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domingo, 21 de dezembro de 2014

9 de Copas: A Liturgia do Amor

http://www.50emais.com.br/artigos/tarot-desta-semana-de-natal-a-liturgia-do-amor/ 

Confira no www.50emais:  A Liturgia do Amor / uma interpretação do 9 de Copas do tarot

http://www.50emais.com.br/artigos/tarot-desta-semana-de-natal-a-liturgia-do-amor/

domingo, 14 de dezembro de 2014

Do Passado e das Lembranças: o 6 de Copas



Confira o meu comentário deste domingo sobre o 6 de Copas, do tarot: Passado e Lembranças

http://www.50emais.com.br/artigos/tarot-da-semana-do-passado-e-das-lembrancas/

segunda-feira, 16 de junho de 2014

10 DE OUROS: TESOUROS DO CORAÇÃO

10 DE OUROS:  TESOUROS DO CORAÇÃO


Leia o texto no meu blog POLAROIDES DA ALMA

http://polaroidesdaalma.blogspot.com.br/2014/06/10-de-ouros-tesouros-do-coracao.html

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Instantâneos do Tarot, por Rosa Silva

Rosa Silva é taróloga há mais de 30 anos e uma verdadeira mestra quando se trata de ensinar tarot. Tenho orgulho e prazer em ter sido seu aluno.

Seu conhecimento sobre tarot e outras artes oraculares além de amplo e extremamente rico, é sabiamente transmitido por ela da maneira mais simples e intuitiva possível. Para Rosa não há dogmas a serem seguidos, mas caminhos a serem constantemente experimentados pela singularidade de cada um que os trilha.

O texto abaixo, escrito por ela, descortina (olha a Sacerdotisa aí!) muito da sua maneira de pensar e vivenciar o tarot, de uma maneira poética, carregada de imagens arquetípicas e criando, a cada instante, analogias com aspectos da vida real.

Entrego-lhes, então, um momento, um instante, uma fotografia do tarot, visto através das lentes e filtros do conhecimento e sabedoria de Rosa Silva:

 

Tarot: Fotografias de uma memória

Fotografar é uma técnica de criação com imagens que images1remonta ao ano de 1826 e se propaga aos dias atuais com a moderna tecnologia digital, registrando memórias e criando símbolos de épocas e culturas variadas. Nas fotografias encontramos também ausências e lembranças do que se foi, porém sua representação torna-se um prolongamento do que desapareceu e o faz ressurgir como história visual do que passou.

  

Assim como as fotografias digitais, podemos dizer que estamossrishti-dances_kellystrayhorn_1 vivendo uma era visual, uma era de imagens que nos invadem nas televisões, na internet, nas mídias, nos desenhos dos sites, nas revistas, nos jornais, nas propagandas, nos cinemas e que são desenvolvidas para motivar nossos interesses e desejos, pela estimulação dos nossos sentidos visuais.

Mas imagens são imagens e bem para além dos tempos atuabotticelli-3gracesis estão presentes no mundo, quase que paralelamente ao aparecimento da espécie humana e que por mais rudimentar que seja um grupamento social, por mais isolado que ele esteja da moderna civilização, ainda assim ele produzirá imagens representativas de suas percepções, idéias e pensamentos

Fato é que podemos encontrar registros tanto arqueológicos quanto históricos, de várias civilizações que habitaram e que ainda habitaram o planeta Terra e com as suas múltiplas e facetadas formas representativas de preservação de memória, principalmente visual, incluem-se também obras grandiosas como as registradas nos desenhos rupestre nas cavernas, nas pinturas pictográficas no Egito e nos textos Maia, na iconografia dos indianos, nas esculturas sumérias, gregas, romanas, incas, astecas, nos monumentos megalíticos de Stonehenge, Palenque, Machu Picchu, nas figuras gigantescas dos geoglifos no deserto de Nacza.

Mas, não há dúvidas, de que há um ponto comum com todos eles, mmoa-the-three-graces5que são, na maior parte, representações de essências, como o movimento dos astros no céu, as forças de natureza, os fenômenos geográficos e climáticos assim como as relações sociais humanas de família, progenitura, trabalho, lazer, rituais religiosos, combates e conquistas, quase sempre descritos em mitos, contos e fábulas, que foram transmitidos oralmente e posteriormente por escrito, contando tanto relatos de deuses quanto humanos, de naturais e sobrenaturais. Nesse contexto encontramos também registro de oráculos, adivinhos, magos, bruxos e feiticeiros, com seus instrumentos de predição, onde quase sempre as imagens servem de referência para leituras e interpretações em suas configurações, seja no vôo dos pássaros, nas vísceras de animais e humanos, na observação dos movimentos dos astros no céu, nas linhas das mãos.

