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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Carta dp Dia: PAJEM DE OUROS

O PAJEM DE OUROS costuma nos falar de estudos, de dedicação acadêmica, de interesse e curiosidade por tudo.
Pode significar, também, iniciativas, princípio de atividades, oportunidades, ofertas e o aparecimento de bônus e lucros.

Deck: "Japaridze Tarot", criado por Nino Japaridze
Deck de Situações: "Casas para Cartas", criado por Karla Souza (falandolenormandes.com)

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Carta do Dia: o MAGO

           
O MAGO é a representação da capacidade de criarmos, de inovarmos, de unirmos a criatividade com a espirtualidade e a habilidade física.
É o poder da concentração, da sabenoria canalizada para um objetivo de seu interesse. O MAGO faz acontecer, pois é consciente e eficiente.
Deck:  "Grand Eixir Tarot", criado por Credo Quia Absurdum.

P.S.: Lembrando,
sempre, que nestas tiragens chamadas "Carta do Dia" eu sou, ao mesmo
tempo, o Consulente e o Cartomante. Ou seja: EU recorro ao oráculo (não importa
qual) para obter uma orientação para o MEU dia, buscando saber o que EU devo
evitar, o que EU devo fazer e o que EU devo aprender. Ou seja, não é uma
leitura genérica e nem apenas um exercício acadêmico. Faço a postagem porque
penso que o iniciante no estudo dos oráculos (qualquer tipo ou sistema)
poderá, possivelmente, se aproveitar dos meus comentários (e inclusive dos meus
erros) para ir formando sua própria opinião a respeito do significado dos
símbolos ou arquétipos (dependendo do oráculo) e acrescentar isso à sua própria
experiência.

Gostaria também de lembrar que procuro sempre "pensar fora da caixinha" quando
se trata de interpretar e contextualizar (na minha própria vida) a
interpretação dessas cartas. Não me interessa ficar com meu 'vocabulário"
limitado a uma meia-dúzia de palavras-chave, ainda que eu reconheça a
importância delas para quem está se iniciando nos estudos básicos.
Também quero esclarecer que não acredito nos oráculos como
instrumentos de adivinhação. Sou muito analítico a respeito da função desses
instrumentos e os vejo como recursos que me permitem pensar em possíveis
estratégias diante de possibilidades por eles apresentadas em uma tiragem.


sábado, 24 de abril de 2010

Carta do Dia: 10 DE PAUS

Título

Senhor da Opressão

Elemento

Fogo

Arcanjo

Sandalphon

Nome Divino 

Adonai Ha Aretz

Mundo Cabalístico

Atziluth (mundo da emanação)

Sephirah

Malkuth (Reino)

Correspondência Astrológica

Saturno em Sagitário

Planeta 

Terra

Pedra

Cristal de Rocha

   

“Você não sabe quanto é pesado o fardo que você não carrega.”
Provérbio Africano

     Wands10 (2)  Com o 10 de Paus chegamos à última carta numerada do tarot e, portanto, ao fim que é um novo início. Um ciclo que se acaba gerando o início de um novo. O 10 (1+0) é a soma do Imanifesto (Ain), do potencial puro e de Kether, a Coroa.É a esfera (sephirath) de Malkuth (o Reino), ou seja, a realidade, o mundo em que vivemos, o universo que nos cerca. Todas as forças, as potencialidades, as energias das outras 9 sephiroth (esferas) da Árvore da Vida são canalizadas e captadas em Malkuth, onde tomam forma concreta. As cartas de número 10 são, por conseguinte, as concretizações das energias anunciadas nos Ases. Se uma representa toda a força do elemento que caracteriza o naipe (em nosso caso, Paus = Fogo), a última é a manifestação em sua forma mais exaltada dessas mesmas características. O elemento Fogo (naipe de Paus) é aquela faísca que nos nos faz mover, que promove a ação, que nos estimula a criar, conquistar, comunicar, vivermos as nossas vidas. É a paixão, a vontade, a autoconfiança, o puro entusiasmo. É o impulso vital. O 10 representa a aplicação, o uso, a realização prática dessas energias, em sua forma maximizada e mais expandida possível.

     Dentro da história do nosso amigo empresário que, de uma singela churrascaria de beira de estrada na região Sul do país construiu um império que ultrapassou fronteiras, espalhando suas ramificações em território norte-americano, chegamos ao momento atual, no ponto em que ele se encontra vivenciando as alegrias e as atribulações de ter, sob seu controle, dezenas de filiais, milhares de empregados, e tudo o mais que faz parte da administração de seus negócios.

