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sexta-feira, 1 de maio de 2020

"The Spacious Tarot": unboxing e comentário

          


O THE SPACIOUS TAROT é um deck que muito me agrada pelo fato de suas imagens , as ilustrações de suas lâminas, serem inovadoras, de certa maneira ousadas por nos fazerem um convite explícito a "pensarmos" sob outros ângulos e luzes os possíveis significados dos Arcanos (Maiores e menores) do Tarot.
As prateleiras das lojas físicas e virtuais estão abarrotadas de milhares de decks de Tarot cujas cartas são verdadeiros clones das imagens criadas, no início  do século passado, por Pamela Colman Smith para o deck chamado Rider Waite. Essas imagens são tão icônicas, tão "fortes" e foram tão intensamente reproduzidas, divulgadas, copiadas, ligeiramente alteradas, etc., que, acredito, seja muito difícil para quem se habilita a criar um deck desse sistema não cópia-las, imita-las, reinterpreta-las, ou simplesmente utiliza-las como fonte primária de inspiração.
Carrie Mallon e Annie Ruygt, autoras desse THE SAPACIOUS TAROT também não devem ter se furtado a estudar longamente as figuras criadas por Ms. Coleman Smith mas partiram dessa admirada e reverente observação para criarem ilustrações que, em sua grande maioria, fogem da cópia e do óbvio.
Como estudante, o que mais me agrada num deck de qualquer sistema oracular, é quando suas imagens me são desafiadoras, quando me obrigam a repensar conhecimentos e conceitos e, inclusive, a rever e ampliar o meu "vocabulário" de possíveis definições/interpretações para as cartas.
Este não é, definitivamente, um deck que eu me atreveria a indicar a alguém que se identifica com imagens de fadinhas, bruxinhas, animaizinhos, etc., todos cercados por românticas paisagens ou ambientes. Nem aconselharia como um primeiro, ou segundo deck de Tarot para quem está começando, agora, a navegar por esse sistema. Tarot, em especial, é uma linguagem baseada em imagens, em símbolos, em arquétipos, como queiram. É recomendável que seu aprendizado se utilize de passos, estágios ou, como eu costumo chamar, degraus de sabedoria. Vai-se aprendendo e incorporando esse "alfabeto" visual, descobrindo suas possibilidades, seus significados, encontrando elementos para sua "tradução" com o tempo e, portanto, com a experiência.
E esse processo, quando bem sucedido, é o que nos permite admirar a criação de decks como esse do vídeo, e tantos outros mais que, num primeiro momento, nos parecem herméticos, indecifráveis, "difíceis", sem o (quase sempre) falso glamour das pirotecnias digitais, dos dourados utilizados em excesso, das embalagens elaboradíssimas mas que em absolutamente nada contribuem para uma melhor leitura cartomântica. Pessoalmente, reafirmo, sinto uma constante e crescente necessidade de aprender mais, descobrir mais, ir além, ser convidado a repensar, a refletir melhor, a fugir da mesmice, do "engessamento" de posturas e conceitos decorados mas, nem sempre, aprendidos.
O THE SPACIOUS TAROT, em seus vazios, nas lacunas a serem preenchidas, nos espaços em aberto das suas imagens é um convite para que eu também me afaste do comodismo, da "anestesia" mental que o lugar comum, a obviedade, o "mais do mesmo" acabam provocando e possa reencontrar novos prazeres e alegrias no manuseio e contemplação das cartas.

Deck: THE SPACIOUS TAROT
Autora:   Carrie Mallon
Ilustradora: Annie Ruygt
SiTE;  www.thespacioustarot.com

terça-feira, 14 de abril de 2020

"Pagan Otherworlds Tarot": unboxing e comentário

            

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

"True Crime Tarot": unboxing e comentário

            


Este é um daqueles decks de cartas que costumamos encontrar listados sob o título de "Vintage", ou seja, antigo, de outro tempo, que foi "moda" numa outra época. E, neste caso, refere-se ao tipo de arte, às ilustrações que ele traz em cada uma das suas 78 cartas.
Bobby Alexander, o autor, pesquisou as imagens que utilizaria na ilustração dos Arcanos Maiores e Menores nas revistas da época de ouro dos quadrinhos que tratavam de histórias envolvendo crimes, detetives, policiais, bandidos e mocinhos e muitas mocinhas, que também podiam ser bandidas.
Esse deck, por razões que parecem óbvias foi produzido e auto-publicado pelo seu autor, sem o apoio e a logística de uma empresa editora de porte. É um "indie", uma publicação praticamente caseira, de baixo custo, bancada pelo próprio autor.
O tema também é bastante complicado, visto que ele trata, iminentemente de personagens predominantemente negativos, maus caráter, bandido, criminosos, foras da lei, infratores de toda espécie, não havendo espaço para que fosse também mostrado o lado "luz", positivo, desses elementos.
Não penso nele como cartas a serem usadas em consultas oraculares, a não ser aquela feitas pelo/pela Cartomante para si mesmo/mesma.
É uma "curiosidade", algo que vai interessar principalmente a ilustradores, quadrinistas, pesquisadores de arte sequencial e, provavelmente, a colecionadores.
A qualidade das cartas é a comum à grande maioria de oráculos impressos em gráficas "on demand", ou seja, bastante boa sem grandes requintes ou diferenciais. Não tem uma embalagem que o caracterize, e vem numa genérica que, para minha surpresa, apresenta uma janela para identificação do deck.
As imagens são pequenas se considerarmos a quantidade de informação contida em cada ilustração. Recomendo o uso de uma boa lupa para a melhor observação do cenário, personagens e ação.