Chegamos assim a uma época repleta de informações contidas em imagens sugestivas e evocativas onde sugiram as cartas de Tarot, com uma iconografia que a caracteriza como máquina de associar idéias e ativar a imaginação para conjugar imagens e produzir discursos ordenados e lógicos.

Cartas de Tarot podem ser vistas como fotografias, que exercem um three-of-cupsimpacto imediato com suas formas inspiradoras capazes de expressar idéias complexas e que também são possibilitadoras de ativar o pensar visual. Como vivemos um período histórico pródigo em imagens é natural que nossa inteligência visual seja despertada e o estudo e uso das cartas de Tarot pode produzir oportunidade de se por em prática nosso pensamento visual e desenvolver nossa inteligência de percepção através de imagens.

O que há de novo é que aprimorar a habilidade de pensar visualmente amplia não apenas o nosso campo de percepção, mas também facilita a nossa capacidade de comunicação, já que imagens podem expressar-se com uma velocidade superior ao discurso verbal.

Vejamos o que é pensar visualmente um bosque florido e ter de descrevê-lo discursivamente em sua riqueza de detalhes.

O estudo e a utilização de leituras com cartas de TaroOLYMPUS DIGITAL CAMERA         t tornam-se uma grande ferramenta do desenvolvimento tanto do pensamento quanto da inteligência visual tão necessária nos tempos atuais, da informática e da comunicação visual dos computadores, celulares e vídeos-game. Pois o Tarot é também um grande “game” de memória, criatividade, rapidez de imaginação e prontidão de resolução.

 

Paz e Bem.

Rosa Silva

e-mail: rosamarsp@yahoo.com.br

sábado, 5 de junho de 2010

Carta do Dia: 10 DE OUROS

Minor-Discs-10Vaudeville      Levantou-se de um salto. Enquanto ia para o chuveiro, repassou, mentalmente, a agenda do dia. Como sempre, haveria gravação pela manhã, depois uma reunião com um empresário que desejava organizar uma turnê dela pelas mais importantes cidades japonesas, ministrando aulas de culinária típica brasileira. O editor estava esperando o envio do seu 2º livro para revisão e não parava de ligar, pois queria aproveitar para lança-lo na comemoração de 3 anos de seu programa de TV. Havia combinado com a tia e as primas que mandaria o motorista para apanha-las no comecinho da noite, para um jantar especialíssimo que iria fazer, só para a família. A irmã estava dormindo no quarto de hóspedes, recém chegada do interior e ainda entorpecida com as dimensões e a velocidade de tudo que havia visto no trajeto do aeroporto até o seu novo apartamento.

     Tornou a enumerar, enquanto se aprontava, quantas pessoas jantariam. De fora, só a jornalista, ex-patroa e mentora de tudo o que ela havia conseguido na vida. Estava excitadíssima, muito mais do que jamais estivera.  O compromisso marcado na cidade, para o meio da tarde era o mais importante de toda a sua vida.  Nada se igualava à expectativa e à ansiedade que sentia naquele momento. Antes de sair, passou pelo quarto anexo ao seu e olhou o trabalho feito pelo decorador. Estava realmente uma beleza. Parecia um sonho, coisa de revista de decoração, de conto de fadas…

     Nos últimos meses viveu intensamente todo o processo de concretização de seu maior sonho. Foram inúmeras entrevistas com psicólogos, assistentes sociais, juiz, advogado. Dezenas de documentos foram preenchidos e arquivados. Exames médicos solicitados foram feitos. Referências pessoais coletadas e fornecidas. Audiências. Encontros. Reuniões. Mas finalmente o grande dia chegara e nessa tarde, ela iria, finalmente, finalizar o processo de adoção da mais encantadora criança que a escolheu no orfanato. Sim, pois foi aquela menininha, pequenina, franzina, quase raquítica, com olhos enormes a tudo e a todos observando, que apontou-a e sorriu assim que ela entrou no berçário. Foi amor à primeira vista. Ela sabia que a filha que tanto desejava ali estava, esperando por ela. Única sobrevivente entre todos de uma mesma família que pereceu no deslizamento e queda de sua precária moradia na encosta de um morro, na estação da chuva, a criança não tinha ninguém, nem nome, nada. Mas agora, tinha a ela e ambas tinham uma à outra.