     Momentos há em que nosso amigo sente-se cansado, esgotado com o ritmo que acabou impondo-se. Ainda que todo o seu negócio seja solidamente estruturado, com um planejamento detalhadíssimo e seguido à risca e que, com o passar dos anos tenha formado um grupo de profissionais em quem confia e que o assessoram, mesmo assim a sua carga de trabalho e a sua consciência de responsabilidade são imensas. Ele, portanto, vive um momento 10 de Paus, quando o peso das suas conquistas, das suas vitórias, das suas realizações é um fardo nem sempre prazeroso de se carregar.

     Todos nós, em algum momento, nos vemos sobrepujados por uma série de compromissos que voluntariamente no transcorrer da vida vamos assumindo. Quando estudamos e temos todas as matérias regulares da, digamos, faculdade, com seus trabalhos escolares e suas provas, e ainda assim adicionamos um ou dois cursos de línguas estrangeiras que bem sabemos nos serão muito úteis como diferencial num curriculum. Como se isso não bastasse, acrescentamos ao nosso dia um estágio que nos permita a prática daquilo em que um dia seremos profissionais; horas regulares na academia, para compensarmos a inércia das salas de aula; nossas aulas de yoga e de meditação  que nos ajudam a harmonizarmos físico-emoções-mente-espírito, além do nosso grupo de tai-chi, que se reúne 3 vezes por semana, para a prática ao nascer do sol. Isso, sem falarmos de todos os demais compromissos sociais que temos e responsabilidades junto à manutenção do lar, família, etc.

     Individualmente, cada atividade é satisfatória e nos acrescenta algo desejado e de muita importância ao nosso caminhar. Entretanto, somadas, passam a ter um peso algumas vezes esmagador e corremos o risco de sucumbirmos, não resistindo a ele. O 10 de Espadas representa essa somatória de aquisições e de energias além do necessário controle de um ego dominador. Em nosso exemplo para o naipe de Paus a figura do nosso amigo empresário (e grande churrasqueiro!) procurou mostrar, a cada carta, a cada passo de seu caminhar na expansão de sua rede de restaurantes no exterior, todos os problemas enfrentados por ele, sempre com muita autoconfiança e fé, conseguindo transmutá-los em benefício próprio. Entretanto ele é o “centro nervoso”, a central de operações, o demiurgo a quem todos se referem, procuram e aguardam a palavra final. Mesmo seus novos sócios estrangeiros têm a ele tal respeito e reconhecimento de seu conhecimento e capacidade, que aguardam sempre a sua orientação como algo de muito valor para a condução dos negócios. Todas essas responsabilidades, ainda que desde muito cedo tenha se acostumado a tê-las, com o crescimento e expansão de seus negócios vão assumindo um tamanho e um peso que acabam por ser fisicamente cansativo e de esgotamento mental.

     Controlar um ego que é constantemente alimentado por realizações bem sucedidas, a reverência do público, da crítica, dos amigos e familiares, dos sócios, dos funcionários e fornecedores é também uma batalha, pois a tendência, em casos como esses, é de perder-se o controle e desvirtuar-se para a vaidade, a arrogância, a tirania, o egoísmo, o tornar-se pretencioso e auto-centrado, acreditando-se único, especial, raro, insubstituível. A humildade de pedir ajuda, o reconhecimento de que não se vive sozinho e que, ainda que muito possamos saber ou fazer, isso só tem valor quando agrega um maior número de pessoas e que também as realize é um passo importante para mantermos o ego, nessas situações, bem administrado.

     Nosso amigo precisa, então, começar a delegar mais poderes, a confiar mais nas opiniões e na capacidade de realização do grupo que ele mesmo constituiu. Confiar que o seu trabalho formativo foi muito bem realizado e que deve, naturalmente, desenvolver-se por si próprio. Preservar-se mais para que o seu prazer pelo trabalho não se transforme em algo aborrecido ou simplesmente exaustivo. Selecionar melhor o que é de sua responsabilidade exclusiva e permitir-se dividir os méritos das vitórias com todos os demais. Não ser controlador e permitir-se reencontrar a mesma alegria e revigorante entusiasmo que sentia quando trabalhava com a família no pequeno restaurante à beira de uma rodovia.

