amanhã,
de acordares com preguiça e indolência,
lembra-te deste pensamento:
«Levanto-me para retomar a minha obra de homem».
Marco Aurélio (Imperador Romano, *121 - †180)
amanhã,
de acordares com preguiça e indolência,
lembra-te deste pensamento:
«Levanto-me para retomar a minha obra de homem».
Marco Aurélio (Imperador Romano, *121 - †180)
| Título | Senhor do Trabalho Perfeito |
| Elemento | Fogo |
| Arcanjo | Tzadiel |
| Nome Divino | El |
| Mundo Cabalístico | Atziluth (mundo da emanação) |
| Sephirah | Chesed (Misericórdia) |
| Correspondência Astrológica | Vênus em Áries |
| Planeta | Júpiter |
| Pedra | Ametista |
Bom, chegamos àquele momento da história do nosso amigo empresário, que estamos acompanhando desde ante-ontem, com a carta do 2 de Paus, em que as coisas parecem estarem perfeitas, tudo em seu lugar, começando a darem os primeiros e significativos resultados.
Suas novas churrascarias, abertas em diversas cidades norte-americanas em sociedade com um grupo de investidores local, ficaram prontas, o pessoal treinado, a mercadoria estocada, a publicidade realizada nos mais importantes veículos de comunicação, as datas de inauguração agendadas e os convites enviados. Tudo rigorosamente feito conforme um elaboradíssimo programa que lhe custou, à sua equipe brasileira e ao pessoal estrangeiro, muitas semanas de conversas, discussões, trocas de informações, e desenvolvimento logístico. Agora é só esperar para que as portas dessas primeiras filiais estrangeiras, de sua extremamente bem sucedida rede de restaurantes nacionais, se abram e conquistem o público além-fronteiras.
Nosso amigo, com toda a razão, tem motivos suficientes para estar feliz e celebrar essa união de forças, além da sua intuição que sempre lhe valeu e a qual todos se referem com expressões como “tino para os negócios”, “faro para uma boa jogada comercial”, “talento para descobrir novas e prósperas saídas”. A nossa Carta do Dia, o 4 de Paus, é talvez uma das mais auspiciosas cartas de todo o tarot. Ela fala desse tempo, um tempo em que estamos felizes, satisfeitos, confiantes, otimistas e tranquilamente esperançosos, celebrando expansivamente a colheita daquilo que plantamos.
No 4 de Paus nós percebemos a real significância da sephirah (esfera) Chesed, na Árvore da Vida: a de ser a manifestação do amor, da bondade e da misericórdia Divinas. Vemos, também, o abundante transbordar de Júpiter, o maior e o mais expansivo de todos os planetas. É uma inebriante sensação de estar-se protegido, de confiança absoluta de que Deus (e, por favor, substituam a palavra por aquela que melhor lhes simbolize ou traduza a expressão daquilo que chamamos Divino) irá nos prover em tudo aquilo que necessitamos, incluindo a própria proteção. Quando confiamos profundamente nessa Divindade e no fato de que ela habita em nós _ nossa força de vida e nossa espiritualidade, nossa intuição, nossa voz interior _ então estamos prontos pra nos abrirmos para a vida, para o mundo, para as demais pessoas, compartilhando com elas a infinidade de benefícios dos quais somos receptores.
Com o 4 de Paus nós temos mais uma oportunidade de reconhecer que a coisa mais importante que podemos fazer com a energia simbolizada pelo naipe de Paus (elemento Fogo) é traze-la para o mundo real. É utilizá-la em nossas vidas, neste plano de existência. Quando estamos estamos inspirados, quando estamos recebendo a luz da inspiração, quando nos sentimos extremamente criativos, sabemos que temos que extravasar, que devemos expressar essa verdadeira força e compartilhá-la com os demais. Ainda que naturalmente experimentemos, durante nosso ciclo de vida, perdas, dores, fracassos e sofrimentos, se mantivermos nossa confiança em nós mesmos e na proteção que recebemos generosamente do Universo, poderemos não só superar essas difíceis etapas, esses obstáculos, e nos encaminharmos para um local, dentro de nós mesmo e das nossas vidas materiais onde haja uma farta colheita, um amoroso entrosamento entre as pessoas e motivos suficientes para serem celebrados.
Ultrapassado o período de dúvidas, de ansiedade, tendo confiado plenamente em si mesmo, na sua capacidade e nas da sua equipe, por ele formada, além de acreditar no seu “faro” para reconhecer boas possibilidades comerciais e parcerias, o amigo empresário vive agora umas merecidas férias, um período de descanso, de recuperação de forças, de festejar etapas vencidas, sucessos conquistados e o processo em andamento, preparando-se assim, física, emocional e psicologicamente para o próximo nível de combate. Sim, novas etapas ainda deverão serem vencidas para que a real consolidação de seu empreendimento se efetue. As lojas da cadeia norte-americana de suas churrascarias ainda deverão abrir e arregimentarem o público pretendido. É preciso que o padrão de qualidade seja mantido e, portanto, constantemente supervisionado. É necessário que os interesses dos sócios e suas expectativas sejam supridas. É preciso que toda uma máquina administrativa, agora com ramificações internacionais, continue a funcionar a contento e gerando os lucros pretendidos e, com isso, o retorno correto do investimento feito. Há, portanto, após esse alegre intervalo, um longo caminho a ser percorrido (lembrem-se que o naipe tem 10 cartas numeradas e que ainda estamos na 4ª…).
