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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Baralho Lenormand (Tarô Cigano): a Lua (comentário no Periscope: @ALEXTAROLOGO)


Sentimentos, romance, emoções, confusão mental, sonhos, fantasias, ilusões, fama, honra, reconhecimento público, misticismo, ocultismo, esoterismo, intuição, vícios, dependência emocional, máscaras sociais, variações de humor, medo, angústia, preocupações infundadas, superstições são algumas das palavras e situações onde vemos representada a carta nº32 do Baralho Lenormand (também conhecido como Baralho ou Tarô Cigano), a LUA.

Lembrando sempre que esta postagem, como todas as demais feitas por mim, não pretende ser uma "regra", uma "fórmula" a ser copiada ou aceita, mas, simplesmente, a minha inspiração, no momento da gravação ou da escrita, ao comentar alguns dos aspectos interpretativos da carta.

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domingo, 22 de novembro de 2015

Baralho Lenormand: a Lua (Snapchat: ALEXCARLOS60)


Baralho Lenormand
Carta 32:  a Lua

Esta postagem, como todas as demais feitas por mim, não pretendem ser uma "regra", uma "fórmula" a ser copiada ou seguida, mas, simplesmente, a minha inspiração, no momento da gravação ou da escrita, de comentar alguns dos aspectos interpretativos da carta.

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domingo, 4 de abril de 2010

Carta do Dia: A TORRE

     Torre Um amigo da nossa família  construiu uma excelente carreira como bailarino do Corpo de Baile do Theatro Municipal. Nas férias vínhamos assistir aos espetáculos que nos fascinavam, não só pela beleza das coreografias, da música, dos figurinos e cenários, mas também pela presença daquele nosso “quase vizinho” fazendo, com habilidade e arte, os principais papéis masculinos. Vindo de uma família de poucas posses, havia encarado o desafio de mudar-se para a capital, trabalhar como garçom para poder pagar as aulas de dança, submeter-se aos testes de seleção para, finalmente, brilhar no palco daquele verdadeiro santuário das artes.

     Por intermédio da dança viajou por todos os continentes, apresentando-se nos mais importantes palcos e recebendo as melhores críticas pelo seu fantástico desempenho. Aos 25 anos o mundo parecia curvar-se aos seus pés e um novo Nijinski parecia ter surgido do interior do Brasil para conquistar o planeta. As portas da fama e do sucesso abriam-se, de par em par, para esse jovem. O dinheiro fluía, assim como o redemoinho de compromissos sociais, sessões de fotos, ensaios, convites para jantares em palácios, embaixadas, apresentações como convidado especial de outras companhias de dança.

     Numa das últimas vezes que juntos estivemos era óbvia a transformação que aquele rapaz simples, humilde, tranquilo, trabalhador e inteligente do interior havia sofrido. Uma mudança que se percebia não apenas numa nova e sofisticada maneira de expressar-se, mas numa arrogância notável na qual ele era o único motivo cabível para justificar qualquer conversa. Convencido de seus dotes artísticos, desfiava os mais elogiosos comentários sobre si mesmo feitos por importantes personalidades. Sobre nossos amigos comuns, que continuavam a morar no interior, nenhuma pergunta, nenhum interesse. Procurávamos, de qualquer maneira, justificar essa metamorfose como um processo que logo se estabilizaria, pois afinal, era compreensível que ele estivesse numa outra sintonia que não a nossa. Afinal, tantas coisas excepcionais haviam lhe acontecido em tão pouco tempo.

     Fomos, rapidamente, perdendo o contato mas acompanhávamos a sua vida através do colorido das fotos nos jornais e das notícias na TV. E foi numa dessas ocasiões, assistindo a um telejornal, que ficamos sabendo de um terrível acidente sofrido por ele. Voltando para casa, após uma noite de estréia, provavelmente celebrada intensamente, foi atropelado. O infeliz evento custou-lhe uma das pernas, amputada na hora e o sério comprometimento da outra. A tristeza abateu-se de forma profunda e intensa sobre todos nós e não haviam palavras que pudesse servir de consolo para os seus pais, naquele momento.

