quinta-feira, 18 de maio de 2017

"Kipper Roaring 20's Fortune Telling Cards": unboxing e comentário


Nos últimos 6 meses estamos presenciando um notável e rápido surgimento de decks do sistema oracular Kipper, sistema alemão, criado há aproximadamente 160 anos na Baviera por uma tal de Frau Kipper. Isso me lembra que também o Lenormand teve um vertiginoso crescimento de adeptos, estudiosos, colecionadores a partir de 15 anos atrás quando os cartomantes (especialmente os norte-americanos) passaram a conhece-lo e, consequentemente, o mercado de criadores de cartas oraculares passou a investir intensamente para suprir a demanda.
Sem investigar mais profundamente os fatos históricos referentes ao aparecimento do Kipper, podemos lembrar que esse período (final do século 19) foi uma época de valorização do militarismo na Alemanha e Áustria (seu berço de origem), e um bom número das suas cartas refletem isso (Soldado/Oficial, Juiz, Prisão, Fórum).
Diferente do baralho Lenormand, que tem apenas 3 cartas representando diretamente figuras humanas (pessoas, personagens, gênero, etc), o Kipper traz 11 (Homem, Mulher, Senhor, Senhora, Senhorita, Rapaz, Criança, Soldado, Juiz, Pessoa Falsa e Ladrão).
Além disso, também diferente do Petit Lenormand, o Kipper possui uma carta específica para o Trabalho.
No conjunto, ambos os sistemas compartilham algumas similaridades tais como 36 cartas e os esquemas de jogo e maneiras de realizar as tiragens.
Este deck, "Kipper Roaring 20's Fortune Telling Cards" da autora e cartomante australiana Lynn Boyle, traz ainda mais 8 cartas dedicadas às possíveis questões de gênero envolvidas na leitura de uma Mesa Real (GT: Grand Tableau), uma quadra de 9, uma linha de 3 ou de 5, etc.
As cartas são no tamanho tradicional dos decks de Kipper e Lenormand, ou seja, "poker" e o papel utilizado, assim como a arte-final, são de 1ª qualidade.

Deck: KIPPER ROARING 20'S FORTUNE TELLING CARDS
Autora: Lynn Boyle
Site: www.etsy.com (Loja Virtual: AQUARIUS WELLBEING)

quinta-feira, 4 de maio de 2017

VINTAGE PHOTOGRAPHIC LENORMAND - PASTEL EDITION: unboxing e comentário



Lynn Boyle é uma conhecida cartomante e criadora de decks de cartas oraculares. Seus baralhos Lenormand e Kipper, além de outros sistemas que ela também trabalha, são mundialmente reconhecidos pela qualidade do material usado (gramatura de papel, brilho acetinado, etc) como pela beleza das imagens que ela cria ou utiliza.
"Este Vintage Photographic Lenormand" traz como subtítulo, "Pastel Edition", ou seja: foi criado para ser um deck de cartas em Preto e Branco mas, com o passar do tempo e da demanda do mercado, Lynn decidiu "colorizá-lo". O resultado ficou muito bom, bastante atraente e deu-lhe um aspecto "vintage", bastante em moda entre os criadores de decks.
Como é comum nos dias de hoje, fomos contemplados com mais algumas cartas extras a fim de possibilitar a leitura para casais de todos os gêneros e orientação sexual. Também a carta da Criança (#13) traz uma alternativa e agora temos um menino e uma menina.
O tamanho é o "poker", tradicional nas cartas Lenormand e acompanha 3 folhas impressas com os significados (excelentes!) de cada carta, além de uma bolsa em tecido sintético para abrigar o deck quando não em uso.
Deck: VINTAGE PHOTOGRAPHIC LENORMAND - PASTEL EDITION
Autora: Lynn Boyle
Site: Etsy.com, loja virtual: AquariusFortunes

quarta-feira, 12 de abril de 2017

"Langustl Tarot": unboxing e comentário


Esse é, antes de mais nada, um deck de cartas de Tarot que eu não recomendaria a alguém que está dando os primeiros passos na cartomancia.
Apesar da sua arte der figurativa e expressionista, não se vê nelas, com facilidade, as imagens e símbolos aos quais estamos mais acostumados encontrar em decks desse sistema oracular. Neste conjunto de 78 cartas, as imagens são fortes, coloridas, poderosas, com uma carga emocional que transparece nas visíveis pinceladas de tinta transformadas nos arcanos do Tarot. Talvez essa ousadia em termos de cor e forma e essa "potência" imagética sejam resultado da formação do seu criador: o exército alemão, a profissão de carpinteiro e, finalmente, terapeuta numa clínica de reabilitação neurológica.
Como um deck de Tarot, o "Langustl Tarot" é perfeitamente utilizável para leituras. Entretanto, na minha opinião, ele é muito apropriado à meditação ou à contemplação das cartas além, naturalmente, para estudo. Suas imagens são agradáveis, de colorido primário e de traços marcantes, mas é o olhar treinado do cartomante com alguma sólida experiência que irá "desvendar" as muitas possibilidades interpretativas ou simbólicas que parecem, à primeira vista, estarem ocultas num labirinto de cores e linhas.

Deck: LANGUSTL TAROT
Autor: Langustl
Site: http://www.langustl.de/index.php/en/l...

sábado, 8 de abril de 2017

"Fortuna Lenormand": unboxing e comentário



Fortuna era o nome que os antigos romanos davam à deusa da sorte, do acaso, do destino e, muito apropriadamente, foi o nome escolhido para este deck do sistema Lenormand: "Fortuna Lenormand".
São 36 cartas ilustradas e diagramadas pelo cartomante José Fernando Martins de Oliveira que, além de sensível e tecnicamente impecável artista gráfico, faz um excepcional trabalho na divulgação de Cartomantes e de produtos oraculares em suas mídias (Facebook, YouTube): SORTE LENORMAND.
Com imagens que ocupam toda a extensão das cartas (tamanho Poker), contendo um mínimo de grafismos mas incluindo o número e o naipe embutido, o "Fortuna Lenormand" é um deck de cartas ideal para todos que deles se utilizarem, tanto pela clareza e objetividade das imagens quanto pela facilidade de leitura das mesmas, portanto, perfeito para quem está adquirindo o seu primeiro deck Lenormand quanto pelo cartomante mais experiente.
O mercado da Cartomancia cresce em todo o mundo de maneira acelerada. Todos os dias temos dezenas de novos decks, dos mais variados sistemas oraculares, sendo oferecidos a um público sempre ávido por novidades. Nem tudo, naturalmente, possui qualidades que justifiquem terem sido criados. Muitas vezes o papel utilizado, a embalagem, o nível da impressão, as imagens e ilustrações mal resolvidas tecnicamente tornam esses equipamentos inúteis ao estudante dedicado e ao cartomante sério.
Há que se estar atento, ao adquirir um deck, a diversos fatores, entre eles observar atentamente se ele está de acordo com o sistema oracular que pretende representar. Às vezes, decks auto editados, auto produzidos, fogem de regras básicas e são, nada mais nada menos, que verdadeiras "viagens", delírios de quem os criou.
Se estar de acordo com o sistema pretendido é uma condição básica, também o é o nível de empatia, de reconhecimento, de atração que temos pelas suas imagens. Vamos lembrar que 36 pedaços pequenos de papel estampado não são mágicos e que a magia ocorre dentro de nós, a observarmos essas imagens, ao nos deixarmos invadir pelas suas formas, cores, símbolos, arquétipos, sinais gráficos e tudo o mais que o artista (que na maioria das vezes nem é cartomante e sim uma pessoa contratada para criar um produto direcionado ao mercado dos oráculos) utilizou para nos fornecer elementos para "criamos a mágica" dentro de nós (intuição).
Além disso, um bom deck de cartas deve resistir, íntegro, ao manuseio constante, e durar alguns anos em perfeitas condições de uso. Ninguém quer, ou gosta, de pagar por algo que é perecível, em que não foram utilizados os melhores papéis, tintas, vernizes, equipamento gráfico, de recorte e, também, de embalagem. Uma boa embalagem ajuda, e muito, a proteger o baralho quando está numa gaveta, sobre uma mesa, numa prateleira, ou em movimento, dentro de uma bolsa, um bolso, sendo levado para um atendimento qualquer.
Nesse ponto, além de cumprir os demais requisitos qualitativos, o FORTUNA LENORMAND se destaca da grande maioria, inclusive os de origem estrangeira, vindo acondicionado não apenas numa, mas duas bolsas protetoras e que muito o enfeitam: a primeira, numa organza sintética iridescente e, dentro desta, uma segunda em lamé dourado. Esteticamente delicado e muito bonito.
O "Fortuna Lenormand" é resultado de uma bem sucedida parceria entre a cartomante GISELE LEIZER  e o CANAL SORTE LENORMAND (leia-se José Fernando Martins de Oliveira) e traz ainda como um brinde a quem o adquirir a possibilidade de conhecer e utilizar um "Oráculo das Pedras" (que deverá ser "baixado" em formato PDF mediante solicitação através de e-mail).
Deck: FORTUNA LENORMAND
Cartomante: Gisele Leizer
Artista Gráfico: José Fernando Martins de Oliveira
Site: https://www.facebook.com/jfernandomartinsoliveira

