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sábado, 23 de janeiro de 2016

Baralho Lenormand (Baralho Cigano): o Livro (Snapchat: ALEXCARLOS60)


O LIVRO, carta de número 26 do Baralho Lenormand (também conhecido como Baralho ou Tarô Cigano) simboliza, basicamente, a necessidade de sabermos algo que, até o momento, nos é omitido, mantido em segredo, tornado mistério ou apresentado em forma de enigma.
Pode, é claro, ser desde um segredo sobre as nossas origens até uma decepcionante indiscrição sobre nosso cônjuge. Mas, também pode ser (e o que vai dar o direcionamento da interpretação e a assertividade da resposta é exatamente a pergunta feita às cartas, e as demais encontradas no mesmo jogo) um conselho para que busquemos aprimorar nossa instrução, novos estudos e especializações.

Deck: "As Cartas de Ygor"
Autora: Karla Souza

Lembrando sempre que esta postagem, como todas as demais feitas por mim, não pretende ser uma "regra", uma "fórmula" a ser copiada ou aceita, mas, simplesmente, a minha inspiração e conhecimento técnico, no momento da escrita, ao comentar alguns dos aspectos interpretativos da carta.

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O HIEROFANTE

 

db_3M_-_V_-_Der_Hierophant1Mais do que simples professores,

os mestres são aqueles que nos emancipam,

liberando-nos de uma técnica amadora,

de uma visão embaçada

e das nossas inseguranças pessoais 

 



Paul Soderberg

 

 

 

Papa, Hierofante, Alto Sacerdote, são os nomes mais comuns do Arcano V

domingo, 4 de julho de 2010

Formatura no final do ano… mas será que eu nasci para isso?

     Escolher uma profissão aos 16 ou 17 anos é uma tarefa bastante difícil para alguém que ainda está vivendo os últimos anos da adolescência. Aliás, escolher uma profissão costuma ser complicado em qualquer idade, haja vista o número de pessoas que conhecemos que mudaram de carreira, de trabalho, de objetivos, sempre em busca de algo que as realizasse e lhes desse condições dignas de sobrevivência.

     Decidir, entre tantas possibilidades de cursos, aquele que, teoricamente ser a base da sua vida econômica, seu lugar como um prestador de serviços na sociedade e, sobretudo, algo que vá lhe dar prazer em realizar ou executar nas várias décadas seguintes, pode ser motivo de muito estresse e, consequentemente, dúvidas, angústia e tristeza.

     O jovem (22 anos) desta leitura de tarot vive esse conflito às vésperas (no final deste ano) de sua formatura. A profissão escolhida, ao ver-se na iminência de fazer o vestibular, parecia ser tudo o que melhor condensava em termos de seus talentos e objetivos. Hoje, 4 anos depois, mas experiente em relação à vida, mais consciente das dificuldades do mercado de trabalho, bastante envolvido num relacionamento do qual se sente na obrigação de dar a esperada conclusão (casamento), sem emprego, sem nenhuma experiência prática, sabendo que, em pouquíssimos meses irá abandonar a condição de “filho-estudante-que-não-trabalha”, buscou nas cartas do tarot um mecanismo auxiliar para refletir melhor sobre a sua atual condição e entrever a potencialidade de algumas opções viáveis para a sua situação.

     O esquema de jogo escolhido foi a tradicional CRUZ CELTA, que utiliza 10 cartas cuja  nomenclatura e disposição variam entre autores, manuais, livros , profissionais e neófitos. Todas, entretanto, desde que abranjam de alguma forma os temas, propostas e situações que conduzam a uma leitura final satisfatória, estão corretas.

