Mostrando postagens com marcador arcanjo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arcanjo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Carta do Dia: PAJEM DE COPAS

Título

Princesa da Água e Lótus do Palácio das Inundações

Elemento

Terra (Malkuth) na Água (Copas)

Tetragramaton

He (final)

Arcanjo

Sandalphon

Nome Divino 

Adonai Ha Aretz

Mundo Cabalístico

Briah (mundo da Criação)

Sephirah

Malkuth (Reino)

Virtude

Discernimento

Vício

Inércia

Obrigações em cada Sephirah

Disciplina

Divindade na Árvore

Terra, Grão

Atividade Social

Artes e Ciências

Arquétipo Social

Mensageiro, Enviado

Correspondência Astrológica

Libra, Escorpião, Sagitário

Planeta 

Terra

Signo

Câncer, Escorpião, Peixes

Pedra

Cristal de Rocha

Cups11       Por que será que as pessoas bem jovens têm uma imaginação tão ativa e vívida e emoções tão à flor da pele? Talvez seja porque elas não tenham sido ensinadas a suprimir os seus inatos poderes emocionais e intuitivos. Assim também o é o Pajem de Copas (também chamado de Princesa de Copas ou Valete de Copas), cuja imaginação é totalmente livre, permitindo-lhe sonhar, imaginar e criar a vida da forma que ele decidir fazê-lo. Apesar da sua cabeça passear pelas nuvens, os seus pés raramente se afastam do solo.

     Ele é aquele jovem (jovem de espírito, vejam bem) que é verdadeiramente romântico, gentil, compassivo, altamente criativo e com uma imaginação que desconhece limites. Esse jovem, às vezes, se sente deslocado ou em conflito pois ele preza muito a tranquilidade e a paz, coisas difíceis de se encontrar no mundo atual. Esse Pajem de Copas aparenta, na maior parte do tempo, ser sonhador e totalmente “desligado” mas engana-se que o julgar apenas por isso, pois por baixo dessa aparência calma, existe uma pessoa valente, estudiosa e determinada que poderia, em determinadas situações, equiparar-se ao Cavaleiro de Copas. Mesmo que algumas de suas idéias pareçam delirantes ou elusivas, impossíveis de se concretizarem, a sua base é bastante sólida e apoiada no real.  E ainda que ele possa ser temperamental e por vezes difícil por estar estreitamente vinculado ao seu emocional e espiritual, ele está sempre pronto para ajudar, para servir.

     Quanto mais a humanidade se afasta de seu lado sonhador, da sua capacidade de imaginar, num mundo altamente tecnológico e prático, onde tudo lhe é oferecido de forma resolvida, pronta, o Pajem de Copas é um sinal de alerta de que não podemos deixar que a nossa intuição, a nossa imaginação, nossa criatividade fiquem encobertas, estagnadas. Ele é o aviso de que devemos acreditar em todos os nossos sonhos e confiarmos em nossa voz interior. Quando deixamos de sonhar, não há a menor possibilidade que os nossos sonhos venham a acontecer, simplesmente porque eles deixaram de existir. Tudo é possível, quando nós o permitimos. Esse é o recado que esse Mensageiro vem nos entregar quando aparece numa leitura de tarot.

     Dependendo sempre das demais cartas que o acompanham e de sua posição no esquema de jogo, além do tema proposto pelo Consultante, o Pajem de Copas pode indicar gravidez e nascimento de uma criança. Pode simbolizar o começo de uma nova amizade ou de um relacionamento afetivo e até mesmo um reavivar de um relacionamento que já exista. Ele significa a chegada de notícias sobre noivados, casamentos, nascimentos e mesmo a entrega de uma carta, bilhete, e-mail, SMS, recado ou e-mail de conteúdo bastante apaixonado e emocional. Quando simboliza pessoas, inclusive o próprio Consultante, ele fala de uma personalidade bastante poética, calma, pensativa, gentil, bondosa e artisticamente talentosa. Pode retratar alguém com uma riqueza de conhecimentos disposta a distribuir os seus conselhos, ou alguém dotado de muita perspicácia. E também pode simbolizar alguém que estuda, que gosta de aprender,  ou está iniciando um novo curso.