quinta-feira, 6 de abril de 2017

"THE SOVEREIGN KIPPER CARDS": unboxing e comentário


Dia a dia cresce a oferta de decks de baralhos do sistema Kipper e, para a nossa satisfação, o cartomante ALEXANDRE MUSRUCK criou um dos mais bonitos que ora temos no mercado.
THE SOVEREIGN KIPPER CARDS é inteiramente construído sobre imagens de pinturas dos períodos romântico e simbolista das artes europeias. O cartomante-artista teve o trabalho de selecionar imagens que traduzissem muito aproximadamente o significado principal de cada carta deste sistema, o que, por si só, apresenta uma grande dificuldade: há que se obedecer a direcionalidade (a posição das figuras) propostas pelo deck original.
Ou seja: lê-se as cartas Kipper baseando-se na direção dos personagens ou objetos que elas retratam e, para tanto, e para ser fiel ao sistema, é preciso que os artistas criem novos decks seguindo sempre o que o baralho original (alemão) mostra.
O que se pode apreciar, de imediato, é que é um deck de cartas feito com ótimo papel, em tamanho Poker, com uma excelente qualidade de impressão e com as bordas em douração. Vem acondicionado numa sólida e muito prática caixa de material plástico e se faz acompanhar de um pequeno folder com os significados principais de cada carta.
Como este sistema, apesar de ter praticamente a mesma idade do Lenormand, ser ainda pouco conhecido e utilizado, ainda é muito difícil encontrar manuais ou qualquer outro tipo de literatura a respeito, que não seja em alemão. Para ajudar quem deseja conhecer mais o sistema Kipper ou está se iniciando nele, Alexandre Musruck escreveu um excelente livro, "THE ART OF KIPPER CARDS READING", com 350 páginas, sobre o assunto. Trata dos significados de cada carta e de combinações das mesmas, além do histórico do sistema e de alguns exemplos de jogadas bem como técnicas de leitura e interpretação. É, até o momento (março/2017), na minha opinião, o melhor material disponível além dos muito livros escritos, como já mencionei, em língua alemã.
Deck: THE SOVEREIGN KIPPER CARDS
Autor: Alexandre Musruck
Site: www.angelcartomancy.com

quinta-feira, 30 de março de 2017

Arcanos Menores do Tarot: 8 de Ouros


O 8 de Ouros, entre outras possibilidades de interpretação, pode, também, ser compreendido como o tempo e esforço dedicados no aprendizado de qualquer assunto ou profissão, treino; produtividade, produção e linha de produção; fabricação em série; especialidade, especialista; isolamento e dedicação ao trabalho, ao treino, à uma atividade; prêmios, diplomas, medalhas conquistadas; dedicação e exclusividade a uma atividade; ser previdente, acumular para o futuro (a fábula da Formiga e da Cigarra é um bom exemplo); colecionar, etc, etc.

segunda-feira, 20 de março de 2017

"Kippers - Vintage Photo's": unboxing e comentários


O oráculo (método ou sistema, como queiram) Kipper é a "pedra da vez", o novo "queridinho", o "assunto do momento" entre os cartomantes, especialmente nos Estados Unidos da América. Esse oráculo que teve a sua primeira edição publicada aproximadamente na mesma época do Lenormand, parece-me que só começa a ganhar visibilidade e a consequente popularidade na atualidade a partir da publicação de um "clone" reinterpretado pelo famoso criador de cartas oraculares, o ítalo-americano Ciro Marchetti, no final de 2015.
A partir do início de 2016 o mercado começou com uma verdadeira avalanche de decks de cartas do sistema Kipper, algumas mais´, outras menos, fiéis a ele (ao deck original). Isso é natural quando existe procura, quando mais pessoas se interessam em aprender e conhecer. Vi isso, poucas décadas atrás, com o Lenormand, que começou a se popularizar nos USA e acabou gerando uma infinidade de novos decks para atender a todos os tipos de gosto, todos os tipos de estética entre os cartomantes e os colecionadores de cartas.
Agora, pelo que vejo, é a vez do Kipper: muita gente criando seus próprios baralhos e vendendo autonomamente através da internet. Esse é também o caso da artista e cartomante australiana Raylene, da RKDuffyArt (uma loja virtual no site da Etsy.com) que criou esse Kipper com fotos em preto e branco numa, imagino, homenagem a artistas do cinema, especialmente dos anos50, 60 e 70.
A qualidade do papel e impressão são boas, o tamanho das cartas é o tradicional "poker", acompanha o conjunto um link para "baixar" uma apostila (muito boa) sobre os significados das cartas e as mesmas vieram dentro de uma pequena bolsa de tecido transparente.
O que me agrada nesse deck é o fato de que grande parte das cartas acompanham a mesma direção (olhar, posição do corpo, sentido da rua, etc) do baralho original alemão e isso é fundamental para uma leitura própria e assertiva desse método. Muita gente acredita que a maneira de leitura e interpretação do Kipper e do Lenormand são semelhantes, pois ambos tem as mesmas 36 cartas, o mesmo tamanho e a mesma procedência europeia, mas é aí que terminam as semelhanças, Kipper não é para ser lido de uma maneira combinatória, mas sequencialmente e sempre seguindo o sentido de direção indicado pelas figuras nas cartas. Portanto, a posição da cabeça, a direção do olhar, se a estrada vai da esquerda para a direita, se a figura feminina segura a carta no lado direito ou esquerdo da lâmina, etc, tudo isso é parte integrante do método de leitura Kipper.
O que não me agrada, nesse deck, é que a maioria das cartas estão limitadas a rostos (fotos promocionais feitas pelos estúdios onde esses atores trabalhavam), com o olhar ou a posição do rosto, quase sempre, voltadas para a frente, encarando o espectador, não deixando claro qual a carta (da esquerda, da direita, superior ou inferior) para a qual ele "indica" ou "aponta".
Também considero um possível fator de distração a associação de figuras conhecidas (ainda conhecidas por muitos e, naturalmente, pelos cinéfilos-cartomantes) que, mesmo sem querer, podem acabar alterando o significado das cartas por motivo de maior ou menor simpatia pelo ator ou atriz, ou por associá-lo, inclusive inconscientemente, a um personagem mais marcante. Acredito que, sempre que possível, as cartas de um oráculo deveriam manter uma certa neutralidade, não correndo o risco de privilegiarem umas em relação à outras.
Acredito, sim, que dentro de algum tempo, passada a euforia e a demanda de um mercado ainda curioso, quando apenas os mais dotados de talentos artísticos e do necessário conhecimento da origem, evolução histórica, da técnica de leitura e das possibilidades intepretativas das cartas Kipper continuarem criando os decks desse sistema, teremos baralhos mais completos em termos qualitativos de imagem.
De qualquer maneira, apesar de não ser um deck que eu indicaria a uma pessoa que esteja se iniciando nesse sistema, eu acredito que possa ser perfeitamente usado pelo cartomante mais experiente,