     Muitos meses depois, ele retorna, em definitivo, à casa da família. Fui visitá-lo, procurando, no caminho, formular algumas frases que pudessem servir-lhe, se não de consolo, pelo menos de solidariedade e estímulo. Encontrei, numa cadeira de rodas, um ser humano arrasado, totalmente destituído daquela empáfia, daquela vaidade, da segurança e carisma que lhe eram peculiares nos últimos anos. À minha frente estava uma pessoa despojada de absolutamente tudo, sem nenhum traço de auto-estima e, pior, sem esperanças. Num desnecessário mea culpa, justificava sua desatenção para com os velhos amigos, seu desprezo pelas origens humildes, a tentativa de ocultar do resto do mundo tudo o que não fosse glamoroso em sua vida. Pedia que lhe perdoássemos a falta de telefonemas, a não retribuição dos cartões de boas-festas, o tempo que nunca pode dispensar quando nos encontrávamos pois estava sempre tão ocupado, com agendas sempre lotadas de compromissos, prisioneiro da sua carreira e de tudo o que ela representava para ele. Era um escravo da opinião da crítica especializada e dos coreógrafos cuja arte e poder haviam lhe permitido a vida de fausto tão sonhada. Meu amigo estava, como dizemos em tarot, vivendo uma Torre.

     Quando o Arcano XVI, a Torre (ou a Casa de Deus) aparece numa leitura, levando-se em conta a questão proposta pelo consulente e a sua posição entre as demais cartas da jogada, ela pode simbolizar eventos preocupantes, revolucionários, explosivos, especialmente se eles ocorrem de súbito. Não é uma evolução, algo que demanda um certo tempo e transitoriedade. É algo catastrófico, surpreendente, para o qual quase nunca estamos totalmente preparados. Algumas vezes significa o colapso de uma situação existente ou o fracasso de um plano, especialmente quando isso acontece devido a uma pressão interior. É um sinal de que, apesar de avisos de perigo, a pessoa continua teimosamente trilhando um determinado caminho que, inevitavelmente, irá apresentar algum tipo de desastre no final. É também sintoma de isolamento, orgulho e de ensurdecer-se aos pontos de vistas das outras pessoas. Num relacionamento pode significar um aumento de pressão causado pelo acúmulo de problemas e insatisfações, prestes a explodir, a não ser que se pare de tentar ignorá-los.

     Assim como a carta da Morte, a Torre pode ter um efeito libertador. Ainda que desagradáveis de serem vividos, os efeitos da torre podem soltar a pessoa das situações opressivas que vem vivendo e libertá-la para novas oportunidades. A Torre age como um veículo de revelação e não exatamente de iluminação. É um acontecimento que permite que as coisas sejam vistas com novos olhos, com uma nova compreensão. A Torre nos obriga a ver os fatos de uma maneira mais completa. Isso não significa que não possamos obter uma revelação espiritual através da demolição das estruturas que construímos para nos abrigar. Importante é reconhecer que ela representa o fim completo de uma situação e não querer se apegar aos seus restos mortais ou, pior, revivê-la. A Torre é um verdadeiro terremoto, de grau máximo, que acontece sem que a pessoa espere por ele.

     Nosso amigo bailarino viu-se forçado, por um evento fortuito, a despencar do alto da sua torre, abandonando a vaidade, a ilusão, o orgulho, a prepotência, o egocentrismo e aterrar, enfrentando a realidade e a necessidade de reconstruir-se, até mesmo fisicamente, tendo que recomeçar do zero absoluto. Todo o seu investimento havia sido feito na realização de seu sonho em transformar-se no grande artista, cercado de glórias, de admiradores, de recompensas materiais que foi. Agora era preciso encontrar uma nova razão para continuar vivendo (16 = 10 e 6= a Roda da Fortuna e os Amantes, a mudança em busca de novas alternativas) e esse processo começou perguntando-se o que foi necessário ser destruído em sua vida para que ele pudesse recomeçá-la. Do que seria necessário libertar-se para poder livremente e seguir novos caminhos (16 = 1+6= 7, o Carro, controle + força de vontade)? Bom, no caso dele foi o de oferecer-se, como voluntário, a trabalhar com as crianças de uma comunidade muito carente em sua cidade. Ensinou-lhe a criarem e construírem cenários e a desenharem figurinos e princípios básicos de iluminação para palco. Assim elas complementavam as aulas de ballet que recebiam de uma jovem, talentosa e dinâmica voluntária e possibilitavam construir espetáculos ainda mais bonitos. Meu amigo encontrou na professora não apenas uma parceira, uma colaboradora eficaz, mas um verdadeiro amor. Construíram juntos uma família onde antes só haviam escombros.