Quando o 4 de Paus surge numa leitura de tarot, sempre dependendo da sua posição na jogada e nas demais cartas que o cercam, além da questão motivadora da própria leitura, pode significar, harmonia, paz e tranquilidade. Uma impecável conclusão de eventos passados. A reunião da família, ou do grupo societário, em torno do amor e da abundância. Vitória sobre obstáculos passados. Prosperidade e saúde, além a sensação do surgimento de um novo romance. Tudo dá certo e provoca uma sensação de excitamento e de paz em seu coração. Beleza. Totalidade. Completude.
Mal posicionada, essa carta pode estar avisando que o tempo ainda não é chegado, que o Consultante ainda não está vivendo o tempo de começar a colher os frutos de seu investimento. Obstáculos que surgem e que atrasam os resultados. Problemas e erros que, finalmente, surgem à tona. Não sentir-se à vontade, ou inconfortável, dentro de uma determinada situação. Piora no estado de saúde. Estar desconectado com a sua energia espiritual. Período de estagnação. O trabalho estar movendo para uma direção perigosamente improdutiva.
Neste domingo, aproveite a criadora energia do Sol, regente deste dia da semana, para, em conjunto com a mensagem do 4 de Paus, descansar o físico e a mente, reabastecer-se das necessárias energias para dar continuidade a todos os seus sonhos, projetos, trabalhos, missões. Encontre sempre, e isso é muito importante, maneiras de celebrar as suas conquistas e sucessos, e inclusive, a dos outros. Sinta nisso uma forma de reconhecer os benefícios recebidos da Vida e de abrir-se para que mais abundantemente ele fluam em sua taça.
Tenham todos um ótimo domingo e celebrem, celebrem muito aquilo que desejarem ver mais e mais em suas vidas.
Terça-feira de Carnaval. Feriado. Calor, sol, verão e os canais de TV reprisando flashes dos desfiles das escolas de samba, das presenças de personalidades nacionais e importadas de diversos calibres de reconhecimento, nos camarotes. De estrelas de maior e menor grandeza sambando, dando entrevistas, exaltando a platéia, levando as suas brilhantes auras e inflados egos a competirem com os holofotes e as luzes das câmeras do mundo inteiro.
Porque “viver” um momento Estrela é também isso: um instante de sucesso, uma fase em que sua luz interior parece brilhar mais intensamente. Um momento em que tudo parece conspirar a seu favor, onde você sente que a Vida está do seu lado e que você está seguramente conectado ao Universo. É um momento de benção, de realização, de sentir-se amado, compreendido, aceito, protegido, renascido, tranquilo. É, para os artistas de todas as áreas, a culminação de seus esforços. Um momento em que percebem claramente que são, realmente, inspirados por algo que é inexplicável em sua definição. Que seus guias ou mentores espirituais, seus anjos de guarda, se fazem sentir. Onde o belo e a expressão criativa surgem com maior intensidade.
Bastam 5 minutos em frente a um aparelho de TV para vermos tudo isso fluindo à nossa frente. A beleza criada, ou recriada, através das fantasias, das alegorias, dos carros alegóricos, das coreografias das alas, da harmonia de sons obtidos pela bateria, pela fluídica narrativa de enredos mirabolantes, pela ousadia do desenvolvimento dos temas dos samba-enredos transpostos de maneira inebriantemente colorida no conjunto da obra. É o fruto de idéias desenvolvidas através de inspirações, vindas não se sabe de onde, mas sempre elementarmente inventivas, comunicativas, conflitantes, idealistas, ativas e explícitas (Estrela = Ar) associadas a aspectos de interesse social, humanitários, libertários e progressistas, tipicamente excêntricos do não ortodoxo signo de Aquário (Estrela = Aquário). É puro brilho a iluminar a noite, os corações e esperanças de todos que ali estão, presentes ou não.
