Por outro lado, se mal posicionada dentro de um esquema de jogo, ou mesmo invertida, pode alertar para problemas no plano físico, como ameaça à própria segurança, problemas no trabalho ou de saúde, não acreditar em si mesmo, considerar-se fisicamente desajustada ou fora dos padrões impostos pela sociedade, sentir-se doente ou desconfortável, vivenciar o fim de uma amizade que lhe é/era importante ou, até mesmo, perder (ou ser roubado, furtado, extraviado) um objeto que lhe é muito útil ou importante sentimentalmente.
domingo, 22 de janeiro de 2017
Carta do Dia do Tarot: 9 de Ouros (Snapchat: Taroteando)
Por outro lado, se mal posicionada dentro de um esquema de jogo, ou mesmo invertida, pode alertar para problemas no plano físico, como ameaça à própria segurança, problemas no trabalho ou de saúde, não acreditar em si mesmo, considerar-se fisicamente desajustada ou fora dos padrões impostos pela sociedade, sentir-se doente ou desconfortável, vivenciar o fim de uma amizade que lhe é/era importante ou, até mesmo, perder (ou ser roubado, furtado, extraviado) um objeto que lhe é muito útil ou importante sentimentalmente.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Pajem de Ouros (Snapchat: TAROTEANDO)
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
6 de Ouros (comentário AO VIVO no Periscope: ALEXTAROLOGO)
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
6 de Ouros (Snapchat: TAROTEANDO)
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Rei de Ouros (comentário AO VIVO no Periscope: ALEXTAROLOGO)
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
Baralho Lenormand (Baralho Cigano): os Peixes (comentário AO VIVO no Periscope: ALEXTAROLOGO)
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Baralho Lenormand (Baralho Cigano): os Peixes (Snapchat: ALEXCARLOS60)
sábado, 12 de dezembro de 2015
Baralho Lenormand (Tarô Cigano): o Barco (Snapchat: @ALEXCARLOS60)
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Baralho Lenormand: os PEIXES (Snapchat: ALEXCARLOS60)
segunda-feira, 16 de junho de 2014
10 DE OUROS: TESOUROS DO CORAÇÃO
10 DE OUROS: TESOUROS DO CORAÇÃO
Leia o texto no meu blog POLAROIDES DA ALMA
http://polaroidesdaalma.blogspot.com.br/2014/06/10-de-ouros-tesouros-do-coracao.html
domingo, 1 de junho de 2014
9 DE OUROS: Permita-se ser feliz!
Confira no site da jornalista Maya Santana, WWW.50EMAIS.COM.BR, a minha postagem semanal sobre tarot.
http://www.50emais.com.br/artigos/tarot-da-semana-permita-se/
E acesse mais postagens sobre tarot e outros oráculos em POLAROIDES DA ALMA (http://blogspot.polaroidesdaalma.com.br)
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
DINHEIRO
A energia que essa carta simboliza é a das possibilidades de desenvolvimento pessoal e das experiências construtivas que o dinheiro proporciona. E, seu aparecimento também representa boas possibilidades no campo financeiro.
Este é o momento adequado para pedir conselhos ao gerente do seu banco, ou a quem realmente entende, de como melhor aplicar seus investimentos. Não é hora de desperdiçar (nunca é), e sim o momento de usufruir dos frutos do seu trabalho. Tempo de investir naquele curso há muito pretendido, em adquirir um imóvel, trocar o carro, fazer um upgrade no seu computador, ir viajar para um lugar exótico, presentear-se com um bom quadro ou uma jóia. Até mesmo, quem sabe, fazer uma fézinha na loteria.
Lembre-se, porém, que dinheiro não aceita desaforo: trate-o bem, com respeito e sem dependência. Dinheiro é tão somente uma possibilidade, e tudo o mais vai depender em como o administramos. É sempre bom ter um relacionamento tranquilo e saudável com ele, a fim de nos permitir adquirir melhores habilidades, conhecimento, sabedoria e paz.
Alex Tarólogo
www.elementosdotarot.com.br
http://simboloseimagens.blogspot.com
http.//arcanosmaioresdotarot.blogspot.com
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Emprego: “O que é que eu faço agora?”
Fazer opções é uma constante em nossas vidas.
Decidimos a roupa que vamos vestir, a comida que ingerimos, o caminho para chegarmos a determinado local, a quem telefonar, o filme que iremos assistir, a quem convidaremos para sair, o curso que desejamos fazer, o hotel em que iremos nos hospedar, etc, etc, todos os dias, em quase todos os momentos.
