quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Rei de Ouros (comentário AO VIVO no Periscope: ALEXTAROLOGO)
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Ás de Ouros (Snapchat: TAROTEANDO)
sábado, 29 de maio de 2010
Carta do Dia: 3 DE OUROS
A tia a esperava na porta da casa. Foram, novamente, muitos beijos e lágrimas, entre parentes que eram praticamente estranhos pois ela era muito pequena quando a tia deixou a vila no sertão e veio “tentar a vida” no sul-maravilha. Mas era uma doce senhora, muito afetuosa e que lhe recordava, vagamente, a falecida mãe. Levou-a, mancando pois estava com uma perna engessada devido a um tombo no trabalho, para conhecer toda a casa, apresentou-a a uma das primas, pouco mais nova do que ela mesma, e conduziu-a ao quarto que iria repartir com uma outra filha dos 3 que a tia tivera. Enquanto ela entregava os presentes que os parentes enviaram e contava da morte do pai, da irmã que ficara sozinha no sítio, ia se acostumando ao quarto, à presença da tia e da prima que a olhavam com curiosidade e ternura.
No início da noite chegou sua companheira de quarto, a prima da sua idade que trabalhava com a tia para uma família muito rica que morava no melhor bairro da cidade. A tia há muitos anos era a cozinheira da família e a filha começara a trabalhar como arrumadeira. Com o problema da queda e consequente fratura da perna da tia, as outras empregadas estavam “quebrando um galho”, cozinhando da maneira que sabiam e cumprindo suas outras tarefas. Foi então que ela ofereceu-se para substituir a tia, enquanto essa estivesse de licença, pois cozinhava muito bem e era uma exímia doceira, coisa que todos concordaram depois de comerem uma caixa de seus bombocados, queijadinhas, pingos-de-ovos, e outras guloseimas mais que havia trazido como presente.
A tia ficou encantada com a generosidade da sobrinha e foi para a sala telefonar para a patroa falando dessa possibilidade de substituição, enquanto as moças ficaram no quarto trocando informações e confidências. Falaram, é claro, do que faziam, do trabalho, com o que sonhavam, de rapazes, de festas, de passeios e shopping centers. Ela a tudo ouvia curiosa e com o coração aos pulos. A tia voltou da sala toda sorridente dizendo que a patroa concordara dela ir, no dia seguinte, fazer uma experiência, pois estava desesperada, não aguentando mais as reclamações do marido e dos filhos em relação à comida que as outras empregadas estavam se esforçando em preparar. Todas ficaram felicíssimas e, minutos depois, enquanto assistiam a mais um capítulo da novela, ela só conseguia pensar em como estava feliz. As coisas estavam indo muito melhor do que ela mesma poderia supor. No mesmo dia em que chegara a possibilidade de um emprego caiu-lhe nas mãos. E, o que era o melhor: para fazer aquilo que mais gostava, cozinhar.
Naquela noite as 3 primas demoraram a dormir, pois não conseguiam parar de trocarem informações, combinarem mil passeios juntas, ela querendo saber tudo sobre a grande cidade, e as primas, mais do que dispostas a lhe contarem e mostrarem tudo. Finalmente o cansaço da longa viagem se fez sentir e ela acomodou-se melhor na cama enquanto o silêncio se instalava no quarto e os sons vindos da rua calma de subúrbio iam ficando cada vez mais distantes. Fechou os olhos e pensou na irmã, naquele momento, sozinha no interior da velha casa do sítio. Sentiu saudades. Rememorou a chegada, o encontro com a tia e a família que tão bem a acolheram e sentiu-se feliz, protegida, querida. Sabia que tinha feito o que era certo, seguindo o que lhe mandava o coração. No dia seguinte iria para o seu primeiro emprego, em toda a vida e isso a deixava estranhamente ansiosa, da mesma maneira que ficava, quando era pequena, esperando pelo Natal ou pelo seu aniversário. Tinha novamente uma família onde todos se ajudavam e isso a deixava muito feliz.
Sentiu o sono, como ondas cada vez maiores, avançando. O dia seguinte seria de muitas novidades. Dormiu. Sonhou com as primas rindo, a tia cozinhando, ela ainda criança no colo da mãe, com a irmã e ela em torno dos tachos de cobre, mexendo os doces de frutas. Sonhou com a estrada poeirenta e com a cidade grande que surgia banhada de sol, imenso, dourado. Sonhou com uma cozinha enorme, toda branca, ela vestida de branco na lide com panelas de metal cintilante. Sonhou com pessoas que nunca vira e que lhe sorriam. Sonhou com um rapaz de terno que lhe estendia a mão…
Acordaram com o despertador anunciando que era hora delas se arrumarem e irem para o trabalho.