  1.      O que define a situação ou o problema. O que é o motivo do jogo e da leitura.
  2.      O que complementa a situação ou problema representado pela carta 1. Pode ser algo que auxilie ou um obstáculo.
  3.      A base, o fundamento da questão. O que possivelmente provocou (e ainda pode estar influindo) no desenvolvimento da situação ou do problema. Baseia-se, quase sempre, nas experiências passadas do Consultante.
  4.      Motivos recentes (passado próximo) que tenham desencadeado o conflito proposto pelas cartas 1 e 2.
  5.      Um possível desdobrar dos acontecimentos, levando a um resultado que pode, ou não, assemelhar-se ao resultado definitivo.
  6.      Influências que irão, em breve (futuro próximo) afetar o desenvolvimento da situação.
  7.      A influência do próprio Consultante na situação ou problema, através de atitudes ou ações.
  8.      Como o ambiente (pessoas, situações, localização, tempo, etc) pode estar interferindo, positivamente ou não, sobre o estado físico, mental, emocional e espiritual do Consultante e, mesmo, sobre a própria situação.
  9. O que o Consultante realmente espera da situação: qual é o resultado que ele, em seu subconsciente, deseja ou teme. A carta nesta posição não deve ser analisada dentro do que ele conscientemente expressa como desejo ou repulsa, mas ela sinaliza o que verdadeiramente o assusta ou realiza sua vontade.
  10. Essa carta, que deve ser lida e compreendida em contexto com as demais, não significa o “resultado” fixo e imutável, até mesmo cármico da situação, mas é um indicativo de para onde as coisas estão se encaminhando. Cabe ao Consultante utiliza-se dessa informação para alterar, se for o caso, os métodos que está empregando, visando buscar o resultado que melhor lhe convém.

 

image

 

Carta 1: RAINHA DE PAUSimage

     A pedra fundamental da situação é a questão da vocacional, do acerto com a escolha da profissão a ser exercida.  A sucessão de obstáculos, os questionamentos advindos da insegurança de estar realizando a sua verdadeira vocação é que motivam o Consultante a procurar uma resposta em si mesmo, ajudado pela reflexão proposta pelo tarot.

     A Rainha de Paus, na Posição 1, é quem dá um “rosto”, uma personalidade ao questionamento do Consultante e, como tal, nesta jogada ela evidencia não só  qualidades criativas, apaixonadamente originais, até mesmo audaciosas, determinadas e seguras do Consultante, como também expressa uma dose de ceticismo que ele nutre em relação à sua real capacidade e assertividade na escolha profissional.

     Se parássemos a leitura dessa jogada nessa carta, ocupando essa posição, e dentro da situação descrita, poderíamos dizer que o conselho que ela dá é: busque exercer e assuma os riscos daquilo que realmente o apaixona.

     A Carta 2, aquela que “cruza”, ou se sobrepões à Carta 1, complementa o estado de ânimo que o Consultante vive no presente.

 

 Carta 2: 3 DE ESPADAS

image Essa carta, com sua simbologia associada à angústia, à tristeza  e à decepção pode estar representando, nesse esquema, o medo do Consultante em ter que enfrentar a sua verdade. De ter de encarar os fatos e, agora, ao final de seu curso universitário, analisar fria e corajosamente se a profissão escolhida há 4 anos, ao ingressar na Universidade, é realmente a que  melhor expressa sua vocação, utiliza seus talentos e lhe traz prazer e satisfação no trabalho.

     Fazer uma análise criteriosa de seus desejos, de seus verdadeiros objetivos, do que ele espera ou projeta para o seu futuro pode ser doloroso, mas é necessário e, a proximidade da conclusão do curso parece trazer essa questão à tona.

     Importante é analisar o que está na “base” da questão, quais as experiências prévias que fazem o Consultante agir e pensar dessa maneira.

 

     Carta 3: RAINHA DE OUROSimage

     Essa Rainha tem como características os fato de representar pessoas bastante práticas, decididas, carinhosas, mantenedoras, trabalhadoras, que buscam conforto e segurança e que se dedicam, maternalmente, aos seus e aos outros.

     Pelo fato do Consultante ser uma pessoa jovem, que ainda não trabalha e é sustentado pelos pais,  pode temer frustrar ou decepcionar a mãe.