     O 10 de Paus quando surge numa leitura, dependendo sempre da questão proposta pelo Consultante e da sua posição entre as demais cartas e da “casa” que ocupa na disposição escolhida, pode significar carregar ou suportar uma grande responsabilidade; estar comprometido com muitas obrigações, tais como empregos, pagamentos, compromissos, atividades, etc. Ser muito competitivo e possuidor de grande força. Não saber delegar trabalho, tarefas, afazeres, responsabilidades. Sentir-se oprimido pelo sucesso. Um problema difícil de carregar sozinho. Inclinação para constituir uma família. Pode indicar, também, a possibilidade de viagem, especialmente de negócios, ao exterior.

     Ao contrário, quando mal posicionada esta carta pode estar significando que ter-se livrado das responsabilidades. Muito frequentemente aparece como indicativa de calúnias, intrigas, fofocas, um caráter duvidoso. Dificuldades e  decepções especialmente relacionadas a viver e trabalhar no exterior. Pode significar, também, um estado ruim de saúde e a perda de ações ou causas judiciais.

     É extremamente interessante (não acredito em coincidências) esta carta ser a Carta do Dia, logo hoje em que se comemora o Dia Internacional do Jovem Trabalhador. A Constituição brasileira proíbe a realização de qualquer trabalho por menores de 16 anos, exceto na condição de aprendizes, a partir dos 14 anos. Por sua vez, o Estatuto da Criança e do Adolescente exige o acesso e a freqüência obrigatória no ensino regular e que as atividades exercidas sejam compatíveis com o desenvolvimento dos jovens. Isso significa que ao jovem não é vetado o direito de trabalhar e, com isso, cooperar com os rendimentos da sua família ou mesmo a sua própria manutenção. O que não se pode é fazê-los passarem por uma experiência representada pelo 10 de Paus, quando a sobrecarga pode, muitas vezes, causar sérios danos físicos além de fazer um retrato errôneo do que é o trabalho. Os excessos sempre causam a destruição do prazer, da alegria, da satisfação e da harmonia interior.

     Podemos aproveitar este sábado, regido pelo altamente responsável, porém controlador Saturno para meditarmos se não estamos retirando responsabilidades dos ombros dos outros, evitando que ele as assumam e delas se utilizem para evoluirem. É interessante que tenhamos em mente a necessidade de carregarmos, nós mesmos, aquilo sobre o que nos responsabilizamos e permitirmos que os demais também o façam, com os seus comprometimentos pessoais.

     Um ótimo final de semana para todos!

Imagem: TAROT DE DALI

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Carta do Dia: ÁS DE PAUS

    64-Minor-Wands-Ace   Nós podemos saber todas as técnicas e os passos necessários a serem tomados para sermos bem sucedidos neste mundo, mas se a pessoa não estiver preparada e apaixonada, nada pode ser feito. No mundo atômico os átomos podem girar e girar, mas enquanto eles não estiverem prontos para se organizarem, eles só giram numa dança eterna. Quando num nível sub-atômico, os elementos constituintes dos átomos estão prontos, as mudanças ocorrem num quadrilhonésimo de segundo. É um relâmpago, uma faísca. É o “sucesso da noite para o dia”, mas que acontece somente depois de uma vida de preparação.

     A coisa mais importante que podemos fazer por nós mesmos, para nos lançarmos nessa aventura, é nos prepararmos, nos transformarmos. Construir nossa autoconfiança, deletando medos e inseguranças (e também aquelas pessoas que nos fazem sentir inseguros) e cultivar o talento e a … mágica!

     O sucesso que nasce de dentro de nós é verdadeiro, mas mesmo assim ele precisa ser “cozido em fogo brando” porque há um tempo natural e normal para que ele amadureça, se transforme, e possa ser saboreado com prazer. Enquanto esse processo acontece, aproveite para não parar de evoluir.

     As cartas do tarot cujo elemento é o Fogo, nos falam dessa fagulha divina, dessa centelha que temos dentro de nós que é, antes de mais nada transformadora. É um poder que possuímos de transformar em realidade tudo aquilo que imaginamos. É a criatividade em seu sentido mais puro e, portanto, mais completo. É a nossa capacidade de trazer à vida idéias, planos, sonhos, delírios de imaginação e podem simbolizar, também, até a própria geração de novas vidas. Não é por nada que o Ás de Copas pode, numa leitura de tarot, dependendo do assunto, do local onde se encontra na jogada e das cartas que o acompanham, significar gravidez.

