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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Carta do Dia: RAINHA DE OUROS

     34-Minor-Discs-Queen Você trabalhou muito, e bem, criando uma vida repleta de beleza e de prazeres físicos através de seus esforços, das suas múltiplas habilidades e também de um cuidadoso e muitíssimo bem planejado controle orçamentário. Você se orgulha em ser reconhecido como uma pessoa prática e os outros à sua volta também se aproveitam dos frutos do seu trabalho. Ainda que isso lhe traga imensa satisfação, ela não é maior do que foi o seu prazer no trabalho para conquistar essa posição. Como você já percebeu, vamos, novamente, falar dos aspectos terrenos, concretos que as cartas do tarot simbolizam.

     Parece-me que a semana, que começou com a energia materialista do Demônio, teve alguns reforços com o Ás de Ouros (grandes potenciais, sementeira de novas idéias práticas, força e vontade de “arregaçar as mangas” e começar algo novo) e hoje, quem nos brinda com a sua presença como Carta do Dia é a própria Rainha de Ouros (Moedas, Pentáculos, Discos, Pratos, Esferas, Pedras, Diamantes), um arquétipo que poderíamos resumir como a verdadeira imagem do poder e da sensualidade feminina.

     Uma das coisas mais desafiadoras para quem estuda tarot é definir o que as chamadas Cartas de Corte (valete, cavaleiro, rainha e rei – ou os nomes que os criadores de novos tarots resolveram dar a essas 4 figuras) realmente simbolizam, especialmente numa jogada. Muitos os vêem como retratos de pessoas reais, mas ninguém em específico, sendo os Valetes crianças, adolescentes, pessoas bem jovens. Os Cavaleiros, já bem mais impetuosos, seriam homens e mulheres no vigor de sua juventude, entre os 20 e os 35 anos, digamos. Já as Rainhas, mulheres mais velhas, acima de 35,  normalmente mães, ou viúvas, bastante experientes. Os Reis são homens maduros, estabelecidos, responsáveis, podendo serem pais de família, donos de seu próprio nariz, independentes e realizados.

     Outros leitores preferem vê-los como pessoas específicas, com quem o consulente tem contato ou conhecimento, pessoas próximas ou de seu círculo familiar ou social. Tarólogos há que os identificam com o próprio consulente, seja comparativamente pela idade, pela dimensão social que representam ou pelas atitudes que parecem compartilhar. Não faltam, porém, aqueles que as vêem como situações, como acontecimentos, eventos, atividades, ou seja,o que simbolizaria o status ou o comportamento dessas figuras em situações reais.

     O que é importante é que cada um se identifique com uma maneira de vê-los e através deles construir uma reflexão, a mais apropriada, à sua leitura e à sua maneira de interpretar o jogo de seu consulente. Ou então, como nada em tarot é fixo, imutável, inquestionável, juntar tudo e fazer bom uso das informações que as cartas fornecem e dos aspectos intuitivos que lhe provocam.

     O elemento do naipe de Ouros é Terra, e representa os frutos do nosso trabalho, o chão de onde novas idéias crescem. Significa segurança, que podemos traduzir por casa, dinheiro, tradições e poder. Tudo isso são coisas que normalmente nós valorizamos e as obtemos como recompensa por um trabalho bem realizado. É também o fato de gostarmos dos nossos corpos, dispensando horas e energia em academias, na prática de esportes, em salões de beleza, clínicas de estética, aplicação de cremes, shampoos, substâncias rejuvenescedoras, tratamentos odontológicos corretivos, estéticos, etc. É através da energia desse naipe que procuramos manipular a matéria, seja através do trabalho físico e de habilidades específicas, seja nos aprofundando no conhecimento de como as coisas funcionam.

     Todas as Rainhas, independente dos naipes, são aspectos da Imperatriz (Arcano Maior, Carta III) e acumulam uma energia feminina, yin, madura, expressando compreensão e criatividade, que lhes permitem governar pela persuasão, pela intuição, pelo constante apoio, nutrição e encorajamento.

     Quando uma Rainha, como a de Ouros, aparece numa jogada, possibilita-nos questionar como podemos deixar vir à tona nossas qualidades latentes e como podemos ajudar que os outros também o façam. De que maneira podemos incentivar, nutrir, suportar, apoiar, patrocinar pessoas, causas e situações e o que é, realmente,  que estamos ajudando a conquistar, a realizar, a obter, a produzir.