Uma Consultante apresentou o seguinte problema que a angustia já há alguns meses:
Ela trabalha numa determinada filial de uma grande rede de lojas e, desde o ano passado a empresa decidiu que deverá diminuir o número de funcionários e implantou um esquema de demissões voluntárias, onde os benefícios oferecidos a quem optar por ele, são mais vantajosos do que o valor a ser pago em caso do funcionário vir a ser demitido pela empresa.
A Consulente teme que possa estar numa das listas de demissões e que, em não optando pela “demissão voluntária” e, vindo a ser demitida a qualquer tempo, ela acabe recebendo bem menos do que o acordo oferece. Entretanto, tem medo em precipitar-se, optando pela própria demissão, e que não encontre lugar no mercado de trabalho. Além disso, ela não tem nenhuma certeza de que vá ser demitida agora ou no futuro. Tudo se lhe apresenta como uma incógnita.
A sua pergunta, na tiragem do tarot, foi a seguinte:
“Quais seriam as vantagens e desvantagem se eu aceitar o acordo e demitir-me, e quais seriam as vantagens e desvantagens se eu optar em continuar na empresa e aguardar ser, ou não, demitida no futuro?”
Vamos, então, à essa leitura:
Esquema de Jogada:
O que provoca uma grande tensão na Consultante é sentir-se intimidada e pressionada pela notícia de redução de pessoal na empresa em que trabalha. Nesta posição, o 6 de Paus simboliza dúvidas, medo, incapacidade de tomar decisões, sentir-se traída, passada para traz, ser vítima de um esquema que a prejudique. Representa, também, uma tendência em não querer comprometer-se, em procurar adiar iniciativas e planejamentos que se fazem necessários.
O Pajem de Paus simboliza, entre outras coisas, notícias sobre trabalho, emprego ou negócios. É exatamente isso o que aconteceu com a Consultante, nos últimos meses, ao saber do início de um processo demissionário na empresa em que trabalha há anos e, consequentemente, da necessidade em ter que fazer uma escolha importante a respeito da sua carreira. Essa carta pode estar simbolizando, também, a imagem que a Consultante faz de si própria dentro dessa situação: a de uma pessoa sem a experiência e segurança necessárias para tomar uma decisão importante.
O medo de arriscar numa escolha que pode não vir a se revelar, futuramente, a mais satisfatória, deixa a Consultante angustiada e até pessimista. O surgimento do Cavaleiro de Ouros nesta posição revela o desejo dela em ser racional, firme, bastante responsável, baseando sua escolha em aspectos bastante sólidos. Sua estabilidade e segurança material futuras deverão ser decididas com os “pés firmes no chão”. Sabe que deve enfrentar racionalmente a situação e agir de maneira prática e cautelosa, confiando em suas capacidades.
ACEITAR O ACORDO E PEDIR A DEMISSÃO
Essa parece ser uma decisão que a Consultante tomaria movida apenas pelo sentimento de medo, de perda, de angústia e tristeza. Uma escolha simbolizada pelo Ás de Copas é puramente baseada em sentimentos. O emocional pode estar atuando de maneira desequilibrada. Dentro das circunstâncias em que o processo demissionário parece estar sendo realizado, há que se evitar grandes ímpetos de desespero e procurar reequilibrar esses vagalhões de emoções e de sentimentos confusos com uma análise bastante clara e real do problema. Há que se ponderar as ações de forma mais harmoniosa. Ainda que a Consulente venha a decidir-se pelo acordo oferecido e demitir-se, deveria, primeiramente, buscar controlar suas emoções, não se deixando levar unicamente por elas.
AGUARDAR O DESENVOLVIMENTO DA SITUAÇÃO E SER, OU NÃO, DESPEDIDA
A Rainha de Copas sugere que se confie nos sentimentos, desde que profundos e suficientemente amadurecidos, e que se dê atenção à intuição, à uma percepção extra-sensorial que todos temos e que algumas vezes insistimos em não dar crédito. Se observarmos a lâmina, veremos que a Rainha de Copas está dentro de um espaço solidamente construído porém com grandes aberturas (que pode representar a sua necessidade de se proteger, porém sem cercear a sua liberdade de escolhas), tranquilamente sentada ( o que pode significar uma ausência ou necessidade de ação imediata) e aguarda intuitiva e emocionalmente estável (notem a rosa vermelha na mão esquerda, que corresponde ao hemisfério direito do cérebro e simboliza o aspecto intuitivo da personalidade) a chegada do barco (novas notícias, oportunidades). Há grandes possibilidades de que esta devesse ser a decisão mais acertada, considerando-se as demais cartas que a acompanham nesta tiragem.