     Por estar namorando, desde o primeiro ano da faculdade, pode sentir-se na obrigação de vir a se casar em breve, o que não é de seu interesse neste momento visto que gostaria de aproveitar a juventude e esses primeiros anos de carreira profissional, para se dedicar à prática da profissão, viajar, conhecer pessoas e lugares. Um casamento seria, neste momento da sua vida, bastante limitador, e,  talvez por isso mesmo, acabe projetando essa frustração sobre o curso e a carreira escolhida e, até mesmo, sobre a sua capacidade de produção.

     Uma experiência ou situação recente pode, também, ter contribuído, e ainda estar contribuindo, para  que essas dúvidas venham a sequestrar a sua harmonia interior.

 

     Carta 4: A LUA

image Há uma certa desproporcionalidade entre o número de Arcanos Maiores e Menores neste jogo e talvez isso represente que as questões sejam mais de ordem prática do que, propriamente, espirituais. Aliás, se observarmos as cartas no esquema de jogo, veremos que existe um maior número das que pertencem ao naipe de Ouros, ou seja, a vida material, o plano físico da existência, os frutos do trabalho, o corpo, a saúde, etc.

     O Arcano Maior XVIII, a Lua, na situação dessa leitura, nos remete à idéia do medo que o Consultante sente, há algum tempo e que, com a proximidade do fim do curso e do possível início da atividade profissional escolhida, venha a “descobrir” não ser a profissão escolhida e aprendida nos bancos universitários aquela que irá lhe realizar como pessoa, como profissional, como cidadão e, também, a nível espiritual.

     Há que se considerar um medo que costuma acontecer em situações chamadas “de pressão”, quando iremos ultrapassar uma determinada “fronteira” em nossas vidas e nos lançarmos em novas aventuras, vivenciando outras estruturas e experiências. Deixar a escola, o protecionismo familiar e enfrentar o mundo , assumindo seu papel social e lutando pelos seus direitos, pela sua melhor classificação, por melhores salários, por condições de trabalho mais razoáveis, e, até mesmo, por uma vaga no mercado de trabalho existente, pode causar um estresse e, com isso, uma certa recusa de abraçar as novas oportunidades e desafios que também estão embutidas nesse “rito de passagem”.

     Creio que o surgimento da Lua nessa posição possa ser de grande valia para o Consultante indagar-se se ele não está vivendo, de alguma forma, um “complexo de Peter Pan”, ou seja, a recusa de encarar a necessidade de assumir responsabilidades, de abandonar maneiras escapistas de lidar com as situações e posicionar-se como dono e senhor de sua vida. Crescer, enfim.

     Carta 5: 7 DE OUROSimage

     Esta posição significa, tradicionalmente, um possível resultado, o que não significa que será o resultado final, prenunciado na Carta 10. Entretanto ele é uma “possibilidade” que o Consultante pode, ou não considerar valiosa como resultado a ser obtido. Se, entretanto ele não se identificar com a sugestão proposta pela carta, ele saberá, de antemão, o que evitar.

     O 7 de Ouros simboliza, com muita frequência, a necessidade de ter-se paciência e aproveitar o tempo para melhor reavaliar uma situação e/ou, preparar-se para as consequências da mesma.

    Se o Consultante está angustiado por ainda não ter conseguido um emprego, ou mesmo um estágio na sua área de estudos e, por isso mesmo, estar se sentindo culpado de possivelmente feito uma escolha profissional errônea, deve procurar acalmar-se e, com a mente mais tranquila, trabalhando de forma lógica sem os obstáculos provocados pelo medo e pelo sentimento de culpa,  analisar friamente a situação.

     “Dar um tempo” pode ser um bom conselho quando estamos desnorteados, sem conseguirmos ver todas as possibilidades (ou até mesmo a real falta delas) de que dispomos. A sugestão de um 7 de Ouros seria a de aguardar com calma, com tranquilidade, que as coisas se resolverão no momento certo. Isso não significa uma atitude passiva, de abandono, de descaso, de indolência ou de preguiça, mas de contínua atenção, de estar aberto a possibilidades, de estar “antenado” com a evolução natural das coisas, de manter-se, em fim, preparado para quando a ocasião correta de agir chegar.