     O seu lado “sombra” se revela, quando esta carta sai numa posição mal dignificada, alguém que tenta mostrar o que não é, que não tem o conhecimento e a experiência ou a sabedoria que procura passar com a sua estudada imagem. Alguém que é egoísta a ponto de não querer dividir o seu conhecimento. Aquela pessoa que tem um conhecimento estético de bom nível mas que não faz dela capaz de ser um verdadeiro artista. Alguém que é bastante preguiçoso e dado a mentiras e fofocas. Algo decepcionante (uma situação, um fato) que deverá ser descoberto. Um namorador inveterado, emocionalmente vulnerável e demasiadamente sensível e sentimental. Submisso e dependente do afeto alheio. Gente que é obcecada em ser “moderna”, acompanhar a moda, as tendências apenas para ser reconhecida como alguém informado. Pessoas que, indelicadamente, recusam convites ou faltam, sem comunicar, a compromissos. Tola e exageradamente preocupado com sua aparência. Pessoas invejosas, ciumentas, negligentes, que seduzem por interesse, facilmente influenciáveis.

     O surgimento do Pajem de Copas numa leitura sempre sugere que verifiquemos se estamos abertos ao amor. Se estamos preparados para sermos românticos, poéticos e divertidos. Nos lembra que devemos aceitar os convites que recebemos. Também, que devemos prestar atenção aos nossos sonhos e intuições e nos envolvermos com um projeto artístico, ainda que não acreditemos sermos talentosos o suficiente.

     Hoje, quarta-feira, 28 de abril, comemora-se o Dia da Educação e seria bastante apropriado que pudéssemos meditar sobre o quão amorosamente nos dedicamos a ampliarmos os nossos conhecimentos, desenvolvermos os nossos talentos, expressarmos nossas idéias, darmos forma aos nossos sonhos e fantasias. É tempo de nos questionarmos o quanto encantamos os outros com o nosso conhecimento, com a nossa generosidade, com a nossa ternura e o quanto somos afetuosos com os que nos cercam.

     Que todos possam hoje receberem notícias que lhes tragam felicidade e inspiração!

Imagem: TAROT OF THE RENAISSANCE, por Giorgio Trevisan

segunda-feira, 1 de março de 2010

Carta do Dia: 6 DE ESPADAS

    

Elemento Ar   (quente, úmido)
Título Esotérico Senhor do Sucesso Merecido
Astrologia Mercúrio em Aquário
Numerologia 6 :  harmonia, prazer, perfeição
Cabala Tiphareth (beleza) em Yetzirah (mente)
I Ching Chung Fu     image ,  verdade interior
Arcanjo Rafael, רפאל מלאך,  curador, médico
Dia da Semana Segunda-Feira,  regente Lua
Lua Cheia
Dia da Semana Segunda-Feira,  regente Lua
Signo Peixes,  regente Netuno
Ano 2010 (=3), regente Vênus
Era Aquário, regente Urano e Saturno

     vt6swords Desde sua concepção verdadeiras maravilhas e milagres aconteciam, prenunciando que a chegada de Buda era auspiciosa. Quando criança, seu pai consultou um conselho de sábios brâmanes que lhe disseram que o dia em que seu filho, chamado Siddharta, conhecesse a velhice, a doença e a morte, ele se tornaria um asceta. Apesar de todos os esforços empreendidos por seu pai, para que a profecia não se realizasse, Siddharta insistia em sair de dentro dos muros do palácio onde vivia.

     Um dia, após muita insistência, Siddharta pode finalmente passear pelas ruas da cidade e em seu caminho deparou com um velho que mal conseguia se amparar em seu cajado; com uma mulher gemendo de dor e com um funeral. Por último, deparou-se com um asceta mendicante que lhe disse que havia abandonado o mundo para, sobrepujando a alegria e o sofrimento, encontrar, finalmente a tão almejada paz em seu coração. Siddharta havia tomado conhecimento do sofrimento e da morte.

     A partir desse momento ele sabia que deveria partir, abandonando todos os confortos, os prazeres, a idéia de segurança que vivia. Difícil foi convencer seu pai, o rei, desse intento. Mais ainda difícil foi abandonar sua jovem esposa e seu filhinho. Uma noite, plenamente convencido de que essa era a sua missão, olhou pela última vez para a sua família que dormia, e silenciosamente despediu-se deles. Caminhou até as portas da muralha que circundava o palácio real onde vivia, abriu a grande porta, e, sem olhar para trás, partiu. Naquele momento morria o príncipe Siddharta para nascer o Buda, que iniciava a verdadeira viagem da sua alma.

