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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Carta do Dia: 2 DE ESPADAS

   37-Minor-Swords-02artistinnervision   A Paz, como a saúde, muitas vezes só é percebida e valorizada quando a perdemos e a perdemos por não sermos autênticos ou fiéis às nossas verdades e princípios, respeitando a nós mesmos e aos outros, sendo imparciais no julgamento das situações em que estamos envolvidos ou que somos chamados a auxiliar. Por paradoxal que possa parecer, a Paz é conquistada (ou reconquistada) através de batalhas. Algo tão sonhado e ambicionado por todos, que representa o mais perfeito equilíbrio, a harmonia absoluta, a total empatia acaba sendo experimentada e  obtida através de lutas, acordos, momentos de trégua, conflitos, indecisões, debates, reconhecimento de  bloqueios, estratégias.

     Quando o 2 de Espadas surge numa leitura de tarot, sempre dependendo da sua posição no jogo e das cartas que o cercam, pode significar que estamos vivendo um momento de equilíbrio que é precário, construído através da nossa recusa de encararmos de frente e com os olhos bem abertos um problema, uma situação. Pode ser algo que nos incomoda mas que, por medo de perdermos nosso status, ou mesmo por comodismo, ou por querermos continuar a fingir para o mundo e para nós mesmos que está tudo bem, evitamos enfrentar e buscar uma solução. A carta acaba sendo um alerta de que, com nossa interferência direta ou não, esse conflito irá acontecer, mais cedo ou mais tarde e ficar colocando “panos quentes” só protela o que já está explodindo.

     Estar em paz consigo mesmo é viver as suas verdades, de forma racional, emocional e intuitivamente equilibradas. É ter opiniões justas, pensadas, adotando-as e expressando-as, porém sempre com flexibilidade de análise para revê-las e repensa-las sempre que se fizer necessário e, também, respeitar as dos outros. É adaptar-se às circunstâncias do momento sem deixar de ser fiel a si próprio, não fazendo acordos, tratados e concessões que lhe roubem a dignidade, a autoconfiança, sua integridade e individualidade. Lembre-se que quando 2 mentes se unem para , num diálogo ou debate pacífico em torno de um problema ou situação, a verdade certamente irá aflorar e uma sábia solução poderá ser encontrada.

     Às vezes o 2 de Espadas nos faz compreender que fizemos, no intuito de evitar o desencadear de um conflito, compromissos que foram aceitos temporáriamente e que irão bastar por enquanto. Entretanto uma solução que funcione a longo prazo, uma decisão mais durável poderá ser necessária e é possível de ser encontrada. Conciliar nem sempre é a solução, entretanto enquanto se busca uma definitiva, ser tolerante em relação às idéias alheias, usando sempre de sabedoria e compreensão, sendo objetivo e obtendo uma estabilidade mental através do uso do intelecto em conformidade com o coração, são condições básicas para a obtenção de resultados realistas, sólidos e eficazes.

     O 2 de Espadas também é interpretado como uma discussão, impasse, um beco sem saída, paradoxo, interrogatório, busca de sabedoria, sérios problemas de relacionamento, divórcio, dúvida, o trabalho em áreas da justiça, da diplomacia, acordos comerciais ou políticos, o desempenho de sindicatos, fazer as pazes.

     Pois é, fazer as pazes consigo mesmo. Reconciliar-se. Saber ser justo com sua própria pessoa, buscando e avaliando suas verdade interiores. Harmonizando-se e também com as pessoas e o ambiente que o cerca. Às vezes parece tão utópico, não é mesmo? Porém vale tentar. Lembre-se que a verdade pode, como uma espada, muitas vezes ferir, mas ela é libertadora.

     Vivencie as energias deste arcano, neste dia, tomando compromissos a sério, fazendo acordos que não sejam meros remendos, encarando os fatos com equilíbrio, imparcialidade, compreensão mas objetivamente. Reavalie conflitos, esteja aberto ao diálogo, tenha clareza e flexibilidade mental, e faça as pazes com o mundo. O Universo certamente lhe agradece.

     Tenha um excelente dia!

