples obstinação. Transcenda e aproveite para aceitar as recompensas tão merecidas dos esforços empenhados nesses primeiros 50 anos da sua vida.  Lembre-se sempre de que o futuro é formado pela soma de todas as nossas experiências, positivas ou não, vividas no passado e no presente.
      Celebre com muita alegria e leveza de alma essa data e faça dos próximos dias, semanas, meses e anos algo de ainda mais memorável. Permita-se renascer, consciente de quem você realmente é, aceitando a sua bagagem anterior, mas aberta para uma nova oportunidade, uma nova luz que o destino que oferece.
     Aproveito para confirmar minha presença em sua festa e juntar-me a todos que estarão aí,  presenciando uma nova e excelente oportunidade abrindo-se à sua frente.
     Grande beijo!
P.S.: Esqueci de escrever que a Carta do Dia é, significantemente, o Julgamento…
 Ilustração: TAROT OF THE TIMELESS TRUTH, de Leila Vey

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Signos & Tarot : JANEIRO / 2010

 

CAPRICÓRNIO

Elemento: Terra  /  Regente: Saturno

Mudança é uma palavra bastante previsível em todo início de ano, e desta vez não é diferente.

15-Major-Devil Grande parte da beleza de ser quem você  é, capricorniano, reside na sua estabilidade e na sua capacidade de manter-se absolutamente calmo em situações problemáticas. E parece que o que não tem faltado ultimamente em sua vida são situações bastante desafiantes. Mas a energia de 2010 será diferente da dos últimos anos e isso fará com que você reavalie suas estratégias, pois aquelas fórmulas (agora antiquadas) não irão mais funcionar.

Isso não significa que você terá que  abandonar todos os seus hábitos ou mudar completamente aquela seu jeito de conduzir as coisas e que, com o tempo, provou ser uma maneira muito confiável e eficiente. De forma alguma! Mas é necessário que você reconheça que existe uma necessidade de mudança, de ter mais flexibilidade, mais “jogo de cintura”, ser mais aberto às novas idéias. Não seja um escravo de regras auto-limitadoras, obsessivas e viciosas. Prepare-se pois em 2010 você irá, com certeza, libertar-se de muitas delas!                        

Salve 2010! Feliz Ano Novo!

Finalmente, 2010!  Abençoado seja este ano em nossas vidas. Que possamos viver, em seus dias, experiências benéficas em todas as áreas das nossas atividades, além de um grande desenvolvimento espiritual e também de nossos talentos e habilidades; o prazer de sermos criativos e de nos expressarmos de maneira coerente, clara e positiva.

Possamos viver um ano de Esperanças: na paz entre os povos, na harmonia entre as filosofias, de aceitação das diferenças naturais; da obtenção da prosperidade material de forma racional, equilibrada, responsável, sem prejuízo a nada ou a ninguém; de consciência da necessidade urgente de cuidarmos do planeta para que ele, sanado, possa retornar-nos em melhorias das condições de vida.

Que os nossos governantes honrem seus cargos valorizando, assim, a expectativa e confiança depositada em cada voto recebido; que a saúde não seja um artigo de luxo accessível a poucos mas, ao contrário, seja gênero de primeira necessidade e distribuída de forma precisa, eficiente e generosa. Que o ensino seja uma possibilidade concreta a todos, instigando a curiosidade, permitindo a discussão, contribuindo para a conscientização dos indivíduos.

  Há tanto o que esperar de um ano em que o Arcano número 3 do tarot, a Imperatriz, é o regente. Hoje entramos no limiar de um ano que nos promete muitas recompensas. É o fim de uma longa e aguardada gestação e, tenho certeza, os frutos que serão paridos farão valer a espera.

Mas quem é essa mulher, essa Imperatriz? Regente do que? Qual o seu reino, quais são os seus domínios?

O número dessa carta é o 3, que é a soma do 1 e do 2, do ativo e do passivo, do iniciador e do receptor, do masculino e do feminino. Um bebê que nasce, e inclusive a própria noção de maternidade, é um 3, pois é a soma da constituição genética dos seus pais. É a mesma noção que fazemos da tríplice figura do Pai, Filho e Espírito Santo, e se quisermos nos ater no aspecto feminino, a Jovem Virgem (ainda não menstruou), a Mulher (que menstrua) e a Sábia (que vive a menopausa).