     A carta da Torre está profundamente ligada ao Arcano XX, o Julgamento, que é um chamado para um renascimento em todos os sentidos, especialmente o espiritual. É uma nova oportunidade de reestruturação após uma grande perda, um abalo violento. Sincronicamente, pois coincidência não existe, hoje é domingo de Páscoa, quando os cristãos comemoram a ressurreição de Cristo, o seu nascimento para um novo plano de vida. Creio ser esse o grande exemplo do que podemos fazer ao transmutar as situações que nos colocam com os pés no chão: vivê-las intensamente mas com esperança e fé. Se algo em nossa vida está se mostrando como uma má escolha feita, uma decisão precipitada e da qual nos arrependemos, um vício adquirido e do qual precisamos nos libertar, esse é o momento. Há que se destruir todas as estruturas dessa falsa máscara que construímos para nós mesmos e para que os outros nos aceitem e removermos o ego das alturas onde ele se posicionou e arfa com o ar rarefeito que o cerca. É tempo de assumirmos nossas dificuldades pessoais, desconstruirmos, peça a peça, o elaborado e labiríntico quebra-cabeças que armamos e nos concedermos a graça do perdão.

     Que a Luz da Espiritualidade possa brilhar sobre cada um de nós neste momento de Renascimento para uma vida melhor, agora e em todos os nossos dias nesta existência. Feliz Páscoa!

Imagem: TAROT NAMUR, por Prof. Namur Gopalla e Marta Leyrós (Academia de Cultura Arcanum)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Carta do Dia: 6 DE OUROS

     sixofpentacles_tarot of trees São muitas as vezes que caminho pelas ruas e não encontro mais determinados estabelecimentos comerciais que ali haviam. São livrarias, pequenos cafés, algumas lojas de roupas. Claro, os tempos estão difíceis e o comércio se ressente muito da falta de dinheiro circulante, dos altos impostos que são pagos, dos custos operacionais dignos de países considerados 1º Mundo.

     O que tenho notado é que a grande maioria desses estabelecimentos não são tão antigos e quando iniciaram suas atividades logo expandiram para outros bairros com filiais ou franquias. Em alguns casos são modismos, como a avalanche de lojas de produtos relacionados a iogurte. Noutras, um certo exagero no tamanho do estabelecimento, nas suas pretensões, como é o caso do mercado de livros e revistas. Tudo isso é bacana de se ver e usufruir, como cliente, e durante algum tempo parecem fazer muito sucesso, com as lojas sempre lotadas.

     Mas um belo dia, passamos em frente e lá, onde existia uma excelente livraria, temos hoje uma academia a preços bem populares. Onde antes havia aquele self service de massas, temos mais uma farmácia e a simpática e colorida lojinha de frozen iogurtes já apresenta sinais de decadência.

     Pois é, esse tipo de sucesso que não tem uma longa duração poderíamos relacionar à carta de hoje, o 6 de Ouros que, como quase todos os seis do tarot, está vinculado à idéia de vitória, de harmonia, de abundância porém com a possibilidade de ser passageira.

     Evidentemente vemos isso nesses programas voltados ao voyeurismo onde ilustres desconhecidos viram, por algumas semanas, assunto de conversas pouco elevadas e notícias de jornais sensacionalistas, para retornarem, quase em sua totalidade, ao esquecimento do grande público. Isso não significa que, por alguns breves instantes, algumas dessas pessoas possam obter algum proveito material desse tipo de exposição vulgar. As capas das revistas masculinas são a prova cabal disso. Alguns (raríssimos!) estabelecem carreiras artísticas convincentes. A grande maioria se beneficia, durante um breve período dos privilégios que essa divulgação lhes proporciona, fazendo contatos, assinando contratos, cobrando pela sua presença em eventos populares, animando camarotes e fornecendo farto material para scripts de programas de humor.