Posição 6: O IMPACTO PROVOCADO PELA 1ª OPÇÃO
A Temperança pode estar a sugerir que a Consultante, em optando, nesta ocasião, em concordar com os termos do acordo e solicitar sua demissão, estivesse agindo de maneira impetuosa. Talvez não seja o mais indicado, na presente situação, que ela tome uma iniciativa drástica, transformadora, quando essa ação parece ser motivada por uma desarmonia dos seus sentimentos a respeito da perda, do futuro, da angústia em ter que optar, da falta de clareza nas possibilidades do mercado de trabalho e, até mesmo, na possibilidade, ou não, de vir a ser demitida. Isso poderia ser uma solução escapista, ou seja, para solucionar a angústia de tomar uma decisão, acaba-se tomando qualquer decisão. As consequência sugeridas pela Temperança podem sugerir, dentro do contexto da leitura, que a Consultante poderá estar fazendo essa escolha de maneira desequilibrada, sem avaliar todos os aspectos reais, sejam da empresa ou da sua importância como funcionária e visando, exclusivamente, uma vantagem financeira que também não irá representar nada de muito significativo caso ela demore para empregar-se novamente. Concluindo: é possível que, em optando, neste momento, pelo acordo, esteja agindo movida apenas pela emoção (sentimentos negativos), ou pelo imediatismo e pressa ( A Temperança é uma carta que simboliza a paciência e o tempo necessários para que as transformações aconteçam) e não equacionando a realidade dos fatos racionalmente (pesando melhor os prós e os contras).
Posição 7: O IMPACTO PROVOCADO PELA 2ª OPÇÃO
Entre as prováveis consequencias da Consultante não aceitar o acordo e ficar aguardando o desenrolar da situação, será o de receber notícias mais auspiciosas sobre as condições da empresa ou novas propostas de trabalho. Como é uma carta de ação, de muito movimento, pode simbolizar, também mudança de emprego, mudança de cargo, mudança de local de trabalho ou, até mesmo, demissão. O 8 de Paus é uma carta que sugere estar-se sempre atento a “sinais”, à notícias, à mudanças, grandes ou pequenas, que ocorrem à nossa volta. É uma carta que sugere a tomada de atitudes no momento certo, nem antes e nem depois. É provável que, dentro da presente situação, seja indicativo da necessidade da Consultante ir-se preparando para mudanças futuras, procurando novas oportunidades, entregando seu curriculum em outras empresas, agindo de maneira precisa e segura, porém sem precipitações.
O Ás de Ouros, como conselho dentro da situação proposta, simboliza que a Consultante deve estar muito atenta à todas as oportunidades que surgirem em relação ao trabalho, avaliando-as criteriosamente. É possível que a empresa não faça todos cortes previstos de pessoal, ou então, que venha a oferecer ainda bem melhores condições aos que optarem pelo acordo. Se avaliarmos a ilustração da carta podemos notar a impetuosidade (o touro correndo em direção ao observador) com que a segurança parece estar-se aproximando e a fertilidade material (o coelho) que novas oportunidades podem estar trazendo. Aguardar os acontecimentos é a sugestão implícita na leitura, porém sem abandonar-se ao comodismo e à fatalidade. Há que se estar perceptivo e aberto, constantemente, à novas oportunidade de crescimento harmonioso. Semear constantemente, para obter diversas colheitas, não na intenção de ganância ou ambição desmedida, mas de precaução, segurança, estabilidade.
Imagens: ARCUS ARCANUM TAROT, por Hansrudi Wascher
Em Julho:
CURSO DE TAROT: ARCANOS MENORES
Duração: 16 aulas (4 meses) / Turmas às Terças e Sábados
Local: JARDIM DOS SENTIDOS – ESPAÇO HOLÍSTICO & LIVRARIA
(R. Barão de Ipanema, 94 Loja 103, em Copacabana – Rio de Janeiro)
Pré-Requisito: conhecimento básico dos 22 Arcanos Maiores
Informações: (21) 2547-8939 e contato@jardimdossentidos.com.br
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Quando o assunto é… Dinheiro!
Recentemente auxiliei a um Consulente a identificar as possibilidades de vir a receber uma soma em dinheiro, à muito aguardada, de uma prestação de serviços que havia feito a um órgão público. Mesmo sabendo da burocracia que envolve transações desse tipo, o Consultante estava bastante preocupado, pois já havia passado um considerável prazo, dentro daquilo que é costumeiramente previsível ou aceitável.
A jogada escolhida foi bastante simples, ainda que a pergunta formulada envolvia uma questão bastante complicada em termos oraculares: a previsão de uma data, ou de uma época.
Acredito que grande parte dos tarólogos tenham seus próprios métodos para encontrarem uma resposta aproximada (acredito que alguns sejam, até, bastante precisos) e, quase sempre se utilizam de outras formas divinatórias, tais como a astrologia, a numerologia e até a gematria.