Deck:  TRUE CRIME TAROT
Autor: Bobby Alexander
Editado por MPC-Make Playing Cards

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Carta do Dia: REI DE PAUS

            


Se existe um personagem fogoso, voluntarioso, dinamico e empreendedor no Tarot é o REI DE PAUS, cujo elemento natural é o fogo.

Deck:  "Masonic Tarot", criado por Jean Beauchard.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Carta do Dia: 2 DE OUROS

             


O 2 DE OUROS pode estar representando uma forma de conflito, de dúvida, de escolha, de alternativa, de outra possibilidade, numa leitura de Tarot.
Esse Arcano Menor pode surgir numa tiragem quando temos opções e devemos escolher. Por exemplo: escolher entre 2 excelentes escolas em qual matricular seu filho. Escolher se vai se matricular numa academia de musculação ou numa onde o método Pilates é oferecido como exercício. Escolher onde fazer suas aplicações econômicas: poupança, ações, fundos de pensões, títulos do tesouro, etc. Optar entre adquirir uma casa na serra ou um apartamento à beira mar. Decidir entre fazer uma viagem tipo segunda lua de mel apenas com a esposa/esposo para uma ilha paradisíaca ou então levar a família toda para aquele famoso, caro, lotado e exaustivo parque temático nos USA e assim agradar a criançada.

Deck:  "The Alchemical Tarot Renewed", criado por Robert Place.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Carta do Dia: CAVALEIRO DE PAUS

             

O CAVALEIRO DE PAUS se encaixa na representação das pessoas intrépidas, sonhadoras, ambiciosas e aventureiras, muito ativas e entusiasmadas.
Porém, há um lado "B" nesse personagem que é a irresponsabilidade, e a total independência. São verdadeiramente apaixonados num momento para, logo em seguida, estarem novamente em busca da sua Dulcinéia. Se encantam com uma ideia e tudo fazem para realizá-la... até que se envolvem completamente com um outro projeto que lhes passa a ser a razão de viver.
Não é a toa que na grande maioria das vezes os CAVALEIROS são representados nas cartas de Tarot montados em cavalos, correndo por paisagens inóspitas ou em aves, sobrevoando lugares que desejam conquistar.
Deck:  Ëveryday Witch Tarot", criado por Deborah Blake.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

"Infinite Visions Tarot": unboxing e comentário


Para quem aprecia um tipo de arte chamada de "Edwardiana", as imagens desse deck serão um verdadeiro colírio aos olhos. Sua criadora, Gloria Jean, fez um magnífico trabalho de seleção e colagem de imagens "recortadas" de quadros pintados no final do século XIX e início do XX, período que marca o fim da Época Vitoriana e marcada por diversos movimentos sociais e artísticos, especialmente na Europa.
As imagens, bastante clássicas, remetem à estatuária grega, a luz de um Caravaggio e a temas heroicos e mitológicos. Esse conjunto satisfaz plenamente a interpretação pictórica dos Arquétipos que constituem, especialmente, as 22 lâminas dos Arcanos Maiores. Acredito que, tanto o iniciante em cartomancia quanto aqueles com larga experiência, não encontrarão dificuldade em decodificar as imagens e associá-las às palavras-chaves e demais símbolos e conceitos que as definem e representam.
A qualidade gráfica é primorosa, o papel é de altíssima qualidade, fácil de embaralhar e suave ao toque. O tamanho é o clássico, para cartas de Tarot. A embalagem, modesta, cumpre sua função sem nada acrescentar em termos inovadores ou mais requintados. O LWB, o pequeno manual que acompanha o deck também é discreto e prático em suas definições de cada carta.
O que há de diferente, neste deck de Tarot, é o acréscimo de 2 cartas extras, "Dark Magician" e "Dark Priestess", ou seja, 2 versões mais negativas, mais perversas, das cartas do Mago e da Sacerdotisa. Pessoalmente não vejo, exatamente, como essas cartas possam contribuir para a qualidade e assertividade das leituras feitas com elas, visto que cartas invertidas e/ou mal aspectadas dentro de um esquema de jogo cumprem perfeitamente essa função.

