sábado, 9 de janeiro de 2016
5 de Ouros (comentário AO VIVO no Periscope: ALEXTAROLOGO)
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Baralho Lenormand: os Ratos (Snapchat: ALEXCARLOS60)
sábado, 21 de novembro de 2015
7 de Espadas (Snapchat: taroteando) 21/11/2015
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
LADRÃO
Ladrões existem de todas as formas: aqueles que nos roubam bens materiais, aqueles que nos roubam a paz; existem os que nos sugam as energias de uma forma vampiresca, e outros que nos querem mal apenas por sermos quem somos, da maneira que somos. Todos eles, não importa se é o temido assaltante nas ruas das metrópoles, ou se a pessoa que tenta nos enganar com o troco em uma compra no mercado, ou aquele que nos "aluga" para desfiar um rosário de dificuldades, sem ao menos se interessar em saber se estamos em condições de dar-lhe um pouco da nossa energia, todos, sem exceção, são ladrões.
Essa carta é um sério alerta para que estejamos atentos quanto à possibilidade de estarmos sendo roubados em nossos bens materiais. Mas também é um chamado à consciência se não estamos sendo consumidos por pessoas que se dizem amigas, mas que no fundo esperam a oportunidade de tirarem proveito daquilo que temos.
Alex Tarólogo
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sábado, 8 de janeiro de 2011
Viagem e Espiritualidade
Recebi, dia desses, via Formspring, uma orientação interpretativa de um leitor do Blog sobre uma jogada que havia feito com o baralho Lenormand. Essas cartas, de origem francesa, são aquelas que normalmente chamamos de Baralho Cigano.
O ELEMENTOS DO TAROT, pelo próprio título, é um blog que comenta minhas opiniões e experiências com as cartas do Tarot. Entretanto, se olharem o subtítulo desta página, ele fala de outras possibilidades, de outros interesses e assuntos que me são importantes e sobre os quais gosto de narrar minhas reflexões. O Baralho Lenormand é um deles.
A dúvida desse consulente era a seguinte: o que poderia significar a combinação do Navio com o Jardim, numa casa de Viagem e qual a relação dessa combinação com a casa da Espiritualidade, nessa mesma jogada já que a “carta oculta” remetia a essa casa onde as cartas eram a da Cegonhas e a dos Ratos.
Em primeiro lugar devo explicar que não me utilizo de “cartas ocultas” nas minhas leituras com o Lenormand. Dentro da minha experiência pessoal elas nunca foram significativas e nem ajudaram realmente numa elucidação consistente de alguma dúvida. Não posso negar que já, há tempos, eu buscava essa correlação, mas os resultados foram, na grande maioria, frustrantes. Entretanto, como meu leitor as utiliza, vou procurar estabelecer algum paralelo que possa ajudá-lo na compreensão.
A jogada por ele utilizada é a chamada “Ciclo da Vida” que é composta de 15 casas, cada uma abordando um aspecto da vida do Consulente, mais uma, a 16ª que funciona como um resumo, uma orientação final da leitura. Se a pessoa se utilizar do método de “Carta Oculta” para interligar ou correlacionar as 16 casas, ela soma as cartas obtida na casa de seu interesse e busca em que casa a carta com o mesmo valor do resultado se encontra. Estabelece-se, assim, um vínculo e deve-se considerar a leitura da casa que contém a “carta oculta” como uma informação complementar.
A carta do Navio costuma ser chamada de “carta tema”, ou seja, ela, quando surge numa jogada, significa exatamente aquilo que representa, ou seja: viagem. Oras, uma carta de viagem numa casa de Viagem nem necessita que seja considerada a necessidade de uma segunda carta, no caso em questão o Jardim. A carta do Navio diz que o Consulente viajará, e pronto! Para onde é essa viagem, com qual meio de transporte, quanto tempo vai levar, quando exatamente irá acontecer, isso cabe ao Cartomante buscar, através de novas pequenas jogadas ou das regras pré-combinadas antes da leitura.
De qualquer forma a consulta que recebi pedia estabelecesse o porque de uma ligação “espiritual” dessa viagem, pois a dita “carta oculta” estava localizada na casa da espiritualidade desse esquema de jogo.
Vamos lembrar que Navio é a carta nº3 e que Jardim, a de nº20. A somatória de ambas é 5 + 20 = 23, ou seja, a “carta oculta” é Ratos (nº23). Analisemos, então, um pouco melhor se e como funciona, ou não funciona, a obtenção e uso da dita “carta oculta” com esse oráculo.
