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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Carta do Dia: O JULGAMENTO

     Querida amiga!20-Major-Judgement2
     Fiquei muito feliz ao receber, na manhã de hoje, o seu convite  para seus 50 anos e as suas, sempre sábias, palavras de que um novo tempo estava se descortinando para você.
     Já fiz 50 há algum tempo e sei o que representa como uma etapa vencida, um momento em que armamos um grande tribunal para revivermos fatos, medirmos experiências, avaliarmos consequências dos atos passados. Há uma mistura de nostalgia, arrependimento, agradecimentos e despedida, pois existe um conceito de que aos 50 adentramos os portais da chamada “terceira idade” (o que é isso?). Somos “coroas” como se dizia na minha juventude (epa!). Fazer o que? Viver, e bem, ora bolas!
     Naturalmente, viver! Vivenciar plenamente esse rito de passagem, com muita festa, bolo, champagne, risos e lágrimas, a companhia da família, amigos, parentes, viagens. Aproveitar para despedir-se de velhos hábitos, de vícios, de situações incômodas, de crenças nas quais já não depositamos a menor fé, da preguiça e do comodismo que nos impedem de mover, de seguir em frente.
     É uma nova etapa? Claro que sim. Então, é chegado o momento de levarmos ao tribunal da nossa consciência os nossos primeiros 50 anos de vida e deles extrairmos a essência do que iremos viver daqui para frente. E é evidente que o que você semeou no transcorrer desses 18.250 dias será colhido nos próximos anos. A forma com que tratamos o nosso corpo, respeitando-o e preservando-o é uma radiografia do nível de saúde física que possuímos e com a qual poderemos contar. A maneira com que você vivenciou  seus contatos, seus relacionamentos, sua vida amorosa, familiar e social, a sua busca espiritual, isso tudo também deverá ser avaliado para que você possa ver se há falhas que certamente poderão ser sanadas nos próximos tempos.
     Esses rituais que sentimos necessidade de viver, de celebrar, marcam o início de novos tempos. De uma mente pronta para viver e aceitar uma nova época, novos  desafios, novas situações, novas formas de pensar, novos métodos a serem testados, uma renovação pessoal e nos nossos relacionamentos, ambições e aspirações. É uma ocasião para uma completa auto-análise, uma auto-crítica, tendo em mente que nada do que passou foi em vão,  que poderia ter sido diferente, mudado, que a culpa é toda sua, que você foi tola, relapsa, benevolente ou cruel demais. Nada disso. Tenha consciência que o que vivemos, todas as nossas ações passadas, presentes e seus reflexos futuros são o que chamamos de “carma”. Tinha de ser assim, para que ´você pudesse aprender dos seus erros e acertos, desenvolver sua intuição e refinar o seu livre-arbítrio e progredir como corpo, alma e espírito.
     Se você sente que esta data é uma chamada para algo maior, viva-a em plenitude. Não se recuse por medo ou por simples obstinação. Transcenda e aproveite para aceitar as recompensas tão merecidas dos esforços empenhados nesses primeiros 50 anos da sua vida.  Lembre-se sempre de que o futuro é formado pela soma de todas as nossas experiências, positivas ou não, vividas no passado e no presente.
      Celebre com muita alegria e leveza de alma essa data e faça dos próximos dias, semanas, meses e anos algo de ainda mais memorável. Permita-se renascer, consciente de quem você realmente é, aceitando a sua bagagem anterior, mas aberta para uma nova oportunidade, uma nova luz que o destino que oferece.
     Aproveito para confirmar minha presença em sua festa e juntar-me a todos que estarão aí,  presenciando uma nova e excelente oportunidade abrindo-se à sua frente.
     Grande beijo!
P.S.: Esqueci de escrever que a Carta do Dia é, significantemente, o Julgamento…
 Ilustração: TAROT OF THE TIMELESS TRUTH, de Leila Vey