Ao invés de tentar “acertar” numa data, prefiro, antes de iniciar a jogada, ao analisar a formulação da questão proposta, estabelecer, naquele momento, um período de “validade” para a leitura. Portanto, se as cartas escolhidas pelo Consultante não confirmarem a sua questão, dentro daquele período pré-estabelecido (digamos 1, 2 ou 3 meses, 1 ano, 5 anos, etc), grandes são as chances de que ele não venha a ocorrer. E vice-versa.
No caso da leitura abaixo, foi estabelecido, pelo próprio Consultante, dentro daquilo que ele considerava “aceitável” como um tempo extra de demora, de atraso, o prazo de 30 dias. Portanto, minha leitura procurava estabelecer se, no prazo de 1 mês a contar daquela data, o valor a ser recebido seria pago pelo órgão devedor. Se o resultado fosse positivo, eu iria procurar, através da minha intuição e experiência prévia, associar os valores das cartas a dias.
Como poderão observar, surpreendentemente todas as 4 cartas escolhidas foram dos Arcanos Maiores, ainda que estivessem embaralhadas com os Menores. Quando há uma predominância (no caso, totalidade) de Arcanos Maiores, acredito que o que é mais significativo para que o Consultante saiba são os motivos principais, as causas, as lições a serem aprendidas. Esses Arcanos sempre respondem, muito bem, à pergunta: “Por que?”
Vamos à leitura!
Assunto:
“Estou aguardando ansiosamente uma importância a que tenho direito e deve ser paga por um órgão público.”
Pela explicação do Consultante sabemos que o assunto da leitura será dinheiro (elemento Terra; sephirah Malkuth; naipe de Ouros)
Desenvolvimento:
”Toda a documentação necessária para o recebimento dessa importância foi devidamente preenchida e enviada ao departamento correspondente do órgão pagador. Entretanto, está havendo uma demora inesperada no depósito dessa quantia.”
Esse comentário fornece mais detalhes sobre o assunto: a demora no recebimento (tempo).
Pergunta:
“Irei receber o que me é devido? E quando?”
Esquema escolhido: 4 CARTAS
Arcano VIII: A JUSTIÇA
•Obstáculos:
Alguns dos possíveis obstáculos para o atraso do pagamento poderão ter sido a ausência de documentos necessários, erro no preenchimento de dados, não adequação às normas legais ou mesmo extravio de parte da documentação.
Arcano XV: O DIABO
•O que favorece:
Estar disposto a lutar pelo que é seu; usar de todas os recursos na obtenção do resultado pretendido. O Diabo é extremamente materialista, portanto uma carta positiva quando o assunto é dinheiro.
Arcano XX: O JULGAMENTO
•Conselho:
Entrar em contato com o setor responsável do órgão pagador e procurar saber as razões do atraso. Valer-se, para isso, de todos os meios de comunicação e de bom senso, critério, ética e equilíbrio na reclamação.
Arcano XIX: O SOL
•Resultado Provável:
As possibilidades, de acordo com essa carta, são bastante auspiciosas, pois o Sol é símbolo de sucesso e felicidade. É o
momento de concretização dos sonhos, esperanças e desejos.
CONCLUSÃO:
Precisar o tempo numa leitura de tarot é bastante difícil, portanto prefiro, antes de iniciar o jogo, estabelecer, com o Consultante, uma “janela” de tempo que lhe seja razoável.
Nesse caso, ficou decidido que a leitura estaria se referindo às possibilidades contidas num prazo de 30 dias, que o Consultante acreditava ser o máximo de tempo que ele aguardaria antes de tomar outras medidas legais para a obtenção do pagamento aguardado.
Assim sendo, levando-se em consideração que a carta que “favorece” é o Arcano XV e a carta “resultado provável” é o Arcano XIX, seria possível considerar-se a possibilidade desse esperado pagamento ser feito nas próximas 2 ou 3 semanas.
Imagem: WORLD SPIRIT TAROT, de Jessica Godino & Lauren O'Leary
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Carta do Dia: 9 DE OUROS
Havia tantos meses que acontecera, mas ela ainda parecia ouvir os aplausos dos técnicos, da diretora do programa e até da atriz-apresentadora quando a gravação terminou. Era a primeira vez na sua vida em que ela era filmada e, ainda por cima, com uma personalidade a entrevistando e o programa sendo distribuído por todo o país. Era uma consagração do seu talento, do seu esforço, da sua fé em si mesma, nas pessoas que acreditaram nela. Sua patroa, a jornalista especializada em gastronomia, sorria e abraçou-a, cumprimentando-a e dizendo que aquele era apenas um começo. Na verdade, era.