Imagem: ARTIST’S INNER VISION

sábado, 9 de janeiro de 2010

Carta do Dia: O HIEROFANTE

     05-Major-Hierophant3 Estávamos conversando, recentemente, sobre modas e modismos, tendências, novidades eletrônicas, formas de pensar e agir, autores e cantores que fizeram parte do nosso crescimento há algumas décadas. Gente de quem nem mais ouvimos falar, ou porque já morreram ou desapareceram na enxurrada de novas mídia, de novos rostos.
     Todo mundo fazia análise, todo mundo queria ir para a Índia, todos tinham lido tudo do Castañeda, alguns já frequentavam grupos místicos, outros iam para a região de Brasília fazer contato com seres de outros planetas e, sem dizer, de todos os artistas que estavam, naquela época, na mídia, e que saíam entortando garfos, facas, tampas de leite Ninho ao mero gritar de um “Rá”!
     Deixei a reunião com uma certa nostalgia por uma época que pretendíamos estar “por dentro” de tudo, absolutamente conectados com o nosso eu mais profundo, analisadíssimos, resolvidíssimos, conhecedores de todas as filosofias e praticantes da modalidade espiritual em destaque naquela semana. Um gosto de “TV Mofo” na boca.
     Passei as semanas seguintes rememorando o encontro com aqueles velhos amigos e pensando em como todos nós, a todo o momento, buscamos orientação. Pensando na nossa infindável curiosidade, na nossa angústia por nos conhecermos melhor e obtermos algum sentido para nossas vidas. Às vezes vamos a extremos, e muitos nunca voltaram dessa “viagem”. Noutras épocas parecemos meio sedados pelos acontecimentos práticos do dia a dia e nem prestamos muita atenção sobre a forma que vivenciamos o espiritual em nossas ações mais corriqueiras.
     O Hierofante, nossa Carta do Dia, nos fala dessa nossa ligação ente o divino (e inclua aqui a sua própria noção de divino, por favor) e a maneira como conduzimos nossos afazeres, agimos em sociedade, relacionamos com nosso grupo, estabelecemos vínculos, formalizamos compromissos, mantemos nossas tradições, nos comportamos nas mais diversas situações.
     O Hierofante é o nosso mestre interior. Aquele professor, ou melhor dizendo, aquele doutor em todas as ciências, que habita dentro de cada um de nós. É a voz da nossa consciência, a nos lembrar o que é certo ou errado, mesmo que nunca tenhamos tido algum tipo de educação filosófica formal. Ele existe dentro de nós, e basta. O seu nome significa “o portador dos objetos sagrados, dos objetos de culto”. Em alguns tarots é chamado de Papa, Sacerdote, Alto Sacerdote, sempre buscando relacionar o seu simbolismo com a nossa necessidade de conectarmos nosso ser terreno com o divino, com a força da nossa fé, com nossa conduta ética, com nossos aspectos de religiosidade, com nossa incessante busca pelo que é, de verdade, importante. É o procurar saber o que Deus (e aqui, também, coloque o nome ou visualize a forma que melhor traduza o seu conceito do que  as pessoas chamam por Deus) quer e espera de nós.
     Claro que nessa busca de compreensão, muitos se tornam pragmáticos, se expressando através de dogmas, completamente “cimentados” dentro de preceitos exclusivos de uma única filosofia, doutrina, religião, seita, etc. Inflexíveis, vendam-se para as possibilidades de discussão com absoluto pavor de perderem o pouco de conhecimento (ou de iluminação) que obtiveram. Tornam-se duros consigo próprios e verdadeiros juízes e carrascos com todos os demais. Mas esse é o lado “sombra” do Hierofante, o seu lado negativo, o seu oposto que, afinal de contas, acaba evidenciando suas reais qualidades: a ética, a bondade, a sabedoria associada à emoção, o conselheiro moral, o professor, o analista.
     Creio que como a maioria dos meus amigos reencontrados naquela reunião, eu ainda continuo em minha busca e sei que ela não tem fim, pois não há uma verdade única, estabelecida e imutável. Como todos sabem, “quando o aluno está pronto, o Mestre aparece”. A cada etapa da minha vida senti necessidade de esclarecer, experimentar e meditar sobre esse Deus que eu sei morar dentro de mim e de cada um de nós, e a melhor forma de reconhece-lo e a ele permanecer conectado. Vive grandes crises espirituais, senti-me perdido, sem razão de ser, mas a cada vez algo de extraordinário surgia na forma de um novo conhecido com um outro olhar, uma outra maneira de ver; uma nova leitura, um novo filme, uma palestra assistida assim, por acaso, mas que reacendia minhas fé.
    No cotidiano, esse arcano aparece, muitas vezes na figura daquele médico que nos resgata perdidas esperanças e a vontade de viver e lutar; no professor que nos amplia as possibilidades de conhecimento através de discussão e de recursos adequados; no advogado que transformar nossas justas causas em justas causas em favor de todos, onde a Justiça é obtida através de seus mais éticos preceitos e julgamento; no cartorário, que através de contratos, carimbos, selos e assinaturas formaliza no plano legal e material o primeiro documento da nossa existência terrena como cidadão, os nossos contratos, as nossas sociedades, as nossas uniões, os nossas últimas vontades, o registro do fim de nossa vida neste plano; no sacerdote, pastor, orientador espiritual, mestre, guru que pacientemente nos ouve e nos ajuda na obtenção do mais difícil dos perdões, o do nosso próprio tribunal, para que possamos prosseguir; do psicanalista que além de nos ouvir contar inúmeras vezes nossa própria história e nossas angústias, nos persuade a descobrirmos dentro delas nossa própria essência e verdades a serem enfrentadas e aceitas por nós mesmos; daqueles avós carinhosos que, através da manutenção de rituais e tradições que, algumas vezes, nos parecem tão antiquados, tão fora de moda, nos reconectam com nossas raízes estabelecendo vínculos com os aspectos culturais da sociedade em que vivemos.
     Portanto, no dia de hoje, procure estar atento às oportunidades de aprender uma nova lição, viver uma nova experiência e dela retirar algo para a sua evolução pessoal. E, por sua feita,procure transmitir algo de sua própria vivência para alguém, sem ser impositivo ou arrogante na sua possível sabedoria, mas com amor, com benevolência e paciência. Lembre-se que o Hierofante, em seu aspecto mais positivo, é aquele que nos governa pelo coração e não pela força.
     Tenham todos um ótimo final de semana!
Imagem: INSTANT IDEAS TAROT DECK