A  letra Daleth, do alfabeto hebraico, que podemos traduzir por "porta” (abertura, entrada, recipiente) é significativamente associada a esta carta, sendo que o elemento que a caracteriza é a terra, pois ela é a representação do mundo “real”, da maternidade, o desejo sexual.  Com essa regente, iremos viver 2010 com muita intensidade e percepção.  Com muita alegria de viver, especialmente sexual, e através de um sentimento maternal.  A Imperatriz nos recorda que maternidade e sexo caminham juntos, não apenas biologicamente, mas porque ambos representam plenitude e maturidade. Em tiragens de tarot ela significa uma pessoa que é sexualmente ativa, mas de maneira responsável. Nisso ela difere da carta do Diabo, na qual o sexo é opressivo e desiquilibrante, ou da dos Namorados, que enfatiza o relacionamento em si, mais do que a própria relação física. A Imperatriz é a representação da expressão sexual própria, única, de cada indivíduo.

Mas não é só sexo que compõe a Imperatriz: o amor pela Natureza, pelo crescimento e desenvolvimento dos seres, pela liberdade, por todas as atividades onde a alegria e o bem estar são notórios. A Imperatriz é profundamente dedicada aos seus filhos,  amigos e amantes. Ela é a “mãe”  de grandes idéias, aquela que é criativa e nutre a tudo e a todos.

03-Major-Empresshh A carta que ilustra a postagem ilustra perfeitamente bem aquilo que procurei definir a respeito dessa dama: reparem o ventre e os seios volumosos de uma gestação praticamente chegando ao seu final; veja a maneira terna com que ela abraça as suas “crias”: o feixe de trigo (que é o alimento, a nutrição e, portanto, a vida), com o braço direito, que é regido pelo lógico e racional hemisfério esquerdo do nosso cérebro. Com a mão esquerda (a intuição, a criatividade, o sentido artístico e espiritual) ela segura uma cornucópia de frutos, que nada mais representam que as delícias e os prazeres, a doçura, o sabor, os perfumes, cores e texturas que encontramos em nossa vida terrena. Ela está descalça, isto é, em contato direto com seu elemento, a Terra, que é ela mesma, a Grande Mãe, a Mãe Terra. Sua casa é o Jardim do Éden, o paraíso terreno

Suas vestes verdes nos falam do seu amor pela Natureza, pela vida que se refaz a cada ciclo, e as abelhas desenhadas no tecido nos lembram da sua fertilidade e do prazer e da necessidade do trabalho, produzindo frutos ( o doce mel ) que justificam a nossa nossa necessidade de cultivarmos o planeta, trabalhando em uníssono. Um manto azul, a cor da espiritualidade, a agasalha, simbolizando a união da matéria com o espírito. Uma camisola vermelha, em contato com seu corpo nos fala do fogo da paixão, que ela tão bem administra. É o sangue, são os glóbulos vermelhos, são as centelhas da criatividade, da sexualidade, do pulsante coração. Sua coroa, com 12 pedras preciosas (só vemos a metade, na figura da carta) nos falam do ciclo dos anos (12 meses), dos signos do zodíaco, e, se o somarmos e reduzirmos (12 = 1 + 2 = 3) obteremos o seu número. Um dos seus pés toca o riacho que corta a verdejante paisagem, a nos lembrar que ela também privilegia as emoções, a turbulência e a calmaria dos sentimentos, experimentado-os destemidamente, além, é claro, de nos falar da água, como fonte primordial de toda a vida que conhecemos. Seu trono feito de madeira, nos faz pensar que ela está, tal qual a grande árvore que lhe projeta a sombra, profundamente enraizada no solo, na realidade, mas que seus pensamentos se elevam, tal qual a copa da majestosa árvore, para o mais alto dos céus.

            Se repararmos bem, seu olhar se dirige amorosamente ao próprio ventre, com ele se comunicando e preparando-o para o seu desabrochar sobre a terra. Seus cabelos são movidos pelo vento, tal qual antenas, procurando captar as vibrações espirituais. E suas pernas afastadas significam a sua receptividade, a sua capacidade de entender, compreender, aceitar e amar.

Enfim, essa mulher vive a vida plenamente, confiante, sem medo, harmonizada com os elementos e consigo própria; tão rica em potencialidade que não cessa de nutrir incessantemente a tudo e a todos.

Devemos pensar na Imperatriz como a representante de um ciclo, um ciclo de vida e de morte, pois no momento que ela dá a luz, ela também está determinando um prazo de vida que aquela criatura, aquele espécimen irá ter.  Isso nos encoraja a confiarmos na capacidade evolutiva, transformadora da vida e da necessidade de estarmos sempre abertos e preparados para as mudanças que ela nos propõe.