Vamos pensar nas múltiplas e quase sempre muito positivas possibilidades combinatórias de Navio e Jardim: viagem com muita gente; viagem alegre e divertida; viagem de restabelecimento de saúde; viagem para o campo ou contato íntimo com a natureza; viagem de estudo ou pesquisa botânica; viagem com grande diversidade de interesses entre os seus participantes; excursão, viagem para lugares distantes, inclusive exterior; excursão por diversos estados ou países; intercâmbio de estudantes; intercâmbio de profissionais; viagens para trabalho num ambiente muito interessante e charmoso; cruzeiro marítimo com muitas opções de diversão; etc Todas essas possibilidades, e outras mais, podem ser consideradas na combinação dessas duas cartas e, honestamente, não consigo ver nada de ruim nelas que justifique uma “sombra”, um “significado oculto em paralelo” como a carta dos Ratos.
A carta 23 quase sempre é vista e compreendida como uma carta negativa, que fala de perdas (de objetos, de energias, de saúde, de interesse, etc) e de pequenos furtos. Afinal ratos são animais associados à transmissão de doenças e todos sabemos o estrago que eles fazem nos silos e depósitos que armazenam grãos. Portanto, nos falam também de miséria, de desperdício, de desgaste, de estragos. Mas há um outro aspecto a ser considerado quando tiramos essa carta: a multiplicidade. Ratos são animais altamente reprodutores e vivem em bandos. Isso pode nos remeter à idéia de grandes famílias, de grupos com o mesmo interesse. Quem pensou em quadrilhas, em grupos mafiosos ou outras organizações criminosas e/ou clandestinas, não se enganou. Quem também pensou numa viagem com muitas oportunidades de contatos íntimos entre seus participantes ou uma grande variedade de parceiros, também não está enganado. Quem considerou a possibilidade de um enorme desgaste de energia física e espiritual, de muita farra, de uma verdadeira esbórnia, está longe de estar enganado.
Agora, o que de significativo essa informação “oculta” traz à combinação Navio + Jardim? Que será uma viagem com muitas pessoas de qualidades, comportamento e interesses altamente questionáveis? Como a “carta oculta” é sempre a mesma, devido à somatória das 2 cartas principais, isso significa que todas as vezes que obtivermos essa combinação, Navio + Jardim = Ratos, deveríamos temer pelas consequências dessa viagem? Quando uma respeitável anciã, ao se consultar, obtiver essa combinação, devemos alertá-la que aquele tão sonhado cruzeiro, planejado pelo seu grupo de senhoras da 3ª idade, devemos imediatamente alertá-la da possibilidade de ser uma grande armadilha que lhe comprometerá o moral e a alma para toda a eternidade? Creio que tenha deixado claro a minha insatisfação com a validade das “cartas ocultas” no Baralho Lenormand. No Tarot, ao contrário, delas me utilizo frequentemente e justificarei, em ocasião oportuna, a sua importância complementar numa leitura.
Porém foi utilizando a “carta oculta” que o Leitor desse blog fez sua jogada e suas interpretações e vou me ater a seu método de jogo.
Na casa da Espiritualidade saíram a Cegonha (nº17) e, naturalmente, os Ratos (nº23). Essa dupla permite as seguintes reflexões, e muitas outras mais, (quando lidas com o aspecto “Espiritualidade” em mente): mudanças de interesses espirituais ou religiosos com prejuízos; perda considerável de fé; abandono na frequência a cultos e rituais; troca desvantajosa de guias e/ou mestres espirituais; busca frustrada por novos caminhos de desenvolvimento espiritual; desencorajamento; desapontamentos. Mas se levarmos em consideração que Cegonhas, além de prenunciarem mudanças e novidades também significam fertilidade, poderíamos considerar a combinação entre duas cartas, que podem ser vistas também sob esse aspecto, como um aumento do interesse do Consulente por novas alternativas filosóficas, religiosas, espirituais. Mas, convenhamos, essa seria a melhor, entre as mais positivas, possibilidade combinatória dessas duas cartas. Confesso nunca ter me deparado, numa leitura que fizesse para um Consulente, com a possibilidade desse resultado.
Creio que o nosso amigo Consulente, ao buscar associar as cartas obtidas na casa das Viagens com as da casa da Espiritualidade (religião, filosofia, preocupações de ordem de desenvolvimento espiritual) tenha intuído que essa viagem, por mais divertida, interessante e agradável que seja, poderá trazer-lhe um grande desgaste, especialmente relacionado ao seu sistema de crença, à sua filosofia de vida, às normas éticas com que se conduz no dia a dia.