     Quando chegou ao estúdio para a gravação, esperavam por ela buquês e mais buquês de flores de todas as cores e espécies. Presentinhos para a “recém chegada” foram entregues às dúzias e uma das secretárias chegou a imprimir e encadernar os milhares de e-mails recebidos das telespectadoras. Ela fez o programa absolutamente emocionada. Agradeceu publicamente a todos e continuou seguindo para os outros compromissos que a aguardavam. À tarde, numa brevíssima cerimônia na Vara da Família, com a presença emocionadíssima de sua irmã mais velha e das testemunhas de praxe, o Juiz conferiu-lhe o Termo de Adoção da pequena Anna Luísa, nome de sua falecida mãe, que também falecera quando ela era criança.

     Já era tarde da noite quando a tia, as primas e a amiga jornalista, e agora comadre pois ira ser a madrinha da sua filha, se retiraram. A irmã, acostumada com a vida no sítio, havia ido deitar mais cedo. Ela apagou as luzes da sala e dos corredores e entrou, na penumbra do quarto, para uma vez mais olhar sua filha. Debruçou-se sobre o bercinho e ajeitou melhor os lindos lençóis bordados com rendas e fitas. Mais uma vez a emoção tomava conta dela e deixou que as lágrimas corressem livremente pelo seu rosto. Era feliz. Era feliz por ter realizado todos os seus sonhos. Era feliz por sempre ter feito o que sabia e amava fazer. Era feliz por saber-se uma excelente profissional. E agora, mais do que nunca, essa felicidade se completava ao ver, dormindo, aquela criancinha a quem ela iria amar com toda a intensidade, retribuindo o amor que havia recebido de todos, sem distinção, em todos os momentos da sua vida. Iria estender, àquela criaturinha, todas as oportunidades que tivera na vida para crescer, conhecer-se como ser humano, sentir-se útil, saber que havia colaborado para que os seus semelhantes vivessem melhor. Claro que Anna Luísa teria a sua própria vida, suas prioridades, suas necessidades, sua personalidade, mas ela estaria sempre ao seu lado para ensina-la, caso precisasse, a ouvir a voz do seu coração e seguir os seus sonhos.

     Deitou-se, apagou o abajur e agradeceu por aquele dia e por todos os outros da sua vida. Adormeceu agradecendo pela filha que o Universo a ajudara a encontrar. Começou a sonhar com a mãe, que lhe sorria e lhe entregava Anna Luísa, que carregava nos braços. Ela abraçava a mãe e a menina, num abraço longo, suave, carinhoso… e… acordara imediatamente ao ouvir o choro da sua filhinha reclamando atenção. Sentiu-se mãe, feliz em poder estar ali, presente às necessidades da sua cria. Levantou-se e num segundo estava ao lado do bercinho.

     A vida não poderia ser melhor!

     Quando um 10 de Ouros surge numa leitura de tarot, dependendo sempre da sua localização entre as demais cartas do tabuleiro e da questão proposta pelo Consultante, pode significar que a riqueza de possuir família, amigos e os entes queridos próximos a si, fazem o Consultante sentir-se feliz e pleno. Uma celebração de volta ao lar. Sentir-se rei no castelo que construiu com suas próprias mãos. Uma possível herança pode estar a caminho. Amar e proteger a família. Ter construído em bases sólidas. Conscientizar-se de que a sua vida é cheia de riquezas e tesouros vários. Aceitar e retribuir a bondade e o amor. No fato do Consultante mostrar-se para os outros como ele realmente é, ele acrescenta riquezas e sucesso à sua pessoa. Uma boa vida, com saúde e segurança. Solidez nos negócios. A materialização das esperanças e desejos do Consultante.

     Numa posição menos favorecida, de obstáculo, o 10 de Ouros pode significar que o potencial merecido de coisas boas ainda não se revelou para o Consultante. Um outro significado dessa carta é que a fortuna, o conforto, o bem estar, a saúde, a riqueza material e a segurança estão lá, à disposição, mas o Consultante não se apercebe desse fato ou não lhes aprecia ou reconhece o valor. Muita atenção ou expectativa foram direcionadas aos aspectos exteriores das coisas, dos fatos ou das situações, sem uma dimensão interior, uma consciência da Fonte que nos abastece, aquilo que dá sentido e significado à palavra “Abundância”.

     Neste sábado, dia da semana sob a regência do sábio, disciplinador e consolidador Saturno, com a Lua Minguante em Peixes e o representante astrológico da nossa Carta do Dia, Mercúrio transitando em Virgem, devemos evitar sermos muito críticos ou excessivamente exigentes e cooperar mais, ajudar mais, nos envolvermos mais, enfim, com as nossas relações, desde que isso não interfira de forma alguma nas escolhas individuais de ninguém. Use seus dons pessoais para contribuir com que toda pessoa que cruzar seu caminho possa seguir o dela, de forma individual, com alegria e realização. Assim procedendo, uma verdadeira benção, em forma de boas intenções compartilhadas, irá se estabelecer e desenvolver-se entre todos nós.