Deck: INFINITE VISIONS TAROT
Autora: Gloria Jean
Site: www.infinitevisionstarot.com

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

"Tarot del Fuego": unboxing e comentário


Se você pensa que já viu praticamente todas as versões (clones) de Tarots baseados no tradicionalíssimo Marseille, prepare-se para conhecer mais um.
O "Tarot del Fuego" é uma verdadeira explosão de energia em cada uma de suas 78 cartas. Criado pelo espanhol Ricardo Cavolo, suas imagens são surpreendentes e até, algumas vezes, agressivas, na sua delirante combinação de formas, sinais, símbolos e cores... muitas cores!
É o que eu chamaria de um "tarot desinibido". Nada nele remete àquela costumeira calma, estabilidade e previsibilidade de muitos outros oráculos. Nem usa imagens plácidas de pictóricas paisagens, vestutos e dignos personagens e alguma fantasia reinterpretada do folclore ou da mitologia.
Ao contrário, o "Tarot del Fuego" abusa, de forma muito criativa, de imagens saídas diretamente da imaginação do seu autor, sem o filtro do compromisso com a maioria das coisas que todos já vimos e usamos como referências. É um Tarot que pede que o conheçamos aos poucos, com interesse, destemidamente, de forma curiosa.
Não é, definitivamente, um deck para quem esteja se iniciando no aprendizado da cartomancia. Para estes, há caminhos menos "flamejantes" a serem percorridos antes de maiores aventuras. Nem é para quem observas as cartas apressadamente, para quem tem medo de imagens que remetem a sonhos mais assustadores,  ou para quem prefere ver graciosas fadinhas, simpáticos gatinhos  e bonequinhas de enormes olhos carentes como ilustração.
O pequeno manual que acompanha o deck é mudo a respeito da iconografia adotada pelo autor. Não há nenhuma referência ou explicação para os elementos por ele utilizados nos desenhos das cartas. Aliás, as cartas não são exatamente adequadas para serem utilizadas por quem as lê no sentido original e inverso, visto que o verso (a parte de trás da carta) tem uma figura que não favorece o embaralhar com cartas invertidas.
O material, como um todo, é de excelente qualidade, como é de se esperar da editora Fournier. Como detalhe posso dizer que as cartas me pareceram um pouco menores que as normalmente usadas nos decks de Tarot. Parecem ser mais estreitas, mas é algo bastante sutil e que em nada atrapalha a leitura ou o manuseio.
Esse deck foi adquirido por mim na loja (nacional) virtual Simbólika.

Nome: TAROT DEL FUEGO
Autor: Ricardo Cavolo
Editora: Fournier
Loja: www.simbolika.com.br

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

"Viona's Lenormand": unboxing e comentário


Viona ielegems é uma fotógrafa e diretora de arte holandesa (no vídeo eu comento que não sei se ela é alemã, ou não, visto que os títulos das cartas não estão escritos em alemão. Enfim, estão escritos em holandês) e criadora desse VIONA'S LENORMAND. Fotografias bastante simples, muito nítidas, com pouca alteração digital (que não compromete a leitura das mesmas) é a base desse seu deck de cartas do sistema Lenormand. As cartas, de tamanho poker, são de excelente qualidade material e muito bem impressas. Apresentam, além da figura referente a cada carta (de 1 a 36), a pequena inserção da carta de naipe correspondente, o numeral, o título e uma pequena frase (em holandês!). Vem acondicionado numa caixa, tipo envelope, de papelão estampado e acompanha um pequeno manual de uso escrito, também, em holandês. É um baralho bastante tradicional em sua concepção e, exatamente por isso, será muito apreciado por estudantes de cartomancia e até o cartomante mais experiente.

Nome: VIONA'S LENORMAND
Autora: Viona ielegems (com "i" minúsculo mesmo)
Loja: VionaArt (no site www.etsy.com)

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

"The Timeless Tarot": unboxing e comentário



Pessoalmente gosto de cartas oraculares que se utilizam de pinturas ou ilustrações famosas, antigas ou não. O "The Timeless Tarot", criado por Tara Winstanley é um desses decks que busca associar as imagens criadas por Pamela Coleman Smith, no início do Século XX, a trabalhos artísticos desenvolvidos em épocas e locais diversos. Essa maneira de criação de tarots ou demais oráculos não é nova, nem pioneira: o mercado tem um grande número de decks com essa mesma solução gráfica. O que o "The Timeless Tarot" tem a seu favor é a excelente qualidade de impressão e de papel, numa gramatura que o torna a um só tempo agradável de ser pego, embaralhado e usado com frequência. A edição usada por mim neste unboxing é chamada de "especial" ou "de luxo" pois vem acondicionada numa embalagem em forma de caixa metálica, traz um livreto com as mais tradicionais palavras-chave para cada carta (além de associações numerológicas e astrológicas e esquemas de tiragem), e uma bolsa em tecido acetinado para guarda das cartas. Existe uma versão mais barata que vem numa embalagem em tecido somente.