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Véspera de Ano Novo




Estive pensando na força da egrégora que se forma, no dia de hoje, unindo as esperanças  (aliás celebra-se hoje – e não poderia deixar de ser diferente – o dia da Esperança)por um ano melhor. Imagino que somente uma parcela mínima da população do planeta não tome conhecimento desta data, seja por motivos culturais, religiosos ou de saúde.  Mas a grande maioria, a seu jeito, dentro dos padrões da região em que vive, seguindo costumes ancestrais ou modernosos, celebrará essa “virada de página do calendário” com fé renovada, num espírito de renovação, confiantes de que dias melhores virão.
Eu também. Confesso que esta data sempre me deu uma certa, digamos, angústia, como aquela que antecede a partida para uma viagem e ficamos indóceis, com a sensação de que esquecemos algo de que iremos necessitar. Já sentiram isso? Pois é exatamente dessa mistura de euforia pelas alegrias, excitantes experiências e novidades que espero viver e o medo de não ter fechado direito a porta, desligado o gás, avisado o porteiro, pego os cartões do banco, que eu estou me referindo.
Sou daqueles que faz listas mentais das “ novas diretrizes” para o Ano Novo:  algumas coisas são constantes, repetindo-se a cada novo ano, por exemplo deixar de comer junk-food, começar a praticar exercícios regularmente, ser mais constante na prática da meditação, gastar menos com a minha coleção de tarôs, continuar a estudar cabala, voltar a estudar astrologia, assitir a todos os filmes possíveis e comprar todos os livros que eu puder, aceitar mais convites para sair, etc. Já outras dependem da minha motivação, dos meus interesses atuais.