     Fálico em sua representação gráfica, essa energia considerada masculina, produtiva, capacitadora, viril, instigante, entusiástica, imprevisível, vital e revigorante é um grande dínamo, gerando idéias, provocando impulso, dando partida no motor das nossas ações. Sentimos a energia flamejante dessa carta quando estamos cansados de atividades rotineiras, do dia a dia sem graça, da falta de estímulo, do vazio que se forma à nossa volta pela própria inação. O Ás de Paus chega em forma de uma idéia, de um relâmpago mental, de algo que sentimos muito mais do que podemos definir, mas que sabemos de sua força, pressentimos o seu potencial. É como uma semente que encontramos e resolvemos plantar. Não temos certeza exata qual a espécie de planta que obteremos, seu tamanho, suas cores, aromas, frutos. Nem mesmo podemos ainda prever o seu tempo de vida, se resistirá ao clima ou às carências ou dificuldades do terreno. Mas sabemos, com certeza, de que ali, embutida naquele grão, existe uma forma de vida pronta para, dadas as devidas condições, manifestar-se em seu próprio esplendor.

     Artistas parecem vivenciá-la num contínuo, transformando suas inspirações (inspirar = respirar) em composições magníficas, independente do tipo de atividade que pratiquem. Quantas vezes paramos para pensar de onde surgem as tramas dos livros que lemos, dos quadros que nos cativam a imaginação pela sua sensibilidade e ousadia, das novelas e filmes que assistimos, as letras das composições que parecem exprimir sentimentos que só nós vivenciamos, determinadas invenções das quais nos utilizamos e que tanto facilitam o nosso dia a dia, a tal ponto que acabamos achando absurdo que um dia tenhamos vividos sem elas.

     Pois é. Nascem dessa faísca , desse relâmpago que, combinado com diversos outros elementos, disposições e situações, acaba se transformando numa grande fogueira, num grande brilho, numa verdadeira “iluminação” interior. Lembre-se que o elemento Fogo está associado à letra hebraica Yod, que é a primeira letra do nome de Deus e que poderia ser interpretada como “começo”.

     Nem todas as idéias que temos acabam vingando. Algumas, e às vezes muitas, morrem pelo caminho, descartadas pelas suas reais impossibilidades ou simplesmente abandonadas pela nossa própria perda de interesse. Fogo é algo que deve ser constantemente alimentado, senão se extingue. Bem sabemos que não há paixão que resista à monotonia, ao descaso. Não à relacionamento que não precise ser renovado através de gestos, atitudes, disposições, sacrifícios, compromissos, confiança e tesão. Sim, e me desculpem os mais sensíveis, tesão, pois fogo é a representação do desejo, seja de criar, de construir, de fazer, de experimentar, de evoluir, de se transforma, mas também de amar, inclusive no sentido sexual.

     O que se deve observar quando essa carta surge é se não estamos ignorando as oportunidades que a vida nos oferece, relegando-as para um segundo plano, deixando de agir, pois o Ás de Paus é um presente, um dom que nos é dado pelo Universo mas que necessita que nos movimentemos para aceitá-lo. Também, e ainda em seu aspecto “sombra”, pode estar a nos dizer que achamos que essa energia, essa oportunidade nunca se extinguirá e que estará constantemente à nossa disposição. Isso é arrogância, insensibilidade e um mau uso de um poder que nos é oferecido.

     Portanto, no dia de hoje (e em todos os demais, é claro) esteja atento à sua intuição. Preste atenção aos seus sonhos e desejos. Fique receptivo às novas idéias e, em princípio, nada descarte por considerar inviável, “loucura demais”, absurdo (é claro que não estamos falando de nada nocivo, ilegal, imoral, anti-ético ou que prejudique de alguma forma o livre arbítrio alheio). Viva esse estado de entusiasmo, de animação, de alegria e tensão criativa. Procure sair da rotina. Faça um outro roteiro para ir ao trabalho, mude o cardápio do seu almoço, falte à academia e experimente uma aula de dança de salão; escreva um bilhete amoroso a quem ama, e, só por hoje, troque a passiva presença em frente ao monitor de televisão pela leitura de jornais, revistas e algum bom livro. Gaste menos tempo navegando a internet e vá visitar uma galeria de arte ou um museu. Procure olhar para as pessoas, objetos e situações com outro olhar, mais curioso, mais investigativo, deixando-se fascinar pelas formas, atitudes, comportamentos, expectativas, possibilidades. Atente para o fato que o Ás de Paus surge para lembrar-nos que possuimos algo maior, uma imortal centelha divina que faz de nós muito mais do que simples formas físicas num mundo povoados de outras tantas.

     Tenha um ótimo dia e não tema em embarcar numa aventura em busca de um sonho!