     Há momentos em que somos forçados a abrir mão de algo que nos é muito importante e esse processo é, frequentemente, muito difícil. Todavia, a tristeza da “perda” será substituída por um esclarecimento muito maior, uma calmaria nas águas revoltas dos pensamentos e dos sentimentos, que proporcionará uma nova compreensão, um novo entendimento e aceitação das mudanças em nossa vida.  São muitas as ocasiões em que o que parece ser tristeza, dor e perda é simplesmente as dores do “parto” de um novo futuro e de uma mais pacífica experiência de vida.

     Certamente não foi fácil ao jovem Siddharta abandonar sua família, seus amigos, a proteção que recebia da corte, as delícias com as quais convivia dentro dos muros da casa paterna, o palácio. Foi-lhe doído abandonar a mulher amada, a esperança de assistir ao crescimento de seu filho, decepcionar as esperanças de continuidade de seu pai, dizer não a todos os benefícios e facilidades gozadas no seio da família. Trocar isso pelo desconhecido, por um mundo onde a realidade é nua e crua, onde a necessidade de sobrevivência é cotidiana, onde os ciclos da vida são vivenciados em todas as suas etapas causa dor, medo, angústia. Mesmo assim, Siddharta sabia que era chegado o momento. Ele acreditava na sua verdade interior.

     Numa leitura de tarot, quando o 6 de Espadas surge, dependendo sempre de sua posição e das demais cartas da jogada, além da questão proposta, ele pode significar que é chegado o tempo do consulente deixar a casa paterna e construir seu próprio caminho; que é necessário afastar-se um pouco para melhor avaliar a dimensão de um problema ou de uma situação; buscar segurança física, emocional ou mental em um outro lugar; estar cercado de pessoas vivendo uma mesma situação;  que é chegado um merecido tempo de descanso após uma árdua batalha; uma viagem, especialmente por navio, na companhia de várias pessoas; o término de uma dificuldade; encontrar seu próprio caminho; ser dono de seu próprio destino; poder contar com a ajuda de terceiros se quiser ou necessitar; buscar suas recompensas. 

     Nós criamos nosso próprio mundo, nossa própria realidade. Somos responsáveis pelas nossas escolhas e pelas suas consequências. Podemos aproveitar as energias positivas do Sol (vitalidade, consciência e poder) e de Júpiter (otimismo, abundância, conhecimento) que estão juntos no céu para reforçarmos as esperanças e nos abrirmos à espiritualidade. Como estamos sob a influência de Peixes, estamos num momento de maior receptividade, quando estamos propícios a compreendermos as nossas verdades, aquilo que o nosso coração sabe há muito. É uma excelente ocasião para buscarmos uma orientação espiritual que nos dê suporte para as nossas decisões. O Arcanjo Rafael, o curador, aí está a nos proteger nessa travessia, amenizando a dor das separações, do desapego, do abandono das limitações e nos harmonizando entre os planos físico, emocional e mental.

     Com a Lua na sua fase mais excessiva e Mercúrio, o viajante, nos sugerindo grandes e novas explorações, valendo-se do idealismo e do sentido de direção de Aquário (as qualidades fugazes e incertas de ambos são controladas por Saturno, um dos regentes de Aquário), podemos iniciar novos empreendimentos nos quais nos sintamos plenamente realizados. É chegada a hora de viver a sua verdade, por em ação aquilo que você quer realmente ser e fazer. Haja sempre com absoluta clareza, utilizando-se da lógica, da sua capacidade de raciocínio, de conselhos valiosos de quem mais sabe e da sua própria experiência pregressa. Mas invista nos seus sonhos, busque o seu caminho, ultrapasse as fronteiras do comodismo, tenha fé e acredite na sua voz interior.

     Lembre-se sempre que o real significado desta carta é: “O Sucesso após ansiedade e contratempos”, medite a respeito e tenha um ótimo dia e um excelente início de Março.

A sabedoria não se transmite. É preciso que nós a descubramos fazendo uma caminhada que ninguém pode fazer em nosso lugar e que ninguém nos pode evitar, porque a sabedoria é uma maneira de ver as coisas.”  _  Marcel Proust