Deck: "KIPPER - VINTAGE PHOTO'S"
Autora: Rylene K. Duffy
Adquirido na loja virtual RKDuffyArt, no site da Etsy.com

quinta-feira, 9 de março de 2017

"PARIS PRIMITIVE LENORMAND" (c.1890): unboxing e comentário



Basicamente, o conteúdo do site www.gameofhopelenormand.com é formado por réplicas de originais adquiridos por Lauren Forestell, sua proprietária, em leilões e de coleções particulares.
O que a empresa virtual dessa senhora faz é recuperar, digitalmente, os decks antigos, fora de circulação e de catálogo dar-lhes vida nova através de um bastante minucioso trabalho gráfico.
Como neste "Paris Primitive" (impresso em 1890 por Didot), os decks desse site não trazem a figura de naipe como um "insert" nas cartas, o que pode ajudar bastante a entender como, na Europa, os cartomantes que usavam o Lenormand adotavam ou não, a leitura secundária ou complementar fornecida pelos naipes.
Como qualidade de papel e de impressão, o deck é muito bom, praticamente nada deixando a dever às grandes casas editoras como a A.G.Müller, Lo Scarabeo ou U.S.Games.
As imagens são réplicas fotográficas, digitalmente corrigidas e/ou recuperadas (quando necessário) de cartas originais, nem sempre em seu melhor estado de conservação ou, mesmo, de impressão.
Portanto há de se esperar manchas, cores saturadas, contrastes acentuados e uma estética que muitos de nós pode não apreciar. Mas, para o colecionador e, mesmo, para um designer, tudo isso adquire uma importância muito grande pois é através desse olhar para o passado "real" (não aquele "maquiado" por novas tecnologias de impressão e criados recentemente para atender a um gosto particular e passarem-se por "antigos") que podemos encontrar novas referências e perceber detalhes muitas vezes faltantes ou obscuros em decks mais atuais.
A maioria dos decks vendidos no site mencionado têm inscrições em alemão, o que pode ser um empecilho para quem, como eu, não lê ou escreve nesse idioma, superável, porém, com muita paciência e o uso de dicionário.
As cartas vêm embaladas em uma pequena bolsa de veludo e não acompanha nenhum tipo de informação extra. Apenas as cartas 28 e 29 têm seus "duplos" e uma carta "de topo" foi acrescida reproduzindo o frontispício da embalagem original.
Deck: PARIS PRIMITIVE  / DIDOT (1890)
Impresso: Didot, em 1890
Site: www.gameofhopelenormand.com

quarta-feira, 1 de março de 2017

4 de Ouros: entre o amor pelo dinheiro e o amor a Deus


Os que acompanham minhas postagens neste blog ou nos vídeos que faço sabem que evito misturar Cartomancia e Religião. Não vejo nada de errado em quem o faça, entretanto optei, há muitas décadas, em usar o Tarot e outros sistemas oraculares, desvinculados de preferências religiosas e/ou experiências místicas. Decisão pessoal que mantenho.
Entretanto, como um "estudante constante" da Cartomancia, muito me apraz quando um artigo, um livro, um filme, um espetáculo teatral, uma pintura, escultura, etc, me remete de imediato a um Arcano ou imagem cartomântica qualquer.
Ao ler o texto abaixo, de imediato me veio à memória o naipe de Ouros do Tarot e, em especial, o 4 de Ouros. Ainda que todos saibamos que todas as cartas representam aspectos positivos e negativos, o 4 de Ouros é a carta dos Arcanos Menores do Tarot que provavelmente melhor represente o nosso apego.
O apego (também compreendido como: avareza, fissura, miséria, pão-durismo, mesquinhez, fidelidade, insistência, agarramento, fixação) ao dinheiro, aos bens e demais aspectos materiais da existência (que vão desde o nosso aparelho telefônico, passando pelos imóveis que possuímos até os nossos cuidados com a beleza física) de maneira geral, pode ser fruto de uma série de fatores mas, sem dúvida, representa um desequilíbrio que necessita ser moderado, comedido, harmonizado.
Numa sociedade capitalista, onde as reais virtudes nem sempre são reconhecidas e recompensadas e nem os valores  são atribuídos de maneira lúcida, equilibrada, igualitária, a importância dada ao "ter" ultrapassa, frequentemente, os princípios, os padrões, a relevância e a significação do que "somos".
No texto abaixo, escrito por Mauro Lopes, transcrito inteiramente do seu blog "Caminho pra Casa", o autor comenta as observações que filosofia e a psicanálise fazem a respeito desse culto ao aspecto mais material da existência e o quanto o "vazio existencial" abre brechas para que busquemos nos mais variados objetos de consumo a nossa necessidade de nos "preencher" e "reter" para que possamos nos ver inteiros... hipnotizados pelo reflexo de falsa abundância da nossa própria carência.


"Como Giorgio Agamben e Walter Benjamin releram as observações cristãs sobre o dinheiro. Por que a psicanálise o associa à matéria fecal, à “insuficiência de mim” e à guerra de todos contra todos"

Por Mauro Lopes, editor do blog Caminho pra Casa |

O filósofo italiano Giorgio Agamben, um dos relevantes protagonistas do pensamento crítico na virada do século XX para o XXI disse numa entrevista em 2012 que “Deus não morreu, ele se tornou Dinheiro” (aqui). A afirmação de Agamben inspirou-se em outro filósofo, este um protagonista da primeira metade do século XX, um pensador fora da curva, Walter Benjamin. Em seu curto e denso “O Capitalismo como Religião”, de 1921 (aqui), Benjamin escreveu que o capitalismo é em si mesmo a religião mais implacável que já existiu, e promove um culto ininterrupto ao Dinheiro, “sem trégua nem piedade”, uma religião que não visa a reforma da pessoa, “mas seu o seu esfacelamento”.[1]
O filósofo alemão sugeriu uma comparação entre as imagens dos santos das religiões e as cédulas de dinheiro de diversos países –ele não imaginava, à época, que este Deus-dinheiro estaria diretamente louvado nas cédulas nos EUA (In God we Trust, em Deus Confiamos) e, desde 1980, no Brasil, onde lê-se em todas as notas a frase de adoração à moeda corrente: Deus seja louvado.
Ambos foram influenciados por um dito de Jesus, que está no centro da liturgia católica do 8º Domingo do Tempo Comum (26), às portas do período quaresmal que antecede a Semana Santa e a Páscoa: “Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.” O texto proclamado é do Evangelho de Mateus (Mt 6,24-34). A oposição entre Deus e o dinheiro é um tema central ao longo da história e, para Jesus, a relação de cada qual com o dinheiro é definidora de sua relação com as outras pessoas e a vida.