Imagem: VERTIGO TAROT

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Carta do Dia: 4 DE PAUS

   67-Minor-Wands-04-druidcraft   O elemento Fogo diz bom dia nesta ensolarada manhã de segunda-feira, reafirmando o propósito do Universo, através das cartas do tarot, nos enviar uma mensagem de tomada de ação que já haviam sido antecipadas na Carta da Semana.

     O 4 de Paus é uma carta que nos fala de muita alegria, de grande satisfação e de sucesso. É uma carta que não significa a completude, a garantia total e absoluta de toda essa felicidade, mas que diz que estamos no caminho certo e que devemos comemorar o fato. Assim como um casamento não acaba na igreja, na festa, nas celebrações, mas marca uma vitória do casal  na conquista de seu parceiro ideal, tendo passado por um período de conhecimento entre si e entre familiares e amigos, avaliado prós e contras, adaptado-se a uma nova rotina em comum, procurado um local para morar, vivenciado todo o processo da organização da celebração dessa união. Essa é apenas uma primeira fase e sabemos que a vida não só continua mas irá apresentar desafios que irão solidificar essa parceria ou fazer ruir castelos construidos no ar…

   A Carta do Dia nos diz que estamos “com a faca e o queijo” nas mãos, prontos para investirmos em nossa felicidade, não nos deixando abater pelas dificuldades que possam surgir, levando a vida com muita autoconfiança, esperança e sempre depositando fé num futuro melhor. O 4 de Paus é como se fosse um presente que o Universo nos dá e, para recebê-lo, devemos estender nossas mãos e apanhá-lo. Se a vida nos dá novas e mais promissoras oportunidades, precisamos agir, no tempo e na medida certa para que possamos aproveitá-las. Quero com isso dizer que é necessária uma boa dose de ação para que os nossos sonhos, nossos empenhos, nossos planos, nossas metas se realizem e essa ação é o que caracteriza a carta de hoje.

     Quando nossos esforços anteriores dão recompensas, quando aquilo que de boa vontade e com entusiasmo semeamos pelo caminho começa a florescer, é o momento que o 4 de Paus se refere e que devemos comemorar com bastante júbilo. É sinal que o nosso trabalho metódico e organizado está dando resultados concretos e que estamos conseguindo harmonizar o nosso racional com o nosso emocional. Não é apenas a obtenção de lucros, mas o prazer e a gratificação encontrada no processo que vale a pena.

     O 4 de Paus, como todas as cartas do elemento Fogo, falam de liberdade, de criatividade, de elevação. Às vezes elas são uma lembrança de que necessitamos nos libertar de qualquer circunstância que não nos complemente, não nos agrade, não nos sirva mais, seja ela um relacionamento afetivo, uma sociedade de negócios, um emprego, uma crença e passar para uma nova fase de crescimento, deixando o passado para trás. Às vezes nos encontramos presos a um círculo vicioso de atividades sociais, de festas e compromissos, vivendo uma “persona” que criamos somente para agradar aos outros e sermos aceitos pelo grupo, e nos acomodamos (mal) à situação por medo de superarmos obstáculos, investirmos em novos rumos e, até mesmo, descobrirmos quem realmente somos. Isso também não quer dizer irresponsabilidade. Libertar-se das expectativas errôneas que os outros em nós depositam não significa libertar-se dos vínculos normais trazidos pela responsabilidade. Sair por aí sentindo-se “leve como um passarinho”, abandonando irrefletidamente uma carreira ou uma relação que, se bem trabalhadas, poderiam ser promissoras e recompensadoras, sem nenhuma outra meta, nenhum outro objetivo, nenhum outro plano concreto, é burrice, quando não, canalhice.

     O 4 de Paus nos fala de harmonia. De estar bem consigo mesmo e relacionando-se perfeitamente com os outros e seu meio ambiente. Fala de felicidade, união, lar, laços familiares, acordo, sociedade, casamento, sucesso, abundância. Também pode significar, numa leitura de tarot, e sempre dependendo de sua localização e das demais cartas que o acompanham, de férias (especialmente no campo), de um tempo de lazer, de festas, de trabalho em grupo muito bem sucedido, ambiente doméstico alegre e otimista.

     Portanto, se especialmente hoje, você sentir um enorme desejo de começar algo novo, de sentir uma forte inspiração para um novo ideal de vida, algo que você saiba significar renovação, é a energia prenunciada no 4 de Paus agindo em sua vida. Viva-a intensamente e celebre sempre as bençãos que o Universo lhe envia ininterruptamente.

     Uma ótima e criativa segunda-feira para você!

Ilustração: DRUID CRAFT TAROT