É, normalmente, uma figura masculina acima dos 40 anos de idade, experiente, emocionalmente equilibrado, atencioso e carinhoso com as pessoas, que já passou por desilusões e outros "ferimentos" sentimentais, mas que atingiu um ponto de harmonia, tendo "curado" suas próprias "feridas".
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Rei de Copas ( Periscope: Alextarologo)
É, normalmente, uma figura masculina acima dos 40 anos de idade, experiente, emocionalmente equilibrado, atencioso e carinhoso com as pessoas, que já passou por desilusões e outros "ferimentos" sentimentais, mas que atingiu um ponto de harmonia, tendo "curado" suas próprias "feridas".
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Baralho Lenormand (Baralho Cigano): a Lua (Snapchat: ALEXCARLOS60)
domingo, 27 de dezembro de 2015
Ás de Copas (Tarot) e Coração (Baralho Lenormand): ao vivo no Periscope: ALEXTAROLOGO
sábado, 26 de dezembro de 2015
Baralho Lenormand (Baralho Cigano): o Coração (Snapchat: ALEXCARLOS60)
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
9 de Copas (Snapchat: @TAROTEANDO)
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
5 de Copas (Snapchat: @TAROTEANDO)
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
8 de Copas (comentário estendido / Periscope: ALEXTAROLOGO)
sábado, 21 de novembro de 2015
4 de Copas (versão Periscope: alextarologo) 20/11/2015)
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
4 de Copas (Snapchat em 20/11/2015)
Se você também gosta de Tarot, de cartomancia, sinta-se convidado a conhecer minhas páginas nas diversas mídias:
Snapchat: TAROTEANDO
Periscope: ALEXTAROLOGO
Facebook: ALEXTAROLOGO
Snapchat: ALEXCARLOS60 (Cartas do Baralho Lenormand)
Blog: ALEXTAROLOGO.BLOGSPOT.COM
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
9 de Copas (Periscope: alextarologo)
Se gostou desta postagem, por favor dê um Like e siga-me nas seguintes mídias sociais:
Snapchat: TAROTEANDO (comentário curto de 1 carta do Tarot)
Snapchat: ALEXCARLOS60 (comentário curto, de 1 minuto, sobre 1 carta do Baralho Lenormand, também conhecido como Baralho Cigano)
Periscope: ALEXTAROLGO (comentários de 10 minutos sobre uma carta oracular)
Facebook: ALEXTAROLOGO
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
ENAMORADA
Hoje o oráculo nos traz uma mensagem de amor e isso é sempre bom! Amar a si próprio, amar aos familiares, aos amigos, à humanidade, ao planeta e `a tudo que nele existe. Mas é, também, uma carta que nos avisa que estamos prontos para estabelecer um relacionamento afetivo muito recompensador.
Para podermos amar ao outro, temos que estar em harmonia. É necessário amar-se para poder ter reservas de amor para doar. E é também preciso saber receber o afeto, o carinho, a dedicação do sentimento alheio. É, portanto, que nos reconheçamos merecedores das atenções e dos sentimentos que estamos prontos a receber. Notícias, contatos, recados, telefonemas, e-mails, encontros casuais podem trazer surpresas no campo afetivo, portanto, esteja preparada!
Mas não somente flerte, paqueras e namoros é o que essa carta pressupõe. Confiar no instinto, na intuição, nos sentimentos é a grande recomendação do oráculo quando, num dia como hoje, surge a Namorada.
Alex Tarólogo
www.elementosdotarot.com.br
http://simboloseimagens.blogspot.com
http://arcanosmaioresdotarot.blogspot.com
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Carta do Dia: ÁS DE COPAS
“Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.” – Salmo 23
O Ás de Copas simboliza a nossa capacidade de sentirmos Amor e vivenciarmos emoções . Nós experimentamos nossa conexão com tudo e com todos através desse oceano a que chamamos sentimentos. Quando conseguimos harmonizar a nossa individualidade com os ritmos e correntezas da vida, nós vivenciamos um batismo muito especial que nos permite sorver diretamente da Fonte da Vida. Não há melhor método para preservarmos a nossa juventude do que nos banharmos nessa inesgotável fonte que é o Amor. O grande segredo do Ás de Copas está no fato de que suas águas purificam a nossa psique. Se conseguirmos aprender a mergulhar profundamente no grande mar dos nossos sentimentos, através da reconciliação e do desapego, assegurando que o pessimismo, os pensamentos negativos não embacem o refletivo espelho da nossa alma, daí então permaneceremos jovens, independente da nossa idade.