Como essa questão aparece na vida das pessoas? A psicanálise procurou investigar a relação entre o ser humano e o dinheiro e chegou a conclusões que podem soar surpreendentes e inacreditáveis num primeiro momento. Como apontou o sacerdote jesuíta e teólogo espanhol Carlos Domingues Morano, dinheiro é um assunto crucial, apesar de muitas vezes escamoteado -como o sexo. Na verdade, o tema nunca é “só dinheiro”. As relações entre os homens/mulheres com o dinheiro comportam dimensões nem sempre lógicas, que extrapolam o discurso racional mais ou menos organizado –é sempre “algo mais” que dinheiro.[2] Na relação das pessoas com o dinheiro, revelou-nos a psicanálise, “está também implicada uma ‘questão de amor’; dito em termos mais freudianos, uma questão de ordem libidinal, inconsciente e com raízes na infância. Isso nos permite compreender, entre outras coisas, porque, assim como ocorre com a sexualidade, o dinheiro provoca tantas reações de dissimulação, falso pudor e hipocrisia.”[3]

Há uma questão oculta que Freud trouxe à tona –e causou enorme mal-estar: a intimidade entre nossa relação o dinheiro e a fase da libido anal, relacionando-o com os excrementos.
O valor nodal do dinheiro para os adultos é, descobriu Freud, análogo ao altíssimo valor que os excrementos possuem para as crianças. Outro psicanalista, Sandor Ferenczi, do grupo de Freud, demonstrou o caminho passo a passo pelo qual a criança efetua a sublimação do conteúdo anal até chegar, finalmente, à transmutação simbólica em dinheiro. “A matéria fecal vai passando por uma série de substituições, nas quais vai progressivamente distorcendo a  primitiva satisfação auto erótica relacionada com a defecação: o barro, a areia, a pedra, o jogo com bolinhas de gude e botões todos objetos que proporcionam tanta satisfação à criança que facilitam a substituição do fétido, duro, mole pelo inodoro, seco duro.”[4] O dinheiro ingressa nessa cadeia de sublimações por um caminho complexo até desvincular-se de toda a aparência com sua “fonte original” e permitir o surgimento da máxima de que o dinheiro não fede (pecunia non olet).
A relação entre as fezes e o dinheiro pode parecer um absurdo num primeiro momento. Mas, se observamos com mente aberta, veremos que são abundantes e recorrentes as imagens e símbolos que desnudaram ao longo da história relação que os homens estabelecem entre as fezes e o ouro ou o dinheiro. Uma delas é a figura do “cagador de ducados” que está representada nos portais de bancos alemães. São inúmeras as expressões populares que  consagram esta associação sem que nos demos conta disso. Quando uma pessoa tem muito dinheiro dizemos que está “podre de rica”; se o dinheiro tem origem suspeita, falamos em “dinheiro sujo” e, ao contrário, se a pessoa está sem dinheiro, dizemos que está “limpa”; ou que está “apertada”.



Esta relação foi capturada mais de mil anos antes de Freud numa intuição genial do bispo Basílio de Cesareia, em meados do século IV. São Basílio decretou: o dinheiro é o cocô do diabo. A expressão foi deixada de lado pelos cristãos séculos a fio até que São Francisco, no século XII, mencionou Basílio; agora, ela foi novamente posta á luz pelo Papa Francisco em fevereiro de 2015, apesar de ele preferir a palavra “esterco”, talvez menos crua. Clique e veja o vídeo em que o Papa menciona a expressão de Basílio (Francisco trata do assunto entre 1min50 e 2min30).
Como se dá esta articulação dinheiro-fezes? A psicanálise explorou as relações entre as dinâmicas de possessão, características da fase anal, e de propriedade, fundante da civilização ocidental e especialmente do capitalismo.
Quando uma criança perde suas fezes sente a dor de ter deixado escapar algo que lhe era tão essencial que estava dentro  de si, era parte de seu corpo, mas que não mais consegue por de volta; isto é a possessão. A propriedade refere-se a objetos externos, mas que deveriam me pertencer, “coisas que de fato estão fora, mas simbolicamente estão dentro”. São objetos revestidos de “qualidade do eu”. Para muitas pessoas, talvez a imensa maioria no capitalismo, o dinheiro reveste-se desta qualidade do eu. Isso origina processos intensos de defesa e projeção. Perder  dinheiro para essas pessoas é muito mais que perda de algo externo, exterior, “mas sim de algo que foi previamente in-corporado”, ou seja, algo que se tornou parte de mim. A posse e controle do dinheiro têm o mesmo papel que o controle da atividade defecatória para a  criança diante do mundo exterior. Uma “relação regressiva com o dinheiro ou com a propriedade de objetos” fica impregnada pela dimensão possessiva (retentiva) da fase anal.[5]

O resultado é avassalador: o amor ao dinheiro, quando extravasa suas funções de adaptação à realidade, acaba expressando uma dimensão infantil da afetividade, o que implica uma dominância do narcisismo, um desenvolvimento truncado da afetividade (da relação com o outro, da capacidade de amar e/ou odiar) e do autorrespeito e respeito pelo outro.[6] Esta infantilização narcísica dos ricos ou, dos “novos ricos”, numa expressão recorrentes de Basílio, é facilmente verificável na convivência com eles e espalha-se em ondas pela indústria do entretenimento, especialmente o cinema feito para o grande público.



