quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
"Lenormand de Marseille": unboxing e comentário
domingo, 6 de dezembro de 2015
Lendo e interpretando as imagens do Tarot / Parte 2 (transmissão feita ao vivo no YouTube)
Lendo e interpretando as imagens do Tarot (transmissão feita AO VIVO no YouTube)
sábado, 23 de janeiro de 2010
Carta do Dia: 2 DE OUROS
Sábado! Final de semana e aquela vontade enorme de não fazer nada. Descansar, relaxar, deixar de lado compromissos e obrigações e ficar a toa. Desligar-se.
Mas daí a gente acorda e sabe que a família está lá, na mesa do café, esperando para serem servidos, para irem à praia, para fazerem um lanche no shopping e depois irem ao cinema. Um quer uma coisa e o outro faz questão do absolutamente oposto. Dinheiro contado, pois afinal já é quase final de mes e vai ser preciso “esticar” a grana o máximo possível.
Bom, pelo menos está fazendo sol e a gente pode sair, passear, distrair-se. As tarefas de casa ficam um pouco abandonadas mas curte-se mais a vida ao ar livre ou aqueles programas básicos de fim de semana. Mas… e se o tempo mudar? E se chover? O que fazer com a criançada em casa? E o maridão reclamando do barulho? E quem vai levar o cachorro para sair quando a chuva cai? Será que é melhor alugar uma porção de DVDs e deixá-los de prontidão em caso de emergência? Faço supermercado agora, ou confio na sorte e passo o final de semana comendo bobagens, fora de casa?
Nossa Carta do Dia é exatamente sobre como ter jogo de cintura e estar pronto para enfrentar, com muita flexibilidade e humor, as situações da vida.
Aquela mãe de família que trabalha fora e dá conta de levar os filhos para a escola, fazer o serviço doméstico e terminar o dia ainda com energia suficiente para apoiar o marido ouvindo seus problemas, é, além de uma heroína, um verdadeiro exemplo do 2 de Ouros.
Essa carta, quando aparece numa jogada (dependendo da sua localização e das demais cartas que a cercam) pode significar mudanças, alterações, flutuação, surpresas, jogo, destreza, habilidade, diversão, viagem e especialmente alterações nas finanças, porém quase sempre benéficas.
O 2 de Ouros, até mesmo na maioria de suas representações gráficas, incorpora o conceito oriental de Yang e Yin, ou seja: do positivo e do negativo, do masculino e do feminino, do claro e do escuro, do frio e do quente, do seco e do úmido. Um conceito de dualidade inerente a todas as coisas, até mesmo porque tudo o que chamamos, por exemplo, de saúde, é porque temos a noção exata, a experiência do que é doença, o seu antônimo. E assim vai. Sabemos que é claro porque conhecemos o que é escuro, o que é alegria porque já vivenciamos momentos de tristeza; o que é fartura pois o contraste da pobreza nos salta aos olhos em cada esquina das nossas cidades.
O 2 de Ouros nos anuncia que estamos preparados para lidar com uma energia bastante ativa e voltada à parte material da vida (Ouros = Terra) tipo saúde, dinheiro, posses, bens materiais. Para quem tem habilidade em lidar com dinheiro, tem conhecimento das oscilações (epa! Olha o 2 de Ouros aí de novo!) do mercado, mas tem experiência, bom senso e capital, é tempo de arriscar e investir. Para quem está com o dinheirinho contado no banco e louco para, na ida ao shopping, comprar aquele novo modelo de TV de plasma em não sei quantas suaves prestações, o conselho é: não se arrisque. Dá para sacar a diferença entre os dois exemplos?
Conheço muita gente que não consegue equilibrar duas coisas fundamentais na vida: o espiritual e o material. Sempre acabam, quase que fanaticamente, tendendo para um dos lados como se ambos não fossem parte de um todo completo e único. Para reconhecer o material e os seus benefícios é necessários que tenhamos um desenvolvimento espiritual condizente, que nos permita vivenciar ambos em harmonia, tomando decisões e escolhas baseadas em diversas experiências tais como educação, lições aprendidas no passado, instintos e intuições sobre o futuro. Ambos não são absolutamente antagonicos, mas complementares. É preciso vivencia-los para nos tornarmos inteiros.
Portanto, se você hoje tiver a oportunidade de ir à praia, ou mesmo assistir a um vídeo sobre surf, preste atenção como o surfista, equilibrado sobre uma simples prancha, enfrenta todo um oceano: com coragem, animação, curiosidade, adaptando a posição de seu corpo às manobras necessárias, surfando na crista das onda ou dentro de “tubos”, aproveitando o impulso que o próprio mar, a própria água lhe oferece para acelerar e escapar das quedas. Ele treina muito. Cai, levanta inúmeras vezes. Acorda cedo, viaja bastante, presta atenção nas condições do tempo e das marés, sabe onde estão as melhores ondas, etc. Enfim, informa-se ao máximo, mas sabe que está lidando com algo que independe quase que totalmente dele. O elemento surpresa existe e é aceito como parceiro de aventura. Mas lá está ele, exibindo o que sabe, o que aprendeu nos anos de treino, sem ter certeza plena de sucesso, mas feliz por arriscar-se, de forma consciente e planejada. E seu sucesso está no êxtase de saber que, por breves momentos, viveu todo o mar, todo o céu, todo o sol, cavalgando sozinho o movimento contínuo das marés.
Tenham todos excelentes opções para este final de semana e vivam-nas com muito bom humor!
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Carta do Dia: A SACERDOTISA
Estive vendo, há algumas semanas, que foi editado mais um romance escrito por Donna Woolfolk sobre a Papisa Joana, uma figura que a Igreja insiste em dizer que nunca existiu. Muito resumidamente conta a estória de uma mulher que, através de uma sucessão de fatos, acaba por ascender ao posto máximo da Igreja Católica e que, tendo dado à luz durante uma procissão religiosa, tem seu segredo revelado. Tendo a sua existência sido real ou fictícia não é o mais significativo, mas sim a importância que ainda sentimos em colocarmos o feminino nas mesmas condições de igualdade que os homens ocupam dentro das religiões e o medo ou desconforto que esse assunto provoca em determinados grupos ou pessoas.
O advento da sociedade patriarcal e, consequentemente, das religiões onde a figura máxima era masculina, sempre representada por um homem idoso, barbado, sábio e bastante impositivo, procurou eliminar a figura até então reinante da mulher como detentora dos Mistérios. E entenda-se Mistérios como as experiências exotéricas interiores que vivenciamos em nossas vidas. A Deusa-Mãe foi substituida pela figura de Deus-Pai, o protetor e, se pararmos um instante para pensar, as mulheres ocupam, na maioria dos casos, papéis coadjuvantes, como exemplos ou de pecado, de vício, de arrependimento ou de virtude, dentro dos textos considerados sagrados.
De vez em quando algo acontece que vem mexer novamente com a imaginação das pessoas e revolver um pouco da história. Casos como desse lançamento editorial sobre esta suposta (?) papisa ou o famoso debate que o best-seller de Dan Brown, “O Código DaVinci”, estabeleceu ao resgatar as considerações gnósticas sobre o verdadeiro papel da Maria Magdalena dentro das Escrituras e da vida real como companheira e o mais iluminado apóstolo de Jesus, sendo a mais capaz e provavel continuadora.
Maria Madalena é apresentada como uma prostituta que arrependeu-se de sua vida pregressa, teve 7 demônios (os 7 planetas pela qual a alma passa, adquirindo suas características, para reencarnar) expulsos de seu corpo por Cristo, passou a seguir Jesus e seus discípulos tomando conta das suas necessidades práticas. De acordo com o Evangelho de S. João ela foi a primeira pessoa a ver o Cristo Ressuscitado, o que é contradito no Evangelho de S. Lucas, quando Pedro é o primeiro a encontrar Jesus e proclamar a mensagem da sua ressureição, tornando-se, assim, o primeiro Papa da sua Igreja. Apoia-se nessa versão a justificativa da sua autoridade papal.