O Ás de Copas pode, também, ser visto como o alcançar da iluminação interior através de orações e meditação é provar do arrebatamento, do êxtase da Divina Presença e do amor que a taça contém. Beber dela é dissolver o ego no “vinho do Amado” que inunda o coração devotado. A taça (Copas) é, esotericamente, sinônimo de coração. O Ás de Copas é, portanto a representação do coração transbordante com o inebriante vinho de luz que Deus derrama sobre as criaturas. A taça, cálice, jarro ou vaso é também uma representação do ventre feminino.
O seu aparecimento numa leitura de tarot, sempre dependendo da sua posição na jogada e das demais cartas que o acompanham, bem como da questão proposta pelo Consultante, o Ás de Copas pode significar um novo amor; felicidade e alegria. Novas amizades. A benfazeja união do corpo, mente e espírito. O ato de receber. Fertilidade, propensão à engravidar. Um sentimento altamente satisfatório de completude e abundância. Estar disposto a apaixonar-se e a sentir prazer físico, mental e espiritual. Estar vivendo um momento muito criativo, inspirado, de intensa atividade artística. O início de um projeto na área das artes ou da criação. Novas oportunidades que surgem trazendo grande alegria e satisfação. Estar-se sentindo emocionalmente completo e recompensado. Conseguir sentir-se feliz no “aqui e agora” deixando as preocupações do futuro para… o futuro! É um verdadeiro estado de graça para a alma. Paz.
Em seu aspecto negativo o Ás de Copas pode simbolizar que não é o momento certo para começar um relacionamento. Sentir-se estéril de sentimentos profundos. Perder a fé. Sentir-se infeliz. Um amor que não é recíproco. Estar desconectado de suas emoções. Sentir-se desesperaçoso. Frustrações e arrependimentos. Sentir-se deixado de lado. Melancolia e futilidade. Instabilidade emocional e distúrbios de comportamento social. Vingança, ciúme e depressão.
Nesta quinta-feira regida por Júpiter, o mais expansivo dos planetas, com a Lua Cheia em Sagitário, que é garantia de muito otimismo, quando tudo nos parece possível, e com o Ás de Copas como nossa Carta do Dia, estamos vivendo um momento de aumento da nossa fé, de maior generosidade (cuidado com os gastos supérfluos!), de uma troca de correspondências e mensagens mais intensa, de maior autoconfiança e espontaneidade. É tempo de nos declararmos e de recebermos declarações muito afetuosas. Bom momento para extravasarmos os nossos sentimentos e as nossas emoções através de manifestações artísticas as mais diversas. Considere dançar, escrever um poema, ler um bom livro, desenhar algo, nem que seja na toalha de papel de um restaurante onde você vai para, também, namorar. Seja agradecido ao Universo pela vida que tem e abra-se cada vez mais para a felicidade.
Que o dia de hoje lhes traga muita alegria e satisfação!