Imagem: Coleção de Cartas de Tarot 4 de Ouros

Ter e reter dinheiro são tentativas continuadas de encobrir as carências internas e conquistar segurança. Lembro-me de uma conversa com um consultor de  investimentos sobre um casal, cliente do banco em que ele trabalhava. Eles haviam feito uma série de contas em planilhas (como se a vida pudesse ser contida em planilhas Excel) e concluído que quando tivessem R$ 20 milhões em aplicações financeiras (excluídos bens como casa e carros) poderiam finalmente “desestressar” e olhar com tranquilidade para a vida. Esta posição remetia-os a frequentes crises de insegurança e angústia extrema, pois como escreveu Erich Fromm, “se sou o que tenho e o que tenho se perde, então quem sou?”[7]
Ou, expressando Fromm de maneira complementar: se sou o que tenho e nunca tenho o que considero suficiente, sempre haverá uma “insuficiência de mim” que precisa ser coberta e recoberta com necessidade de acúmulo cada vez maior enquanto o fosso da insegurança aprofunda-se, na medida em que a possibilidade apavorante da perda de dinheiro para outro é um fantasma permanente. É uma vida em estado de guerra permanente para defender o que é “meu” contra aquele que deseja apropriar-se, podendo ser desde um competidor, políticas públicas de um governo que deixam de favorecer o crescimento de minha fortuna, os pobres que se mobilizam para tomar dinheiro do governo que a mim pertence “de direito”. Pois o capitalismo garante: tenho direito a possuir tudo e tudo reter para mim, sem limites.
Sim, o capitalismo é, numa linguagem popular, o encontro da fome com a vontade de comer. Nele, esta condição pulsional presente na vida de cada ser humano é organizada como um sistema social que alcançou, na expressão de Benjamin, a dimensão suprema de um culto organizado e sistemático.  O psicanalista austríaco Otto Fenichel demonstrou como, antes de tudo, a função real do dinheiro numa sociedade determina o alcance e a intensidade das tendências pulsionais de retenção.  Tais processos acontecem em sociedades determinadas com estruturas econômicas, sociais e culturais determinadas, com uma Igreja determinada e, portanto, alcançam dimensões que, levando em conta as escolhas e histórias individuais, situam-nas num contexto geográfico-temporal preciso.
Portanto, a “mobilização para a guerra” que garanta a cada indivíduo o seu “direito supremo à retenção” é o mantra do capitalismo e “mobiliza a hostilidade como tendência a despojar o outro, de modo a fazer com que o desejo de fraudar, explorar e frustrar os outros acabe se convertendo numa autêntica norma cultural.”[8] Essa hostilidade torna-se a base relacional que se reproduz em todas as relações, mesmo as mais íntimas: assim, por exemplo, o encontro com o outro ou a outra para a vida amorosa e o casamento converte-se numa série de cálculos e contratos e precauções para a possibilidade futura de separação e rompimento.
A dissonância absoluta entre o amor pelo dinheiro e o amor a Deus proclamada por Jesus e como ela atinge dimensões dramáticas no interior de um sistema que no qual o dinheiro ocupa o lugar de Deus. Trata-se de uma incompatibilidade radical, apesar de todos os esforços dos rigoristas e integristas católicos, dos neopentecostais e outros cristãos para amenizar as palavras de Jesus e relativizá-las: “Não é possível amar a Deus, isto é, amar a generosidade, a entrega, a solidariedade, a compaixão e a misericórdia e ao mesmo tempo amar o dinheiro, isto é, amar o tomar tudo para si, a acumulação que é a base de toda a injustiça e de todo o desamor: fome, guerra, exploração, morte etc.”[9]
É o que tem feito seguidamente o Papa Francisco. Uma das marcas de seu pontificado é a denúncia da submissão ao Deus-dinheiro.  A primeira vez em que explicitou sua postura foi dois meses depois de sua posse. Em maio de 2013, ele afirmou, num discurso que indicou a revolução nascente no Vaticano, que no capitalismo “criamos novos ídolos; a adoração do antigo bezerro de ouro encontrou uma nova e impiedosa imagem no fetichismo do dinheiro e na ditadura da economia sem rosto nem propósito verdadeiramente humanos” e que a base deste culto ao Deus-dinheiro está “na relação que temos com o dinheiro, em aceitar o seu domínio sobre nós e sobre as nossas sociedades”. Três anos depois, numa entrevista, em agosto de 2016, o Papa acentuou: “No centro da economia mundial está o deus Dinheiro, e não a pessoa, o homem e a mulher”. Na mensagem para a Quaresma de 2017, período que se abre com a Quarta-feira de Cinzas Francisco foi taxativo: “A ganância do dinheiro é a raiz de todos os males”.
Se para os cristãos, o amor não é apenas um preceito, mas é o conteúdo sobre o qual o cristianismo está edificado, se é a “pedra angular”, o apego ao dinheiro, fonte de desamor, não se restringe a um problema ético, mas é um ataque direto à fé. A fidelidade a Deus fica interditada para aquele que não realiza a escolha por Ele e, por caminhos explícitos ou cheios de sombras e ilusões e autoengano, opta pela  adoração à coisa: o dinheiro.
Por isso as religiões estão profundamente abaladas em seu fundamento na contemporaneidade e, muitas delas, ou tendências poderosas em seu interior, como no caso da Igreja Católica, realizam explicita ou implicitamente operações de substituição de um culto pelo outro, colocando o dinheiro no lugar de Deus. Tornam-se promotoras da tendência pulsional identificada por Jesus e estudada à profundidade pela psicanálise e igrejas-sucursais da “religião oficial”: o capitalismo.
__________________________
[1] Benjamin, Walter. O capitalismo como religião. São Paulo, Boitempo Editorial, 2013, p. 22
[2] Morano, Carlos Dominguez. Crer depois de Freud. 3ª edição, São Paulo, Edições Loyola, 2003, p.233
[3] Ibid. Morano, 2003, p. 234
[4] Ibid. Morano, 2003, p. 236
[5] Ibid. Morano, 2003, p. 239
[6] Ibid. Morano, 2003, p. 240
[7] In Morano, 2003, op cit., p. 240
[8] Ibid. Morano, 2003, p. 243
[9] Ibid. Morano, 2003, p. 246

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

"Baralho Cigano Sorte Lenormand": unboxing e comentário


José Fernando Martins não é apenas mais um YouTuber devotado a divulgar seu trabalho e seus conhecimentos sobre os oráculos mas um eficientíssimo divulgador da Cartomancia e, em especial, do baralho chamado Petit Lenormand.
Seu canal de vídeos reúne um grande número de cartomantes, das mais diversas regiões e estilos, que comentam sobre suas técnicas e suas experiências com a leitura das cartas oraculares.
Mas José Fernando é, também, um excelente ilustrador e criador de decks de cartas Lenormand. Trabalhando por encomenda de cartomantes, suas criações primam pela coerência em estilo, forma, escolha de cores e inspiração temática. Além de ser um produto de muito boa qualidade gráfica, é a capacidade criativa do seu autor que destaca este deck entre tantos outros em oferta no mercado nacional.
Pessoalmente gosto muito das 26 cartas extras (além, naturalmente, das 36 cartas originais) pois é uma maneira muito prática de "renovarmos" nossa maneira de ler imagens. Ainda que as cartas tenham sempre um significado próprio, definido em 2 ou 3 palavras-chave, quando temos a possibilidade de ver uma imagem que nos faça prestar atenção e olhá-la como fosse desconhecida, estamos estimulando nossos sentidos e nossa intuição para expandir nossa forma de significar ou re-significar a figura. Nos obriga a ampliar nosso vocabulário e, com isso, nos expressar de forma mais rica, mais intensa, mais precisa.
A caixa com as cartas não traz um livreto com explicações e significados, mas esse material pode ser baixado da internet num site providenciado pelo autor.
Uma breve história do Baralho Lenormand, ou Baralho Cigano é providenciada numa das laterais da própria embalagem.
Recebi esse deck como presente do autor, a quem muito agradeço, mas me sinto isento de qualquer compromisso para poder recomendar o mesmo para todos aqueles que desejam possuir um deck de Lenormand que seja a um só tempo bonito, interessante, estimulante, fiel ao sistema, auto-renovável, adaptável às diferenças regionais de interpretação de algumas cartas, e, além de tudo, de bom material, o que permite vida longa às cartas e facilidade de manuseio das mesmas.
Recomendo quem estiver interessado em conhecer ou aprender a fazer tiragens com cartas Lenormand, o canal de vídeos do José Fernando no YouTube: /sortelenormand.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Reflexões sobre o uso das respostas que os oráculos dão a quem os consulta.


Alguns questionamentos e reflexões sobre o uso que os Consulentes dão, ou a maneira que utilizam, as respostas obtidas numa leitura oracular.
Importante afirmar que não há nenhuma crítica, nenhum julgamento da minha parte sobre as intenções, objetivos, finalidades e usos que motivam as pessoas a buscarem nos oráculos respostas às questões de seus interesses. Nem acredito seja de responsabilidade do Cartomante, ou intérprete de oráculos, a maneira que o Consulente irá se utilizar da resposta, mensagem ou conselho obtido em uma consulta.
Apenas comento, neste vídeo, minhas reflexões e alguma curiosidade a respeito desse assunto.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Arcanos Menores do Tarot: 4 de Espadas


Trégua, dar um tempo, aquietar os pensamentos, meditar, relaxar, descansar, são termos que podem, também, definir o 4 de Espadas, uma carta que nos lembra que devemos buscar manter a clareza dos nossos pensamentos evitando nos estressarmos inutilmente, ou permanecendo na batalha verbal por um tempo além do necessário. É a carta do descanso, da trégua, do repouso entre as batalhas da vida.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Carta do Dia do Tarot: 8 de Ouros (Snapchat: Taroteando)


Quando o 8 de Ouros aparece numa tiragem do tipo Carta do Dia, pode estar nos solicitando a refletir o quanto damos do melhor da nossa experiência, da nossa prática, do nosso conhecimento, do nossos talentos, da nossa eficiência aos trabalhos que desenvolvemos.
Seja na prática do exercício feito na academia, seja no trabalho profissional que desenvolvemos ou mesmo nos afazeres domésticos, o 8 de Ouros propõe que façamos à perfeição tudo o que nos propomos fazer.
Esta carta poderia ser a perfeita ilustração do ditado popular: "A prática leva à perfeição".