Depois que o programa de culinária foi exibido em rede nacional, choveram convites para demonstrações, aulas, workshops, seminários em todo o país e, até mesmo, na Argentina. A própria empresa que produzira aquela gravação ofereceu-lhe um excelente contrato para um programa só dela, onde cozinharia, receberia outros culinaristas, faria gravações externas mostrando o melhor da culinária em cada estado. Sua patroa, sempre ao seu lado, ajudou-a a selecionar o que havia de mais interessante a ser aceito e feito, inclusive colaborando, com sua expertise a negociar os contratos. Em breve ela não estava mais trabalhando como cozinheira “em casa de família”, como sua tia e primas costumavam dizer, mas era autônoma, dona de seu próprio programa de TV, sendo convidada para uma dezena de outros, terminando de compilar suas melhores receitas para um aguardado livro e ministrando cursos pelo país.
Devido à facilidade de ir ao estúdio de gravação e à necessidade de se locomover mais rapidamente entre um compromisso e outro, havia alugado um apartamento, enquanto escolhia algum outro para comprar. Sentia, entretanto, falta da casa da tia, da simples, mas farta, mesa posta para o café da manhã, das conversas e risadas com as primas, da simpatia dos vizinhos, da tranquilidade do subúrbio. Sabia, entretanto, que era mais prático e necessário que ela morasse próximo dos locais onde trabalhava e de onde poderia estar a minutos do aeroporto, que agora lhe parecia sua segunda casa, tal a frequencia que o utilizava em suas viagens profissionais pelo país.
Estivera visitando a irmã e os demais parentes lá no interior, numa rara folga que tivera. Apesar deles nunca terem assistido a um de seus programas, sabiam do seu sucesso através das revistas que lhes chegavam às mãos. A casa onde havia nascido e crescido continuava exatamente igual ao momento em que partira. Até mesmo sua cama e alguns objetos sobre a mesinha que servia de apoio em seu antigo quarto, continuavam absolutamente iguais. Nem parecia que quase 3 anos haviam se passado desde que entrara naquele ônibus em direção à metrópole tão distante e aos seus sonhos. Achou engraçado quando o presidente do partido político que predominava na região, sabendo da sua presença, veio rapidamente solicitar uma “entrevista” e, entre café e bolinhos que a irmã preparara para esperá-la, convidou-a para lançar-se como candidata na próxima campanha eleitoral. Agradeceu e delicadamente declinou o convite dizendo-se não preparada para nenhum cargo, além do fato de que seus interesses profissionais e de realização pessoal já estavam acontecendo. Ela era uma cozinheira, e estava feliz com isso. Mas aproveitou para cobrar dele, eminente político profissional, melhorias para a vila e para as estradas vicinais que atendiam a tantos sitiantes, como o fora seu pai e, agora, era sua irmã. Postos de saúde equipados e em funcionamento, bem como escola em condições de oferecer o melhor ensino possível, era isso o que ela estaria atenta, mesmo distante fisicamente, para ver se seriam criados na região. Ele, encantado com a sua desenvoltura, concordava com tudo, entre goles de café quente. Ao final, antes de sair, pediu-lhe que se deixasse fotografar com ele, pois, afinal, ela era uma personalidade e uma foto ao lado dela iria ajudar, e muito, em sua companha à reeleição. Ela riu e piscou para a irmã.
Voltou para a grande cidade carregada de sacolas e pacotes com frutas, sementes, temperos, ervas, farinhas, polvilhos e muitas idéias. Arrumou tudo antes de tomar um longo e reconfortante banho e sentou-se na sala olhando, pela janela, os últimos raios de sol do dia desenhando os contornos das montanhas mais próximas. Deixou os olhos correrem pelo bem decorado, porém impessoal, apartamento e sentiu-o frio, sem graça, vazio de vida. Ela podia ter praticamente tudo o que sonhar um dia possuir. Tinha um excelente salário, dinheiro no banco e aplicado, estava negociando um apartamento para morar. Era reconhecida quando saía à rua e a editora avisara que ela teria um grande esquema de viagens para a divulgação de seu livro de receitas, inclusive seria a grande atração de uma feira de livros na Europa. O canal a cabo, que transmitia o seu programa, comunicara-lhe que estavam em negociação para vende-lo para os países de língua latina e que isso representava um considerável aumento no seu prestígio, bem como nos seus rendimentos mensais. Uma grande empresa queria que ela assinasse uma linha de utensílios para a cozinha e ofereciam-lhe uma porcentagem grande sobre os lucros, que prometiam serem astronômicos. O melhor, o que mais lhe agradava era saber que tudo isso ela conquistara fazendo, com prazer, o melhor sabia fazer. Ela era o exemplo de que o talento, quando identificado, assumido, aperfeiçoado e vivido, era um verdadeiro tesouro a ser desfrutado. Ela, definitivamente, não tinha do que reclamar. Por que, então, ultimamente sentia um certo vazio dentro de si?