Nome: THE TIMELESS TAROT
Autora: Tara Winstanley
Site: https://www.etsy.com/pt/shop/TaraWins...

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Arcanos Menores do Tarot: Rainha de Espadas

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Arcanos Menores do Tarot: 6 de Espadas


O 6 de Espadas é uma carta que pode simbolizar desde uma viagem até o fato de que é chegado o tempo de levar suas ideias e/ou conhecimentos para onde eles possam ser melhor aproveitados.

Carta do "Infinite Visions Tarot", por Gloria Jean

quinta-feira, 29 de junho de 2017

"The Prophetic Tarot of the Bible": unboxing e comentário



Creio que nada descreveria melhor esse deck de cartas criado pelo historiador, pesquisador e professor de arte Giordano Berti e ilustrado por Severino Baraldi, que as próprias palavras do Sr. Berti num muito simpático bilhete manuscrito que acompanhava as cartas:

"Caro Alex,
Parabéns por ter sido um dos primeiros a comprar o Prophetic Tarot of the Bible, um deck moderno inspirado no Livro Sagrado dos Hebreus e Cristãos, mas muito próximo à Filosofia Universalista dos Rosacruzes.
Eu espero que essas imagens sejam um valioso instrumento de meditação, inclusive para os céticos.
Eu gostaria muito que você, usando o The Prophetic Tarot of the Bible, pudesse acessar o seu "Templo Interior" e descobrir a sua verdadeira essência.
Com os meus melhores votos,
Giordano Berti"

O que eu posso acrescentar é que as cartas são de grande formato, um pouco maiores que as que estamos acostumados, mas que se acomodam bem nas mãos e não oferecem dificuldade no momento de embaralhar.
A qualidade do papel é muito boa, com um muito suave brilho acetinado, cores firmes, e uma embalagem excelente, com fechamento por imã.
As imagens são extremamente detalhadas, usando uma simbólica paleta de cores e muito apropriadas à meditação, ao estudo, à contemplação.
Como o próprio nome do deck afirma, é um deck de cartas que tem a Bíblia como inspiração. Entretanto usa figuras facilmente reconhecíveis do meio político, cultural, religioso, científico e filosófico dos séculos XX e XXI como personagens das ilustrações. Fica, muitas vezes, mais fácil entender os possíveis significados de uma carta quando conhecemos as qualidades e defeitos, as características biográficas, profissionais ou de impacto histórico dos personagens que atuam como os arquétipos nas ilustrações.
Considero, esse, um dos mais interessantes e inspiradores decks de Tarot a que tive oportunidade de conhecer. Pessoalmente (vejam bem: essa é a minha opinião, a minha maneira de perceber, sentir, vivenciar, estudar o oráculo) aprecio muito decks de carta que, ainda que usem o Rider-Waite-Smith como uma base, conseguem estimular o leitor (o neófito, o estudante, o profissional de cartomancia) a pensar "fora da caixa", ou seja, a ampliar as possibilidade de significação que as cartas possuem.
Recomendo, a quem se interessar a adquirir este deck, que o faça rapidamente, pois, de acordo com o autor, apenas 100 cópias serão comercializadas.
Nome: THE PROPHETIC TAROT OF THE BIBLE
Autor: GIORDANO BERTI
Ilustrador: SEVERINO BARALDI
Facebook do Autor: https://www.facebook.com/giordano.ber...
E-mail do autor: giordano.berti@gmail.com
Site da Editora: https://rinascimentoitalianartportugu...

Obs: Adquiri o meu deck através de uma campanha de pré-lançamento da Indiegogo que não sei se ainda está funcionando ou não. Recomendo que entrem em contato com o Prof. Giordano Berti através da sua página no Facebook ou pelo e-mail giordano.berti@gmail.com