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Carta do Dia do Tarot: o Mundo (Snapchat: Taroteando)


O Arcano XXI, o Mundo, pode, também, representar o momento em que um ciclo se encerra para dar surgimento a outro.
Por exemplo: a graduação num curso profissionalizante qualquer é o término de um tempo de estudos e aprendizagem para dar início a uma nova etapa que é o exercício profissional. O indivíduo deixa de ser estudante para ser um profissional naquela determinada área de estudo.
Esta lâmina pode representar uma disposição para experimentar ou aprender algo novo. Não ter medo de seguir adiante, de vencer etapas, de galgar novos degraus. Estar aberto para o que a vida tem ainda para lhe oferecer.
O aspecto negativo dessa carta revela-se quando não queremos prosseguir, quando nos recusamos a evoluir, quando ficamos presos a opiniões ou experiências ultrapassadas, quando somos retrógrados, preconceituosos.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Carta do Dia do Tarot: 9 de Paus (Snapchat: Taroteando)


Perseverar na fé, naquilo que acredita, na concretização de um sonho, na realização de um desejo, na execução de um trabalho, nos cuidados com uma pessoa doente, são expressões que podem, também, definir o 9 de Paus no Tarot.
É a carta que nos solicita termos paciência nos momentos de desânimo, quando tudo parece caótico e sem sentido. Muitas vezes é exatamente nessas ocasiões quando a calma, a paciência, a boa vontade, o colocar-se à disposição e manter a esperança e a coragem tornam-se condições básicas para nos re-energizarmos e aguardar o momento certo para voltar ao "campo de batalha" com a necessária garra para vencer os mais difíceis obstáculos.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Comentário sobre o Arcano XX do Tarot (Periscope: Alexandre Tarólogo)


O Arcano XX do Tarot é a carta que pode simbolizar, também, o ato de libertar-se de tudo o que nos vicia, torna dependentes, diminui ou de um comportamento ética e moralmente condenado e renascer para uma nova vida. Recomeçar.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Carta do Dia do Tarot: 2 de Copas (Snapchat: Taroteando)


Como Carta do Dia, o 2 de Copas pode representar a possibilidade de encontros amorosos, de produtivas sociedades que se formam, de associações e trabalhos conjuntos que são altamente prazerosos.
O naipe de Copas, cujo elemento Água reflete as nossas emoções e mais profundos sentimentos, associado ao número 2, promete parcerias que surgem e/ou se desenvolvem cercadas de boas intenções, sentimentos positivos e, por que não?, paixão e amor.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

"Tinker's Damn Tarot": unboxing e comentário


A função das cartas, na cartomancia, é a de estabelecer o sistema a ser usado pelo cartomante (Tarot, Lenormand, Kipper, Sibilla, etc) e, em segundo lugar, auxiliá-lo a "despertar" sua intuição. O uso constante e sistemático de um mesmo e único deck pode ter seus adeptos e algumas vantagens, mas é no exercício do olhar, na capacidade de observação, nas possibilidades interpretativas que uma mesma imagem, ou uma nova versão dela, pode oferecer a um mesmo observador que eu vejo (e isso é uma opinião pessoal e não pretendo doutrinar ninguém) a grande vantagem de variar-se no uso dos decks.
Dough Thornsjo não cria imagens bonitinhas, em cores pastel e de aspecto romântico. Ao contrário, as lâminas dos seus oráculos são escuras, com um tratamento digital na textura que lembra fuligem, aquela pátina, que o tempo faz acumular sobre casas, monumentos e lembranças. Suas figuras são extraídas de velhos jornais, almanaques, catálogos e folhetos publicitários. Sua preferência parece estar nos anos 20 e 30 do século passado, de uma sociedade sobrevivendo à crise da Bolsa de NY e buscando no entretenimento popular (parques de diversão, shows de vaudeville, circos) uma saída para a depressão e a ameaça de fim ao chamado "sonho Americano". "Tinker's Damn Tarot" é um desses decks .
Tenho um profundo respeito e uma enorme admiração pelo trabalho artístico do seu proprietário, Doug Thornsjo. Suas ilustrações para as cartas do Tarot, especialmente, esbanjam talento, criatividade, conhecimento oracular e uma fina ironia. Gosto de decks assim, decks que me fazer prestar atenção redobrada às suas imagens. Não importa quantas vezes você tenha visto, sempre há algo mais a descobrir e, vejam só!, não é exatamente porque a imagem seja rococó, cheia de detalhes, de extravagâncias digitais. O que nos faz retornar continuamente às suas cartas é a estranheza que elas possuem. É a maneira "fora da caixinha" com que elas abordam o assunto a ser tratado em cada lâmina. É o convite que cada carta nos faz para mergulharmos em outras águas do nosso inconsciente, resgatarmos outras arcanas imagens e símbolos e refletirmos sobre o diálogo que as "nossas" e as "dele" travam.
O deck tem o tamanho normal da grande maioria das cartas de tarot, é impresso na China, com uma qualidade irretocável e vem embalado em uma caixa-envelope com janela bastante simples.

Deck: TINKER'S DAMN TAROT
Autor: Dough Thornsjo
Site: douksoup.me

Carta do Dia do Tarot: 6 de Paus (Snapchat: Taroteando)


O 6 de Paus costuma representar o sucesso dos nossos projetos, a realização dos nossos desejos.
Como Carta do Dia esta lâmina também poderia ser interpretada como o prenúncio da conclusão, bem sucedida, de um investimento, na concretização de um desejo, na materialização de uma inspirada ideia, na colheita dos frutos cujas sementes plantamos.
Também pode significar, especialmente se estiver invertida ou numa "casa" menos promissora de um esquema de tiragem, que devemos rever os objetivos e os processos que estamos utilizando para atingirmos nossas metas. Repensar um projeto em andamento em busca de possíveis falhas que poderão comprometer a sua realização.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Carta do Dia do Tarot: a Força (Snapchat: Taroteando)


O Arcano XI, a Força, entre os muitos possíveis significados e interpretações que pode ter, inclui a Coragem, a Determinação, a Convicção.
Isso tudo, naturalmente, é consequência do autoconhecimento: conhecer (e, sobretudo, reconhecer) nossas qualidades, nossas dificuldades, aquilo que representa nossa fortaleza e, também, tudo o que pode ser visto como nosso "calcanhar de Aquiles", aqueles aspectos onde somos frágeis, vulneráveis.
Como Carta do Dia ela pode sugerir que defendamos nossas ideias, nossos interesses, nossos bens pessoais corajosamente, de maneira ética, moralmente aceita, sempre conscientes de que é no reconhecimento dos nossos pontos fracos, das nossas dificuldades pessoais, dos nossos aspectos mais negativos é que podemos retirar forças para melhorarmos e vivermos, enfim, mais plenamente.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Comentário sobre a carta 5 de Espadas ( Periscope: Alexandre Tarólogo)


Discussões, argumentos, opiniões divergentes, disputas de poder, ofensas verbais, combate verbal, conflitos de opiniões e ideias, manipulação, tudo isso e muito mais podem ser interpretados através do 5 de Espadas.
Carta do "After Tarot", de Pietro Alligo

domingo, 29 de janeiro de 2017

Sobre meu outro blog: "Petit Lenormand"


Se o seu interesse por oráculos abrange, também, o Petit Lenormand, estou-lhe convidando para conhecer este meu outro blog:

Nele você irá encontrar meus comentários e opiniões sobre as cartas Lenormand e, também, o unboxing de alguns decks desse sistema.

Agradeço por aceitar esse meu convite!