A Sacerdotisa, o arcano número 2 do tarot, é um símbolo daquilo que essas duas figuras representam: um bem guardado segredo, um conhecimento profundo, a intuição, a memória, aquilo que não pode ser falado, a necessidade de se enxergar abaixo das aparências, paciência, fidelidade, devoção, crença, pureza, a inibição, o esconder o jogo, negócios ou planos realizados na surdina, burocracia, ser serviçal, escapismo, e muito mais. Ela é representada pela Lua, com a alternância de suas fases, com seu aspecto de cavernosa escuridão, de refletir a luz, e também pela romã, que simboliza a chave para o que há de mais guardado ou escondido dentro de nós.
Quando a Sacerdotisa aparece, como na manhã de hoje, numa leitura de tarot, pode ser um indício de que sua imaginação possa estar entre os mais importantes portais para ajudá-lo a conquistar tudo aquilo que você tem desejado trazer para a sua realidade.
Se você tem achado difícil focar sua atenção para viver integralmente o momento presente, este arcano pode estar aí para lhe sugerir que canalize sua atenção através de algo criativo como escrever, desenhar, pintar, esculpir, dançar, cantar, etc, metamorfoseando em realidade aquilo que antes só havia em sua imaginação.
Por outro lado, se você tem deixado de prestar atenção aos seus sonhos, às suas intuições, aos seus momentos de devaneio e de solidão, necessitando sempre estar cercada de pessoas que lhe entretenham e obedeçam às suas ordens, a Sacerdotisa pode estar aí, então, para sugerir que abandone a sua necessidade de controlar a tudo e a todos e a usar a sua própria imaginação para ajudá-la a olhar-se além das suas auto-impostas limitações, permitindo-lhe mergulhar no mais verdadeiro dos seus potenciais e aprender a usá-los de forma colaborativa, em grupo.
Se considerarmos algumas das suas características básicas, aquelas mais conhecidas e aplicadas, podemos por extensão dizer que não é uma carta favorável a romance ou paixão, pois pelo menos uma das partes pode estar querendo ou necessitando de um tempo só para si, ou então não está preparada ou interessada em assumir nenhum tipo de compromisso.
Como mensagem do dia a Sacerdotisa pode estar a nos sugerir a prática de alguns minutos de meditação, um passeio solitário onde possa apreciar a natureza, a visita a uma galeria ou museu, algum tempo em oração em uma igreja, templo ou santuário, a leitura de um livro que aborde temas como religião, auto-conhecimento, esoterismo, etc. Sobretudo ela nos ensina que devemos sentir a vida ao invés de reduzi-la a fórmulas simplesmente racionais. Lembre-se que ela é a guardiã da nossa razão de ser, dos nossos propósitos neste plano de existência e do padrão com que viveremos o nosso destino.
Tenha um excelente dia!
Ilustração: GUSTAVE DORÉ BIBLICAL TAROT
Video: Cenas do filme “Papa Joana”, de 2009, baseado no romance homônimo de Donna Woolfolk.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Carta do Dia: 8 DE OUROS
Tenho um grande amigo que é um dos exemplos mais próximos que eu conheço do que a Carta do Dia de hoje, o 8 de Ouros, simboliza.
Nascido numa família de suíços-brasileiros, aprendeu desde cedo a falar fluentemente em 3 idiomas e, como a grande maioria dos rapazes da sua época, uma educação bastante formal nos melhores colégios. Naquela época, trabalhar numa companhia aérea era o sonho de grande parte dos jovens, pela glamour que ainda havia na idéia de viajar de avião. Nada que pudesse lembrar o verdadeiro caos e exercício de paciência em que haveria de se tornar poucas décadas depois.
Conseguiu, após inúmeros testes ser aprovado para serviço de terra (trabalhar no balcão) da mais famosa companhia aérea brasileira de então e, pouco tempo depois, devido à sua facilidade de expressar-se, ao seu desembaraço em línguas, simpatia incomum e facilidade de adaptação, estava chefiando o mais importante escritório dessa companhia em Genebra.
Foram anos de grandes experiências, de muito aprendizado, de descobertas, mudanças e transformações, inclusive (infelizmente) na própria companhia, que acabou, primeiro, fechando seus escritórios no exterior e depois literalmente falindo, tendo sido vendida e revendida diversas vezes. Mas meu amigo, apesar de ter enfrentado todos esses revezes com bastante coragem, acabou desempregado, tendo que recorrer à justiça, num interminável processo, para a obtenção de seus muito justos salários e direitos trabalhistas devidos.
Para ele, o retorno ao país, desempregado e numa época de grande recessão e dificuldade de oportunidades, foi novamente um período de adaptação, um verdadeiro desafio que o seu desenvolvimento espiritual, a sua compreensão de si mesmo e do mundo ajudou-o a suportar.
Em seus longos anos na Europa, como sempre foi um excelente gourmand, grande descobridor de excelentes bistrôs, restaurantes, frequentando desde as pequenas feiras de rua, com seus produtos frescos e únicos, até os mais sofisticados salões da alta gastronomia internacional, decidiu acrescentar ao seu currículo um curso de culinarista, feito na mais reconhecida escola suíça da época. Diga-se que essa escolha não teve nenhuma outra pretensão do que a de expandir os seus conhecimentos. Curiosidade, prazer, interesse pessoal.
No seu retorno, ainda que abatido pelas dificuldades que enfrentava pela perda de um emprego que muito gostava e no qual havia dedicado muitos anos de sua vida, começou a reencontrar os velhos amigos, antigos companheiros de bancos escolares e a convidá-los para jantares regados a excelente comida, ótimo papo e boa música. Recordações eram embaladas pelos aromas e sabores que ele mesmo criava em sua cozinha para o deleite de todos que não se cansavam de elogiar seus, até então, desconhecidos dotes culinários. Naturalmente, convites à almoços ou jantares em sua casa passaram a ser disputados e começaram a surgir os pedidos para que ele preparasse na casa de alguém um jantarzinho de aniversário, um coquetel para receber amigos que passavam pela cidade, etc.
Em pouco tempo, não só ele era conhecidíssimo pelo seu talento, mas ele mesmo começou a especializar-se, produzindo aquilo que havia percebido ainda não existir no mercado local: terrines. Essa especialidade francesa não apenas veio a ser o seu cartão de visitas mas o seu passaporte para uma nova viagem proposta pelo destino. Hoje, aquilo que começou como um simples hobby, uma maneira delicada de retribuir convites e juntar amigos queridos, tornou-se seu verdadeiro trabalho, onde encontrou sua verdadeira forma de expressão e a necessária recompensa econômica.
Isso é o que o 8 de Ouros anuncia: o surgimento de um tempo de descoberta de talento, estudo, pesquisa, planejamento, trabalho intenso, ensaios até o perfeito desenvolvimento de habilidades que pode ocorrer a qualquer época da vida, mas que é muito comum manifestar-se quando a pessoa já parece ter cumprido todo um longo percurso e se encontra em posição estável. É quando se toma consciência que o dinheiro ou a fama não são as maiores recompensas dos nossos esforços, mas a felicidade inerente ao processo do próprio trabalho. É quando percebemos que nosso desenvolvimento espiritual, tendo se transformado numa sólida base para a compreensão das nossas ações, nos faz ver que a importância do que fazemos está diretamente ligada ao bem que esse trabalho traz a todos que dele dependem ou se aproveitam. É termos grande entusiasmo em adquirir e desenvolver novas habilidades e conseguirmos compreender que ainda não consumimos todos os nossos potenciais, podendo assim a continuar investindo e crescendo em outros empreendimentos.
Portanto, quando o 8 de Ouros surgir numa leitura de tarot, dependendo sempre da sua localização e das cartas que lhe são próximas, ele pode estar-lhe avisando que aquele seu hobby de pintura em porcelana, aquele seu talento para bordados em ponto-cruz, aquele seu conhecimento sobre radiestesia e radiônica, aqueles seus contos e escritos que vão se acumulando nas gavetas podem ser a chave para a descoberta do mais rico dos tesouros: a felicidade. Por que não repensar a respeito deles? Por que não aceitar riscos bastante calculados, agindo com prudência, com cautela, sem nenhuma precipitação (pois tudo tem, e vem, ao seu próprio tempo), com esmerada dedicação e entusiasmo e transformar numa nova e bastante pessoal forma de expressão?