Quando um 3 de Ouros aparece numa leitura de tarot, sempre dependendo da sua posição na jogada e com quais cartas se faz acompanhar, além da questão proposta pelo Consultante, ele pode simbolizar que ele está disposto a assumir alegre e confiantemente um serviço, um trabalho, um desafio, e que, também, está em harmonia com seu lado criativo, espiritual e prático. É uma carta que nos fala de esforço realizado em equipe, ou seja, compartilhado. Existe a possibilidade de que o trabalho venha a ser intenso e árduo, mas o Consulente está disposto a perseverar e a combinar seus esforços com outros. A equipe à qual o Consulente lidera ou participa como membro trabalha em uníssono e não há ciúme, inveja ou competição entre seus pares. A satisfação pelo dever cumprido e pelos frutos colhidos compensam toda a dedicação e empenho que o Consulente investiu para a realização da tarefa. É hora de aceitar as recompensas que o simples ato prazeroso de executar a tarefa propicia. Também simboliza o fato do Consulente conhecer bem o seu ofício e executá-lo com maestria. É sinal de um espírito determinado, que se sente motivado e que está muito satisfeito com sua carreira. O consulente é um verdadeiro dínamo na sua produção e acredita no que está fazendo.
O aspecto negativo que podemos entrever quando o 3 de Ouros aparece mal posicionado ou dignificado é o fato do trabalho não estar sendo realizado da maneira prevista ou necessária, com risco do Consulente ser despedido ou rebaixado de posto, e ele mesmo está insatisfeito e aborrecido com o seu desempenho. Pode significar falta de talento ou habilidade para o cumprimento da função ou da tarefa, ou não estar preocupado com a qualidade do produto final. Dificuldades de arranjar um emprego. O grupo de trabalho não se entende ou então existe muita rivalidade, competição, desavenças entre seus membros. O Consultante pode estar querendo realizar sozinho todo o trabalho e acabar falhando pela sobrecarga de esforços.
Se há um conselho que essa carta pode nos dar creio que é o de buscarmos sempre um trabalho ou um serviço que requeira o melhor de nós. Não peçamos apenas aquilo que queremos, mas sim o que o Universo e as demais pessoas querem de nós. Só assim nossas vidas serão mais intensas, alegres e recompensadoras.
Neste sábado, sob a regência de Saturno, que simboliza os limites que devemos impor a estrutura que desejamos construir para que não nos percamos num turbilhão de idéias disformes, e com a Lua Cheia na casa de Capricórnio, é um convite para que assumamos posturas sólidas e realistas. Não há porque ficar divagando e nada realizar. Aproveitemos, também, para comemorarmos com nossos companheiros de trabalho o progresso, qualquer que seja, que tenhamos obtido juntos e é também uma boa ocasião para perdoarmos aqueles do grupo que não tiveram a capacidade de desempenharem suas funções com o mesmo entusiasmo que tivemos.
Tenham todos um final de semana de muito companheirismo e celebração!
Imagem: VAUDEVILLE TAROT, F. J. Campos
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Carta do Dia: PAJEM DE PAUS
| Título | Trono do Ás de Paus |
| Elemento | Terra do Fogo |
| Tetragramaton | He, final (a energia materializada de Yod) |
| Nome Divino | Adonai Ha-Aretz |
| Mundo Cabalístico | Assiah (mundo dos elementos, da matéria e da ação) |
| Sephirah | Malkuth (reinado; universo físico) |
| Correspondência Astrológica | Câncer e Leão |
| Planeta / Pedra | Terra / Cristal de Rocha |
Ilustração: TAROT DE DALI
domingo, 11 de abril de 2010
ARCANOS MENORES: 56 retratos da vida
Terminada a série das 22 lâminas correspondentes aos Arcanos Maiores, que são os passos evolucionários de um processo de transformação que vivemos ao longo da nossa jornada, começo hoje a fazer uma leitura pessoal sobre as 56 cartas chamadas de Arcanos Menores.
Os Arcanos Menores correspondem às peças que constituem os nossos mundos, tanto interiores como exteriores. Como tal eles poderiam serem comparados a átomos ou moléculas, algo universal, abstrato e bastante impessoal. Para interpretá-los e aplicarmos as suas qualidades à condição humana, iremos necessitar usar nossa intuição além dos significados tradicionais das cartas, suas associações com astrologia, numerologia, cabala e demais símbolos como um ponto de partida. Eles representam a maneira pela qual os Arcanos Maiores, com suas figuras arquetípicas, atual em nossa vida.
São divididos em 4 grupos, Fogo, Água, Ar e Terra, retratando as qualidades atribuídas a esses elementos: a Intuição, os Sentimentos, o Intelecto e as Sensações, respectivamente. Além disso, as 56 cartas são separadas entre as 16 Cartas da Corte, que simbolizam o caráter ou tipos diversos de personalidade de pessoas reais (inclusive o Consulente) que possam estar envolvidas no assunto da leitura de uma jogada de tarot. As restantes 40 cartas, numeradas de 1 (Ás) a 10, representam acontecimentos e experiências, atos e consequências de decisões das quais o Consulente tem alguma forma de participação e podem ser associadas às 10 esferas (Sephirot) da Árvore da Vida .