Alex Tarólogo

sábado, 28 de janeiro de 2017

Carta do Dia do Tarot: Rei de Copas (Snapchat: Taroteando)


O Rei de Copas é a representação da pessoa, ou de uma situação, onde as emoções são profundas e bem administradas.
Representa pessoas carismáticas, sábias, experientes, maduras, gentis e sinceramente interessadas nos outros e em tudo o que lhes cercam.
Como aspecto negativo pode-se apontar o fato de que, talvez, a exclusividade da sua atenção e dos seus melhores sentimentos não sejam direcionados a uma única pessoa ou grupo, visto este Rei ter a capacidade de envolver-se profunda e apaixonadamente com mais de uma causa ou de um/a amante.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Madame Endora's Fortune Cards: o Homem Verde


O Homem Verde (Green Man) faz parte do folclore de alguns países da Europa que o entende como um protetor da Natureza, um cuidador das florestas, dos animais, das nascentes de água, de todos os seres vivos que habitam o planeta.
Numa tiragem, ele pode significar a necessidade de optarmos por alimentos orgânicos, naturais (ao invés dos industrializados), realizarmos atividades físicas ao ar livre, praticarmos jardinagem, por exemplo, cuidarmos dos animais, plantarmos uma árvore ou reflorestarmos uma grande área, sermos ecologicamente corretos em todos os sentidos.

Arcanos Menores do Tarot: 4 de Paus


Esta carta pode simbolizar uma etapa, no processo de realização e concretização de um projeto, em que percebemos que estamos no caminho certo e a vitória e o sucesso estão próximos. Simboliza, também, festas, comemorações, celebrações e harmonia na vida em comunidade.

Carta do "After Tarot", de Pietro Alligo, Corrine Kenner e Giulia F. Massaglia.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Carta do Dia do Tarot: Rei de Espadas (Snapchat: Taroteando)


O Rei de Espadas é o aspecto intelectual da carta do Imperador (Arcano IV).
Maduro, inteligente, perspicaz, racional, lógico, investigativo, frio, calculista, pragmático, capaz de julgar e tomar decisões, o Rei de Espadas pode ser visto nos médicos, engenheiros, calculistas estruturais, legisladores, juízes, árbitros e nas especializações profissionais.

Comentários sobre a carta 7 de Espadas do Tarot (Periscope: Alextarologo)


O 7 de Espadas, entre outras tantas possíveis interpretações, pode representar a apropriação indébita da autoria; apropriar-se de uma ideia de alguém como se fosse sua, por exemplo. Roubar projetos e ideias que não lhe pertencem. Espionagem industrial. Mudar de emprego e levar para o novo informações confidenciais obtidas no emprego antigo.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Figuras da Corte no Tarot: Pajem de Espadas ( Periscope: Alextarologo)


O Pajem de Espadas (elemento: Ar) pode, também, representar pessoas jovens ou mesmo aquelas que estão se iniciando, como aprendizes de uma nova atividade.
Por pertencer ao naipe de Espadas, cujo elemento é o Ar, representa novas ideias, novas formas de pensar, novas maneiras de nos organizarmos racionalmente, novas maneiras de nos expressarmos.
É a representação do bom estudante: dedicado, curioso, investigativo, pesquisador. Tem dúvidas e as manifesta e procura solucioná-las através de debates, trabalhos acadêmicos, questionários, entrevistas, etc.
Quando mas posicionado dentro de um esquema de "casas" numa tiragem, ou mesmo invertida, essa carta nos alerta para a possibilidade de erros de julgamento, desinteresse em conhecer a verdade ou aprender algo, medo de se aprofundar em um determinado assunto, defender o que não sabe, acreditar em inverdades e fazer e ou espalhar comentários maledicentes (fofocas)

Carta do Dia do Tarot: Pajem de Ouros (Snapchat: Taroteando)


Como os demais Pajens do Tarot, o de Ouros é um aprendiz, um neófito, alguém que se inicia em algo. Uma pessoa jovem (criança, adolescente) de idade mas também "jovem de espírito" ou alguém que está, independente da idade física, começando a aprender algo.
O Pajem de Ouros, por ser do elemento Terra, representa, também, o nosso aprendizado das coisas práticas como ler, escrever, a fazermos nossas tarefas e obrigações diárias, a trabalharmos, a descobrirmos e tomarmos consciência do nosso corpo físico, inclusive o despertar da sexualidade.
Como os Pajens historicamente eram jovens mensageiros, esta carta poderá, então, representar, mensagens e notícias sobre dinheiro, extratos bancários, duplicatas, cheques, transferências eletrônicas de fundos, boletos de pagamento, recibos de salários, etc.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Arcanos Menores do Tarot: 7 de Paus


Defender sua filosofia, sua fé, sua crença, seus projetos, seus interesses, seus gostos e prazeres, seus desejos e vontades, são algumas das maneiras que podemos compreender a carta 7 de Paus, do Tarot. É lutar por um ideal, em defesa das minorias e das liberdades. É saber priorizar o que fazer. É ser fiel aos seus princípios morais e éticos. É assumir a defesa de causas que beneficiem a muitos e ao planeta.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Figuras da Corte no Tarot: Pajem de Copas (Periscope: @alextarologo)


O Pajem de Copas, como os demais pajens do Tarot, pode representar pessoas jovens, até os 18 anos, ainda imaturas, inexperientes, inocentes. Ainda vivem uma fase de aprendizado, observando, estudando, adquirindo experiência.
Como o naipe de Copas simboliza o elemento Água, essa figura da Corte do Tarot representa alguém jovem (até mesmo de espírito) que está conhecendo os seus próprios sentimentos e aprendendo a controlar suas emoções.
Em situações do cotidiano, encontramos profissionais de diversas áreas que também se encaixam no arquétipo dessa figura: professores de arte (todas as manifestações artísticas), atores, garçons, conselheiros (da infância, da juventude, matrimoniais, etc) padres, pastores e ministros de qualquer denominação religiosa, por exemplo.

Carta do Dia do Tarot: 8 de Ouros (Snapchat: Taroteando)


Entre as muitas possibilidades de interpretação do 8 de Ouros, podemos associar a produtividade, o cumprimento de prazos, a realização do serviço, a execução de uma encomenda, a necessidade de isolar-se para focar no que deve ser feito.
Mas, como todas as cartas, essa também tem seus aspectos menos favoráveis, tais como: a rotina estagnante, a mecanização das nossas ações, o desaparecimento do individualismo em favor de um produto genérico, o valorizar a quantidade em detrimento da qualidade.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Pajem de Paus (Periscope: @alextarologo)


Os Pajens, no Tarot, costumam representar crianças e adolescentes ou, mesmo, pessoas inexperientes que estão iniciando algo que irá demandar um período de aprendizado ou adaptação.
Os Pajens, comumente compreendidos como mensageiros e, portanto, podemos associa-los à possibilidade do recebimento de mensagens (usando-se qualquer meio ´conhecido de comunicação) e encomendas (pacotes, documentos, entregas de compras, etc).
O Pajem de Paus pode, entre muitas outras possibilidades de interpretação, representar pessoas em busca de aprovação, validação de suas atividades, de seus projetos, de seus interesses pessoais. Como ainda são inseguros, inexperientes (jovens ou aprendizes de todas as idades), buscam a aceitação, o apoio e estímulo de quem consideram superiores a eles em termos de conhecimentos.
Na prática, podem significar o aceite de um novo serviço, de um novo trabalho; a entrega dos originais de qualquer projeto para revisão ou crítica; deixar-se guiar ou ser dirigido pelos outros; reconhecer a realidade (os prós e os contras, as dificuldades e as possibilidades de acerto) e seguir em frente baseado nesse conhecimento.