Levantou-se da confortável poltrona e caminhou pelo apartamento, até a sacada do mesmo. Já estava quase escuro e as estrelas brilhavam no céu. Sentiu-se sozinha. Dona do mundo, mas sozinha. Tinha tudo o que queria, mas ninguém com quem dividir a si mesma, o seu amor, o seu afeto, sua atenção. Pensou em quantos homens e mulheres viviam situações semelhantes à sua, economicamente estáveis, porém sem viverem as emoções que as pessoas normalmente vivem. Sua vida, até aquele momento, fora unicamente de trabalho. Tinha amigos e conhecidos, sim, nas patroas em cujas casas trabalhara, nos câmeras e técnicos de seu programa de TV, em alguns jornalistas e editores de revistas especializadas, mas, quando voltava para casa, estava sempre só.
Tinha tudo o que materialmente desejava, mas isso não era mais o bastante, apesar de representar o sucesso de seu trabalho e dedicação. Era chegado o momento em que sentia que poderia dedicar-se a outra pessoa. O que ela havia construído já caminhava praticamente sozinho. Ela agora tinha tempo de pensar nos outros, no amor que poderia oferecer, com o mesmo cuidado, carinho e intenção que sempre tivera em suas criações profissionais. Ela desejava compartilhar. Uma vez mais, tinha certeza de que era chegada a hora e esse era o caminho a ser seguido.
Olhou, mais uma vez, a noite lá fora. A lua cheia, enorme sobre a cidade, parecia querer segredar-lhe algo, um segredo entre elas, entre duas mulheres. Ficou parada por alguns minutos, encantada com a luz prateada que a envolvia. Voltou para dentro do apartamento e olhou-se no grande espelho que havia no quarto. Sorriu para si mesma. Sabia o que faltava em sua vida e estava disposta, novamente, a ir ao seu alcance. A felicidade estava, novamente, aguardando por ela. Deitou-se e dormiu tranquila. Sonhou com a mãe, que a segurava, ainda bebê, no colo e beijava-a levemente o rostinho.
Quando o 9 de Ouros aparece numa leitura de taro, dependendo sempre da sua posição no esquema de jogada escolhido e das demais cartas que o acompanham, além, evidentemente, da questão que motiva a própria leitura, pode significar recompensas que chegam à vida do Consultante. Realizações passadas que retornam e trazem consigo surpreendentes resultados. Melhora no estado geral da saúde. O Consultante começa a viver de forma mais extravagante ou luxuosa. Uma forte sensação de segurança. Excelente mira para negócios. Uma conexão contínua, não interrompida com a terra, a natureza, as raízes. O Consultante, sentindo-se realizado e orgulhosos daquilo que criou para si e para os outros, atinge suas metas, realizando seus objetivos. Boa sorte, com mais dinheiro, segurança, saúde e conforto. Esse tempo é simbolizado por uma volta na Roda da Fortuna. Há que reconhecer os presentes que a vida oferece, evitando-se a ganância, a presunção, a vaidade, a condescendência consigo próprio.
Quando mal dignificada, o 9 de Ouros, significa mais o perigo da pessoa usar mal os seus ganhos materiais do que, propriamente, má sorte ou perdas (econômicas, de saúde, de objetos, etc). O que a carta pode estar indicando é a possibilidade do Consultante estar ávido por mais dinheiro, por mais bens materiais, por mais sucesso, muito mais do que ele necessita. Não importa o que e quanto se possua, o foco das atenções do Consultante está direcionado para aquilo que ele ainda não tem. É difícil, senão impossível, compartilhar sua boa sorte com os demais. Quando o Consultante compara o que ele tem com o das demais pessoas, é inevitável que ele sempre acabe achando que precisa de mais do que já tem. Uma compulsão em comprar. Talvez seja um bom conselho, nessas situações, que a pessoa recue um pouco e faça uma avaliação mais criteriosa de seus objetivos.
Quando estamos confusos, angustiados, infelizes, ainda que vivendo uma situação altamente confortável, é interessante que busquemos encontrar a nossa paz interior através da dedicação amorosa a tudo o quanto realizamos e em alegremente acatarmos os resultados que obtemos. É hora de parar de querer imitar as idéias, estilos, atitudes, comportamentos ou modismos alheios e encontrarmos a dimensão correta para os nossos planos, nossos talentos emergentes e ama-los, reconhecendo-os como nossos. Devemos, sempre, vivenciar a satisfação e o excitamento de um trabalho bem realizado.