Ilustração: TAROT OF THE RENAISSANCE, por Giorgio Trevisan
domingo, 25 de abril de 2010
Carta do Dia: REI DE COPAS
Título | Senhor das Ondas e das Águas |
Elemento | Fogo na Água |
Tetragramaton | Yod |
Arcanjo | Ratzkiel |
Nome Divino | Yahveh |
Mundo Cabalístico | Briah (mundo da Criação ) |
Sephirah | Chokmah (Sabedoria) |
Virtude | Devoção |
Vício | nenhum |
Obrigações em cada Sephirah | nenhuma |
Divindade na Árvore | Pai, Sabedoria Priápica |
Atividade Social | Governo |
Arquétipo Social | Pai, Esposo |
Correspondência Astrológica | Lua em Aquário, Saturno em Peixes, Júpiter em Peixes |
Planeta | Zodíaco |
Signos | Câncer, Escorpião, Peixes |
Pedra | Turquesa |
Quando o mar tem mais segredo
Não é quando ele se agita
Nem é quando é tempestade
Nem é quando é ventania
Quando o mar tem mais segredo
É quando é calmaria…”
Tanto Copas como o Elemento Água pertencem ao pólo negativo (refiro-me aqui somente à polaridade), o aspecto feminino, o ying, até mesmo porque, por uma tradição cultural, a civilização ocidental considera que tudo o que se refere ao amor e à felicidade como preocupações eminentemente femininas. Quando falamos dessas características estamos nos referindo aos indivíduos, de ambos os sexos, que são profundamente românticos, sonhadores e cheios de fantasias, como os artistas que produzem suas obras a partir dos seus devaneios. Também aqueles que conseguem colocar-se no papel do outro, imaginar-se vivendo as situações que o outro vive, e aí temos os grandes ouvintes, os confessores, os terapeutas
A taça (Copas) e a Água não são a mesma coisa, sendo que a taça contém a água, proporcionando-lhe uma idéia de forma e de compreensão a um sentimento que é disforme. Uma taça, uma xícara, um copo cumprem a sua função apenas por receberem e conterem a água. Podemos então estender essa observação dizendo que o naipe de Copas é receptivo, pacífico, calmo. Entretanto nós sabemos que se uma taça cheia de água mover-se de maneira abrupta, a água esparrama-se para fora do recipiente. A água pode esconder, em sua plácida superfície, profundidades e segredos inimagináveis, que nos fascinam, assustam e atraem. Por outro lado, pode levantar-se, do nada, em devastadores tsunamis, devastando tudo em sua fúria. Notadamente sensível às forças dos ciclos lunares, ela representa tudo o que não se pode controlar racionalmente, tudo o que não podemos dominar simplesmente porque queremos, usando da nossa vontade, e tudo aquilo que não conseguimos conter, limitar.
Esse naipe não é privilegiado, ou seja, não retrata a felicidade em seu estado mais puro, sem problemas. Temos que lutar para compreender e aceitar a dor e o sofrimento como aceitamos a alegria e a felicidade. Muita gente acha essa uma idéia bastante pessimista e praticamente impossível de ser levada à prática. Porém precisamos entender que a felicidade é ainda mais preciosa quando nós também conhecemos o que é sofrer. Em seus aspectos mais negativos, temos no naipe de Copas as ilusões, as superstições, os rancores, os ressentimentos, a instabilidade, a fraqueza, a preguiça e a falsidade, entre outros mais.
O Rei de Copas, como todos os demais Reis das cartas de Corte do tarot, representa a expressão máxima das características do seu naipe. Podemos reconhece-lo na figura do terapeuta, no conselheiro matrimonial, no sacerdote, no parapsicólogo, no shaman,no místico, nos artistas de todas as formas de expressão artística, nos cientistas e nas diversas situações onde a sua capacidade em ser prestativo, paternal, amoroso, sábio, carismático, intuitivo, religioso, protetor, emocionalmente amadurecido, bom negociador, apoiador e promotor das artes, possam ser de fundamental importância.