quarta-feira, 1 de março de 2017

4 de Ouros: entre o amor pelo dinheiro e o amor a Deus


Os que acompanham minhas postagens neste blog ou nos vídeos que faço sabem que evito misturar Cartomancia e Religião. Não vejo nada de errado em quem o faça, entretanto optei, há muitas décadas, em usar o Tarot e outros sistemas oraculares, desvinculados de preferências religiosas e/ou experiências místicas. Decisão pessoal que mantenho.
Entretanto, como um "estudante constante" da Cartomancia, muito me apraz quando um artigo, um livro, um filme, um espetáculo teatral, uma pintura, escultura, etc, me remete de imediato a um Arcano ou imagem cartomântica qualquer.
Ao ler o texto abaixo, de imediato me veio à memória o naipe de Ouros do Tarot e, em especial, o 4 de Ouros. Ainda que todos saibamos que todas as cartas representam aspectos positivos e negativos, o 4 de Ouros é a carta dos Arcanos Menores do Tarot que provavelmente melhor represente o nosso apego.
O apego (também compreendido como: avareza, fissura, miséria, pão-durismo, mesquinhez, fidelidade, insistência, agarramento, fixação) ao dinheiro, aos bens e demais aspectos materiais da existência (que vão desde o nosso aparelho telefônico, passando pelos imóveis que possuímos até os nossos cuidados com a beleza física) de maneira geral, pode ser fruto de uma série de fatores mas, sem dúvida, representa um desequilíbrio que necessita ser moderado, comedido, harmonizado.
Numa sociedade capitalista, onde as reais virtudes nem sempre são reconhecidas e recompensadas e nem os valores  são atribuídos de maneira lúcida, equilibrada, igualitária, a importância dada ao "ter" ultrapassa, frequentemente, os princípios, os padrões, a relevância e a significação do que "somos".
No texto abaixo, escrito por Mauro Lopes, transcrito inteiramente do seu blog "Caminho pra Casa", o autor comenta as observações que filosofia e a psicanálise fazem a respeito desse culto ao aspecto mais material da existência e o quanto o "vazio existencial" abre brechas para que busquemos nos mais variados objetos de consumo a nossa necessidade de nos "preencher" e "reter" para que possamos nos ver inteiros... hipnotizados pelo reflexo de falsa abundância da nossa própria carência.


"Como Giorgio Agamben e Walter Benjamin releram as observações cristãs sobre o dinheiro. Por que a psicanálise o associa à matéria fecal, à “insuficiência de mim” e à guerra de todos contra todos"

Por Mauro Lopes, editor do blog Caminho pra Casa |

O filósofo italiano Giorgio Agamben, um dos relevantes protagonistas do pensamento crítico na virada do século XX para o XXI disse numa entrevista em 2012 que “Deus não morreu, ele se tornou Dinheiro” (aqui). A afirmação de Agamben inspirou-se em outro filósofo, este um protagonista da primeira metade do século XX, um pensador fora da curva, Walter Benjamin. Em seu curto e denso “O Capitalismo como Religião”, de 1921 (aqui), Benjamin escreveu que o capitalismo é em si mesmo a religião mais implacável que já existiu, e promove um culto ininterrupto ao Dinheiro, “sem trégua nem piedade”, uma religião que não visa a reforma da pessoa, “mas seu o seu esfacelamento”.[1]
O filósofo alemão sugeriu uma comparação entre as imagens dos santos das religiões e as cédulas de dinheiro de diversos países –ele não imaginava, à época, que este Deus-dinheiro estaria diretamente louvado nas cédulas nos EUA (In God we Trust, em Deus Confiamos) e, desde 1980, no Brasil, onde lê-se em todas as notas a frase de adoração à moeda corrente: Deus seja louvado.
Ambos foram influenciados por um dito de Jesus, que está no centro da liturgia católica do 8º Domingo do Tempo Comum (26), às portas do período quaresmal que antecede a Semana Santa e a Páscoa: “Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.” O texto proclamado é do Evangelho de Mateus (Mt 6,24-34). A oposição entre Deus e o dinheiro é um tema central ao longo da história e, para Jesus, a relação de cada qual com o dinheiro é definidora de sua relação com as outras pessoas e a vida.

Como essa questão aparece na vida das pessoas? A psicanálise procurou investigar a relação entre o ser humano e o dinheiro e chegou a conclusões que podem soar surpreendentes e inacreditáveis num primeiro momento. Como apontou o sacerdote jesuíta e teólogo espanhol Carlos Domingues Morano, dinheiro é um assunto crucial, apesar de muitas vezes escamoteado -como o sexo. Na verdade, o tema nunca é “só dinheiro”. As relações entre os homens/mulheres com o dinheiro comportam dimensões nem sempre lógicas, que extrapolam o discurso racional mais ou menos organizado –é sempre “algo mais” que dinheiro.[2] Na relação das pessoas com o dinheiro, revelou-nos a psicanálise, “está também implicada uma ‘questão de amor’; dito em termos mais freudianos, uma questão de ordem libidinal, inconsciente e com raízes na infância. Isso nos permite compreender, entre outras coisas, porque, assim como ocorre com a sexualidade, o dinheiro provoca tantas reações de dissimulação, falso pudor e hipocrisia.”[3]