     É interessante observar o que a próxima carta mostra como possibilidades futuras (próximas) que irão influenciar nesse processo que o Consultante está vivenciando.

 

     Carta 6: 10 DE COPAS        

image Essa é uma carta cujo surgimento numa posição benéfica ou positiva quase sempre sugere sucesso e satisfação.

     Neste esquema de jogo e dentro dos parâmetros em que ele se desenvolve, creio que o 10 de Copas esteja prenunciando uma tomada de consciência satisfatória do Consulente com a consequente sensação de alívio e bem estar. Em investigando as causas reais que o levam a duvidar estar  no caminho certo em relação à sua vida profissional, permitindo-se o tempo necessário para analisar todos os fatos, todas as propostas, todas as possibilidades e opções, ele certamente irá se esclarecer mais a respeito e se concederá a chance de olhar a situação aob outra perspectiva. Essa carta volta a confirmar a dose de coragem e otimismo que o Consultante deve manter em relação às suas expectativas.

     A família pode ser uma grande aliada nesse processo e talvez fosse conveniente o Consultante manter, principalmente com eles, um diálogo franco a respeito de seus questionamentos.

 

     Carta 7: 10 DE PAUSimage

     Essa posição, no esquema, simboliza o “self” do Consulente. O seu verdadeiro “eu”. Como ele se vê e como ele acaba colaborando para que a situação se desenvolva como tal.

     Conversar a respeito da sua situação, manter um diálogo honesto com a família e mesmo com a namorada, repartir a “carga” das dúvidas e inseguranças que carrega é uma boa justificativa para que o 10 de Paus ocupe esse lugar no esquema do jogo.

     É necessário não deixar que o peso das nossas preocupações obscureçam o nosso campo de visão dificultando nosso caminhar. Recobrar a autoconfiança, não se deixar abater e manter uma atitude racional e amorosa em relação à situação se faz necessário.  O simples exercício de desabafar, de conversar séria, lógica, franca e tranquilamente a respeito com alguém a quem admira e respeita, é um bom começo de um melhor esclarecimento e de uma mudança de atitudes.

 

     Carta 8: O IMPERADOR

image Essa é o segundo Arcano Maior a surgir no jogo. Como a oitava posição refere-se ao ambiente ou mesmo a uma pessoa que possa contribuir no desenvolvimento e resolução da situação, é provável que esteja na casa paterna, na figura do próprio pai do Consultante, ou até mesmo na de um de seus professores, a pessoa ou o ambiente propício para ele buscar auxílio.

     Talvez o ambiente que o Consultante frequente ou as pessoas com que ele mais conviva alimentem nele sonhos utópicos bastante fora da realidade e que acabem por desconcentrá-lo daquilo que é real e viável. Pode acontecer que o Consultante esteja querendo evitar qualquer coisa que o force a abandonar a cômoda situação de ser sustentado pela família e não ter que se preocupar com nada de mais sério. Assumir responsabilidades e o controle da sua própria vida é um desafio ao qual ele não deveria furtar-se, e nem mesmo abandonar a conquista de seus objetivos e a realização de seus sonhos.  

 

     Carta 9: 6 DE OUROSimage

     Esta é a posição, no esquema denominado Cruz Celta, das Esperanças e Medos e revela ao Consultante o que ele inconscientemente teme ou deseja.

     Na situação presente o 6 de Ouros o Consultante está potencialmente desejando obter todo o apoio que puder conseguir para ajudá-lo a resolver suas dúvidas. Nesse apoio também deve-se considerar, além daquele dado pela família e os mais próximos, a oferta de um trabalho ou mesmo de uma boa oportunidade de estágio dentro da sua área de escolha profissional.