Os naipes, representando os 4 Elementos, são os instrumentos que transformam possibilidades em realidade.
PAUS: O naipe de Paus (Bastões, Varas, Cetros) expressa o elemento Fogo e os conceitos derivados tais como espírito, energia, assertividade. As características desse elemento, em sua forma ígnea e iluminadora, estão concentrados na 2ª Esfera (Sephira) da Árvore da Vida, chamada Chokmah e considerada masculina: energia dinâmica, origem da força vital e da polaridade. É a paixão, o nosso poder de realização, o nosso interesse, nossa individualidade, aquilo que nos motiva e colabora para que tenhamos ou não sucesso. É nossa autoconfiança, nosso entusiasmo, nossa criatividade, o que nos faz ter vontade de viver. Fogo é expansão. Paus refere-se à nossa necessidade de crescermos, evoluirmos e assumirmos um papel ativo em nossos destinos. Um certo “jeitinho”, um pouco de “jogo de cintura” podem nos ajudar muito no caminho.
COPAS: Esse naipe (Taças, Conchas, Corações, Cálice) corresponde ao elemento Água e estabelece uma relação de como compreendemos a água como algo fluido, que se espalha, vazando e penetrando sem oferecer resistência mas também sem conhecer obstáculos, assumindo a forma do recipiente que a contém. Portanto é muito facilmente comparada às forma como vivemos nossas emoções, como sentimos, como amamos. São os nossos relacionamentos, nossos envolvimentos românticos, nossa capacidade de sermos receptivos e nos moldarmos às situações. Binah, a 3ª Sephira (Esfera) na Árvore da Vida, representa essa água primal, onde as forças do inconsciente se agitam. É considerada fonte de uma energia receptiva, portanto feminina, origem das formas e das estruturas. Normalmente o naipe de Copas nos favorece com alegrias e felicidade e nos ensina a deixarmos nossos problemas escorrerem pelo ralo.
AR: Este é o elemento representado pelo naipe de Espadas (Lanças, Pássaros, Punhais, Vento, Nuvens) e diz respeito aos nossos pensamentos. Como os dois elementos simbolizados nos naipes anteriores, o Ar está sempre em movimento, assim como estão constantemente se movendo, muitas vezes de maneira inconstante e imprevisível, as nossas idéias, os mecanismos que acionam o nosso raciocínio lógico. Com o Ar nós rompemos a neblina que recobre as verdades, descobrimos que podemos incursionar na escuridão do desconhecido, da ignorância, e dercortiná-la, trazendo-a à luz da razão, da lógica, da clareza mental. São as nossas intenções, ideologias, a nossa percepção, a capacidade de diferenciar, selecionar, catalogar e criticar. Ocupando a esfera (sephira) de Tiphareth, no centro da Árvore da Vida, é o núcleo do processo de criação. Aqui as energias se harmonizam, iluminando as ilimitadas e indefinidas possibilidades de Kether. Como uma espada que perfura e corta, o naipe de Espadas também estampa as lutas, as questões, as discussões, os conflitos e a agressividade. As cartas desse naipe tanto podem representar a construção de elaborados projetos mentais, como colapsos nervosos.
OUROS: (Discos, Moedas, Pedras, Pentáculos) Chegamos ao Elemento Terra e à lei de causa e efeito que rege o mundo material. O naipe de Ouros é pura energia em movimento e incorpora a estrutura atômica de toda a matéria. Malkuth, a 10ª sephira (esfera) da Árvore da Vida, é o quartel-general desse elemento e simboliza o mundo físico, o mundo da ação, da realidade exterior. É da terra que retiramos os alimentos que nos nutrem e é nela que nos sentimos assentados, enraizados. Nela concentramos e consolidamos os nossos valores materiais, nossas posses, nossas aquisições. A Terra, representando nosso corpo físico, fornece sustentabilidade para que a alma experimente a realidade. As cartas desse naipe se relacionam com dinheiro, carreira, posses. Podemos nos surpreender admirando tudo o que conseguimos amealhar através de muito trabalho, ou então, horrorizados, vermos tudo escapar-nos por entre os dedos e espatifar-se no chão.
Se os Arcanos Maiores significavam os “grandes segredos”, esta viagem que iniciamos hoje nos levará a descobrirmos juntos os “pequenos segredos”.