Como podemos utilizar essa energia toda em 2010? Preparando o terreno para que possamos colher fartamente ao final. É um momento de inícios, de começos promissores onde a expressão plena, franca e clara, e o uso de todas as nossas capacidades é exigido. Possibilita que abramo-nos para novos impulsos, estimulantes e fecundantes que nos farão viver uma vida mais rica, plena e bela. Inclusive aquilo que estamos longamente “gerando”  dentro de nós irá encontrar, nos próximos meses, seu tempo de florescer, de vir à luz,  se concretizar e de proporcionar vivenciarmos uma nova realização.

Diante de tanta promessa de fartura há que também considerar-se o lado “sombra” dessa exuberante senhora: devemos estar atentos a manter um saudável equilíbrio, não deixando que nossas emoções ou ações se tornem obsessivas ou controladoras em excesso. Não permitindo uma caótica proliferação de resultados palpáveis apenas porque queremos fazer tudo ao mesmo tempo. Os jardineiros sabem que cuidado e dedicação demais, ou de menos, transtorna o delicado equilíbrio da beleza que cultivam com tanto amor.

Finalmente, a Imperatriz solicita-nos a termos confiança plena na força auxiliadora e curativa da Natureza.

Encerro, assim, minha primeira contribuição para este novo ano desejando a todos um ótimo, amoroso, renovador e produtivo ano!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Carta do Dia: 5 DE ESPADAS


Numa dessas festas de final de ano encontrei uma querida amiga que já algum tempo não via.
Estávamos atualizando nossos assuntos quando ela comentou o quão estressada estava pois iria receber parentes de diversas cidades para o Natal e esses encontros sempre acabavam numa verdadeira "lavagem de roupa suja".
Comentava ela que, apesar de todos se relacionarem bem quando distantes, isso tudo parecia se deteriorar muito rapidamente quando se encontravam e as festas de final de ano e os velórios (!) pareciam ser as datas de escolha para que velhas implicâncias, ciúmes e invejas antigas, frustrações e pequenos desentendimentos aflorassem de maneira bastante incandescente. Ao final, quem saía bastante destruída desse ringue era ela própria, pois vivia o conflito de todos, os seus próprios, acabava também extravazando suas mágoas e rancores e, ainda por cima, tinha que dar uma de juiz, de conselheira, de terapeuta, etc e tal. Como seria natural, acabava não havendo vencedores e nem vencidos, apenas gente profundamente magoada por todos os lados.
Nesse nosso encontro ela me disse que, exatamente por isso, a simples idéia de festas natalinas e a constatação de que elas se aproximavam, lhe provocavam as mais diversas e terríveis formas de medo e aflição.
Hoje pela manhã, ao ver que a Carta do Dia era o 5 de Espadas, lembrei-me imediatamente dessa nossa conversa.
Esse arcano é considerado um dos mais difíceis de serem interpretados pelos tarólogos. Em princípio ele alerta para brigas, discussões, críticas, traição, derrota, abatimento, humilhação, inveja, vingança, infâmia, infortúnio, sadismo, falta de escrúpulos, demissão de emprego, armadilhas, e todas as outras maneiras que vocês conseguirem se lembrar que possam tornar a vida de qualquer ser humano num verdadeiro inferno, num infindável pesadelo.
Pois é: essa carta, numa leitura de tarot, pode representar tudo isso mesmo. Mas, e é muito importante que percebamos isso, ela representa sobretudo o nosso próprio medo de vivenciarmos essas derrotas, esses fracassos, de sucumbirmos a essas ditas armadilhas, etc caso eles realmente se apresentem.
Ela, em verdade, prenuncia uma energia bastante negativa, fruto da nossa própria mente, que está incapaz de reconhecer que o medo que sentimos é de natureza irracional , não significando, de forma alguma, uma situação real.
Para libertar-se desse medo (de sucumbir, de perder a batalha, de sofrer, de ... tantas coisas!) é preciso, antes de mais nada reconhecê-lo e aceitá-lo. Só assim tomamos real consciência da sua dimensão, da sua importância e podemos combatê-lo.
O estresse, as pressões do nosso dia a dia parecem mesmo se acumular para serem regurgitadas ao final de ciclos (fim do ano, velórios, aniversários, por exemplo). É uma panela de pressão que ao explodir, espalha não só o seu conteúdo como também parece acrescentar a ele tudo o mais que um dia nela já foi contido.
O que eu aconselharia a essa minha amiga seria peguntar-se: "Vale a pena?", "O que e por que é tão importante para mim provar que os outros erram ou erraram e eu estou certa?", "Estarei procurando impor os meus interesses (sentimentos, frustrações, medos, angústias, incapacidades, desesperanças, falta de fé) sobre os dos demais?", "Quem irá lucrar (melhorar, progredir, transmutar, evoluir, crescer) com isso?", "O que essa experiência irá me ensinar (para o meu crescimento, minha evolução, meu progresso, minha melhora em todos os aspectos) se eu vivenciá-la?".
E continuando com o minha sugestão eu diria a ela para analizar de maneira fria e bastante imparcial a situação como um todo (afinal é uma carta de Espadas = Ar = Mental) e enfrentar tudo da melhor maneira possível, isso, é claro, depois de reconhecer a sua parcela de participação para que as coisas chegassem ao ponto em que chegaram. Superar o medo de perder o controle, de enfrentar situações que possam parecer penosas, o medo de perder uma batalha, de ser derrotada em algum argumento. Desisitir do orgulho.
Enfim, o antídoto para vencer o 5 de Espadas está exatamente no otimismo, na coragem, na harmonia interior, nas ações positivas. Lembre-se que o chamado "destino" pode ser alterado quando estamos equilibrados e trabalhando nos nossos objetivos.
Portanto, aproveitem a noite de hoje para celebrarem exatamente o nascimento de uma filosofia, de uma ética, de uma idéia que nos ensinou o amor e, por conseguinte, a compaixão: o carregar os nossos fardos e, ainda sob o peso dos mesmos, ajudarmos aos nossos semelhantes carregarem os deles.
É tempo de celebrar a vida e tudo o que ela de bom tem para nos oferecer. O que passou, passou. Só volta se quisermos, e ainda assim, alterado, destitiuido de valor e importância, cheirando a mofo.
Vivencie o amor incondicional. Mas in-con-di-ci-o-nal mesmo!
E Boas Festas!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Dois de Paus, definido por diversos autores.