Quando o Rei de Copas aparece numa leitura de tarot, dependendo da sua localização entre as demais cartas e da “casa” que ocupa na disposição escolhida, além, é claro, da questão de interesse do Consultante, pode significar estar-se tratando de alguém com uma personalidade que governa os mais profundos e secretos sentimentos e situações e cujo trabalho é, normalmente, feito solitariamente. Seus mais sutis sentidos são bastante afinados e muito desenvolvidos e ele está sempre muito atento a tudo o que se passa em seu subconsciente. Uma das funções desse “personalidade real” é ajudar aos outros desapegarem-se de algo. Normalmente representa alguém que é um bom pai, um bom provedor, mestre, conselheiro, orientador, confiável, generoso, respeitado, diplomático, protetor e bastante caseiro. Representa o bom samaritano. É, sobretudo, uma pessoa gentil, sensível, intuitiva, imaginativo, criativo, inteligente, romântica, emotiva, compassivo, amável, e temperamental. Seu grau de mediunidade pode ser bastante elevado. O surgimento dessa carta simboliza que o Consultante, ou alguém que essa figura represente, é bastante perceptivo e que confia em seus sentimentos, não temendo demonstrá-los. Sua compreensão e sua intuição são notáveis e o tornam uma pessoa reconhecidamente sábia.
Em seu aspecto mais negativo, o Rei de Copas revela-se uma pessoa falsa, instável, influenciável, que desconhece limites, corrupta, sentimentalmente “melosa”, piegas, invejosa, egoísta, que esconde seus sentimentos, excêntrica, irritadiça, raivosa, brigona, iludida, enganosa, emocionalmente dependente. Pode ser alguém intimidador, bastante dominador. Também pode significar alguém que sofra de alcoolismo.
Neste domingo, dia regido pelo Sol, que a tudo ilumina, esclarece, nutre e fortalece com sua energia, aproveite para viver os seus sonhos. Divague, imagine, medite, contemple, deixe-se levar pela imaginação. Não tenha medo de ousar sonhar. E acredite na sua intuição. Ouça-a todas as vezes em que ela se manifestar ou quando surgir a oportunidade. E manifeste os seus melhores sentimentos. Expresse o seu amor.
Tenham todos um excelente e amoroso domingo!
Imagem: TAROT OF THE RENAISSANCE, por Giorgio Trevisan
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Carta do Dia: 3 DE ESPADAS
Encontrei essa carta de baralho por acaso, numa dessas minhas andanças revirando velhos sebos em busca de livros e revistas, cartões antigos. Fico feliz quando encontro aqueles com anotações à margem, dedicatórias escritas em letra trêmula de quem não quer rasurar o presente.
Essa velha carta de baralho, com sua imagem colorida à mão e rasurada pelo manuseio e pelo próprio tempo, eu acabei juntando com aquela nossa conversa sobre estarmos envelhecendo que tivemos, semana passada, no aniversário do nosso amigo.
Olhando as três “moçoilas” da carta não posso evitar imaginar a ocasião em que a foto foi tirada. Onde estavam? Quando foi isso? Porque estavam com essas roupas, meio caubói meio passeio na fazenda? Quem são? Irmãs? Primas? Amigas? Amigas sim, certamente. Pode-se ver o sorriso de felicidade e o carinho na proximidade com que posaram para o fotógrafo. Joviais, seguras de si, felizes por estarem juntas, naquele instante, compartilhando a sua alegria, afeto, companheirismo que, mal sabiam elas, viria muito tempo depois acabar em minhas mãos e me provocar essa melancolia.
Estive pensando, nos últimos dias, olhando para essa carta, o quanto vamos deixando de nós pela vida, em papéis, velhos instantâneos, uma medalhinha, um cartão de natal, um telegrama de pêsames, tudo mais ou menos retidos nos guardados e na memória de pessoas que um dia fizeram parte das nossas relações, com quem dividimos afetos, segredos, esperanças. Com quem rimos e choramos, brigamos e fizemos as pazes. Ou brigamos e… nunca mais fizemos as pazes.
Quantos parentes, amigos, professores, colegas de escola, companheiros de trabalho e amantes levaram consigo algo nosso e, em troca, nos deixaram as recordações de uma música, um restaurante predileto, um autor que citavam sem parar, o cheiro de um perfume daqueles que nem são mais fabricados, ou um velho poema, de “própria lavra” como se usava dizer, que guardamos através de décadas, nem sabemos direito porque, junto com as velhas fotos. Quantas juras de amor, de amizade eterna, foram trocadas e registradas em kodachrome só para ficarem amareladas e desbotadas com o tempo.