     Estar às vésperas da formatura e sem ainda ter conseguido um lugar no mercado onde possa demonstrar sua competência e disposição e, também, onde possa avaliar, de forma concreta, a sua integração e talento para a profissão escolhida, provoca dúvidas recorrentes e uma sensação de estar sendo excluído. Uma oportunidade de trabalho, neste momento, está entre os desejos do Consultante.

 

     Carta 10: 9 DE COPAS

image Chegamos, finalmente, à carta que revela a possível evolução ou conclusão da situação, e que deve ser considerada não isoladamente, mas levando-se em conta todas as demais.

     O 9 de Copas é uma promessa de reencontro com a alegria de viver, desde que a pessoa se permita viver essa alegria, não criando obstáculos para que ela flua. Nada adianta o aparecimento dessa carta se o Consultante não tomar as medidas indicadas durante a análise das demais cartas da jogada e buscar as alternativas e atitudes propostas.

     Se, neste caso, o Consultante decidir por tranquilizar-se (meditação é altamente recomendada para a busca de uma harmonia integral), olhar a situação corajosamente, de forma pacífica mas interessada, sem acreditar estar vivendo algo “cármico”, imutável, tomando a iniciativa de encontrar alternativas e soluções concretas  que visem seus objetivos, e mantiver um diálogo sincero e claro com seus pais e professores, além, é claro, da sua namorada, ele certamente estará dando um grande passo em direção à solução mais benéfica dessa situação.

     Creio que é importante que o Consultante compreenda, com essa tiragem, que há algo bastante importante que ele deve conscientizar-se. As crises surgem como provocações para que nos modifiquemos, revendo conceitos, reavaliando fatos e atitudes, eliminando excessos e tudo o mais que não tem mais eficácia mas que continuando ocupando espaço e provocando um acúmulo inútil que acabamos por carregar. Poder reverter uma situação, alterar o seu curso, mudar a forma de pensar, substituir valores antigos por outros mais eficazes, alterar o que foi planejado, encontrar novas alternativas, deixar-se surpreender por novas descobertas, permitir-se evoluir espiritualmente, tudo isso é o conselho que obtemos através da meditação com o Arcano Maior XII, O Pendurado. É conveniente que o Consultante preste atenção à sua intuição. Essa voz interior é sábia e contém toda a orientação da qual podemos fazer uso, basta permitir-se ouví-la e acreditar nela.

     Se, depois de muito bem analisado e discutido for necessário começar tudo novamente, preparando-se para uma outra carreira, por que não fazê-lo? Por que não investir mais alguns anos de estudo para que os benefícios, ao longo de toda uma vida, sejam os melhores? Por que sacrificar-se por uma escolha que pode ter sido feita de maneira inconsequente, mesmo inocentemente, sem a necessária experiência? Por que “adaptar-se” a algo insatisfatório, quando, com esforço e investimento, podemos obter prazer e bons lucros?  O Pendurado (carta obtida por redução teosófica) pode indicar uma situação incômoda que irá, mais cedo ou mais tarde, sofrer uma grande mudança (Arcano XIII) e que impede, no momento presente, que o Consulente viva de maneira fértil e apaixonada a sua vida.

Imagens: ARCUS ARCANUM TAROT, por Hansrudi Wascher

 

CURSO DE TAROT: ARCANOS MENORES

com Alex Tarólogo

Início: 06 de Julho

Duração: 16 aulas (4 meses) / Turmas às Terças e Sábados
Local: JARDIM DOS SENTIDOS – ESPAÇO HOLÍSTICO & LIVRARIA
(R. Barão de Ipanema, 94   Galeria Estoril   Loja 103, em Copacabana – Rio de Janeiro)
Informações: (21) 2547-8939  e contato@jardimdossentidos.com.br

 

domingo, 17 de janeiro de 2010

Carta do Dia: O HIEROFANTE

“Nada posso lhe dar que não exista em você. Não posso lhe abrir um mundo além daquele que existe na sua própria alma. Nada posso lhe dar senão a oportunidade, o impulso, a chave. Eu ajudarei você a tornar visível seu próprio mundo, e isso é tudo”.  Hermann Hesse