Ao explicar-lhe isso, via Formspring, ele contra-argumentou dizendo que acreditava que a viagem seria um sucesso, altamente benéfica, muito divertida, onde ele conheceria muitas pessoas interessantes. Que não seria uma viagem ao exterior, pois para ele o que determina viagem ao exterior é a combinação Navio + Estrelas (para mim essa é uma combinação que fala, quase sempre, de viagens aéreas, não necessariamente ao exterior). Mas que, ainda assim, ele não via sentido na relação com a casa da Espiritualidade. Fico muito feliz que ele tenha chegado às suas próprias interpretações e que as mesmas possam diferir das minhas. Como diz a grande mestra taróloga Rosa Silva, “tudo o que está escrito, tudo o que é opinião ou experiência alheia, é letra morta. Não serve para mais ninguém além daquele a observou, vivenciou, experimentou, deduziu e registrou. Serve como um guia de estudos, uma orientação muito básica, um comentário a ser pensado e, depois, descartado ou não.”
Eu me guio por essa mesma forma de pensar dessa taróloga brasileira. O que eu penso, opino e escrevo são considerações feitas baseadas na minha experiência com o uso das cartas. É evidente que possuo uma vasta coleção de livros sobre o tema, que participo de muitos cursos que existem na área, que leio postagens e blogs sobre o assunto, que troco informações e busco solucionar dúvidas com outros profissionais. Mas o meu único interesse com este Blog é que ele venha a estimular a divulgação e despertar o interesse pelo conhecimento e estudo dos oráculos. Como eles serão utilizados, como serão interpretados, isso é uma outra história e estou sempre curioso em saber das conclusões e das observações que os outros tem a respeito das combinações entre as cartas e dos sistemas de jogadas.
Um ótimo final de semana a todos!
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Carta do Dia: 5 DE OUROS
As duas primas não conseguiam esconder a excitação e entraram no circular às gargalhadas. Tinha sido um dia bastante tenso, mas cheio de grandes recompensas. Quando ela poderia ter imaginado, ainda no interior do sertão, na casa do sítio onde sempre morara, que 24 horas após ter chegado a um outro estado, a uma outra cidade, sem nenhuma referência ou formação específica, iria estar trabalhando naquilo que mais amava e, ainda por cima, ganhando “uma fortuna”! Era muita sorte, muita mesmo. Queria poder ligar para a irmã mais velha, agora tão distante, e contar tudo o que estava lhe acontecendo.
O ônibus ia desviando de carros e pedestres que, àquela hora, lotavam as ruas e todas as formas de veículo possíveis de trafegar por elas. Mas, nem o aperto, nem os esbarrões sofridos, nem o ter que fazer uma verdadeira ginástica para poder se acomodar no exíguo espaço, enquanto os outros passageiros se amontoavam sobre ela, a incomodaram. Com a prima fazia planos para o dia seguinte e pensava em levar algumas coisas, como uma especialíssima pimenta que havia trazido para a tia, para incrementar o sabor do prato que pretendia preparar. Somente quando desceram no ponto, próximo à casa da tia, é que a prima percebeu, espantada, que sua bolsa estava aberta.
Apesar das palavras consoladoras da tia e das primas, chorou muito quando voltou, tarde da noite, da delegacia onde fora fazer o Boletim de Ocorrência sobre o furto que sofrera. Além de levarem todo o seu dinheiro ganho naquele dia e as economias que havia trazido de sua terra, levaram, na carteira, seus documentos. Na delegacia, a frieza profissional da pessoa que a atendeu deixou-a ainda mais frustrada. Ainda que situações como aquela pudessem acontecer às dúzias, todos os dias, era ela quem era a vítima, não uma estatística apenas, mas um ser humano que perdera tudo o que possuía, inclusive as provas legais de sua existência. Eram dela os documentos desaparecidos e, sabe lá Deus, nas mãos de quem pudessem estar nesse momento. Nem seu nervosismo, nem suas lágrimas pareciam abalar o ar cansado e distante do atendente. Ela não podia acreditar que as pessoas não se importassem com o sofrimento das outras. Como aquele atendente podia ser tão frio, tão distante, tão mecanicamente alheio ao seu problema? E, qual a solução que ela poderia esperar? Por que ninguém lhe dizia nada de esperançoso?