Há uma questão oculta que Freud trouxe à tona –e causou enorme mal-estar: a intimidade entre nossa relação o dinheiro e a fase da libido anal, relacionando-o com os excrementos.
O valor nodal do dinheiro para os adultos é, descobriu Freud, análogo ao altíssimo valor que os excrementos possuem para as crianças. Outro psicanalista, Sandor Ferenczi, do grupo de Freud, demonstrou o caminho passo a passo pelo qual a criança efetua a sublimação do conteúdo anal até chegar, finalmente, à transmutação simbólica em dinheiro. “A matéria fecal vai passando por uma série de substituições, nas quais vai progressivamente distorcendo a  primitiva satisfação auto erótica relacionada com a defecação: o barro, a areia, a pedra, o jogo com bolinhas de gude e botões todos objetos que proporcionam tanta satisfação à criança que facilitam a substituição do fétido, duro, mole pelo inodoro, seco duro.”[4] O dinheiro ingressa nessa cadeia de sublimações por um caminho complexo até desvincular-se de toda a aparência com sua “fonte original” e permitir o surgimento da máxima de que o dinheiro não fede (pecunia non olet).
A relação entre as fezes e o dinheiro pode parecer um absurdo num primeiro momento. Mas, se observamos com mente aberta, veremos que são abundantes e recorrentes as imagens e símbolos que desnudaram ao longo da história relação que os homens estabelecem entre as fezes e o ouro ou o dinheiro. Uma delas é a figura do “cagador de ducados” que está representada nos portais de bancos alemães. São inúmeras as expressões populares que  consagram esta associação sem que nos demos conta disso. Quando uma pessoa tem muito dinheiro dizemos que está “podre de rica”; se o dinheiro tem origem suspeita, falamos em “dinheiro sujo” e, ao contrário, se a pessoa está sem dinheiro, dizemos que está “limpa”; ou que está “apertada”.



Esta relação foi capturada mais de mil anos antes de Freud numa intuição genial do bispo Basílio de Cesareia, em meados do século IV. São Basílio decretou: o dinheiro é o cocô do diabo. A expressão foi deixada de lado pelos cristãos séculos a fio até que São Francisco, no século XII, mencionou Basílio; agora, ela foi novamente posta á luz pelo Papa Francisco em fevereiro de 2015, apesar de ele preferir a palavra “esterco”, talvez menos crua. Clique e veja o vídeo em que o Papa menciona a expressão de Basílio (Francisco trata do assunto entre 1min50 e 2min30).
Como se dá esta articulação dinheiro-fezes? A psicanálise explorou as relações entre as dinâmicas de possessão, características da fase anal, e de propriedade, fundante da civilização ocidental e especialmente do capitalismo.
Quando uma criança perde suas fezes sente a dor de ter deixado escapar algo que lhe era tão essencial que estava dentro  de si, era parte de seu corpo, mas que não mais consegue por de volta; isto é a possessão. A propriedade refere-se a objetos externos, mas que deveriam me pertencer, “coisas que de fato estão fora, mas simbolicamente estão dentro”. São objetos revestidos de “qualidade do eu”. Para muitas pessoas, talvez a imensa maioria no capitalismo, o dinheiro reveste-se desta qualidade do eu. Isso origina processos intensos de defesa e projeção. Perder  dinheiro para essas pessoas é muito mais que perda de algo externo, exterior, “mas sim de algo que foi previamente in-corporado”, ou seja, algo que se tornou parte de mim. A posse e controle do dinheiro têm o mesmo papel que o controle da atividade defecatória para a  criança diante do mundo exterior. Uma “relação regressiva com o dinheiro ou com a propriedade de objetos” fica impregnada pela dimensão possessiva (retentiva) da fase anal.[5]

O resultado é avassalador: o amor ao dinheiro, quando extravasa suas funções de adaptação à realidade, acaba expressando uma dimensão infantil da afetividade, o que implica uma dominância do narcisismo, um desenvolvimento truncado da afetividade (da relação com o outro, da capacidade de amar e/ou odiar) e do autorrespeito e respeito pelo outro.[6] Esta infantilização narcísica dos ricos ou, dos “novos ricos”, numa expressão recorrentes de Basílio, é facilmente verificável na convivência com eles e espalha-se em ondas pela indústria do entretenimento, especialmente o cinema feito para o grande público.