De uma maneira bastante simplista e generalizada, podemos dizer que quando numa leitura de tarot temos uma maioria de cartas dos Arcanos Menores, a resposta a ser encontrada junto com o Consulente está baseada em assuntos e energias bastante terrenos. Esse tipo de resposta é, frequentemente, muito fácil de ser percebida, intuída, mas apresenta muito mais desafios. Os Arcanos Menores tendem a explicarem as coisas em termos bastante humanos, pois a estória que essas cartas contam é a respeito de estarmos vivos e vivendo neste plano, neste planeta, nesta época. Elas não pretendem atingirem conceitos muito abstratos ou filosóficos mas, ao contrário, vão fundo naquilo que significa ser humano. Nós comemos, bebemos, amamos, trabalhamos, lutamos, rimos e choramos. É com isso que os Arcanos Menores se ocupam. Eles são a base, o apoio, o alicerce das leituras de tarot, fornecendo respostas práticas sobre o que, quando e como fazer, quando se trata de assuntos terrenos, da vida cotidiana. Assim como necessitamos de substantivos, adjetivos e verbos para podermos construir sentenças com algum significado, também precisamos dessas importantes 56 lâminas para usá-las para detalhar e complementar os assuntos e temas abordados pelos Arcanos Maiores.
Sejam todos bem vindos a mais esta viagem!
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Carta do Dia: O MUNDO
Numa leitura de tarot, a carta do Mundo (ou do Universo), mais do qualquer outra, mostra-nos a finalização bem sucedida de alguma situação na qual tenhamos empenhado esforços. Nós nos sentimos recompensado por termos completado aquela missão e nos disponibilizamos, de maneira renovada e pura, a começarmos algo novo ou, tudo novamente. Nós nos reconhecemos nos resultados daquilo que fomos semeando pelo caminho, colhendo os frutos do nosso trabalho e dedicação, nos sentindo calmos, seguros e felizes, fortalecidos e prontos para um novo desafio.
O Mundo, Arcano XXI, é considerado por muitos como o último Arcano Maior na sequência do tarot, já que o Louco, Arcano Zero, funciona como um curinga, um viajante, não tendo uma posição fixa, podendo e sendo, o Alfa e o Ômega, o começo e o fim, a primeira e a última carta. O Mundo é o fim que anuncia o começo, pois não há um ponto final, no perímetro da roda das existências. Começamos, aprendemos, realizamos e finalizamos somente para repetir, qual moto perpétuo, o mesmo ciclo. O Mundo é o resultado de uma das voltas dessa grande roda.
Quando decidimos que é chegada a hora de construirmos aquela tão sonhada casa de praia, sabemos que teremos de encontrar o terreno, comprá-lo, contratarmos os serviços de um arquiteto e passarmos longas horas com ele explicando-lhe nossas necessidades e o que pretendemos em termos de funcionalidade e estética; plantas-baixas, elevações e maquetes serão feitas e refeitas até conseguirmos uma miniatura do modelo que imaginávamos; após, vem a contratação dos serviços do pessoal de obra, como engenheiro, mestre-de-obra, operários; a compra do material que vai das telhas até a fundação, com seus encanamentos, fios subterrâneos, etc. Construída a casa, começa o processo de acabamento da mesma, com a escolha de metais para os banheiros, os pisos, as luminárias, a parte de marcenaria, os móveis, os adornos de decoração, o equipamento de cozinha. Depois de muito tempo, de muito trabalho, de muitas idas e vindas, de muito desgaste, de muita paciência e disposição para aproveitar a experiência adquirida, finalmente lá está, nosso sonho materializado, pronto para ser habitado. Fomos bem sucedidos.
Ao completarmos um curso universitário e dele obtermos o conhecimento necessário e a habilitação legal para exercermos uma profissão, estamos completando um ciclo que iniciou-se no jardim de infância, com a primeira professora nos ensinando as primeiras letras e números, e a nossa evolução através dos demais anos escolares, sempre adquirindo maior cultura, maior compreensão, desenvolvendo a lógica e o raciocínio, aprendendo as necessárias noções de civismo e de companheirismo. Provas, exames, vestibulares de acesso são obstáculos que temos que vencer durante esse caminhar, para avaliarmos e provarmos a nós mesmos que estamos aptos a prosseguir e alcançar novos patamares. Ao recebermos o diploma de conclusão estamos também encerrando todo esse processo, que levou anos para ser realizado, e nos lançando, felizes e auspiciosos, para a nova aventura que é a de atuarmos na profissão escolhida.
O casal que decide ter um filho também passará por uma série de etapas que vão desde a alegre notícia da gravidez, aos exames pré-natais, à modificação do corpo da mulher, a criação de um novo espaço dentro do lar para acomodar o futuro bebê, o adquirir de roupinhas, fraldas, brinquedos, cadeirinhas, carrinhos, banheirinhas, a possível contratação de uma babá, a escolha do tipo de parto, o envolvimento e entusiasmo da família, a ida ao hospital, até o fim dos nove meses de espera com o nascimento desse novo ser. A partir desse momento a vida dessas pessoas também se abre para um novo horizonte, onde sonhos, esperanças, fantasias, alegrias se harmonizam com as novas responsabilidades, os novos ritmos, as novas despesas, a nova organização de tarefas, etc. Agora não é mais “eu e você”, mas “nós”.