     Tenham todos um excelente e renovador final de semana!

Em Julho:
 CURSO DE TAROT: ARCANOS MENORES
Duração: 16 aulas (4 meses) / Turmas às Terças e Sábados
Local: JARDIM DOS SENTIDOS – ESPAÇO HOLÍSTICO & LIVRARIA
 (R. Barão de Ipanema, 94  Loja 103, em Copacabana – Rio de Janeiro)
Pré-Requisito: conhecimento básico dos 22 Arcanos Maiores
Informações: (21) 2547-8939  e contato@jardimdossentidos.com.br
Imagem: VAUDEVILLE TAROT, por F.J. Campos

terça-feira, 1 de junho de 2010

Carta do Dia: 6 DE OUROS

Minor-Discs-06Vaudeville      Levantou-se, sem ter dormido por um minuto, quando ouviu a tia caminhando pela casa. Logo o despertador faria com que as primas também acordassem. A tia ficou preocupada com a sua aparência abatida e procurou, uma vez mais, tranquilizá-la, dando-lhe, inclusive dinheiro suficiente para que ela pudesse ir e vir do trabalho por uma semana. Em princípio recusou a oferta, dizendo que já estava dando trabalho e despesas demais para os parentes, mas a tia, mais velha, mais paciente, mais sábia e experiente insistia: “Deixe disso, minha filha! Pra que esse orgulho besta? Você acha que se eu não pudesse, eu estaria oferecendo? Além do mais, é você quem está me ajudando, ocupando o meu lugar naquela cozinha, fazendo uma comida gostosa para a família dos meus patrões. Pegue o dinheiro, querida. Não se sinta humilhada por isso, pois você bem sabe que não é, e nem nunca foi, essa a minha intenção. Vamos lá! Pegue! E agora vá tomar um  banho bem gostoso antes das suas primas ficarem brigando pelo uso do banheiro. Passe um batonzinho e arrume-se porque tem muito trabalho pra você fazer naquela casa. Vai, minha filha, ande logo. E ânimo, minha querida, ânimo. Lembre-se que mais tem Deus para dar do que o Diabo para tirar. Ouviu? E agora, venha cá me dar um abraço e… corra pro chuveiro!”

     Chegaram mais cedo ao trabalho e aproveitou para preparar um bolo de fubá com pedacinhos de goiabada cascão e lascas de queijo coalho,  para o café da manhã da família. Era um dos seus prediletos e lembrava-se de como a mãe o fazia, sem seguir medidas ou receitas, apenas juntando instintivamente os ingredientes, nas manhãs do sítio, enquanto era pequena. Conseguia sentir o cheiro dele assado, saindo do forno à lenha e a delícia que era vê-lo, ainda fumegante, sendo cortado em fatias grossas e distribuídas, primeiro para o pai, e depois para todos os filhos. Ela, a caçula, ganhava um pedaço sempre maior, o que sempre era motivo de uns resmungos dos outros irmãos. A mãe dizia: “Parem com isso, crianças. Comam o seu pedaço e não fiquem reclamando. Sou eu quem decide quem vai ganhar uma fatia maior hoje. Sua irmã me ajuda sempre na cozinha, enxugando a louça enquanto vocês vão trabalhar na roça. Deixa ela comer em paz.” Sentiu uma profunda saudade da mãe que falecera quando ela ainda era pequena. Amorosa, sempre estava lá para protege-la dos maiores.

     A patroa mandou chama-la  à sala de refeições. Queria cumprimenta-la pela delícia de bolo. O patrão e os filhos também fizeram grande elogios e pediram a ela que fizesse um igual todas as manhãs. Até o rapaz, que era sempre muito calado, tímido até, sorriu-lhe como que agradecendo pela delícia que havia saboreado. Por um momento ela sentiu-se novamente feliz, alegre, realizada. Aquele elogio compensava grande parte da decepção e sofrimento que estava vivendo desde a noite anterior. A dona da casa disse-lhe que iria a um chá, naquela tarde, em casa de uma amiga muito querida e famosa jornalista que escrevia algumas colunas sobre comida e restaurantes para jornais e revistas, além de publicar uma espécie de guia onde citava grande culinaristas, fornecedores de produtos raros ou especiais, locais pouco conhecidos onde a comida era especialíssima. Era uma mulher de extremo bom gosto e de grande conhecimento sobre assuntos gastronômicos. Queria levar-lhe, como presente, um bolo, exatamente igual àquele que ela havia preparado. Ela se importaria em fazer mais um, até a tarde?