Imagem: Coleção de Cartas de Tarot 4 de Ouros

Ter e reter dinheiro são tentativas continuadas de encobrir as carências internas e conquistar segurança. Lembro-me de uma conversa com um consultor de  investimentos sobre um casal, cliente do banco em que ele trabalhava. Eles haviam feito uma série de contas em planilhas (como se a vida pudesse ser contida em planilhas Excel) e concluído que quando tivessem R$ 20 milhões em aplicações financeiras (excluídos bens como casa e carros) poderiam finalmente “desestressar” e olhar com tranquilidade para a vida. Esta posição remetia-os a frequentes crises de insegurança e angústia extrema, pois como escreveu Erich Fromm, “se sou o que tenho e o que tenho se perde, então quem sou?”[7]
Ou, expressando Fromm de maneira complementar: se sou o que tenho e nunca tenho o que considero suficiente, sempre haverá uma “insuficiência de mim” que precisa ser coberta e recoberta com necessidade de acúmulo cada vez maior enquanto o fosso da insegurança aprofunda-se, na medida em que a possibilidade apavorante da perda de dinheiro para outro é um fantasma permanente. É uma vida em estado de guerra permanente para defender o que é “meu” contra aquele que deseja apropriar-se, podendo ser desde um competidor, políticas públicas de um governo que deixam de favorecer o crescimento de minha fortuna, os pobres que se mobilizam para tomar dinheiro do governo que a mim pertence “de direito”. Pois o capitalismo garante: tenho direito a possuir tudo e tudo reter para mim, sem limites.
Sim, o capitalismo é, numa linguagem popular, o encontro da fome com a vontade de comer. Nele, esta condição pulsional presente na vida de cada ser humano é organizada como um sistema social que alcançou, na expressão de Benjamin, a dimensão suprema de um culto organizado e sistemático.  O psicanalista austríaco Otto Fenichel demonstrou como, antes de tudo, a função real do dinheiro numa sociedade determina o alcance e a intensidade das tendências pulsionais de retenção.  Tais processos acontecem em sociedades determinadas com estruturas econômicas, sociais e culturais determinadas, com uma Igreja determinada e, portanto, alcançam dimensões que, levando em conta as escolhas e histórias individuais, situam-nas num contexto geográfico-temporal preciso.
Portanto, a “mobilização para a guerra” que garanta a cada indivíduo o seu “direito supremo à retenção” é o mantra do capitalismo e “mobiliza a hostilidade como tendência a despojar o outro, de modo a fazer com que o desejo de fraudar, explorar e frustrar os outros acabe se convertendo numa autêntica norma cultural.”[8] Essa hostilidade torna-se a base relacional que se reproduz em todas as relações, mesmo as mais íntimas: assim, por exemplo, o encontro com o outro ou a outra para a vida amorosa e o casamento converte-se numa série de cálculos e contratos e precauções para a possibilidade futura de separação e rompimento.
A dissonância absoluta entre o amor pelo dinheiro e o amor a Deus proclamada por Jesus e como ela atinge dimensões dramáticas no interior de um sistema que no qual o dinheiro ocupa o lugar de Deus. Trata-se de uma incompatibilidade radical, apesar de todos os esforços dos rigoristas e integristas católicos, dos neopentecostais e outros cristãos para amenizar as palavras de Jesus e relativizá-las: “Não é possível amar a Deus, isto é, amar a generosidade, a entrega, a solidariedade, a compaixão e a misericórdia e ao mesmo tempo amar o dinheiro, isto é, amar o tomar tudo para si, a acumulação que é a base de toda a injustiça e de todo o desamor: fome, guerra, exploração, morte etc.”[9]
É o que tem feito seguidamente o Papa Francisco. Uma das marcas de seu pontificado é a denúncia da submissão ao Deus-dinheiro.  A primeira vez em que explicitou sua postura foi dois meses depois de sua posse. Em maio de 2013, ele afirmou, num discurso que indicou a revolução nascente no Vaticano, que no capitalismo “criamos novos ídolos; a adoração do antigo bezerro de ouro encontrou uma nova e impiedosa imagem no fetichismo do dinheiro e na ditadura da economia sem rosto nem propósito verdadeiramente humanos” e que a base deste culto ao Deus-dinheiro está “na relação que temos com o dinheiro, em aceitar o seu domínio sobre nós e sobre as nossas sociedades”. Três anos depois, numa entrevista, em agosto de 2016, o Papa acentuou: “No centro da economia mundial está o deus Dinheiro, e não a pessoa, o homem e a mulher”. Na mensagem para a Quaresma de 2017, período que se abre com a Quarta-feira de Cinzas Francisco foi taxativo: “A ganância do dinheiro é a raiz de todos os males”.
Se para os cristãos, o amor não é apenas um preceito, mas é o conteúdo sobre o qual o cristianismo está edificado, se é a “pedra angular”, o apego ao dinheiro, fonte de desamor, não se restringe a um problema ético, mas é um ataque direto à fé. A fidelidade a Deus fica interditada para aquele que não realiza a escolha por Ele e, por caminhos explícitos ou cheios de sombras e ilusões e autoengano, opta pela  adoração à coisa: o dinheiro.
Por isso as religiões estão profundamente abaladas em seu fundamento na contemporaneidade e, muitas delas, ou tendências poderosas em seu interior, como no caso da Igreja Católica, realizam explicita ou implicitamente operações de substituição de um culto pelo outro, colocando o dinheiro no lugar de Deus. Tornam-se promotoras da tendência pulsional identificada por Jesus e estudada à profundidade pela psicanálise e igrejas-sucursais da “religião oficial”: o capitalismo.
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[1] Benjamin, Walter. O capitalismo como religião. São Paulo, Boitempo Editorial, 2013, p. 22
[2] Morano, Carlos Dominguez. Crer depois de Freud. 3ª edição, São Paulo, Edições Loyola, 2003, p.233
[3] Ibid. Morano, 2003, p. 234
[4] Ibid. Morano, 2003, p. 236
[5] Ibid. Morano, 2003, p. 239
[6] Ibid. Morano, 2003, p. 240
[7] In Morano, 2003, op cit., p. 240
[8] Ibid. Morano, 2003, p. 243
[9] Ibid. Morano, 2003, p. 246