Nesta sexta-feira, sob a amorosa e gratificante proteção de Vênus, e com a Lua Minguante em Peixes, é possível experimentarmos uma atitude mais contemplativa, de menor atividade, em que nos deixamos levar mais pelo fluxo da própria vida, sem reagirmos. O lado bastante positivo é uma energia que estimula a nossa imaginação, permitindo-nos pensar em forma de melhor vivermos, de reconhecermos a beleza dos nossos feitos, de nos alegrarmos com os resultados dos nossos esforços. Talvez seja indicado deixar de lado as planilhas, as calculadoras, e entregar-se às energias, sempre atuantes, sempre benéficas, do Universo. Não nos esqueçamos, nunca, de agradecer por tudo o que nos foi e é concedido.
Tenham todos um proveitoso, pacífico e recompensador dia!
Em Julho:
CURSO DE TAROT: ARCANOS MENORES
Duração: 16 aulas (4 meses) / Turmas às Terças e Sábados
Local: JARDIM DOS SENTIDOS – ESPAÇO HOLÍSTICO & LIVRARIA
(R. Barão de Ipanema, 94 Loja 103, em Copacabana – Rio de Janeiro)
Pré-Requisito: conhecimento básico dos 22 Arcanos Maiores
Informações: (21) 2547-8939 e contato@jardimdossentidos.com.br
Imagem: VAUDEVILLE TAROT, por F. J. Campos
terça-feira, 1 de junho de 2010
Carta do Dia: 6 DE OUROS
Levantou-se, sem ter dormido por um minuto, quando ouviu a tia caminhando pela casa. Logo o despertador faria com que as primas também acordassem. A tia ficou preocupada com a sua aparência abatida e procurou, uma vez mais, tranquilizá-la, dando-lhe, inclusive dinheiro suficiente para que ela pudesse ir e vir do trabalho por uma semana. Em princípio recusou a oferta, dizendo que já estava dando trabalho e despesas demais para os parentes, mas a tia, mais velha, mais paciente, mais sábia e experiente insistia: “Deixe disso, minha filha! Pra que esse orgulho besta? Você acha que se eu não pudesse, eu estaria oferecendo? Além do mais, é você quem está me ajudando, ocupando o meu lugar naquela cozinha, fazendo uma comida gostosa para a família dos meus patrões. Pegue o dinheiro, querida. Não se sinta humilhada por isso, pois você bem sabe que não é, e nem nunca foi, essa a minha intenção. Vamos lá! Pegue! E agora vá tomar um banho bem gostoso antes das suas primas ficarem brigando pelo uso do banheiro. Passe um batonzinho e arrume-se porque tem muito trabalho pra você fazer naquela casa. Vai, minha filha, ande logo. E ânimo, minha querida, ânimo. Lembre-se que mais tem Deus para dar do que o Diabo para tirar. Ouviu? E agora, venha cá me dar um abraço e… corra pro chuveiro!”
Chegaram mais cedo ao trabalho e aproveitou para preparar um bolo de fubá com pedacinhos de goiabada cascão e lascas de queijo coalho, para o café da manhã da família. Era um dos seus prediletos e lembrava-se de como a mãe o fazia, sem seguir medidas ou receitas, apenas juntando instintivamente os ingredientes, nas manhãs do sítio, enquanto era pequena. Conseguia sentir o cheiro dele assado, saindo do forno à lenha e a delícia que era vê-lo, ainda fumegante, sendo cortado em fatias grossas e distribuídas, primeiro para o pai, e depois para todos os filhos. Ela, a caçula, ganhava um pedaço sempre maior, o que sempre era motivo de uns resmungos dos outros irmãos. A mãe dizia: “Parem com isso, crianças. Comam o seu pedaço e não fiquem reclamando. Sou eu quem decide quem vai ganhar uma fatia maior hoje. Sua irmã me ajuda sempre na cozinha, enxugando a louça enquanto vocês vão trabalhar na roça. Deixa ela comer em paz.” Sentiu uma profunda saudade da mãe que falecera quando ela ainda era pequena. Amorosa, sempre estava lá para protege-la dos maiores.
A patroa mandou chama-la à sala de refeições. Queria cumprimenta-la pela delícia de bolo. O patrão e os filhos também fizeram grande elogios e pediram a ela que fizesse um igual todas as manhãs. Até o rapaz, que era sempre muito calado, tímido até, sorriu-lhe como que agradecendo pela delícia que havia saboreado. Por um momento ela sentiu-se novamente feliz, alegre, realizada. Aquele elogio compensava grande parte da decepção e sofrimento que estava vivendo desde a noite anterior. A dona da casa disse-lhe que iria a um chá, naquela tarde, em casa de uma amiga muito querida e famosa jornalista que escrevia algumas colunas sobre comida e restaurantes para jornais e revistas, além de publicar uma espécie de guia onde citava grande culinaristas, fornecedores de produtos raros ou especiais, locais pouco conhecidos onde a comida era especialíssima. Era uma mulher de extremo bom gosto e de grande conhecimento sobre assuntos gastronômicos. Queria levar-lhe, como presente, um bolo, exatamente igual àquele que ela havia preparado. Ela se importaria em fazer mais um, até a tarde?