Apesar do enorme cansaço físico e do esgotamento emocional, demorou muito a dormir. Pensava em tudo o que a irmã lhe dissera sobre a cidade grande, sobre os perigos, sobre os crimes, sobre a insegurança, sobre a distância entre as pessoas, todas com medo umas das outras. Lembrou-se de cenas de telejornais e de programas de TV que apresentavam e discutiam a criminalidade urbana dos grandes centros. Parece que ouvia, mais uma vez, os comentários do pessoal da vila falando de Fulano e de Beltrano que foram feridos, roubados, espancados ou desapareceram no turbilhão anônimo da metrópole. Teve pena de si mesma. As lágrimas escorriam-lhe, molhando o travesseiro, enquanto ela pensava no que fazer. Não tinha nada, nem uma moeda. Perdera todo o seu dinheiro. Não tinha nem como pagar o ônibus para, no dia seguinte, voltar ao trabalho. Pior, não tinha como ajudar a tia nas despesas. E os documentos? Precisaria de dinheiro para obter as segundas vias. Mas… que dinheiro?
Sentiu-se, pela primeira vez, culpada por não ter dado ouvidos aos apelos da irmã. Repassou, pela milionésima vez, a viagem no ônibus municipal, de volta à casa da tia, tentando lembrar-se de algum movimento, de algum esbarrão diferente, de alguma coisa à qual ela deveria ter dado mais atenção e que fora exatamente o momento em que tivera a bolsa aberta e sua carteira roubada. Culpou-se do fato de não ficar mais alerta, mais “ligada”, de prestar mais atenção ao seu entorno e, em especial, às pessoas estranhas… Não se conformava com a atitude distante, de pouco interesse com a sua má-sorte, que o atendente que registrou sua queixa demonstrou. Sentiu-se envergonhada, perante a tia e as primas, da sua “inocência”, da sua falta de cuidado com os seus pertences, que certamente iriam atribuir isso ao fato dela ser uma caipira, que sempre vivera no interior, que não tinha o preparo e a malícia necessárias para sobreviver na metrópole. Uma otária, isso sim é o que ela era.
A claridade da manhã começou a atravessar a cortina do quarto num prenúncio de mais um dia. Dentro dela, o frio da noite ainda se fazia sentir na alma. Ouviu os primeiros barulhos da rua e da casa. Levantou-se sem fazer nenhum barulho que pudesse acordar as primas.
Quando o 5 de Ouros aparece numa leitura de tarot, dependendo sempre da sua localização entre as demais cartas e da questão proposta pelo Consultante, pode significar um estado de desolação, de perda de coisas materiais. Um período de dificuldades em obter ou lidar com o dinheiro. Pode, em determinadas situações, representar uma saúde que requer cuidados. Quase sempre é o reflexo da ansiedade e preocupação do Consultante a respeito da possibilidade de empobrecimento. Preocupações extremas. Um retrocesso. Emoções negativas bloqueando a evolução do Consultante. Medo do que está por vir. Problemas no trabalho, nos negócios e perda de status. Orgulho impedindo a aceitação de ajuda. Sentir-se desprotegido, abandonado, à mercê de um destino cruel. Não conseguir abrigo, proteção ou cuidados necessários. Perder o pouco que ainda restava.
Quando o 5 de Ouros aparece bem posicionado numa jogada, a situação praticamente se inverte pois ele pode estar simbolizando que a situação começa a melhorar. Alguns progressos se fazem notar. Aquilo que foi semeado começa a brotar, a dar sinal de vida e de uma futura colheita. Algo que surge, como que por encanto, e que lhe dá possibilidades de melhorar a situação atual. O medo e o sofrimento a respeito das perdas sofridas começa a diminuir. A possibilidade de uma nova oportunidade surge no horizonte.
Nesta segunda-feira, dia regido pela Lua que se encontra em sua fase Cheia transitando por Capricórnio, podemos dispor de uma energia que nos estabiliza emocionalmente, que ajuda a que nos reequilibremos, sempre procurando o “caminho do meio”. Devemos evitar desgastarmo-nos com preocupações fantasiosas sobre o futuro e, sim, dedicarmos nosso tempo, foco, e energias na solução dos problemas do dia a dia, à medida que vão se manifestando. A ansiedade é uma péssima conselheira e precisa ser entendida e controlada, pois só assim poderemos estar aptos para as recompensas futuras.
Iniciem a semana seguros de si, vivendo o presente, no momento presente, e tenham todos um ótimo dia!