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Carta do Dia do Tarot: 2 de Copas (Snapchat: Taroteando)


Como Carta do Dia, o 2 de Copas pode representar a possibilidade de encontros amorosos, de produtivas sociedades que se formam, de associações e trabalhos conjuntos que são altamente prazerosos.
O naipe de Copas, cujo elemento Água reflete as nossas emoções e mais profundos sentimentos, associado ao número 2, promete parcerias que surgem e/ou se desenvolvem cercadas de boas intenções, sentimentos positivos e, por que não?, paixão e amor.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Arcanos Menores do Tarot: 4 de Paus


Esta carta pode simbolizar uma etapa, no processo de realização e concretização de um projeto, em que percebemos que estamos no caminho certo e a vitória e o sucesso estão próximos. Simboliza, também, festas, comemorações, celebrações e harmonia na vida em comunidade.

Carta do "After Tarot", de Pietro Alligo, Corrine Kenner e Giulia F. Massaglia.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Comentários sobre a carta 7 de Espadas do Tarot (Periscope: Alextarologo)


O 7 de Espadas, entre outras tantas possíveis interpretações, pode representar a apropriação indébita da autoria; apropriar-se de uma ideia de alguém como se fosse sua, por exemplo. Roubar projetos e ideias que não lhe pertencem. Espionagem industrial. Mudar de emprego e levar para o novo informações confidenciais obtidas no emprego antigo.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Carta do Dia do Tarot: 8 de Ouros (Snapchat: Taroteando)


Entre as muitas possibilidades de interpretação do 8 de Ouros, podemos associar a produtividade, o cumprimento de prazos, a realização do serviço, a execução de uma encomenda, a necessidade de isolar-se para focar no que deve ser feito.
Mas, como todas as cartas, essa também tem seus aspectos menos favoráveis, tais como: a rotina estagnante, a mecanização das nossas ações, o desaparecimento do individualismo em favor de um produto genérico, o valorizar a quantidade em detrimento da qualidade.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Pajem de Paus (Periscope: @alextarologo)


Os Pajens, no Tarot, costumam representar crianças e adolescentes ou, mesmo, pessoas inexperientes que estão iniciando algo que irá demandar um período de aprendizado ou adaptação.
Os Pajens, comumente compreendidos como mensageiros e, portanto, podemos associa-los à possibilidade do recebimento de mensagens (usando-se qualquer meio ´conhecido de comunicação) e encomendas (pacotes, documentos, entregas de compras, etc).
O Pajem de Paus pode, entre muitas outras possibilidades de interpretação, representar pessoas em busca de aprovação, validação de suas atividades, de seus projetos, de seus interesses pessoais. Como ainda são inseguros, inexperientes (jovens ou aprendizes de todas as idades), buscam a aceitação, o apoio e estímulo de quem consideram superiores a eles em termos de conhecimentos.
Na prática, podem significar o aceite de um novo serviço, de um novo trabalho; a entrega dos originais de qualquer projeto para revisão ou crítica; deixar-se guiar ou ser dirigido pelos outros; reconhecer a realidade (os prós e os contras, as dificuldades e as possibilidades de acerto) e seguir em frente baseado nesse conhecimento.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Carta do Dia do Tarot: 6 de Ouros (snapchat: Taroteando)


Como Carta do Dia o 6 de Ouros do Tarot, entre muitas outras possibilidades interpretativas, pode sugerir que sejamos mais prestativos para com os outros; que ofereçamos ajuda a quem dela necessita; que nos disponibilizemos para auxiliar e colaborar a quem precisa; que sejamos caridosos e possibilitemos que os nossos próximos atinjam os seus objetivos.