Lembre-se que a única coisa constante na vida é a mudança. Portanto, adapte-se à elas com uma mudança interior e exterior que irão se refletir em suas atitudes, nos seus sentimentos, em novas energias e situações.
Medite a respeito, aproveite o sábado com muita alegria e tenha um ótimo final de semana!
Ilustração: HOUSEWIVES TAROT
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Carta do Dia: 3 DE COPAS
Hoje promete ser daqueles dias em que o sol de verão não brilha apenas no firmamento, mas também dentro dos corações, fazendo-nos sentir mais vivos, mais felizes, interagindo melhor com todos e com tudo.
O 3 de Copas é aquela carta que prenuncia que é chegado o dia da colheita. O momento de receber de volta todo o amor que semeamos pelos campos da vida. E, como é natural num momento de premiação por uma etapa concluída, há de ser celebrado.
O número 3 tem como uma de suas características o fato de representar um momento de conclusão de uma das etapas de um longo processo, como quando recebemos o diploma de conclusão de um curso universitário, mas sabemos que ali deixamos para trás os bancos escolares mas iremos enfrentar os desafios do mercado de trabalho. É quando festejamos o fim das nossas vidas de solteiro com as famosas “despedidas”, celebrando com nossos amigos uma etapa que vivemos intensamente, mas que estamos deixando para traz para assumirmos um novo estilo de vida, novos compromissos e responsabilidades. A alegria da chegada do primeiro filho marca, também, o fim de um outro nível de relacionamento e compromisso.
E tudo isso deve ser régiamente celebrado. As 3 taças que normalmente estampam esta carta no tarot estão transbordando de amor, alegria, plenitude, paz e prazer. Representam experiências que são compartilhadas, como, por exemplo, o sucesso obtido por uma equipe de trabalho na execução de um projeto; as alegrias e as esperanças divididas pelos noivos, que justificam uma festa de casamento; uma alegre reunião de família para celebrar um aniversário.
No dia de hoje, com a energia de um 3 de Copas, devemos, em primeiríssimo lugar, ser agradecidos ao Universo por todos os benefícios que nos são concedidos e estender a prática desse estado de gratidão com todas as pessoas que nos cercam e a quem dispensamos alguma forma de amor. Como Copas refere-se às emoções (elemento água), é bem possível que estejamos muito mais sensíveis do que habitualmente, muito mais propensos a nos emocionarmos e reagirmos intensamente às situações que se apresentarem. Aproveite, então, a energia do planeta Mercúrio (comunicação, força de vontade, habilidades) que está regendo o signo de Cancer (receptividade), conforme nos alerta o simbolismo da carta, para vivenciar plenamente a sua capacidade de encontrar alegria, felicidade e realização no dar e receber amor, aproveitando e prolongando o quanto puder essa sensação e esse momento. Sim, porque é um momento na nossa longa jornada. É uma pausa que a vida nos oferece para reconhecermos nosso potencial e celebrarmos o fim de problemas e doenças, o desenvolvimento de projetos e negociações bastante promissoras, o encontro de um novo amor ou o reaquecimento de uma já existente relação.
Permita-se todos os dias, e hoje em especial, a aproveitar as coisas boas da vida com intensidade e prazer, porém sem apego, valorizando os seus potenciais interiores e perdendo, definitivamente, o medo de ouvir a voz do seu coração.
Divinatóriamente, o aparecimento de um 3 de Copas numa tiragem de tarot pode significar casamento, início de uma sociedade comercial promissora, o reencontro de grandes amigos e familiares, hospitalidade, o compartilhamento de ideais, uma profunda sensação de paz, o nascimento de um filho (especialmente num ano regido pela Imperatriz), e até mesmo a existência de 3 pessoas muito importantes em sua vida, com quem você tem um profundo e íntimo intercâmbio baseado no amor.
Tenha um ótimo e alegre dia e não se esqueça de declarar o seu amor!
Imagem: ALCHEMICAL TAROT, por Robert M. Pace
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Carta do Dia: O MAGO
Maria Luiza (vamos chamá-la assim) sempre foi batalhadora. Filha de boa família, era meio ovelha negra pois seus interesses sempre conflitaram com os sonhos que seus pais alimentavam para ela: colégio de freiras, curso de piano, debutar no Country Club, apaixonar-se pelo filho de algum bem estabilizado amigo, casar-se, ter filhos e fechar o livro crente de ter vivido feliz, sempre, e para sempre.
Coitados…
Maria Luiza era a mais rebelde do colégio, aluna brilhante sem nunca ter dado a impressão de estudar. Copiava dos amigos, com algumas alterações, os trabalhos escolares e… voilà! Ela tirava a nota máxima enquanto aquele que havia emprestado o seu material para cópia, na melhor das hipóteses, ganhava um 6, e olhe lá que ainda era possível que ficasse com a fama de ter copiado da criativa colega...
Minha amiga nunca debutou, nunca se interessou pelos promissores pretendentes que a família insistia em lhe apresentar, nunca casou-se de véu, grinalda e vestido assinado mas aprendeu um pouco de música, sim, só o suficiente para tocar guitarra numa banda maluquíssima que ela formou com a “tchurma”.
Como a vida é cheia de caminhos, desvios, abismos, perdi contato com ela por muitos anos até que um dia, no saguão do teatro, vejo aquela figura de cabelos revoltos, repicados e descoloridos, bronzeadíssima a me acenar. Maria Luiza, vivíssima e coloridíssima. Beijos, abraços, afagos e lá vou eu, sequestrado para fora do teatro, da peça que eu queria assistir, pelas mãos que me prometiam estórias mil, muito mais vívidas, hilárias e, provavelmente, edificantes da que eu havia programado ver.
Maria Luiza cansou-se da rotina e há uns 10 anos alugou seu apartamento, vendeu o ponto do brechó que tinha, pediu ao pai um “adiantamento” da herança e foi-se banhar nas águas e na cultura espanhola. Não foi preciso muito tempo para que aquele “dolce far niente”, sustentado pelo dinheirinho guardado na mala, começasse a ficar com cara de pesadelo em gravura de Goya. Hora de procurar emprego. E lá vai minha amiga oferecer o que sabe e pode fazer, frustrando-se a cada tentativa pelas óbvias razões de ser estrangeira, sem visto de permanência, sem possibilidade legal de requerer trabalho. Até que, decidida a “descer do salto”, aceitou uma vaga de faxineira numa boutique transadíssima de Ibiza, frequentada pelo jet set internacional que ainda doura seus corpos naquele arquipélago.
Trabalho árduo, sem charme, desestimulante, mal remunerado e com nenhuma probabilidade de progredir. Mas não, para Maria Luiza, é claro! Aproveitando que o trabalho era noturno e solitário, antes de ir embora, re-arranjava as vitrines da loja, trocando as roupas das manequins, reposicionando-as, acrescentados detalhes e acessórios, mudando peças de cenário e reposicionando as luzes. Não custou muito para que a gerente da loja ficasse enciumada e a proprietária felicíssima com o talento, a criatividade, a ousadia e a habilidade daquela brasileira. Em pouco tempo, Malú era a vitrinista oficial e, abusada que só ela, sugeriu a organização de um desfile na rua em frente à loja, o que atraiu não só a atenção dos turistas, mas da mídia local e o olho muito bem treinado de um famoso costureiro que ali passava férias.
Bem, antes que este texto vire uma biografia não autorizada da minha amiga, hoje ela mora muitíssimo bem em Paris onde é personal assistant de uma das mais famosas casas de alta costura européia (dessas que os nossos camelôs vendem as cópias dos óculos, das bolsas, dos cintos, dos echarpes, dos perfumes, etc), ganhando “rios de dinheiro”, viajando o mundo para absorver tendências e desenvolver idéias para novos produtos, íntima amiga de manequins que a imprensa imortaliza em suas páginas, frequentando as casas, os barcos e os aviões dos clientes, inclusive daqueles da boutique insular onde ela um dia foi faxineira.