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Carta do Dia: O HIEROFANTE


É, não há como escapar: as tradicionais festas de fim de ano, com todos os seus rituais, seus costumes, suas tradições estão batendo à porta e não acredito que a mais impedernida das criaturas não se surpreenda assoviando um "Jingle Bells" no meio do dia.
O Natal é um excelente exemplo de tradição, de rituais familiares e coletivos que conservamos e repetimos, acrescentando ou modificando algo (Afinal somos modernos! Os tempos são outros!) mas, à nossa maneira, eternizando e reverenciando a sua importância em nossas vidas.
Mesmo aqueles que criticam o "desaparecimento do verdadeiro espírito natalino", exorcisando o consumismo que abarrota lojas e calçadas, devem reconhecer que há um determinado momento, seja ele no instante em que se clica "enviar" naquele e-mail de saudações natalinas (tradição!), quando nos reunimos com os colegas de trabalho num restaurante para o anual "amigo secreto"(tradição!), quando enfeitamos a casa (tradição) seja com uma magnífica árvore com aveludados laços, espelhadas bolas e outros balangandãs ou com uma coroa natalina de R$1,99, antes da troca dos presentes (tradição!), durante ou após a farta ceia (tradição!), há pelo menos um instante de profunda interioridade em cada um de nós. Nesse instante parece-nos estarmos conectados com algo maior, uma força que nos une e nos dá significado. Uma ponte (Ponte = Pontífice = Hierofante = Sacerdote) que nos liga a um plano superior, espiritual.
Quando o Hierofante (também chamado de Papa) saiu na tiragem da Carta Diária na manhã de hoje, ri sozinho pensando o quanto essas energias estão ativas.
Esse respeitável senhor retratado na carta é o símbolo daquela nossa voz interior que sabe perfeitamente diferenciar o certo do errado, o divino do terreno, o espiritual do material, e que está sempre ali, dentro de nós, para estabelecer uma ligação entre a nossa consciência terrena e o conhecimento intuitivo que temos do código de ética de Deus. É a nossa consciência que se apercebe de que em toda a experiência vivida há uma lição de crescimento pessoal a ser aprendida. É o nosso conselheiro moral interior.
Essa nossa consciência, essa nossa voz interior nos auxilia, e muito, a formularmos e expressarmos uma filosofia pessoal e, com isso, ela nos revela a necessidade de encontramos um sentido espiritual em nossas vidas e, até mesmo, uma maior compreensão dessa nossa espiritualidade.
O Hierofante é também aquele analista que tanto nos ajudou a superar problemas tão difíceis, aquele professor que se empenhou para que nos tornássemos mais curiosos e questionadores, não aceitando tudo aleatóriamente; o guru que encontramos ao acaso (?) e que nos descortinou a possibilidade de harmonizarmos as partes animal e divina das quais somos feitos. É o advogado que nos orienta dentro do sistema de ordem e normas legais em que vivemos; o sacerdote que realiza o nosso casamento, com direito a véu, grinalda, corte de bolo e foto com as taças de champagne entrelaçadas. Sem esquecer dos assistentes sociais, sempre a postos para introduzir adequadamente o indivíduo na sociedade coscientizando-o de seus deveres e obrigações.
Por essa figura representar ortodoxia, ritos, tradições, o seu lado "sombra" muitas vezes nos deixa paralizados num emaranhado de leis, de normas e de comportamento apropriados a serem seguidos, a vestimentas corretas para essa ou aquela ocasião, a como e o que devemos celebrar, a como nos relacionarmos com nossos pais, nossos filhos, os mais velhos, nossos esposos, parceiros, amigos. Pode significar o conformismo, um modo de agir conforme a sociedade (leia-se: nossos pais, parentes, amigos próximos, empregadores, colegas de trabalho) esperam que o façamos. Portanto, cuide-se com os extremos.
Vivencie essa energia no dia de hoje, escrevendo as etiquetas para os presentes, como sua mãe fazia, colocando um novo enfeite feito pelas crianças sobre o aparador, ouvindo e cantando junto (é claro!) aquele CD com músicas natalinas "de hoje e sempre". Faça umas rabanadas, junte todos à volta da mesa e conte-lhes dos seus Natais. Seja, principalmente hoje, o Hierofante para alguém, ajudando-o a descobrir a Estrela Guia que brilha dentro dele e de cada um de nós.
Bom dia!