Esse Arcano Maior nos fala diretamente de esperança, em seu sentido mais amplo. Esperança de dias melhores, de recuperação da saúde, de conquista de um diploma, de obter uma posição melhor no emprego, de vencer um obstáculo, de conquistar um prêmio pelos seus esforços, de encontrar um novo amor, de reascender a chama de um amor que já possuímos, de conseguirmos realizar aquela viagem tão sonhada, de encontrar um parente desaparecido, de recomeçar a vida num lugar com novas oportunidades, de que os filhos cresçam em segurança e se tornem cidadãos responsáveis… e milhões de outras coisas. Ter esperança é estar conectado com a Vida e ter fé em si próprio. Ela não surge devido a nossa vontade, mas pré-existe dentro de nós. Basta que a identifiquemos e nos deixemos orientar pela sua luz. Nos é muito mais fácil acreditarmos num futuro que independe inteiramente de nós mesmos. É o que chamamos de “entregar-se nas mãos de Deus”.
Cabe aqui uma ressalta pois não podemos abrir mão da nossa parte, de deixarmos tudo entregue ao destino, experimentando uma cegueira em não querer encarar os fatos, ou uma inação em dar os passos necessários à realização dos nossos desejos. Não adianta, por exemplo, o carnavalesco passar o ano confiante na realização de um “milagre” de última hora e deixar de trabalhar arduamente, responsabilizando-se por cada etapa do processo de criação, de confiar que apenas o seu nome, seu reconhecido talento e seu passado de glórias lhe garantirão os Estandartes de Ouro na avenida. Isso não é esperança, mas arrogância, acomodação, letargia, delírio onírico, teimosia. É o lado “sombra” da carta da Estrela. Ter vontade de superar-se, estar disposto a correr riscos calculados e sempre embasados em muito estudo, pesquisa, busca de conhecimento, trabalho em grupo, disposição, auto-confiança, segurança, clareza de idéias, propósito e, também, confiando muito na intuição, além da necessária dose de humildade, são os esteios da esperança. E, veja bem, essa humildade não é do tipo “não me importo, pois o que acontece comigo não é o mais significativo”. Ao contrário: significa reconhecer-se parte de algo maior, saber que a sua luz não é um único e solitário brilho na noite escura, mas parte integrante de uma imensa via-láctea. É sentir-se profundamente conectado a algo maior, em sintonia com uma energia Universal que nos assegura, em forma de premonição, que se perseguirmos os nossos sonhos estaremos realizando os nossos desejos.
Quando a Estrela aparece numa jogada de tarot, sempre dependendo da sua posição no esquema do jogo e das cartas que a acompanham, bem como do assunto em questão, ela pode, também, significar um período de calmaria após a tempestade, a sensação de fé, de desenvolvimento espiritual; simpatia, carisma, charme; novos amigos, reencontros agradáveis, reequilíbrio de relacionamentos; alegria, otimismo, sorte, felicidade; recuperação da saúde, alívio das tensões, energia, vitalidade, cura; novas idéias ou ideais; uma generosa ajuda ou uma oportunidade que surge repentinamente; um alívio em nossos apertos financeiros; uma iluminação mental que nos permite maior criatividade em nosso trabalho e atividades; o perdão a nós mesmos e a quem possamos guardar alguma forma de rancor. Traz, enfim, sempre a perspectiva do fim da “noite escura da alma” e da chegada radiante do Sol, com seus vitalizantes e esclarecedores raios condutores de felicidade.
Amanhã, em plena Quarta-Feira de Cinzas, princípio da Quaresma, tempo de recolhimento para uma reavaliação de nosso progresso em níveis de espiritualidade, serão divulgados os tão aguardados resultados do concurso das escolas de samba. Todo o trabalho de um ano estará sendo mensurado em termos de notas que se distanciam por décimos, décimos estes que, por sua vez, representam a concretização, ou não, dos sonhos de milhares de pessoas diretamente envolvidas, além de fãs e torcedores espalhados por todo o Brasil. É evidente que essas pessoas, agora, vivem a esperança de que “sua” estrela brilhe e que os sagrem campões. E, como campeão só tem um, os demais terão à frente um tempo para reverem como desempenharam seus papéis, tendo uma nova oportunidade para, humildemente, reconhecerem e corrigirem erros e desacertos e se conscientizarem que essa experiência vivida foi importantíssima na coleta de conhecimentos e sabedoria, os quais se não forem perdidos ou esquecidos, mas bem utilizados, oferecerão as bases das novas esperanças para o futuro. Será um tempo de recolher o que de importante aprendeu-se pelo caminho, curar as feridas através de uma verdadeira limpeza interior onde ressentimentos, mágoas e desavenças deverão ser perdoadas, e logo, logo outro Carnaval estará aí, trazendo uma nova chance, um novo ciclo de renovação, pois quem realmente acredita, cria suas próprias oportunidades.
No clássico de Carlo Collodi, “Pinocchio”, transportado para as telas pelo gênio criativo chamado Walt Disney, há um momento em que o Grilo Falante ajuda o boneco de madeira que queria ser gente que “ quando se pede a uma Estrela, não importa quem ou o que você seja, os seus sonhos se realizam”.
Tenham um ótimo feriado, divirtam-se com segurança e alegria, e acreditem que todos podemos ser exatamente aquilo que quisermos e nos permitimos expressar.