A dona de casa, que ao final do dia senta-se à mesa do jantar, que ela preparou, com a família reunida à sua volta, sabe que também está terminando “ o dia”, isto é, encerrando um ciclo de tarefas para, após algum descanso, recomeçá-las. Um novo alvorecer trará essa mãe novamente interessada no bem estar da sua família, preocupada em preparar o café da manhã, levar os filhos à escola, fazer as compras para a casa, voltar para limpar, lavar, passar, cozinhar, buscar os filhos, verificar se estão fazendo suas lições de casa, controlar uso e acesso à TV e internet, levar um para a aula de natação, a outra para o ballet, voltar esperar pela chegada do marido, ouvir-lhe falar do dia pronta para dar-lhe uma palavra de estímulo e conforto, terminar o preparo do jantar, conversar com todos interessando-se pelos seus comentários e expectativas, verificar horário de ir para a cama e, finalmente, retirar-se, realizada por ter cumprido, uma vez mais a sua participação nessa grande engrenagem cósmica que é o viver.
O Mundo, carta número 21, pode ser reduzida a 20 e 1 que é o Renascimento, a ressurreição, o Julgamento, o Aeon (Arcano 20), com sua promessa de libertação e de chamado vocacional sendo realizado com a destreza, o entusiasmo e as habilidades do Mago (Arcano 1). Podemos também reduzir (21= 2+1=3) aos valores propostos pela carta de Imperatriz, de satisfação com a vida, criatividade, produtividade. É também a junção das polaridades, da luz e da sombra, do masculino e do feminino, da Sacerdotisa (Arcano 2) e do Mago (Arcano 1), a concretização do que é imaginado, idealizado. Também encontramos aqui a vitória máxima da liberação espiritual, anunciada pelo Arcano 7, o Carro (3 x 7 = 21). É a chegada a um destino proposto. É alcançar o sucesso pretendido.
Na Árvore da Vida cabalística, esse é o 32º Caminho, aquele que liga Yesod ( o alicerce) a Malkuth (a terra), ou seja, é por onde os elementos, os componentes, aquilo que foi pensado no Plano Universal tornam-se concretos, reais. Em Malkuth estão reunidos os 4 elementos: fogo, água, ar e terra, além de um 5º, que é o Espírito. A virtude de Malkuth é o discernimento. É saber manter-se em equilíbrio. É administrar as iniciativas, a criatividade, as paixões, as emoções, os sentimentos, a lógica, a razão, o físico, o labor, o material e o espírito.
Dependendo da questão do Consulente e das demais cartas, além da sua posição, numa leitura de tarot, o Mundo pode simbolizar sucesso nos negócios, início de um novo empreendimento, melhoria na saúde, um futuro promissor na carreira. Simboliza, também, satisfação, um sentimento de orgulho justificado, uma vitória alcançada. Alegria e uma sensação de harmoniosa plenitude também acompanham esta carta. O sucesso anunciado por este Arcano muitas vezes ainda precisa ser trabalhado, abandonando-se o comodismo, sobrepujando a apatia e o pessimismo. É um grande indicativo de que o Consulente superou suas limitações, abrindo-se para a vida e permitindo-se às oportunidades que ela generosamente lhe oferece. Há uma sensação de novidade, de novas e excitantes idéias surgindo. O Consulente passa a ter consciência da sua bagagem de vida, das suas experiências e de como bem adequá-las e utilizá-las no futuro. Como é uma carta de abertura, é “ter o mundo a seus pés”. É carta que anuncia possibilidade de viagens, contatos, negócios ou intercâmbios de âmbito internacional. É sentir-se íntegro, completo, potente, independente, afortunado, no domínio de seus talentos, emoções, sentimentos e habilidades. É vivenciar um estado de êxtase.
É claro que ao concretizarmos algo não estamos encerrando em definitivo as nossas atividades, os nossos compromissos, as nossas obrigações. Estamos dando um passo, rumo a um futuro que não tem a menor garantia de ser fácil. Quem constrói uma casa sabe que ela precisará constantemente de manutenção. A pintura deverá ser renovada, o jardim cuidado, as telhas quebradas trocadas. Problemas de hidráulica e elétrico são esperados. Há impostos a serem pagos, seguros a serem feitos e mais uma infinidade de compromissos. O mesmo ocorre com quem sai da faculdade. A busca de emprego, a continuidade nos estudos em busca de especializações ou títulos que lhe garanta melhores salários, vencer a concorrência e encontrar o seu nicho no mercado de trabalho, o dia a dia da profissão, desde montar consultório ou escritório, até o atendimento aos clientes, tudo são novas experiências a serem administradas e outras antigas a serem empregadas. Um filho representa todo um comprometimento que ultrapassa o plano amoroso, familiar, e requer cuidados médicos, investimento na educação, manutenção de todas as necessidades. O investimento que a família faz proporcionando-lhe o melhor ambiente para desenvolver-se além das lições aprendidas dos pais sobre amor, compaixão, moral e fé exigem anos de paciência e dedicação. A nossa dona de casa, ao terminar de lavar a louça do jantar está ciente de que, poucas horas de sono depois, terá a do café da manhã sobre a pia. A sala que acabou de ser varrida e limpa, em minutos, começa apresentar uma fina camada de poeira novamente se assentando. A roupa que foi cuidadosamente lavada e passada em algumas horas estará novamente suja.