 05-Major-Hierophant     A semana passada foi ocupada com a organização de um calendário de cursos, palestras e seminários, para o primeiro semestre, num espaço holístico onde presto assistência. Meu trabalho baseia-se em conversar com os profissionais de diversas áreas, para saber do conteúdo programático que irá ser a base de suas aulas, além de outros detalhes como duração, horário, fornecimento de material de apoio e complementar, custos, valores, etc Enfim, foi uma semana muito rica, para mim, pois conheci novos profissionais, ouvi deles um pouco de suas histórias, seus trajetos, suas buscas e, como não poderia deixar de ser, suas dificuldades. O ser humano ali à minha frente e o mestre (professor, facilitador, orientador _ usem a expressão que preferirem) parecia, por vezes, revelar uma distância enorme entre a pessoa e o orientador, numa total dicotomia entre a sua vivência, a sua própria experiência, suas reações e expectativas e aquilo que demonstrava saber e estava ali para transmitir.

     Quando o Hierofante surgiu como Carta do Dia nesta bela manhã de domingo (aliás, essa mesma carta havia saído há uma semana, no sábado dia 9) eu a tomei como uma mensagem bastante direcionada do Universo para mim no sentido em que eu também estive, durante toda a semana que findou, projetando minhas próprias ansiedades, expectativas, lacunas, dúvidas e dificuldades naquelas pessoas com quem tive o experiência de conhecer, conviver e trabalhar junto.

     Conservo, ainda, algo de muito infantil quanto à figura de professores, conselheiros, gurus, mestres espirituais, representantes de religiões ou seitas. Algo como uma reverência por um conhecimento que eu imagino que possuam e do qual nunca me conseguirei absorver integramente a sua verdade. É um sentimento de respeito, de curiosidade, de um certo fascínio e, algumas vezes, até de temor. De uma maneira extremamente primária, parece-me às vezes acreditar que eles sejam serem distantes deste mundo, com um contato direto com uma divindade exterior que os utiliza como embaixadores de suas cortes celestiais. Evidentemente, estou racionalmente consciente de que não é absolutamente nada disso.

     A busca de um caminho espiritual é algo comum a todas as pessoas e presente em todas as épocas da nossa vida, inclusive transcendendo a todas as formas de religião através das quais efetuamos a nossa busca.  Essa procura por um sentido de existirmos, uma resposta que satisfaça os nossos questionamentos pode ocorrer em intensidades e épocas diversas e, não podemos descartar o fato de que muitas vezes nos lançamos nessa busca quando nos sentimos mais fragilizados emocional ou economicamente. Nesse caminho o encontro com pessoas que surgem como gurus,  mestres, orientadores, sacerdotes, pastores, pais de santo, presidentes e conselheiros de ordens e seitas, acaba sendo inevitável e o que me parece mais difícil e mantermos a consciência de que eles nada ensinam, pois tudo o que precisamos saber sempre esteve presente dentro de nós. Não há uma verdade que possa ser transmitida por eles que já não viva no mais profundo de nossos seres. Nós somos nossa própria fonte e suprimento de conhecimento e a função do bom instrutor, mestre, professor, guru, é a de estimular-nos a atingir essa essência, esse ponto que poderíamos chamar de espaço sagrado, dentro de nós. Nesse sentido, sim, eles são embaixadores da divindade que existe em cada um de nós e a nossa mente desperta. Como iremos realizar esse encontro, através de quais caminhos, usando de que instrumentos e rituais, vai depender do nosso estágio evolutivo e das pessoas que escolhermos, através dos diversos ciclos de nossa existência, para nos auxiliar nesse reconhecimento.

     Acredito que só nos aproximamos da nossa paz interior, do nosso “centro”, quando recuperamos algo que nos foi, através dos séculos, tirado: a certeza de que somos seres divinos e que a nossa verdadeira essência é divina. O homem sempre encontrou formas de manipular o semelhante fazendo-o acreditar que Deus (ou a idéia que cada um faz da divindade) habita fora de nós, seja no céu, seja nos templos e que portanto devemos realizar essa peregrinação em busca do nosso Criador através das instituições, normas, regras e recursos que se institucionalizaram durante a evolução da nossa espécie e que, em determinadas épocas, serviram como únicos códigos éticos, morais e legais disponíveis.