Bom, pessoal, acho que mais nada é preciso acrescentar sobre o Mago, a Carta do Dia que saiu na tiragem desta manhã. Qual é a mensagem que ela traz (afinal Mercúrio, o planeta, é o regente desta carta e o patrono das comunicações), o que podemos aprender meditando nela? Tentem: muito trabalho, idéias variadíssimas, inspiração, determinação, disciplina, astúcia, desinibição, vitalidade, ter jogo de cintura, ser flexível frente aos desafios, saber o momento de agarrar as oportunidades, ouvir a própria intuição, ter total controle sobre a própria vida mas sem ficar presa a nada, saber a mágica de transformar velhas situações em algo surpreendentemente novo, saber expressar-se e gostar de comunicar-se, saber negociar e, sobretudo, persuadir.
Há aspectos negativos a serem considerados? Claro que sim: malandragem, mentira, futilidade, manipulação, imaturidade, amoralidade, falsidade, desonestidade, charlatanice, superficialidade, irresponsabilidade, hiperatividade e paranóia. Cuidado, muito cuidado com isso tudo.
Aproveite, então, o dia de hoje para vivenciar o Mago que vive em você, começando a elaborar um novo projeto, pesquisando muito a respeito, sonhando com possibilidades, esperando pelo melhor. Procure ler as mensagens, os sinais enviados pelo Universo em todos os acontecimentos deste dia, especialmente nos mais banais. Esteja atento aos seus pressentimentos, à sua intuição e use o poder da sua vontade, concentrando-se nos seus desejos e contemplando-os, em sua mente, já realizados.
Tenha um excelente, criativo e produtivo dia!
Ilustração: LUNATIC TAROT
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Carta do Dia: CAVALEIRO DE ESPADAS
Conheço muito bem essa figurinha carimbada que saiu hoje como a Carta do Dia. Já vivi muito as suas energias, algumas vezes me saindo bem, noutras nem tanto. Sou Aquariano e meu elemento é o Ar, portanto o naipe de espadas tem muito a ver comigo e posso falar dele com certa experiência de causa.
Esse cavaleiro, como todos os cavaleiros do tarot, representa alguma forma de movimento e o de Espadas é o das tempestades cerebrais. Isto é, tudo acontece no plano da mente, do intelecto, do raciocínio analítico, quase sempre desprovido de sentimentos, mas movido por avassaladoras paixões temporárias por alguma causa, idéia, crença, fantasia.
Ele tem características muito próprias e facilmente identificáveis: sabe aquele amigo que, mesmo errado, mesmo sem grande conhecimento de causa, defende com unhas e dentes, numa verdadeira avalanche de argumentos suas opiniões a respeito de algo? Isso tudo com muita segurança, usando de todos os possíveis e improváveis argumentos, rebatendo e contra-argumentando qualquer outra proposta ou visão, de maneira apaixonada, exaltada, visionária e, na pior das hipóteses, fanática. Então, se você consegue imaginar e relacionar essa pessoa entre os seus conhecidos você tem ou já teve contato com um fiel representante da corte de Espadas e, mais precisamente, o seu mais ousado, intrépido, sagaz, destemido, valente e combativo personagem.
É aquele indivíduo que quando abraça uma causa, uma nova idéia, tem uma nova proposta ou encontra uma nova meta, nada o segura. Absolutamente nada ou ninguém o detém e nem ele mesmo pára para pensar se na sua busca, na sua batalha pessoal, está atropelando e ferindo os outros. Ele não consegue ver nada além daquilo em que, naquele momento, ocupa inteiramente a sua mente e se tornar a sua razão de existir. Para ele, muitas vezes os fins realmente justificam os meios.
Quando essa carta sai numa tiragem ela nos alerta para o fato de estarmos vivendo um momento muito propício para estabelecermos novas prioridades e objetivos, planejarmos a maneira de alcança-los e partirmos para a sua conquista ou realização. É o prenúncio de um período de novas buscas, do abandono de velhos interesses e do surgimento de motivações criativas, desafiadoras e instigantes. Pode também, é claro, estar nos alertando para a chegada em nossas vidas de uma pessoa com essa característica de uma mente brilhante, uma fascinante capacidade de comunicação, mas no fundo bastante insensível a respeito dos interesses ou sentimentos alheios. Romanticamente poderíamos exemplificar com a figura de um Don Juan: pertence apenas a si mesmo e suas paixões são avassaladoras mas verdadeiros “fogos de palha”, nada duram. Haverá, para ele, sempre algo novo e diferente a ser conhecido, aprendido, conquistado. Ele chega a galope, passa mas não apeia da sua montaria. Pelo menos não o tempo necessário para estabelecer raízes.
A psicologia costuma definir essa personalidade como puer eternum, ou seja, a eterna criança, aquela pessoa que no fundo, no fundo, teme as responsabilidades e portanto fica pulando de galho em galho: dedica-se completamente ao estudo de uma filosofia, compra todos os livros, faz contatos em todos os fóruns afins na internet, estabelece redes de amigos, abre sites a respeito, inscreve-se em cursos, seminários, viaja para congressos a respeito, é convidado para dar palestras a respeito, come e dorme vivenciando e explorando cada vez mais profundamente aquele seu interesse. Até que um dia, quando já está bastante conhecido pelos demais interessados, quando suas opiniões são respeitadas, citadas e o seu tão aguardado livro a respeito já está negociado com a editora ele simplesmente desaparece para ser encontrado queimadíssimo de sol, cabelos parafinados, pegando onda no Havaí!!!
São pessoas que precisam constantemente de novos estímulos, de sempre estar vivendo em ritmo de aventura, de não criar vínculos de responsabilidade com uma única idéia ou por uma única causa até mesmo porque os conflitos, as ambivalências, as dualidades e o constante fluxo de idéias além da necessidade de mudança e movimento lhe são vitais. Seu único compromisso real é com suas idéias, sua filosofia, seus pensamentos daquele e naquele momento e com eles criar uma estrutura na qual passa a basear as suas verdades pessoais.
Quem de nós nunca cruzou com alguém assim? Uma pessoa que no seu entusiasmo, na sua desenvoltura, na sua autoconfiança, na sua altamente flexível imaginação, na sua ansiedade e objetividade acaba nos inspirando uma profunda impressão. Mas devemos estar alertas para a sua “sombra”, aqueles aspectos da sua personalidade que não são de todo ideais, lembrando que ele é movido pelos ventos da novidade, pelo fogo da paixão, do estímulo do momento, dedicando-se de corpo e alma, mas abandonando tudo para trás, num verdadeiro caos, numa incompletude de resultados assim que seu interesse diverge para algo novo, diferente.
O Cavaleiro de Espadas representa, também, o nosso talento para acompanharmos as mudanças que a vida e os nossos interesses nos propõe. Nossa adaptabilidade e defesa das nossas crenças, dos nossos sistemas, da nossa filosofia. A maneira turbulenta, volátil e rápida com que ele “voa” pelo mundo das idéias e pela vida é a sua proteção contra a monotonia de um cotidiano sem graça, previsível, sem perspectivas, sem riscos, sem paixão e fé. Talvez nesse seu movimento, nesse seu incansável e inesgotável fluir de idéias, análises, interesses, experiências e avaliações ele acabe ampliando a própria visão do que é a existência e do quanto ela tem para nos oferecer e… pode haver experiência mais arrebatadora?
Bom dia!
Ilustração: ARTIST’S INNER VISION TAROT
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Carta do Dia: O CARRO
Bom, o ano já começou, apesar de ainda termos o Carnaval pela frente, lá pelos meados de Fevereiro. Mas já estamos na segunda semana de Janeiro, a vida retornando ao seu compasso normal, a sensação de férias ainda pairando no ar, mas as responsabilidades do cotidiano novamente se fazendo notar.