Ela voltou exultante para a cozinha e a sua alegria despertou a curiosidade de todos os demais empregados da casa, que estavam almoçando. A prima, que havia participado de todo o seu calvário no dia anterior e a sabia deprimidíssima, ficou espantada ao ver que ela recuperara, em instantes, o bom humor, o sorriso largo e franco. “Ganhou na loteria, prima?”, e todos riram. “Mais ou menos.”, respondeu enquanto via as claras dos ovos se transformarem em grandes flocos de neve. Pensou nas palavras ditas pela tia naquela manhã. Eram verdadeiramente sábias. Não era humilhante aceitar ajuda, quando necessária, assim como o dinheiro não era a única coisa que importava ou que trazia felicidade. Havia um valor, num cumprimento como o que a patroa fizera ao seu talento, que superava muito do que o dinheiro pudesse representar.
Voltou toda a sua atenção para aquele bolo que haveria de ser degustado e julgado por alguém que entendia do assunto. Faze-lo era mais do que um trabalho. Era o seu vestibular. Quem sabe um dia ela também teria um diploma para olhar e exibir…
Quando o 6 de Ouros aparece numa leitura de tarot, dependendo sempre da sua posição na jogada, das demais cartas que o acompanham e da questão proposta pelo Consultante, pode simbolizar generosidade, amor incondicional; sucesso, ainda que de curta duração. Pode representar o fato do Consultante estar caminhando, passo a passo, em direção à realização dos seus desejos. Simboliza, também, o fato de que é sempre necessário vermos os aspectos verdadeiros, reais que existem por traz de cada conquista pessoal. Alegria. Um momento na vida da pessoa em que ela olha para dentro de si e busca por sonhos já esquecidos. O elemento espiritual que acompanha e justifica o sucesso está presente, mas necessita ser nutrido, estimulado, reforçado. Estar aberto para aceitar o que a Vida tem a nos oferecer. A necessidade de agir de tal forma que faça com que a “esperança” torne-se realidade. Saber usar o sucesso como meio de obter sabedoria.
Negativamente o 6 de Ouros pode significar um momento na vida do Consultante em que as coisas parecem perder a intensidade, diminuírem sua força ou importância. É um aviso de que o dinheiro deve ser cuidadosamente investido e aplicado, para que não existam perdas consideráveis. Pode simbolizar que o Consultante esteja muito apegado aos valores materiais e tenha perdido de vista os aspectos espirituais embutidos em todas as coisas, pessoas, relacionamentos, ações e situações. É um indicativo de buscar-se valores mais importantes que o sucesso exterior e, também, uma abordagem mais modesta em relação aos semelhantes e à vida, em geral.
Quando dinheiro é gasto para satisfazer necessidades reais, ambas as partes envolvidas lucram, tanto a que gasta, quanto a que receber. Apelar para a caridade alheira ou dar esmolas não é, necessariamente o que se deve fazer. Todas as vezes que o processo de dar e receber torna-se unificado, transforma-se numa só coisa, todas as vezes que força e fraqueza, abundância e necessidade se reconciliam, uma verdadeira benção divina pode ser sentida e vivenciada. A carta do 6 de Ouros é um dos símbolos cristãos da Transmutação, onde o pão e o vinho proporcionam o sustento físico e espiritual. Todas as vezes que utilizamos nossos talentos para satisfazer as nossas necessidades e usamos as necessidades para estimularmos os nossos talentos, ganhamos algo. Crescemos um pouco mais.
Nesta terça-feira, dia da semana regido pelo enérgico, vigoroso e assertivo Marte, é o momento de pensarmos em autopreservação, ou seja, não empregarmos uma energia positiva tentando solucionar, ou por em andamento, algo que não faz sentido e nem representa nada na nossa evolução. É puro desperdício. É necessário que aprendamos quais são nossas necessidades reais e de termos a consciência de que o valor daquilo que possuímos só é grande quando muitas pessoas podem beneficiarem-se dele. Podemos aproveitar este início de semana (com um feriado no meio) para meditarmos no fato de que, muito melhor do que ficar gerindo o que nos falta, é empregar tempo e esforço buscando obter algo que beneficie, igualmente, todas as partes envolvidas.
Tenham todos um dia pleno de atitudes generosas!