     Quando o Hierofante aparece numa tiragem de tarot, entre as muitas possibilidades, e sempre dependendo das cartas que lhe são próximas, da questão formulada e da sua posição no esquema de disposição escolhido, ele pode representar ensinamento, explicação, conselho, organizações estabelecidas, grupos e associações, sistema de crenças, religiões, devoção, tradição, revelação, intermediação. Pode também estar a lhe dizer que você está se recusando a desapegar-se do passado e seguir em frente, ou lutando contra restrições que pessoas ou instituições que estão impondo e até mesmo que poderá haver  um encontro com um  mentor espiritual.

     Se a Carta do Dia lida no primeiro dia da semana estiver a indicar a energia que regerá os próximos 7 dias, podemos pensar que este arcano nos avisa que intensificaremos o nosso devotamento ao crescimento espiritual, tendo fé no divino, no espírito e no processo usado para nossa busca interior. Que nessa nossa devoção iremos nos aperceber que a revelação (hier phaine, em hebraico) do que é sagrado, é o elo entre a nossa experiência exterior e nossa iluminação interior.

     O Hierofante sabe que ensinar é, antes de mais nada, aprender.

     Tenha uma ótima semana!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Carta do Dia: O HIEROFANTE

     05-Major-Hierophant3 Estávamos conversando, recentemente, sobre modas e modismos, tendências, novidades eletrônicas, formas de pensar e agir, autores e cantores que fizeram parte do nosso crescimento há algumas décadas. Gente de quem nem mais ouvimos falar, ou porque já morreram ou desapareceram na enxurrada de novas mídia, de novos rostos.
     Todo mundo fazia análise, todo mundo queria ir para a Índia, todos tinham lido tudo do Castañeda, alguns já frequentavam grupos místicos, outros iam para a região de Brasília fazer contato com seres de outros planetas e, sem dizer, de todos os artistas que estavam, naquela época, na mídia, e que saíam entortando garfos, facas, tampas de leite Ninho ao mero gritar de um “Rá”!
     Deixei a reunião com uma certa nostalgia por uma época que pretendíamos estar “por dentro” de tudo, absolutamente conectados com o nosso eu mais profundo, analisadíssimos, resolvidíssimos, conhecedores de todas as filosofias e praticantes da modalidade espiritual em destaque naquela semana. Um gosto de “TV Mofo” na boca.
     Passei as semanas seguintes rememorando o encontro com aqueles velhos amigos e pensando em como todos nós, a todo o momento, buscamos orientação. Pensando na nossa infindável curiosidade, na nossa angústia por nos conhecermos melhor e obtermos algum sentido para nossas vidas. Às vezes vamos a extremos, e muitos nunca voltaram dessa “viagem”. Noutras épocas parecemos meio sedados pelos acontecimentos práticos do dia a dia e nem prestamos muita atenção sobre a forma que vivenciamos o espiritual em nossas ações mais corriqueiras.
     O Hierofante, nossa Carta do Dia, nos fala dessa nossa ligação ente o divino (e inclua aqui a sua própria noção de divino, por favor) e a maneira como conduzimos nossos afazeres, agimos em sociedade, relacionamos com nosso grupo, estabelecemos vínculos, formalizamos compromissos, mantemos nossas tradições, nos comportamos nas mais diversas situações.
     O Hierofante é o nosso mestre interior. Aquele professor, ou melhor dizendo, aquele doutor em todas as ciências, que habita dentro de cada um de nós. É a voz da nossa consciência, a nos lembrar o que é certo ou errado, mesmo que nunca tenhamos tido algum tipo de educação filosófica formal. Ele existe dentro de nós, e basta. O seu nome significa “o portador dos objetos sagrados, dos objetos de culto”. Em alguns tarots é chamado de Papa, Sacerdote, Alto Sacerdote, sempre buscando relacionar o seu simbolismo com a nossa necessidade de conectarmos nosso ser terreno com o divino, com a força da nossa fé, com nossa conduta ética, com nossos aspectos de religiosidade, com nossa incessante busca pelo que é, de verdade, importante. É o procurar saber o que Deus (e aqui, também, coloque o nome ou visualize a forma que melhor traduza o seu conceito do que  as pessoas chamam por Deus) quer e espera de nós.