     O 6 de Ouros nos alerta exatamente para isso, para que aproveitemos, de maneira alegre, entusiasta, correta, sensata, equilibrada e harmoniosa, esse sucesso, essa glória, essa fartura que estamos vivendo, pois sua continuidade não é garantida. Numa leitura de tarot, se houver, por exemplo, um 5 de Ouros (veja o post de ontem, neste blog), pode significar falência, perda, ruptura num futuro próximo. Ao contrário, se a carta próxima for um 10 de Ouros, ou mesmo o Arcano XXI, o Mundo, há possibilidade de que esse sucesso seja de longa duração e tenha bases sólidas. De qualquer maneira, o 6 de Ouros é sempre uma promessa de um tempo melhor, de boa colheita, de fartura e de esperanças.  O que é preciso é saber utilizar esse período benéfico com sabedoria, sem deixar-se iludir pelo brilho, muitas vezes, efêmero do momento.

     Esta carta também nos leva a refletir sobre se o que estamos dispostos a dar de nós mesmos, em benefício dos outros, é o que eles necessitam ou o que nós queremos dar. Quando atingimos uma situação que nos permite colaborar mais intensamente com nossos semelhantes, seja na ajuda material, seja nos prontificando a ouví-los e procurar orientá-los da melhor maneira possível, será que o fazemos dentro daquilo que eles realmente precisam e que lhes vai ser útil, ou será que apenas doamos aquilo que “achamos” que eles deveriam ter, ouvir, saber, etc. Essa é uma das importantes questões levantadas na análise e meditação com o 6 de Ouros.

     Hoje, segunda-feira, com a Lua Nova em Peixes, associada a Mercúrio e Urano, estamos com a nossa intuição em alta e devemos aproveitar-nos disso, nela confiando para percebermos o que nos é deveras importante, quais as nossas metas de vida, quais os projetos com os quais mais nos identificamos, onde queremos, na verdade chegar. Isso identificado, resta-nos ficar atentos à nossa voz interior para sabermos como devemos agir, nos comportar, quais os caminhos a tomar para podermos realizar de maneira a mais estável possível os nossos sonhos.

     Lembre-se de caminhar um passo de cada vez, sempre atento a enxergar a verdade que há em tudo, sem deixar-se levar pela empolgação ou deixar-se seduzir pelas falsas aparências.  E, também muito importante é estar-se sempre consciente de que há um elemento espiritual em todas as formas de sucesso que deve ser constantemente cuidado e nutrido.

     Tenham todos um excelente e promissor início de semana!

Imagem: TAROT OF THE TREES

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Carta do Dia: 6 DE PAUS

     6 de paus A moça que faz a limpeza aqui em casa, além de iluminar o ambiente com o seu eterno sorriso de satisfação e do sábio uso de panos, escovas e outras poções perfumadamente clareadoras, chegou em estado de êxtase porque, depois de muito economizar, de trabalhar quase que todos os 7 dias da semana durante todo o ano, finalmente conseguiu pagar pela sua fantasia para o desfile das escolas na Sapucaí. Como ela mudou-se muito recentemente para comunidade na qual desfilará, não fez jus à gratuidade da indumentária, mas isso não a impediu de investir todos os seus esforços para realizar o seu objetivo e conseguir seu prêmio. Se a escola vai ou não ganhar, isso é outra estória, mas se depender de  dedicação, força de vontade, direcionamento de metas, e entusiasmo contagiante, faço-os saber, através deste Blog, que numa de suas alas desfilará uma campeã do carnaval!

     Lembrei-me dela, prolixa, esfuziante, descrevendo em detalhes a roupa que usará no próximo sábado ao tirar, na manha de hoje, o 6 de Paus como a Carta do Dia. É exatamente essa sensação de justo merecimento, de missão cumprida “no capricho”, de fé, coragem, determinação e o resultado positivo de todo um investimento de tempo, esforço, energias que o 6 de Paus simboliza.