É chegada aquela hora em que vamos começar a colocar em prática as promessas de fim de ano. Sabe aquela lista que fizemos e que começava assim: “ Em 2010 vou fazer isso e aquilo…”. Muito bem. Já estamos em 2010 é está na hora dessa lista deixar de ser apenas desejos, vontades, promessas, compromissos para se tornar realidade.
O Carro, o arcano de hoje, nos avisa que as energias para colocarmos em movimento esses nossos objetivos estão atuantes e que agora é a melhor hora para darmos, finalmente, partida em rumo da linha de chegada. Estamos aptos para levarmos em frente aquilo tudo que muito pensadamente, muito planejadamente decidimos serem as nossas metas para este novo ano, para este novo ciclo das nossas vidas. Portanto, temos apenas que tomarmos as rédeas da situação, abrirmos o mapa com a trilha previamente traçada que devermos seguir e partirmos em busca da realização pretendida. Certamente, a bandeirinha da vitória já nos espera ao final da estrada.
Tomar a direção da nossa vida é assumirmos uma ação criativa, onde as decisões devem ser bem analisadas, tendo coragem de enfrentar nossos medos e possíveis inseguranças, revestindo-nos com a carapaça da força e da coragem ( O Carro pertence ao signo de Cancer, que é representado por um animal com uma forte e assustadora carapaça que lhe protege o frágil interior), despedindo-nos do que é obsoleto e que certamente ficará para trás, prontos para assumirmos o que é novo. Nada disso é obtido sem confiança em si mesmo, em seus próprios recursos, em sua intuição, em sua disposição em correr riscos ou assumir novas funções ou formas de pensar. Tudo é feito com planejamento, com o devido cuidado, mas rapidamente, consciente de que trilhar o caminho do meio, aquele que reflete bom senso e equilíbrio é muito mais importante do que ter que tomar decisões, fazer opções entre múltiplas possibilidades.
Esta carta é a de número 7 no tarot, o que numerológicamente nos remete ao conceito da vitória da vontade sobre os problemas da vida. É não deixar-se abater ou esmorecer pelos obstáculos que possam aparecer no caminho. O mais importante não é chegar a um resultado pré-planejado, mas sim ir colhendo pela estrada, pelo caminhar, novos subsídios que nos enriqueçam a existência.
Numa leitura divinatória, o aparecimento do Carro pode indicar viagem a passeio ou negócios, mudanças, problemas com veículos, problemas mecânicos, acidentes de trânsito; uma saúde legal porém com atenção a ser dada às articulações; situações que estão por acontecer, encontro com pessoas estrangeiras ou que estão apenas de passagem; crescimento econômico, mudança ou transferência de emprego; a necessidade de controlar os impulsos sexuais e até discussões dentro da própria família. O Carro relaciona-se com pessoas impetuosas, determinadas, corajosas, desapegadas, que se arriscam, com raciocínio rápido, que buscam para si um ambiente amoroso e bastante seguro (lembram-se do caranguejo que é símbolo de Cancer?).
Portanto, aproveite esta ensolarada segunda-feira para começar a movimentar as engrenagens da máquina da sua vida. Assuma a liderança (sem tentar controlar os outros e nem ser dependente de opiniões ou iniciativas alheias), reveja o seu plano de ataque e siga em frente, com disposição, autodisciplina, coragem, segurança e muita fé! A conquista dos seus objetivos lhe aguarda num ponto qualquer da estrada. Sintonize o seu interior com o Universo e obtenha essa vitória tão ansiada, celebrando-a com muito prazer e alegria, porque você muito bem sabe que ela não aconteceu a toa: foi preciso conquistá-la.
Coloque seu cinto de segurança, ligue o seu GPS, engate uma primeira e aventure-se por um dia que lhe promete grandes vitórias!
Bom dia!
Imagem: TAROT DE DALI
domingo, 10 de janeiro de 2010
Carta do Dia: 9 DE OUROS
E como hoje é Domingo, primeiro dia da semana, a carta da tiragem desta manhã fica estabelecida como Carta da Semana, “tema”, como filtro para as energias que iremos experimentar durante os próximos 7 dias. Bem verdade que esse arcano é daqueles que gostaríamos de vivenciar não 7, mas 7 vezes 7 dias, ou seja, sempre!
O 9 de Ouros, como todas as cartas de Ouros (pentáculos, moedas, pedras) refere-se ao elemento terra, ou seja: às posses, aos bens materiais, ao corpo, à saúde, ao bem estar, ao trabalho e aos seus ganhos, ao mundo sensorial, às habilidades e talentos, à colheita dos merecimentos.
Este arcano, por excelência, nos fala de que é chegado o momento de vivenciarmos plenamente os lucros do nosso investimento, os benefícios que merecemos pelos esforços investidos, os prazeres resultantes de muita concentração e trabalho. Muitas vezes ele é o prenúncio de uma virada mais do que positiva da sorte, como por exemplo, ganhar um prêmio, receber um troféu, ganhar no jogo.
Sabe quando a gente se prepara meses a fio, nos horários que nos sobram do trabalho que executamos, nos preparando para aquele tão sonhado concurso, onde obteremos não somente um salário maior, mas também estabilidade e segurança, mas que é concorridíssimo? Pouquíssimas vagas para milhares de candidatos que, como nós, também estão procurando se preparar para as provas com muita determinação? Quando abrimos mão de praia, passeios, chopinho com os amigos, cineminha com a(o) namorada(o), viagens de final de semana, de gastar dinheiro comprando um novo CD para investir em mais um livro, em mais uma apostila? Pois é. Isso é dedicação, é foco, é determinação, é investimento orientado, é saber o que se quer e estar certo de que, naquele momento, essa é a melhor coisa a ser feita. E então, depois de todo o estresse do dia das provas, das horas passadas numa sala lotada de outros candidatos, num edifício repleto de concorrentes para aquela tão sonhada vaga, vem o resultado: aprovado! Pronto! Sucesso total! Auto recompensa obtida solitariamente, dependente exclusivamente de seus próprios recursos pessoais. Isso é um 9 de Ouros.
É uma carta que, numa tiragem, nos remete à possibilidade de estarmos vivendo um período de muita sorte (jogue na loteria! Compre um bilhete! Aposte! Mas sempre com cautela, com discernimento, prevalecendo o bom-senso), onde os nossos sonhos de realização estarão finalmente se concretizando; onde aqueles investimento, aquelas previsões, estão para, finalmente, tornarem-se realidade. É a carta que nos fala da recompensa pelos nossos esforços pessoais, de uma satisfação que obtemos sem depender dos outros, daquilo que conseguimos através da nossa inteligência, do nosso saber, da nossa rapidez de raciocínio, da nossa boa vontade, da nossa auto-estima e suficiência.
A energia desse arcano envolve, também, a sorte. Sabe aquele golpe do destino, aquela virada de situação, aquilo que nem sempre podemos prever mas que certamente gostaríamos muito que acontecesse? Tipo: você vai fazer um teste, uma prova e teve tempo de estudar apenas uma parte do material e as questões que lhe são formuladas se referem exatamente aos tópicos que você conseguiu estudar e aprender.O 9 de Ouros também simboliza isso. Mas não é só da possibilidade de simples e pura sorte que esta carta nos alerta, mas especialmente de obter-se maior segurança, maiores, lucros, mais conforto, maior realização, melhor saúde, grandes satisfações em maiores ou menores prazeres, de vitórias conseguidas. Ela nos fala de estarmos totalmente abertos aos benefícios que nos são, generosamente, oferecidos pelo Universo quando reconhecemos os mesmos (através das belezas e alegrias que a vida nos oferece a todo instante) e nos conectamos com ele. É preciso reconhecer os presentes que a vida nos dá, para que eles possam fluir corretamente e nos beneficiar.