     Claro que nessa busca de compreensão, muitos se tornam pragmáticos, se expressando através de dogmas, completamente “cimentados” dentro de preceitos exclusivos de uma única filosofia, doutrina, religião, seita, etc. Inflexíveis, vendam-se para as possibilidades de discussão com absoluto pavor de perderem o pouco de conhecimento (ou de iluminação) que obtiveram. Tornam-se duros consigo próprios e verdadeiros juízes e carrascos com todos os demais. Mas esse é o lado “sombra” do Hierofante, o seu lado negativo, o seu oposto que, afinal de contas, acaba evidenciando suas reais qualidades: a ética, a bondade, a sabedoria associada à emoção, o conselheiro moral, o professor, o analista.
     Creio que como a maioria dos meus amigos reencontrados naquela reunião, eu ainda continuo em minha busca e sei que ela não tem fim, pois não há uma verdade única, estabelecida e imutável. Como todos sabem, “quando o aluno está pronto, o Mestre aparece”. A cada etapa da minha vida senti necessidade de esclarecer, experimentar e meditar sobre esse Deus que eu sei morar dentro de mim e de cada um de nós, e a melhor forma de reconhece-lo e a ele permanecer conectado. Vive grandes crises espirituais, senti-me perdido, sem razão de ser, mas a cada vez algo de extraordinário surgia na forma de um novo conhecido com um outro olhar, uma outra maneira de ver; uma nova leitura, um novo filme, uma palestra assistida assim, por acaso, mas que reacendia minhas fé.
    No cotidiano, esse arcano aparece, muitas vezes na figura daquele médico que nos resgata perdidas esperanças e a vontade de viver e lutar; no professor que nos amplia as possibilidades de conhecimento através de discussão e de recursos adequados; no advogado que transformar nossas justas causas em justas causas em favor de todos, onde a Justiça é obtida através de seus mais éticos preceitos e julgamento; no cartorário, que através de contratos, carimbos, selos e assinaturas formaliza no plano legal e material o primeiro documento da nossa existência terrena como cidadão, os nossos contratos, as nossas sociedades, as nossas uniões, os nossas últimas vontades, o registro do fim de nossa vida neste plano; no sacerdote, pastor, orientador espiritual, mestre, guru que pacientemente nos ouve e nos ajuda na obtenção do mais difícil dos perdões, o do nosso próprio tribunal, para que possamos prosseguir; do psicanalista que além de nos ouvir contar inúmeras vezes nossa própria história e nossas angústias, nos persuade a descobrirmos dentro delas nossa própria essência e verdades a serem enfrentadas e aceitas por nós mesmos; daqueles avós carinhosos que, através da manutenção de rituais e tradições que, algumas vezes, nos parecem tão antiquados, tão fora de moda, nos reconectam com nossas raízes estabelecendo vínculos com os aspectos culturais da sociedade em que vivemos.
     Portanto, no dia de hoje, procure estar atento às oportunidades de aprender uma nova lição, viver uma nova experiência e dela retirar algo para a sua evolução pessoal. E, por sua feita,procure transmitir algo de sua própria vivência para alguém, sem ser impositivo ou arrogante na sua possível sabedoria, mas com amor, com benevolência e paciência. Lembre-se que o Hierofante, em seu aspecto mais positivo, é aquele que nos governa pelo coração e não pela força.
     Tenham todos um ótimo final de semana!
Imagem: INSTANT IDEAS TAROT DECK