Viver o Mundo é, pois, um estado de satisfação tão grande que engloba também as consequências decorrentes dessa conquista. Elas fazem parte do “pacote” de satisfação, de prazer. Aliás, qual seria a nossa sensação de vitória, de utilidade, de atuação se, a um estalar de dedos tivéssemos a casa que tanto sonhamos à nossa disposição, ou se deitássemos ignorantes e acordássemos sábios? Ou ainda se não vivêssemos a alegre ansiedade de termos um filho e vê-lo transformar-se num ser humano íntegro e independente? Ou mesmo se fôssemos impedidos de reformularmos o cardápio para agradarmos a uns e a outros, rearranjássemos os quadros e a mobília buscando fornecer maior conforto à nossa família, ou se não pudéssemos nos emocionar, ao ver aquela “eterna criança” recebendo seu título de doutor e, entre aplausos e lágrimas, lembrarmos dele, curioso, sentado no banco traseiro do carro, sendo dirigido por nós até a escolinha?
Pois é, o Mundo é a somatória de todos os passos que demos, das ações que executamos e daquelas que deixamos de fazer, em busca da nossa felicidade, da nossa união definitiva entre a mente desperta e o nosso subconsciente, do perdão que concedemos, inclusive a nós próprios e do amor e compaixão que distribuímos. São os nossos medos e instintos domados pela nossa força de vontade e a sabedoria adquirida nos mergulhos que demos em busca de nós mesmos, da nossa alma original, do que somos e de como podemos fazer melhor uso disso tudo, em nosso benefício e também dos outros. Viver esse Arcano é estar consciente que, apesar dele ser a última carta do tarot, ele não é o fim em si mesmo. Ele é um degrau do qual nos utilizamos para nos elevarmos um pouco mais e recomeçarmos outra vez esperançosos, inocentes, impetuosos, infantis, honestos conosco mesmo, a nossa nova jornada. A interminável jornada do Louco.
Nesta sexta-feira, dia regido por Vênus, símbolo da beleza, da harmonia, da gratificação, com a Lua entrando em Peixes, favorecendo que exerçamos o perdão, as mágoas, vençamos obstáculos e acabemos com desentendimentos, parece-me bastante propício para que aproveitemos as sugestões saturninas da Carta do Dia, o Mundo, e reflitamos que tudo tem uma causa e um efeito. Que a cada momento estamos vivendo os créditos e os débitos que temos junto ao banco da Vida. Portanto, aproveitando que Saturno representa esse equilíbrio, esse balanço, e aproveitando as demais energias traduzidas por Vênus e pela Lua, procuremos nos harmonizar ao máximo e encontrar o que celebrar em cada conquista, por menor que possa nos parecer. Não há melhor remédio que viver em paz consigo próprio, sabendo-se cumpridor da missão a que se propos.
A todos, um ótimo, saudável, consciente, pleno, feliz e irrestrito início de final de semana. Outra, ainda melhor, certamente está a nos aguardar.
Imagem: TAROT NAMUR, por Prof. Namur Gopalla e Marta Leyrós (Academia de Cultura Arcanum)
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Carta do Dia: O JULGAMENTO
Quando, pelas manhãs, ouço na TV uma determinada apresentadora dizendo “Acorda, menina! Acorda, menino!” não consigo deixar de pensar no Arcano XX do tarot, o Julgamento. Esse “acordar para a vida”, “despertar do sono da noite” tem tudo a ver com a “chamada” para a vida, a trombeta que o Anjo faz soar anunciando um novo amanhecer.
A alegria de viver, como uma parte integrante do simbolismo do Arcano XIX, o Sol, ancora-se firmemente na psique em forma de um encorajamento e despertar de novos sentimentos. Independente da situação na qual nos encontremos, sentimos uma profunda gratidão para com a vida e uma sensação de plenitude muito grande. Porque conseguimos entender a linguagem e fazer com que nosso inconsciente (a Lua) e o nosso consciente (o Sol) se harmonizarem, nos transformamos em algo parecido com aquele brinquedo infantil chamado “João Bobo”: um boneco inflável que, não importa quantas vezes o derrubemos, ele sempre volta à sua posição vertical original. O mesmo ocorre conosco, pois quanto mais conscientes estivermos das nossas dificuldades, dos nossos instintos, dos nossos obstáculos, das nossas escolhas inapropriadas, das nossas próprias verdades, da nossa “sombra”, mas facilmente lidamos com elas à luz da razão, do raciocínio lógico, mais rapidamente nos recompomos, restaurando, não só nosso equilíbrio emocional, mas reerguendo nossa estrutura material.