É evidente que o lado negativo dessa tão promissora e generosa carta está baseado no comodismo, na ambição desmedida e na arrogância. Nada, ou quase nada, vem a não ser através de algum tipo de investimento que seja positivo, moral e ético, baseado no esforço pessoal, na dedicação e no amor. Estar consciente é a palavra chave para que se possa vivenciar esse arcano. Consciente de quem se é (após aquele mergulho de autoconhecimento que as cartas da semana que passou nos propuseram fazer) e de saber distinguir o que realmente nos importa na vida (quais são os nossos verdadeiros objetivos). Estarmos consciente de que só através de uma vida produtiva e ativa poderemos atingir os nossos objetivos, realizar os nossos sonhos e vivenciarmos em paz, harmonia e satisfação os frutos de tudo o que tivermos plantado.
Prepare-se para uma semana de boas surpresas, onde as energias prometidas por essa carta favorecem a sensação de estar satisfeito consigo mesmo e com o que conseguiu realizar até agora. Aproveite o conforto, o bem estar que o seu trabalho tem-lhe proporcionado. Confie em si mesmo e na própria sorte e, é claro, podendo não deixe de fazer uma “fezinha” pois, quem sabe, não há um pote de ouro esperando por você logo ali, além do arco-iris?
Bom Domingo e ótima semana a todos!
Ilustração: BRUEGEL TAROT
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Carta do Dia: A TORRE
A Carta do Dia de hoje é daquelas que quando sai numa tiragem, a gente tem vontade de embaralhar tudo novamente e tentar mais uma vez. Mas não é por aí e, aliás, ela alerta para isso mesmo: não enfrentarmos as situações e nem aceitarmos ou permitimos que elas se apresentem e nos transformem, ainda que isso venha contrariar nossos planos, nossos desejos, nossa vontade, nossas esperanças.
A Torre nos fala daqueles eventos absolutamente indesejados, inesperados, aquelas peças que o Destino (Carma) nos prega e nos pega, geralmente, de surpresa, fazendo uma verdadeira revolução em nossas vidas. Normalmente, tudo vem abaixo, tudo se rompe, se quebra, se desmancha obrigando-nos a cair do alto das nossas ambições, do nosso orgulho, da nossa vaidade, do nosso bem nutrido ego, das nossas ilusões e fantasias e, nessa queda, permitindo que coloquemos novamente os pés no chão, aterremos e comecemos do zero.
Situações anunciadas ou simbolizadas pela Torre são muito comuns, tais como o fim de um casamento que há muito já havia estagnado, a perda do emprego ou de um cargo importante, a falência de um negócio, a sempre indesejada e evitada notícia de uma doença grave, um acidente com sérias consequências, etc. Enfim, tudo aquilo que a gente tem muito medo que aconteça ou, mesmo, nem tem conhecimento de que pode ou está para acontecer.
O que é necessário compreender é que muitas vezes a única maneira de evoluirmos é através de um acontecimento radical, normalmente externo, que nos obrigue a abandonar definitivamente velhos conceitos, estruturas de defesa, argumentos ultrapassados, o total comodismo, uma vida de pura fantasia, a falta de conexão com a realidade e a Torre é a representação desse doloroso evento.
A Carta da Semana (verifique a postagem de Domingo, dia 03/01/2010) alertava para um encontro com as nossas mais profundas verdades, o nosso eu mais escondido, aquele ser que realmente somos quando não estamos usando nossas múltiplas máscaras sociais: o Diabo. O Arcano de hoje, de nº 16 no tarot, é a carta seguinte àquele diabólico senhor, o que significa que, ao nos defrontarmos com tudo aquilo que passamos a vida tentando “maquiar”, disfarçar, esconder, subtrair, ao enfrentarmos a verdade dos fatos, desse confronto nunca mais sairemos os mesmos. Nossa tendência, a partir de então, será rompermos com velhas construções psicológicas, o abandono de formas reativas de agirmos, o desprezo ao fato de nos escondermos atrás de personas sociais que criamos na vã esperança de sermos melhor aceitos, amados, desejados, reverenciados.
Existe dor nessa queda para a realidade? Nesse implodir de velhas construções interiores? Claro que sim. É o fim de ilusões e sonhos longamente alimentados. É o ter que assumir novas responsabilidades, novos pontos de vista, novos comportamentos: assumir o seu eu verdadeiro. Mas o que não podemos perder de vista é que o nada no Universo conspira contra nós e que, mesmo dentro de uma situação caótica, confusa, assustadora, ele está nos oferecendo uma possibilidade de aprendizagem e, através dessa experiência, o nosso desenvolvimentos como seres físicos e espirituais.
Num aspecto mais prático, numa maneira mais divinatória, quando a Torre aparece numa leitura (e, não se esqueça, sempre dependendo do local onde ela se encontra e relacionada a quais outras cartas) ela também pode significar o seguinte: doença grave; aborto; queda física; dor de cabeça, doenças mentais; fratura de ossos; problemas de coluna; mudança de casa; reforma em imóvel; fim de uma relação (namoro, casamento, sociedade, etc); acidente (carro, moto, avião); problemas com explosivos, tipo fogos de artifício, explosões de gás; falência, concordata, dívidas. Enfim, nesses poucos exemplos nós vemos que o que pode advir, a fim de que se provoque uma grande mudança, é qualquer coisa de indesejado ou inesperado, uma verdadeira e imprevista catástrofe.
Mas tenha sempre em mente que a Esperança é a carta subsequente à Torre e, que todas as experiências, quando vividas (ainda que dolorosa, mas conscientementes) só trazem benefícios, fazendo com que o nosso carma se realize e que novas e melhores oportunidades se apresentem à nossa frente.
Hajam com bastante cautela no dia de hoje, mantendo o espírito elevando, fazendo suas orações pedindo a proteção de seus anjos da guarda, seus guias ou mentores espirituais, as entidades e santos a que devotam fé. Não há nada que o cultivar uma conexão estreita com o Divino não nos ajude a evitar, enfrentar, superar e aprender daquilo que temos de viver.
Com muita fé, tenham todos um ótimo dia!
Ilustração: FULL MOON DREAMS TAROT, de Lunea Weatherstone
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Carta do Dia: O JULGAMENTO
Fiquei muito feliz ao receber, na manhã de hoje, o seu convite para seus 50 anos e as suas, sempre sábias, palavras de que um novo tempo estava se descortinando para você.
Já fiz 50 há algum tempo e sei o que representa como uma etapa vencida, um momento em que armamos um grande tribunal para revivermos fatos, medirmos experiências, avaliarmos consequências dos atos passados. Há uma mistura de nostalgia, arrependimento, agradecimentos e despedida, pois existe um conceito de que aos 50 adentramos os portais da chamada “terceira idade” (o que é isso?). Somos “coroas” como se dizia na minha juventude (epa!). Fazer o que? Viver, e bem, ora bolas!
Naturalmente, viver! Vivenciar plenamente esse rito de passagem, com muita festa, bolo, champagne, risos e lágrimas, a companhia da família, amigos, parentes, viagens. Aproveitar para despedir-se de velhos hábitos, de vícios, de situações incômodas, de crenças nas quais já não depositamos a menor fé, da preguiça e do comodismo que nos impedem de mover, de seguir em frente.
É uma nova etapa? Claro que sim. Então, é chegado o momento de levarmos ao tribunal da nossa consciência os nossos primeiros 50 anos de vida e deles extrairmos a essência do que iremos viver daqui para frente. E é evidente que o que você semeou no transcorrer desses 18.250 dias será colhido nos próximos anos. A forma com que tratamos o nosso corpo, respeitando-o e preservando-o é uma radiografia do nível de saúde física que possuímos e com a qual poderemos contar. A maneira com que você vivenciou seus contatos, seus relacionamentos, sua vida amorosa, familiar e social, a sua busca espiritual, isso tudo também deverá ser avaliado para que você possa ver se há falhas que certamente poderão ser sanadas nos próximos tempos.