Também eu, Rosa, guardo essas imagens do meu passado em caixas de papel, em velhos álbuns de retrato (daqueles que ainda tinham a capa em madeira, lembra-se?) São rolos de velhos filmes que nunca mais assistirei, até mesmo porque mofaram dentro de suas latas; santinhos de primeira comunhão com um Jesus de papelão, encostado numa das paredes do estúdio, entregando a hóstia; envelopes com rebuscada caligrafia e enfeitados com selos vindos do Liechtenstein (ah, como eu achava que o Liechtenstein deveria ser o lugar mais fantástico da Terra. Afinal, com esse nome quase impronunciável…). Dentro do pequeno missal revestido em baquelita, imitando madrepérola, uns amores-perfeitos ainda mantém um resto de roxo e de amarelo. Lembro perfeitamente da tarde em que minha mãe os colheu no jardim da casa em que morávamos.
Há também, nessas caixas já muito gastas, não tanto por serem velhas como eu, mas por terem sido abertas e fechadas milhares de vezes nestes anos, lembranças de pessoas com quem eu nunca mais quis encontrar. De gente que um dia foi tão importante para mim e que, quando tudo se acabou, entre meus cacos recolhi também o quase nada que deixaram para trás e que pudesse me fazer lembrá-las. Estranho , não é? Eu sei que você também deve estar pensando isso. Afinal, se o meu ressentimento, a minha decepção com elas foi assim tão grande, por que mante-las junto a outras recordações tão mais felizes?
Não sei, minha amiga, não sei explicar. Pelo menos não coerentemente. Talvez eu as guarde como algumas pessoas guardam em vidrinhos de remédio pedras expelidas pelos rins, numa estranha maneira de perpetuar a memória do sofrimento passado. Talvez seja para “balancear” tantas outras lembranças bem mais felizes. Ou talvez eu espere, um dia, realmente perdoar o fato de terem me traído, me decepcionado, me feito chorar desesperadamente, destruindo ilusões, sonhos, fantasias. Muito provavelmente seja para que eu consiga um dia olhar para esses velhos tesouros e reconhece-los todos meus, parte do que eu sou, todos com a mesma importância e valor, ao invés de ficar repetindo, como estou fazendo nesta carta _ “Ah, se eu soubesse naquele tempo o que sei agora”. Coisa de gente rancorosa e que não se perdoa também, não é mesmo, amiga?
Como é penoso perceber quantas mágoas carregamos pela vida. Velhas feridas que nem mesmo o tempo as faz cicatrizar porque lá estamos, todos os dias, a abrí-las novamente, numa espécie de êxtase masoquista: sofro, logo existo. Triste inversão. Por que não utilizei todos esses anos para refletir a respeito, compreender os pontos de vista, o momento em que vivíamos e aceitar a situação como uma técnica didática, dentre as muitas de que dispõe, que o destino usou para me ensinar algo que me fizesse crescer? Mas não. Foi mais fácil contentar-me com a situação de vítima a transcender a dor.
Só espero, minha querida, que esses três sorrisos antigos estampados nessa velha carta tenham despertado em mim algo mais do que tristeza, melancolia e solidão. Olho para a alegria registrada em sal de prata nesse pedaço velho de cartolina e aguardo que algo se transforme dentro de mim, curando esse mal crônico através da compreensão e do perdão. Da minha própria absolvição. E, quando alguém, olhando uma dessas fotos que há muito guardo em caixas, me perguntar _ “Quem é?” _ eu consiga dizer, com o coração mais aliviado e sem que a dor de tristes memórias voltem a afligir este velho e safenado coração _ “Ah, essa é Fulana. Fomos grandes amigos, fizemos faculdade juntos. Frequentávamos a mesma turma e nos divertimos muito. Casou-se. Sabe como é, perdi contato. Nunca mais ouvi falar dela”.
Espero que você, Rosa, também goste dessa carta, desse 3 de Espadas tão antigo. Que ele lhe inspire lembranças menos lacrimosas que estas minhas.
Beijos!