Os Arcanos Menores do Tarot: Dois de Paus

Arrien— Realeza Espiritual, Poder. Um estado de integração e de equilíbrio ótimo. Indo em frente em uma nova direção de um lugar de poder pleno, domínio e equilíbrio.
Cowie— Contemplar idéias. Novas idéias que estão sendo contem­pladas com relação a idéias mais antigas, fixas.
Crowley— O Senhor do Domínio. Marte em Áries. A energia do fogo em sua melhor e mais elevada forma. Vontade Ideal inde­pendente de qualquer objeto determinado. Vontade pura, incapaz de ser satisfeita, libertada do anseio pelo resultado, é em toda a forma perfeito.
Eakins— Convergência. Energia desfocada se tornando clara e po­larizada. Uma forte direção. Movimento com a energia fogosa da força masculina em direção àquilo que é mais receptivo e mode­rado, mantendo o equilíbrio interno entre masculino e feminino o tempo todo.
Fairfield — Reivindicar e Validar o Eu. Afirmar ou reivindicar um novo autoconceito.
Greer — Poder pessoal por meio da síntese de capacidades. Capacidade de fazer escolhas e assumir a responsabilidade por elas. Controle sobre a situação.
Noble — Controle de seu poder pessoal — aprender como usar o fogo que nasceu no Ás. A intuição se desperta.
Pollack — Uma carta de realização com nenhuma sensação de satisfação real. Ou surpresa, maravilha, encantamento, problema ou medo.
Sharman-Burke — Indica uma natureza bem equilibrada, mas a essência da carta permanece sendo o potencial ainda insatisfeito. Ideais e objetivos elevados, um desejo de viajar e uma nova pers­pectiva diferente do ambiente presente. Uma mudança no ar e um sentimento de inquietação. Promessas de sucesso por meio da força e da visão.
Stewart — Escolha. Sabedoria do Fogo: Escolher bem entre direita e esquerda. Representa os dois pilares de qualquer escolha, qualquer situação equilibrada ou polarizada que define e capacita o outro.
Waite — Por um lado, riqueza, fortuna, magnificência; por outro, sofrimento físico, doença, dissabor, tristeza, mortificação. Sugere doença, mortificação, a tristeza de Alexandre entre as riquezas do mundo material.
Walker — Aliança. Uma parceria de dois poderes que possuem capacidades diferentes, cada um refletindo o outro.
Wanless — Pureza. Ver-se pura e honestamente como você verdadeiramente é em contraste com quem você devia ser ou lhe disseram que era. Auto-observação honesta e consciência clara do eu. Viver com autenticidade, sem se deixar contaminar pelo condicionamento inapropriado para si mesmo.
Riley - Autoconfiança. Afirmar e aprovar-se. Sentir-se bem ou não sentir-se bem consigo mesmo. 


http://pt.shvoong.com/humanities/1702418-os-arcanos-menores-tarot-dois/