     Ela voltou exultante para a cozinha e a sua alegria despertou a curiosidade de todos os demais empregados da casa, que estavam almoçando. A prima, que havia participado de todo o seu calvário no dia anterior e a sabia deprimidíssima, ficou espantada ao ver que ela recuperara, em instantes, o bom humor, o sorriso largo e franco. “Ganhou na loteria, prima?”, e todos riram. “Mais ou menos.”, respondeu enquanto via as claras dos ovos se transformarem em grandes flocos de neve. Pensou nas palavras ditas pela tia naquela manhã. Eram verdadeiramente sábias. Não era humilhante aceitar ajuda, quando necessária, assim como o dinheiro não era a única coisa que importava ou que trazia felicidade. Havia um valor, num cumprimento como o que a patroa fizera ao seu talento, que superava muito do que o dinheiro pudesse representar.

     Voltou toda a sua atenção para aquele bolo que haveria de ser degustado e julgado por alguém que entendia do assunto. Faze-lo era mais do que um trabalho. Era o seu vestibular. Quem sabe um dia ela também teria um diploma para olhar e exibir…

     Quando o 6 de Ouros aparece numa leitura de tarot, dependendo sempre da sua posição na jogada, das demais cartas que o acompanham e da questão proposta pelo Consultante, pode simbolizar generosidade, amor incondicional; sucesso, ainda que de curta duração. Pode representar o fato do Consultante estar caminhando, passo a passo, em direção à realização dos seus desejos. Simboliza, também, o fato de que é sempre necessário vermos os aspectos verdadeiros, reais que existem por traz de cada conquista pessoal. Alegria. Um momento na vida da pessoa em que ela olha para dentro de si e busca por sonhos já esquecidos. O elemento espiritual que acompanha e justifica o sucesso está presente, mas necessita ser nutrido, estimulado, reforçado. Estar aberto para aceitar o que a Vida tem a nos oferecer. A necessidade de agir de tal forma que faça com que a “esperança” torne-se realidade. Saber usar o sucesso como meio de obter sabedoria.

     Negativamente o 6 de Ouros pode significar um momento na vida do Consultante em que as coisas parecem perder a intensidade, diminuírem sua força ou importância. É um aviso de que o dinheiro deve ser cuidadosamente investido e aplicado, para que não existam perdas consideráveis. Pode simbolizar que o Consultante esteja muito apegado aos valores materiais e tenha perdido de vista os aspectos espirituais embutidos em todas as coisas, pessoas, relacionamentos, ações e situações. É um indicativo de buscar-se valores mais importantes que o sucesso exterior e, também, uma abordagem mais modesta em relação aos semelhantes e à vida, em geral.

     Quando dinheiro é gasto para satisfazer necessidades reais, ambas as partes envolvidas lucram, tanto a que gasta, quanto a que receber. Apelar para a caridade alheira ou dar esmolas não é, necessariamente o que se deve fazer. Todas as vezes que o processo de dar e receber torna-se unificado, transforma-se numa só coisa, todas as vezes que força e fraqueza, abundância e necessidade se reconciliam, uma verdadeira benção divina pode ser sentida e vivenciada. A carta do 6 de Ouros é um dos símbolos cristãos da Transmutação, onde o pão e o vinho proporcionam o sustento físico e espiritual. Todas as vezes que utilizamos nossos talentos para satisfazer as nossas necessidades e usamos as necessidades para estimularmos os nossos talentos, ganhamos algo. Crescemos um pouco mais.

     Nesta terça-feira, dia da semana regido pelo enérgico, vigoroso e assertivo Marte, é o momento de pensarmos em autopreservação, ou seja, não empregarmos uma energia positiva tentando solucionar, ou por em andamento, algo que não faz sentido e nem representa nada na nossa evolução. É puro desperdício. É necessário que aprendamos quais são nossas necessidades reais e de termos a consciência de que o valor daquilo que possuímos só é grande quando muitas pessoas podem beneficiarem-se dele. Podemos aproveitar este início de semana (com um feriado no meio) para meditarmos no fato de que, muito melhor do que ficar gerindo o que nos falta, é empregar  tempo e  esforço buscando obter algo que beneficie, igualmente, todas as partes envolvidas.

      Tenham todos um dia pleno de atitudes generosas!

Imagem: VAUDEVILLE TAROT, de F.J. Campos