Esses rituais que sentimos necessidade de viver, de celebrar, marcam o início de novos tempos. De uma mente pronta para viver e aceitar uma nova época, novos desafios, novas situações, novas formas de pensar, novos métodos a serem testados, uma renovação pessoal e nos nossos relacionamentos, ambições e aspirações. É uma ocasião para uma completa auto-análise, uma auto-crítica, tendo em mente que nada do que passou foi em vão, que poderia ter sido diferente, mudado, que a culpa é toda sua, que você foi tola, relapsa, benevolente ou cruel demais. Nada disso. Tenha consciência que o que vivemos, todas as nossas ações passadas, presentes e seus reflexos futuros são o que chamamos de “carma”. Tinha de ser assim, para que ´você pudesse aprender dos seus erros e acertos, desenvolver sua intuição e refinar o seu livre-arbítrio e progredir como corpo, alma e espírito.
Se você sente que esta data é uma chamada para algo maior, viva-a em plenitude. Não se recuse por medo ou por simples obstinação. Transcenda e aproveite para aceitar as recompensas tão merecidas dos esforços empenhados nesses primeiros 50 anos da sua vida. Lembre-se sempre de que o futuro é formado pela soma de todas as nossas experiências, positivas ou não, vividas no passado e no presente.
Celebre com muita alegria e leveza de alma essa data e faça dos próximos dias, semanas, meses e anos algo de ainda mais memorável. Permita-se renascer, consciente de quem você realmente é, aceitando a sua bagagem anterior, mas aberta para uma nova oportunidade, uma nova luz que o destino que oferece.
Aproveito para confirmar minha presença em sua festa e juntar-me a todos que estarão aí, presenciando uma nova e excelente oportunidade abrindo-se à sua frente.
Grande beijo!
P.S.: Esqueci de escrever que a Carta do Dia é, significantemente, o Julgamento…
Ilustração: TAROT OF THE TIMELESS TRUTH, de Leila Vey
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Carta do Dia: O EREMITA
Nessas ocasiões em que a gente se apercebe que a vida pode estar sendo vivida “por um fio” (mais uma expressão da minha sábia avó…) o medo nos induz a uma espécie de recolhimento e avaliamos os nossos dias na terra com um olhar mais complacente. Nem tudo foi tão ruim quanto pareceu naquele momento; poderia ter feito mais, ter sido mais, ter buscado mais, ter oferecido mais. Deveria ter tido mais paciência, me estressado menos com coisas que, ali naquela inócua sala hospitalar me pareceram tão sem importância…
Cheguei há pouco em casa e resolvi, antes de sair para agendar exames e novas consultas, fazer a tiragem da Carta do Dia para este blog e eis o que o Eremita se apresentou como a personificação em papel de tudo aquilo sobre o que eu deveria meditar hoje. Este arcano, em seu aspecto iconográfico bastante vetusto, carrega consigo a experiência que só o tempo acumula e a curiosidade dos exploradores em conhecer a si próprio e daí prosseguir.
É claro que esse “acerto na mosca” com que o destino me presenteou logo cedo me faz repensar as palavras do médico de plantão que me atendeu: prudência. Hipertensão é um mal muito mais comum do que se pensa mas que poucos controlam efetivamente exatamente por não terem a necessária prudência em seus hábitos alimentares, no descuido com o bem estar físico, na não obediência às rotineiras visitas ao cardiologista, à recusa em tomar a medicação diária, etc
Vou aproveitar o repouso forçado de hoje para refletir muito conscientemente nisso tudo que a carta do Eremita nos propõe: um mergulho dentro de nós mesmos, um afastamento de tudo e de todos sem que esse distanciamento seja físico, tudo em busca de um tempo de reflexão de de auto-conhecimento. Procurar compreender melhor as limitações da vida, onde tudo é absolutamente provisório e nada é imutável. Compreender que a paciência e a solidão devem ser aceitas e assimiladas em seus melhores aspectos, sendo as grandes companheiras que temos nessas viagens interiores, em nossa busca de auto-conhecimento.
Viver o Eremita é permitir-se ser fiel a si mesmo. É saber que toda forma de progresso é obtida através da coragem, prudência, cautela, reflexão, do planejamento e, sobretudo, da aceitação do nosso lado “sombra”. É não temer enfrentar nossos próprios demonios para que possamos, conhecendo e aceitando nossas fraquezas, nossos aspectos menos evoluidos, diminuirmos o seu potencial e termos perfeito autocontrole e domínio sobre os mesmos.
Esse acerto de contas pessoais que vivi nas horas em que passei hospitalizado talvez tenham influenciado nos aspectos da interpretação da Carta do Dia de hoje. Provavelmente eu a esteja lendo através da ótica de quem está se questionando motivado pela conscientização de uma situação real e que, confesso, me assusta. Mas certamente o Universo conspirou para que ela caísse em minhas mãos, logo hoje. Certamente há um motivo, uma razão. Vou pegar minha lanterna, meu cajado, envolver-me em meu manto e aproveitar essa reclusão providencial para aprender um pouco mais de mim, comigo mesmo e na companhia espiritual desse despojado senhor.
Bom dia a todos!
A carta usada na ilustração é do ALCHEMICAL TAROT, de Robert M. Place
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Salve 2010! Feliz Ano Novo!
Finalmente, 2010! Abençoado seja este ano em nossas vidas. Que possamos viver, em seus dias, experiências benéficas em todas as áreas das nossas atividades, além de um grande desenvolvimento espiritual e também de nossos talentos e habilidades; o prazer de sermos criativos e de nos expressarmos de maneira coerente, clara e positiva.
Possamos viver um ano de Esperanças: na paz entre os povos, na harmonia entre as filosofias, de aceitação das diferenças naturais; da obtenção da prosperidade material de forma racional, equilibrada, responsável, sem prejuízo a nada ou a ninguém; de consciência da necessidade urgente de cuidarmos do planeta para que ele, sanado, possa retornar-nos em melhorias das condições de vida.
Que os nossos governantes honrem seus cargos valorizando, assim, a expectativa e confiança depositada em cada voto recebido; que a saúde não seja um artigo de luxo accessível a poucos mas, ao contrário, seja gênero de primeira necessidade e distribuída de forma precisa, eficiente e generosa. Que o ensino seja uma possibilidade concreta a todos, instigando a curiosidade, permitindo a discussão, contribuindo para a conscientização dos indivíduos.
Há tanto o que esperar de um ano em que o Arcano número 3 do tarot, a Imperatriz, é o regente. Hoje entramos no limiar de um ano que nos promete muitas recompensas. É o fim de uma longa e aguardada gestação e, tenho certeza, os frutos que serão paridos farão valer a espera.
Mas quem é essa mulher, essa Imperatriz? Regente do que? Qual o seu reino, quais são os seus domínios?
O número dessa carta é o 3, que é a soma do 1 e do 2, do ativo e do passivo, do iniciador e do receptor, do masculino e do feminino. Um bebê que nasce, e inclusive a própria noção de maternidade, é um 3, pois é a soma da constituição genética dos seus pais. É a mesma noção que fazemos da tríplice figura do Pai, Filho e Espírito Santo, e se quisermos nos ater no aspecto feminino, a Jovem Virgem (ainda não menstruou), a Mulher (que menstrua) e a Sábia (que vive a menopausa).
A letra Daleth, do alfabeto hebraico, que podemos traduzir por "porta” (abertura, entrada, recipiente) é significativamente associada a esta carta, sendo que o elemento que a caracteriza é a terra, pois ela é a representação do mundo “real”, da maternidade, o desejo sexual. Com essa regente, iremos viver 2010 com muita intensidade e percepção. Com muita alegria de viver, especialmente sexual, e através de um sentimento maternal. A Imperatriz nos recorda que maternidade e sexo caminham juntos, não apenas biologicamente, mas porque ambos representam plenitude e maturidade. Em tiragens de tarot ela significa uma pessoa que é sexualmente ativa, mas de maneira responsável. Nisso ela difere da carta do Diabo, na qual o sexo é opressivo e desiquilibrante, ou da dos Namorados, que enfatiza o relacionamento em si, mais do que a própria relação física. A Imperatriz é a representação da expressão sexual própria, única, de cada indivíduo.