Minha lista para 2010 inclui um itenzinho básico: parar de reclamar. E vocês irão me perguntar se isso é promessa digna de estar no mesmo rol de outros muito mais sérios compromissos e intenções. Compreendo a sensação de anti-clímax, o ar de pouco caso, o olhar de complacência que irão me lançar, mas é isso mesmo: largar do vício de ficar na confortável posição de me fazer de, digamos, coitadinho para justificar muita coisa e angariar simpatias e adentrar o nobre panteão das “vítimas do destino”.
Sabem O Pendurado, o arcano XII do tarot? Aquela carta que todo mundo não resiste à tentação de virá-la de cabeça para baixo exatamente por não perceberem que ela já é assim mesmo: de cabeça para baixo. Um jovem, pendurado por um dos pés a uma trave, mãos amarradas às costas e, apesar da posição absolutamente incômoda, dolorosa, humiliante, o distinto mantém uma expressão beatífica no rosto de quem está absolutamente feliz por ter sido escolhido para ser imolado no altar dos deuses e que será eternamente lembrado (enquanto durarem os seus 15 minutos de fama)pelo seu gesto de total abnegação em favor de tantos.
Tudo bem, não vou ficar aqui discorrendo sobre o que essa carta simboliza, a que se refere, o que pode prenunciar, etc  e tal. Isso fica para quando ela sair numa tiragem. Vou falar é do meu propósito de parar com um pessimismo, um conformismo, uma preguiçosa imobilidade que andou querendo se instalar e que, envergonhado confesso, assumi com gosto, nutrindo-o e justificando-o, fazendo dele meu alter ego: quando as coisas ficavam dificeis, meio fora de controle, ele assumia impecavelmente o palco, o seu lugar sob os refletores, no seu muito bem ensaiado papel de... coitadinho.
Por isso o “parar de reclamar” (mesmo que silenciosamente, mantendo uma atitude de absoluta submissão) vem em primeiríssimo lugar na minha longa lista de intenções. Sei que irei contar com uma grande ajuda pois 2010, numerológicamente(2+0+1+0=3) equivale a 3, que é resumidamente, um número de resultados concretos. Além disso, a carta de número 3 no Tarot é a Imperatriz, poderosíssima senhora, a Grande Mãe que a todos e a tudo gera, nutre, acarinha e protege. Portanto, é chegado o momento de viver com naturalidade, harmoniosamente, meditando e contemplando todos os benefícios que estaremos recebendo de forma tão excepcionalmente generosa. É hora de” plantar” idéias, projetos; fazer investimentos sentimentais ou materiais, liberar a criatividade e estender o conceito de “maternal” embutido na figura desse arcano para o tratamento a ser dispensado a todas as pessoas, sem distinção.

Não sou numerólogo e meu conhecimento a respeito é bastante restrito mas, entretanto, não me é difícil perceber que temos em 2010 algumas combinações interessantes, vejam só: se juntarmos o 2 e o 1, teremos então 21, que é o arcano O Mundo, a carta “dos finalmentes”, do fechamento do ciclo, da completude das etapas. É a hora da valsa na festa de formatura. Só alegrias. Nascimento para uma nova etapa, mas dessa vez já com uma certa garantia de um certificado de conclusão nas mãos. O Mundo e a Imperatriz formam um ótimo par, não é mesmo? Em ambos há, no mínimo, promessas de tempos mais venturosos, de proteção espiritual, e isso é sempre muito bem vindo.
Por tudo isso é que eu  creio que o meu compromisso pessoal de abandonar a mania de querer ficar pendurado nas árvores pelo pé e, ao invés disso, exercitar minhas habilidades na colheita dos frutos que nelas estão disponibilizados, vai ser uma tarefa muito fácil de ser cumprida. Ajuda, ao que parece, não irá faltar!
Agora, se vocês prestarem atenção: se pegarmos 2010 e fizermos uma outra combinação com os mesmos 2 e 1, só que agora na ordem inversa, teremos um... tchan, tchan, tchan, tchan (rufar de tambores, soar de clarins)... Número 12! O Pendurado!
Mas, como diria meu avô: “Calma, que o Brasil é nosso!”. Nada de desespero, desânimo, quebra de encantamento, medo, angústia, depressão. Nada disso. Ele está ali exatamente para lembrar às pessoas, e a mim em especial, que está na hora de dar uma guinada na forma de ver, de encarar os fatos, de apreciar a vida. Uma possível reviravolta na maneira de vivenciar certos conceitos que há muito criamos e nos utilizamos como defesa ou desculpa. É hora de tirar um tempinho para repensar seriamente nos mecanismos que construimos para resolver situações e que depois nos fazem prisioneiros de suas fórmulas e engrenagens, muitas vezes já caducas. Aproveitar, de quem está conformado com a sua imobilidade, apenas a tranquilidade para refletir  na múltiplas possibilidades que nos são disponibilizadas e que basta estarmos atentos e sermos perseverantes, equilibrados e criativos para fazermos escolhas mais corretas .
Meu ” Propósito de Vida”, segundo a Numerologia, é 21/12 e, que numa redução básica, vira um 3. Olha a Imperatriz aí de novo, minha gente! Portanto, meus amigos, se cruzarem por aí com alguém exalando confiança, força, energia e criatividade, tenham certeza: sou (também) eu!
Que a Paz, o Amor e a Esperança cresçam cada vez mais no coração de todos! Ótima passagem de ano para vocês. Feliz 2010!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Carta da Semana (de 27/12 a 02/01/2010): A SACERDOTISA