O sentimento de completude libera um grande potencial interno de energia fazendo com que, embora saibamos que como humanos devemos continuar a trabalhar sempre em nós mesmos, percebemos como lidar mais efetivamente com nossos complexos e problemas. Isso permite que os nos nossos talentos latentes venham à tona, cada vez menos dominados pelos complexos em nosso inconsciente. Percebemos isso, no nosso cotidiano através de mudanças positivas que podem ocorrer nas mais diversas áreas das nossas vidas, desde uma promoção no trabalho até uma mudança radical de pontos de vista político, por exemplo. Mas não é só exteriormente que essa vivência do Julgamento acontece. Dentro de nós há um processo transformador acontecendo há muito e o que vemos como mudanças exteriores já vem sendo fermentado o tempo todo, abaixo da superfície, sem que tenhamos plena consciência disso. O Julgamento representa uma ressurreição no sentido em que podemos interpretar essa fase como uma vitória sobre o sono (um ensaio da morte) que nos impede de associarmos as recordações do passado (nossa memória) com a nossa consciência do mundo (lógica e razão).
Estive relendo, no site da Associação dos Alcoólicos Anônimos (A.A.) os chamados 12 Passos, um auto-de-fé, um manual de ajuda espiritual no controle dessa doença crônica que é o alcoolismo e a reencontrar-se como pessoa, dona de sua própria vontade. Creio que, independente da doutrina que qualquer pessoa siga e pratique, esses “passos” vêm comprovar a necessidade de recorrermos à ajuda espiritual, ou seja, à união da vontade humana com a vontade do nosso Divino interior, em diversas situações da nossa vida quando precisamos de uma chance de recomeçar, de renascer. É o consciente agindo em comum acordo com o inconsciente.
Permiti-me fazer comentários estritamente pessoais (em cor negra) correlacionando esse caminhar com a viagem do Louco, Arcano O (nós mesmos, em nosso estado mais puro, mais instintivo, mais inocente), através das cartas do tarot. Evidentemente inúmeras outras conotações com outros Arcanos podem e devem ser feitas pois um dos grande fascínios do tarot é que nele nada “é” (definitivo), mas tudo “pode ser”, dependendo das circunstâncias, das questões abordadas, das demais cartas e do tipo de jogada, além da experiência pessoal de vida de quem realiza a leitura.
- PRIMEIRO PASSO:
Admitimos que éramos impotentes perante o álcool - que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas. (a abdicação do controle, tornar-se dependente, prisão: Diabo, Arcano XV) - SEGUNDO PASSO:
Viemos a acreditar que um Poder superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade. (libertação através do colapso de velhas estruturas favorecendo a aceitação de uma nova realidade: a Torre, Arcano XVI) - TERCEIRO PASSO:
Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos. (renunciar ao controle e alterar as prioridades: o Pendurado, Arcano XII) - QUARTO PASSO:
Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos. (necessidade de saber a verdade a qualquer custo: o Eremita, Arcano IX) - QUINTO PASSO:
Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas. (reconciliar-se com a admissão de erros, esclarecer e aceitar a verdade: o Sol, Arcano XIX) - SEXTO PASSO:
Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter. (chegar ao ponto nevrálgico da questão e permitir o fim de um velho ciclo: a Morte, Arcano XIII) - SÉTIMO PASSO:
Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições. (transmutação, cura e purificação: a Temperança, Arcano XIV) - OITAVO PASSO:
Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados. (restabelecimento da harmonia e aceitação das responsabilidades: a Justiça, Arcano VIII) - NONO PASSO:
Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-las significasse prejudicá-las ou a outrem. (tomar o controle da situação agindo com equilíbrio, honestidade e perseverança: o Carro, Arcano VII) - DÉCIMO PASSO:
Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente. (autoconhecimento, coragem, força: a Força, Arcano XI)) - DÉCIMO PRIMEIRO PASSO:
Procuramos através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que o concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós e forças para realizar essa vontade. (inspiração, autoconfiança, fé: a Estrela, Arcano XVII) - DÉCIMO SEGUNDO PASSO:
Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes passos, procuramos transmitir esta mensagem aos alcoólicos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades. (abandono de velhos valores e adoção de novos princípios: Julgamento, Arcano XX)
A lista acima foi copiada (cor azul) do site dos Alcóolicos Anônimos
Podemos observar na grande maioria de representações dessa carta do tarot que ela é “coletiva”, é uma carta que se refere a uma transformação de consciência que é, muitas vezes, interdependente de uma conscientização de um grupo e um passo em direção da percepção de que fazemos parte de um todo maior, que é a nossa natureza divina. Portanto, a carta do Julgamento diz que essa iluminação interior, esse ressurgir das cinzas não é apenas algo pessoal mas afeta a todos os demais. Em outras palavras, a minha recuperação, minha regeneração, meu renascer também depende muito do seu, de você que está me lendo neste momento. Estamos todos juntos nisso.