Mas não é só sexo que compõe a Imperatriz: o amor pela Natureza, pelo crescimento e desenvolvimento dos seres, pela liberdade, por todas as atividades onde a alegria e o bem estar são notórios. A Imperatriz é profundamente dedicada aos seus filhos, amigos e amantes. Ela é a “mãe” de grandes idéias, aquela que é criativa e nutre a tudo e a todos.
A carta que ilustra a postagem ilustra perfeitamente bem aquilo que procurei definir a respeito dessa dama: reparem o ventre e os seios volumosos de uma gestação praticamente chegando ao seu final; veja a maneira terna com que ela abraça as suas “crias”: o feixe de trigo (que é o alimento, a nutrição e, portanto, a vida), com o braço direito, que é regido pelo lógico e racional hemisfério esquerdo do nosso cérebro. Com a mão esquerda (a intuição, a criatividade, o sentido artístico e espiritual) ela segura uma cornucópia de frutos, que nada mais representam que as delícias e os prazeres, a doçura, o sabor, os perfumes, cores e texturas que encontramos em nossa vida terrena. Ela está descalça, isto é, em contato direto com seu elemento, a Terra, que é ela mesma, a Grande Mãe, a Mãe Terra. Sua casa é o Jardim do Éden, o paraíso terreno
Suas vestes verdes nos falam do seu amor pela Natureza, pela vida que se refaz a cada ciclo, e as abelhas desenhadas no tecido nos lembram da sua fertilidade e do prazer e da necessidade do trabalho, produzindo frutos ( o doce mel ) que justificam a nossa nossa necessidade de cultivarmos o planeta, trabalhando em uníssono. Um manto azul, a cor da espiritualidade, a agasalha, simbolizando a união da matéria com o espírito. Uma camisola vermelha, em contato com seu corpo nos fala do fogo da paixão, que ela tão bem administra. É o sangue, são os glóbulos vermelhos, são as centelhas da criatividade, da sexualidade, do pulsante coração. Sua coroa, com 12 pedras preciosas (só vemos a metade, na figura da carta) nos falam do ciclo dos anos (12 meses), dos signos do zodíaco, e, se o somarmos e reduzirmos (12 = 1 + 2 = 3) obteremos o seu número. Um dos seus pés toca o riacho que corta a verdejante paisagem, a nos lembrar que ela também privilegia as emoções, a turbulência e a calmaria dos sentimentos, experimentado-os destemidamente, além, é claro, de nos falar da água, como fonte primordial de toda a vida que conhecemos. Seu trono feito de madeira, nos faz pensar que ela está, tal qual a grande árvore que lhe projeta a sombra, profundamente enraizada no solo, na realidade, mas que seus pensamentos se elevam, tal qual a copa da majestosa árvore, para o mais alto dos céus.
Se repararmos bem, seu olhar se dirige amorosamente ao próprio ventre, com ele se comunicando e preparando-o para o seu desabrochar sobre a terra. Seus cabelos são movidos pelo vento, tal qual antenas, procurando captar as vibrações espirituais. E suas pernas afastadas significam a sua receptividade, a sua capacidade de entender, compreender, aceitar e amar.
Enfim, essa mulher vive a vida plenamente, confiante, sem medo, harmonizada com os elementos e consigo própria; tão rica em potencialidade que não cessa de nutrir incessantemente a tudo e a todos.
Devemos pensar na Imperatriz como a representante de um ciclo, um ciclo de vida e de morte, pois no momento que ela dá a luz, ela também está determinando um prazo de vida que aquela criatura, aquele espécimen irá ter. Isso nos encoraja a confiarmos na capacidade evolutiva, transformadora da vida e da necessidade de estarmos sempre abertos e preparados para as mudanças que ela nos propõe.
Como podemos utilizar essa energia toda em 2010? Preparando o terreno para que possamos colher fartamente ao final. É um momento de inícios, de começos promissores onde a expressão plena, franca e clara, e o uso de todas as nossas capacidades é exigido. Possibilita que abramo-nos para novos impulsos, estimulantes e fecundantes que nos farão viver uma vida mais rica, plena e bela. Inclusive aquilo que estamos longamente “gerando” dentro de nós irá encontrar, nos próximos meses, seu tempo de florescer, de vir à luz, se concretizar e de proporcionar vivenciarmos uma nova realização.
Diante de tanta promessa de fartura há que também considerar-se o lado “sombra” dessa exuberante senhora: devemos estar atentos a manter um saudável equilíbrio, não deixando que nossas emoções ou ações se tornem obsessivas ou controladoras em excesso. Não permitindo uma caótica proliferação de resultados palpáveis apenas porque queremos fazer tudo ao mesmo tempo. Os jardineiros sabem que cuidado e dedicação demais, ou de menos, transtorna o delicado equilíbrio da beleza que cultivam com tanto amor.
Finalmente, a Imperatriz solicita-nos a termos confiança plena na força auxiliadora e curativa da Natureza.
Encerro, assim, minha primeira contribuição para este novo ano desejando a todos um ótimo, amoroso, renovador e produtivo ano!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Lição de hoje: o Eremita

Desde que, há muito, comecei a me interessar pelo tarot e a estudá-lo sistemáticamente, tenho por hábito, todas as manhãs, perguntar-lhe "o que devo aprender hoje".
Ando num período de reflexão sobre coisas que têm me incomodado, principalmente no trabalho. Não estou totalmente satisfeito, nem produzindo o quanto eu sei que posso e gosto, e, o que é pior, tenho tido uma visão bastante pessimista sobre isso.
O Eremita é "a carta" para esse tipo de situação.
Me lembra que devo assumir uma postura menos pessoal e olhar o conjunto da situação tanto com a razão como com o coração, sem precipitações, sem dogmatismos, impensada ou friamente.
Provavelmente fosse interessante eu viajar por uns dias, sair da cidade, passear em outro local, sentir-me "desligado", forasteiro. Parar, ainda que por pouco tempo, de repetir padrões, lamentar as mesmas coisas e apoiar-me nas mesmas "muletas" de sempre.
Esse afastamento poderá trazer uma nova perspectiva sobre o todo e talvez me forneça novos subsídios para continuar ou então... encerrar esta fase e estar aberto para novidades.
Mas, e o tempo? E os recursos, as responsabilidades com os compromissos? Como deixar isso tudo por uns poucos dias sem nenhuma outra séria justificativa que não seja: "eu preciso de um tempo pra mim"?
Meditar sobre isso, sobre essas defesas, sobre a culpa, sobre a insatisfação e, principalmente, sobre o medo ou a preguiça (sim, preguiça!) de enfrentar os fatos de frente e resolvê-los, é preciso.
Valeu, Eremita.
sábado, 10 de outubro de 2009
O Tarot e eu

O tarot é mais do que uma "mancia" (ex.: cartomancia, quiromancia, etc). É uma verdadeira arte onde a intuição e o conhecimento andam lado a lado (e viva a Sacerdotisa!).
Decifrar símbolos e correlacioná-los com as escolhas aleatórias (será???) das cartas é o trabalho do estudioso desse oráculo.
Eu dediquei os últimos 20 anos ao estudo, à pesquisa e à coleção dessas arcanas cartas e hoje disponibilizo o resultado desse aprendizado a quem desejar conhecer muito de si próprio.
As consultas são realizadas em Copacabana, com horário marcado antecipadamente e têm a duração média de 60 minutos.
Agende uma consulta e venha descobrir, através do conselho oferecido pelas cartas, escolhidas por você em sincronicidade com o Universo, como utilizar mais e melhor os seus potenciais.
As consultas custam R$120,00 e devem ser agendadas através do e-mail: alextarologo@gmail.com
Consultas de Tarot

Agende a sua consulta de tarot e saiba mais sobre você: suas potencialidades, suas dificuldades, as melhores estratégias a serem usadas para obter o melhor rendimento em todos os aspectos da sua vida.
As consultas devem ser agendadas via e-mail: alextarologo@gmail.com
Duração da leitura do tarot: aprox. 60 minutos
Preço da consulta: R$120,00