      Esta é a última semana do ano. Um período cheio de festas, celebrações, confraternizações, troca de presentes, troca de mensagens, encontros e reencontros. Muita animação, muitos planos para as férias, para o próximo ano, muitos projetos que estavam engavetados nos escaninhos da memória parecem querer vir à luz.    Enfim, estamos todos a mil!                                   Então, nesta domingueira manhã, surge a Sacerdotisa como a carta da semana e como sempre, essa discretíssima senhora, manifesta-se nos momentos mais oportunos. Seja bem vinda!             Penso que, poucas são as épocas do ano em que, ao meio de tanta agitação, percebemos uma necessidade muito grande de nos recolhermos, nos calarmos, nos isolarmos um pouco para refletir. É até natural, se pensarmos quanta energia dispendemos em múltiplos afazeres e compromissos nesse período. Mas a presença da Sacerdotisa numa tiragem enfatiza que um momento de concentração interior, de meditação é muito indicado e deveria ser praticado. Tempo para isso sempre há: aqueles minutos que até roubamos do nosso sono e, levantando mais cedo, vamos andar à beira do mar; ou quando nos beneficiamos de algum tempo sozinhos em casa, sem ligar a TV, sem ler o jornal, sem ficar arrumando as coisas ou planejando mais tarefas.
     Este arcano nos ensina que deveriamos vivenciar mais a nossa capacidade intuitiva, nossos recursos "mágicos", extra-sensoriais. Darmos um tempo para o nosso lado meramente racional e procurar ver ou sentir as coisas de uma maneira menos consciente, mais premonitório. Buscarmos prestar atenção e relacionar as mensagens que o nosso inconsciente nos transmite pelos sonhos e usarmos das inspirações que tivermos em coisas práticas, do dia a dia.
     Não se preocupe se, à primeira vista, essas "mensagens", esses insights parecerem contraditórios. É assim mesmo: é seu guia interior falando; é uma vivência totalmente espiritual que nos fala do que nos parece, a nivel consciente, desconhecido, mas que sabemos de forma oculta, ancestral. Essa Sacerdotisa que habita em todos nós, homens ou mulheres, nos ensina a que ao nos calarmos, abrimos o nosso interior e, nessa grande caverna, encontrarmos a nossa luz. Nos intui a percebermos que fazemos parte de um todo muito maior, muito além dos limites do nosso ego e que, portanto, ao invés de nos sacrificarmos na vã tentativa de a tudo vencermos, a tudo possuirmos, a tudo conquistarmos, devemos, sim, é encontrar a Paz dentro de nós.
     Nesta semana, em que teremos na exata última noite do ano uma Lua Nova nos céus, deveríamos dar ouvidos às nossas mais profundas sensações, sentimentos, sem tentarmos analisá-las sob a ótica do raciocínio lógico, cartesiano, e deixarmos que esses movimentos cíclicos da maré lunar (o símbolo da Sacerdotisa é a Lua = Água) nos inspirem, para que estejamos preparados para as concretizações que certamente ocorrerão em 2010, o ano da Imperatriz. Lembre-se que a Sacerdotisa não nos fala exatamente em rituais (apesar que também não os condena), mas se mostra como a guardiã dos mistérios da vida, do passado, da história ancestral de todos os tempos e é através dela que olhamos a profunda maravilha da existência.
     Estou certo de que será uma semana muito benéfica, bastante curativa e deveras fértil para todos nós.