Carta do Dia do Tarot: 9 de Ouros (Snapchat: Taroteando)


O 9 de Ouros pode, também, ser interpretado como o momento em que se consegue o que se quer, em que atinge um patamar de satisfação e conforto materiais. Pode representar o resultado bem sucedido de um projeto, seja ele de aspecto financeiro (investimentos, aplicações, lucros, etc), ou de saúde (por exemplo: os bons resultados de um regime alimentar e de exercícios, sempre sob supervisão médica especializada), ou de ascensão social (fama, sucesso, prêmios, privilégios, respeito e benefícios concedidos às pessoas que se destacam positivamente em alguma área) e tudo o mais que possa proporcionar alegria, confiança e segurança no aspecto material da vida de qualquer pessoa.
Por outro lado, se mal posicionada dentro de um esquema de jogo, ou mesmo invertida, pode alertar para problemas no plano físico, como ameaça à própria segurança, problemas no trabalho ou de saúde, não acreditar em si mesmo, considerar-se fisicamente desajustada ou fora dos padrões impostos pela sociedade, sentir-se doente ou desconfortável, vivenciar o fim de uma amizade que lhe é/era importante ou, até mesmo, perder (ou ser roubado, furtado, extraviado) um objeto que lhe é muito útil ou importante sentimentalmente.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Carta do Dia do Tarot: Cavaleiro de Ouros (Snapchat: Taroteando)


Entre as muitas possibilidades de interpretação do Cavaleiro de Ouros, podemos incluir o fato dele representar pessoas que planejam, se organizam (Virgem) e evitam precipitar-se (a imobilidade do elemento Terra) antes de tomarem qualquer decisão. Representa pessoas trabalhadoras, pacientes, perseverantes, afeitas ao trabalho físico, tradicionais e, muitas vezes, teimosas.
Como Carta do Dia pode sugerir que nos organizemos melhor antes de agir. Por exemplo: antes de sair para aquela "sessão de compras nos shoppings da vida" deveríamos sempre consultar nosso saldo, nossas dívidas já assumidas, nossa real capacidade de ganhos, onde o produto é vendido pelo melhor preço e condições e, só então, decidirmos se devemos comprar, se realmente o produto terá utilidade, se devemos pagar à vista ou a prazo, etc.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Carta do Dia do Tarot: 6 de Ouros (snapchat: Taroteando)


Como Carta do Dia o 6 de Ouros do Tarot, entre muitas outras possibilidades interpretativas, pode sugerir que sejamos mais prestativos para com os outros; que ofereçamos ajuda a quem dela necessita; que nos disponibilizemos para auxiliar e colaborar a quem precisa; que sejamos caridosos e possibilitemos que os nossos próximos atinjam os seus objetivos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Carta do Dia: 9 de Espadas (Snapchat: Taroteando)


Entre as muitas possibilidades que o 9 de Espadas oferece, para reflexão, como Carta do Dia, está o fato de virmos a sofrer bullying e todas as formas de violência psicológica. Há, também, que se tomar cuidado para que não sejamos nós os autores de ofensas, agressões verbais, insinuações ou comentários maledicentes que possam, de alguma maneira, prejudicar a outra pessoa.
O 9 de Espadas também nos lembra que não devemos viver imersos em medos e culpas, acovardados, tementes de tudo e de todos e que organizemos nossos pensamentos, busquemos raciocinar com clareza e objetividade e que a Verdade é sempre libertadora.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

"Victorian Gothic Lenormand": unboxing e comentário


Para os amantes dos contos de horror, para aqueles que apreciam uma certa morbidez nas artes (pintura, gravura, literatura, etc), este é o deck de cartas indicado.
O "Victorian Gothic Lenormand" faz jus ao seu nome: é um conjunto de cartas criadas a partir de um tema e dentro de um estilo. Nele, naturalmente, o gótico inglês prevalece e, até mesmo (em minha opinião) se sobrepõe aos significados típicos das figuras do Petit Lenormand.
O "clima", naturalmente, é soturno: cores frias, sombras pronunciadas, paisagem que traduz o desolamento das úmidas ermidas inglesas. A autora não poupou esforços para atingir seu objetivo e criou um deck plasticamente interessante.
Mas, e essa é minha crítica, talvez tenha ido longe demais em busca do "clima" gótico e esquecido que a imagem principal deve estar em acordo com o sistema, no caso o Lenormand.
Colocar, por exemplo, a imagem das Nuvens num terceiro plano, quase ignoradas dentro do conjunto total daquela lâmina, ou o Coração ser o elemento que, apesar da cor, menos importante parece ser na composição da figura da carta que leva o seu nome, ou usar uma figura ameaçadora do Cão, quando esse "personagem" representa tudo, menos ameaça, é uma ousadia da autora.
Evidentemente o artista, o ilustrador, tem seus motivos e interesses para criar, transformar, modificar, alterar, discordar, propor e ousar. Não discuto isso. O que eu suponho é que deva haver um público consumidor havido por decks onde a figura ou elemento principal não seja o mais importante, e que o fundamental seja a inspiração advinda dos aspectos pictóricos da carta. O conjunto, a composição, as cores, o tratamento gráfico, a ambientação é o que acaba por induzir o cartomante a permitir que seu inconsciente, sua intuição, se manifestem.
Enfim, não creio que seja o deck para quem esteja começando a estudar o sistema Lenormand, mas certamente pode ser utilizado por qualquer pessoa que não se deixe impressionar pela estética gótica das cartas o suficiente que acabe por comprometer a leitura correta da jogada.
Muito boa impressão e qualidade de papel, vem acondicionado numa caixa de plástico transparente e tem um casal (Homem e Mulher) extra. Não acompanha manual ou cartas instrucionais, nem as lâminas contém imagens das cartas de naipe associadas.
Deck: VICTORIAN GOTHIC LENORMAND
Autora: Arianna Siegel
Site: WhiteRabbitOracle no site www.etsy.com

Carta do Dia: Rainha de Paus (Snapchat: Taroteando)


Como ""carta do dia" podemos entender a Rainha de Paus como: possibilidades, empreendedorismo, realização, projetos bem cuidados, determinação, vontade férrea.
No aspecto do convívio social, essa Rainha define pessoas atentas, amigas, confiáveis, entusiastas, energéticas, ativas, fiéis.
Lembrando que a figura da Rainha (de todas as Rainhas ou Reis) não pertencem, necessariamente, a um gênero, mas a um aspecto comportamental ou mesmo de caráter, de sensibilidade.

Madame Endora's Fortune Cards: o Menestrel


O Menestrel é uma figura clássica dos romances de corte medievais. Poeta-cantor, compunha música e versos para comunicar seus próprios sentimentos e críticas a respeito de todos os assuntos. Percorria, muitas vezes, cidades e regiões, apresentando-se em praças públicas e compartilhando notícias e fatos colhidos no meio do caminho usando da sua poética e musicalidade.
Como mensagem, essa carta pode nos alertar que é tempo de expressarmos nossos sentimentos, críticas ou comentários sobre um determinado assunto, mantendo, porém, a educação, a gentileza, a elegância e o bom humor na maneira que comunicamos o que deve ser dito.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Arcanos Menores do Tarot: 2 de Copas

Entre suas muitas possibilidades de significado, o 2 de Copas pode também referir-se ao início de uma amizade, à descoberta do amor, a um encontro amoroso ou um diálogo onde a simpatia, os elogios e as gentilezas são a tônica da conversação.
Carta do "Infinite Visions Tarot". de Gloria Jean.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Carta do Dia: 2 de Ouros. (Snapchat: Taroteando)


Essa carta, entre suas muitas possibilidade de ser interpretada, pode representar pessoas que conciliam 2 tipos de trabalho, ou que trabalham e estudam ao mesmo tempo, por exemplo. No aspecto negativo da carta, pode representar pessoas inflexíveis, que não consideram as opções ou as possibilidades diante de um fato concreto, nem sabem lidar com o Tempo quando têm que se repartir entre o trabalho e o lazer.