Podemos também ver nessa carta um chamado para sairmos de um estágio limitado, castrador de vida para a descoberta de um patamar mais alto. É, portanto, um toque de despertar para uma conquista espiritual. Exemplificando: considere como é difícil, para muitos, levantar-se pela manhã. Sim, claro que há milhões que levantam de suas camas de um salto, completamente despertos e já prontos para o dia. Mas estou me referindo àqueles que necessitam de algum tempo para irem de um estado de limitação de consciência (sono) a um outro, mais amplo (acordar). Todos os dias essas pessoas tem essa oportunidade, e todos os dias elas decidem por acordarem e viverem mais um dia. Numerologicamente o Julgamento, carta de número 20, pode ser reduzida a 2 (20 = 2+0 = 2), que significa escolha, dualidade, polaridade, opção. A ressurreição proposta por essa lâmina é inteiramente dependente do ressuscitado ouvir e, sobretudo, reagir (tomar uma decisão, optar), ao chamado da trombeta do Anjo, escutar a voz do Divino que habita em seu interior. Essa libertação que obtemos da prisão do nosso ego só pode ser obtida através do amor, da esperança e da fé que depositamos ao apelo desse chamado.
O Julgamento, numa leitura de tarot, dependendo sempre da questão proposta pelo Consulente e das demais cartas que a acompanham, além da sua posição na jogada, pode simbolizar a chegada de um tempo de colheita daquilo que foi plantado; de viver as consequências de ações, da falta de agir e das ações tomadas de maneira errada. Pode significar, em alguns casos, um despertar para a mediunidade, uma intuição bastante exaltada ou, mais comumente, uma vocação. Também telefonemas, mensagens, chamados, convites podem ser interpretados na leitura desse Arcano. Libertação de situações diversas, renascimento, reestruturação e perdão fazem parte do processo de esclarecimento e novas oportunidades simbolizados por essa carta. Como é uma carta que fala em atividades feitas em grupo, reencontros, reuniões, grupos de ajuda e família também devem ser levados em consideração.
O aspecto negativo do Julgamento pode ser visto na posição de “obstáculo” numa jogada de tarot, referindo-se à recusa ou dificuldade de regenerar-se, recuperar-se, libertar-se. Sentimentos de culpa, estados mórbidos, incapacidade de perdoar, inclusive a si próprio, amargura, solidão, recusa ou dificuldade ao convívio social, fazem parte do lado “sombra” desse Arcano, que também pode representar estar doente, sofrer de surdez, ter dificuldade de comunicação, perda de memória, Alzheimer, estar ou sentir-se preso. Carma é um assunto relacionado com o Julgamento e que pode ser considerado numa leitura.
Plutão é o planeta da transformação, regeneração, eliminação, transmutação assim como do renascimento. O lema desse planeta é “Fora com o velho e faça lugar para o novo”. Plutão recria e destrói. É o planeta da mente inconsciente, da nossa relação com os mistérios, com o divino, com o religioso, com os dogmas, com a fé. É o divã do analista. O seu glifo, ou representação gráfica, é o crescente da alma pairando acima da cruz da matéria, encimada pelo espírito. Simboliza a descida do espírito através da alma até alcançar a matéria, e também a mente inconsciente passando pelo fogo da transformação.
Júpiter é o regente desta quinta-feira, como estamos em Áries, estamos sob uma grande energia no sentido de crescimento, até de maneira obstinada. Apesar das emoções ficarem bem imprevisíveis, a Lua em Aquário favorece as atividades em grupo e também a enfrentar obstáculos e encarar mudanças. quando a Lua, em seu Quarto-Minguante, está na casa de Aquário. e a afinidade astrológica da Carta do Dia é o Julgamento. Plutão nos fala do ciclo concepção, nascimento, morte e renascimento e talvez seja a hora de nos apercebermos que somos, também, seres espirituais tendo um “sonho (Maia) que é essa nossa experiência material. De maneira muito equivocada, tememos ter que morrer fisicamente, abandonar nossos corpos, essas “caixas” onde o espírito habita, para podermos vivenciar nossos aspectos mais sutis. Temos apenas que nos permitir ouvir, sentir vibrar dentro de nós a voz que nos chama para essa elevação e nos erguermos movidos por ela, para que integremos espírito e corpo, de maneira tal que sejamos novamente unos e possamos ressuscitar, espiritualmente, para uma vida mais plena.
Tenham todos uma excelente e promissora quinta-feira!