     Felicidades!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Carta do Dia: ÁS DE MUNDOS (OURO)


Ante-véspera de Natal. Ruas cheias de carros, calçadas lotadas de camelôs e seus clientes. Enfim, aquela "muvuca" natural de final de ano, de férias, de turistas dos quatro cantos do país e do mundo.
Todos, ou pelo menos quase todos, fazendo um esforço para esticar o salário e o abençoado Décimo-Terceiro e dar conta de comprar todas aquelas lembranças que, com prazer damos aos outros, além, é claro, dos produtos todos que constituem a tradicional Ceia Natalina.
Há pessoas para quem falar sobre dinheiro é de mau-gosto extremo, pois dinheiro é por elas visto como algo "menor", sujo, e que só serve para facilitar a aquisição de bens materiais.
Isso é, possivelmente, um ranço de uma época já remota quando "pessoas de bem" (os nobres) não trabalhavam e tamb'm nunca empobreciam ou perdiam o status quo.
Ou então, é o lenga-lenga de outros que se dizem altamente espiritualizados e que acreditam que todos devam viver na pobreza para assim se fazerem merecedores de benesses divinas.
Acredito que, como sempre, os extremos estão errados.
A Carta do Dia, tirada na manhã de hoje é o Ás de Ouros e não há coincidência alguma nisso: a energia deste período é mesmo de grande apreciação pelo aspecto material (férias, presentes, festas, etc) bem como de reconhecimento que nesse processo de "aterramento" nos aspectos mais físicos, estamos nos permitindo alçar ao mais alto da espiritualidade. É necessário que estejamos fisicamente bem, com saúde, com trabalho, com segurança, protegidos, vendo e reconhecendo os frutos dos nossos investimentos para que possamos também crescer espiritualmente.
A pobreza não é, nem nunca foi, condição para crescimento espiritual. O que é necessário que nós entendamos é que o "apego" ao dinheiro (e a tudo o que ele possa nos proporcionar) é que é um grande impecilho ao nosso desenvolvimento.
A ganância, a "febre de ouro", a aquisição incontrolável e desnecesária de bens, a competitividade perniciosa, a inveja, a corrupção estas sim são os grandes entraves do mau uso do dinheiro, ou das atividades que consideramos terrenas, materiais.
Aproveitar a energia anunciada pelo Ás de Ouros é utilizar de métodos e estratégias harmonicas para cuidarmos melhor da nossa saúde, dos nosso trabalho, dos nossos investimentos, dos nossos bens.
É o prenúncio de enganjamento em novas atividades, de atingir metas traçadas, de mudança de casa, de novo emprego, de nova posição no trabalho, de novas propostas financeiras, de um período de excelente condição física, de harmonia familiar, da solidificação de um relacionamento, de grandes prazeres sensuais.
Sentido-nos seguros e satisfeitos, estamos ainda mais aptos a reconher nesses prazeirosos benefícios físicos,  a presença de uma espécie de "recompensa" que nos é dada por algo maior.
Portanto, aproveite a energia prometida pelo Ás de Ouros e saia hoje com disposição para finalizar suas compras natalinas, encontrando boas pechinchas, ofertas, saldos; aproveite para matricular-se numa academia e voltar àquela forma desejada; dê uma olhada nos classificados e busque por um bom investimento para aquele dinheirinho que você vem poupando; aconselhe-se com aquele seu amigo que trabalha na Bolsa de Valores sobre como melhor aplicar seu dinheiro. E, por último, não se esqueça de se presentear. Você merece e a ocasião não poderia ser mais propícia.
Bom dia a todos!
Ás de Ouros/Mundos - Voyager Tarot - James Wanless