     É a sensação daquele momento da quitação da última prestação da Caixa, dando-lhe o direito e a posse do imóvel que lhe custou 30 anos de investimentos mensais. É subir no palco para receber o diploma que lhe abrirá as portas de um mundo novo, com maiores expectativas, mas que lhe roubou horas de sono, de falta de diversão com os amigos, da compra de livros caríssimos. É o receber da correspondência dizendo que o seu projeto para organizar e comprar o material necessário para  aquelas aulas de hatha yoga na comunidade carente próxima à sua casa foi aprovado e que o seu sonho de levar um pouco do seu saber para quem tanto necessita começa a ser realizado. É pesquisar por semanas e meses até encontrar, num anúncio de jornal, alguém que aceite o seu carro na troca por aquele outro modelo que você tanto deseja ter. É o breve instante de iluminação, no meio do dia, que parece congelar por frações de segundo todo o tempo, mas o suficiente para você sentir-se inteiro, conhecedor de si próprio e do que quer para si mesmo. São aqueles momentos em que, ao terminarmos nossas orações, ou após qualquer outra forma de meditação profunda, temos certeza de que estivemos profundamente ligados com um nível superior de consciência, com aquilo ou aquele a quem chamamos de Divino.

     Essa carta, quando aparece numa leitura de tarot, sempre dependendo de sua localização, das demais cartas que a acompanham e da questão levantada, pode significar ótima saúde, sensação de grande bem estar, boas novas a caminho, resultados positivos e encorajadores depois de um longo tratamento ou uma cirurgia, a compra ou a troca de um veículo, de uma nova sociedade bem sucedida e harmoniosa, de uma união feliz e abençoada, de fama, de resultados positivos e lucrativos de investimentos, de crescimento dentro da estrutura de trabalho, de assumir o cargo de liderança ou chefia dentro de uma empresa. Enfim, ela é garantia de sucesso. Entretanto, e cabe aqui um alerta, isso não é e nem deve ser encarado como garantia de contínuo sucesso, de que agora se pode relaxar de vez, deitando-se sobre os louros da vitória e esquecer que a vida continua. Assim como o sucesso é inspirador e aquelas pessoas que atingem os altos patamares do reconhecimento público assumem caráter de heróis a serem imitados, concomitantemente, num momento de triunfo podem estar surgindo novos desafios a serem enfrentados, tais como inveja ou competitividade, a infidelidade ou as traições, e até mesmo as mórbidas fantasias da perda desse status, o medo de voltar a fracassar. Há um velho dito popular que garante que para se provar domador, há que se amansar um leão por dia. Todos os dias…

     Talvez o grande desafio de qualquer pessoa que é bem sucedida seja o de manter-se nessa situação. Olhe à sua volta e veja quantos “heróis” exemplares tivemos que, no auge de suas conquistas, sofreram quedas homéricas. Quantos artistas que, depois de lutarem muito para conseguir seu lugar ao sol, brilham intensa, mas fugazmente, e desaparecem no total esquecimento? Jogadores de futebol que passam, da noite para o dia, da condição de grandes heróis nacionais, salvadores da pátria, para o ridículo sadicamente exploratório das colunas de fofocas e manchetes dos jornaizinhos de terceira classe…

     De qualquer maneira, é tempo de celebrar mais esta conquista obtida através de muito otimismo, de uma intuitiva autoconfiança, de ações firmes e planejadas e realizadas passo a passo, com paciência e perseverança, de muita fé em si mesmo e na sua união com as ações do Universo. As estórias infantis estão repletas de exemplos que bem exemplificam e resumem a energia prometida pelo 6 de Paus: que o otimismo produz o sucesso que a pessoa espera e que basta acreditarmos verdadeiramente em nós mesmos para encontrarmos a energia que necessitamos para realizar o que desejamos.

     shakti Esta carta está relacionada Júpiter (otimismo, boa sorte) em Leão (teimosia, impulsividade e uma queda para o dramático), e também pode ser associada, no panteão das divindades hindus, a Shakti, vencedora, no comando das situações e sabendo como lidar com todas elas, harmonizada com os elementos e suas energias, autoconfiante, centrada em sua glória e dela irradiando segurança e bem estar.

     Portanto, espero que vocês, no dia de hoje, vibrem tanto quanto a Marinez (acho que havia esquecido de mencionar seu nome) e a sua tão sonhada fantasia. Encontrem razões para acreditarem nos seus sonhos e tomem as necessárias ações para concretizá-los, sem nunca atropelarem, pelo caminho, a ninguém. Em casos assim é sempre melhor cooperar do que competir. E procurem lembrar-se que não há maior força libertadora, melhor remédio para o sofrimento, melhor solução para os problemas do que a alegria e o êxtase que ela provoca.

     Tenham todos um alegre e vitoriosos dia!