     A Rainha de Ouros é ter os pés no chão. Ser confiável e leal e abordar natural e sensatamente os desafios, os obstáculos. É ter um grande coração, ser uma “mãezona” para todos, generosa, sempre pensando muito mais no bem estar e segurança alheia do que em si mesmo. Encontramos essa Rainha bem retratada nas pessoas que vivem prazerosamente os seus papéis de mãe, esposa, dona de casa, empresária, comerciante, e também nas prostitutas e suas agenciadoras. (Lembre-se, por favor, que necessariamente, as cartas do tarot não representam um sexo específico e que, portanto, seus atributos, positivos ou não, se estendem a todos os gêneros).

     São pessoas econômicas, que valorizam a segurança material, mas que também não abrem mão do conforto, da beleza, do bem estar, da comodidade, do luxo e do prazer estético que necessitam para bem viverem. São hospitaleiros, grandes anfitriões, extremamente organizados e equipados, sabendo receber como poucos. Isso os torna pessoas que, além de comumente prósperas, gozam de alto prestígio social. Dispensam cuidados mil em relação ao seu corpo, não só lançando mão de todos os recursos cosméticos, mas cuidando de dentro para fora, alimentando-se bem e mantendo hábitos saudáveis e higiênicos.

     Fiéis representantes da Mãe-Natureza, a grande Rainha de tudo o que é material, a grande Deusa venerada por ser a suprema mantenedora da vida, permitindo e distribuindo graciosamente as condições de sobrevivência de todos os seres, as pessoas (ou situações) que esta carta pressupõe estão ligadas aos cuidados com as condições do planeta. São ativistas, como, entre tantos outros, o pessoal do Greenpeace, lutando pela Terra, pela sobrevivência de todas as espécies, preocupados com a sujeira acumulada nas praias, no desaparecimento do mico-leão dourado, na predatória caça às baleias, no desmatamento da Amazônia, em tudo, enfim, que envolve o meio-ambiente e sua conservação.

     Quando, numa jogada de tarot, dependendo sempre da posição e das cartas que a acompanham, além de como optamos por “ler” essa figura da Corte, a Rainha de Ouros pode estar se referindo a uma agricultora, jardineira, paisagista, decoradora, florista, artesã, cozinheira, nutricionista, hoteleira, médica, enfermeira, babá, acompanhante de idosos. Podemos ver essa figura também nas pessoas que ocupam cargos de gerência, ou de caixa, em bancos, escritórios; fiscais de renda, contadores, funcionários públicos, garis. Outros que se encaixam perfeitamente ao arquétipo são os corretores de imóveis, os donos de salões de beleza, os fabricantes de roupas e acessórios, não nos esquecendo dos joalheiros e de todos aqueles que extraem diretamente da terra o material de seu trabalho.

     Podemos ainda nos perguntar, quando a Rainha de Copas aparece numa disposição de cartas, se estamos nos cuidando bem. Se estamos prestando atenção às nossas próprias necessidades físicas como o mesmo desvelo que cuidamos dos outros. Como estamos utilizando nosso tempo? O quanto nos importamos e agimos em favor de um meio ambiente saudável e digno? Também podemos nos perguntar se estamos atentos em providenciar nossa estabilidade financeira, salvaguardando nosso padrão de vida, nos precavendo para termos um futuro economicamente seguro e confortável. E, também, não devemos deixar de nos questionar o quanto estamos, ou não, vivenciando nossa sexualidade, nossa auto-satisfação, a maneira pela qual desfrutamos do que temos.

     A caridade é uma das características simbolizadas nessa carta pois é a maneira que o poder pode ser utilizado pelos que o detêm ou manipulam, para ajudar aos menos afortunados. Seja essa caridade praticada no trabalho voluntário junto a uma organização religiosa, numa ONG, no patrocínio que as empresas fazem em benefício de comunidades, escolas, associações de bairro, etc mais carentes, ou mesmo na contribuição anônima, particular, pela educação de uma criança, pela criação de um parque ou jardim público, na doação regular de uma cesta básica a alguém necessitado.

     Claro que, como em todas as outras cartas do tarot, esta também tem um lado “sombra”, aquelas qualidades negativas, ou melhor, a falta de qualidades que, muitas vezes essa Rainha simboliza: mesquinhez, egoísmo, materialismo absoluto, maldade, ganância, instabilidade, insegurança. Vemos esses aspectos naquelas pessoas que "tem o nariz em pé”, vivem de aparências, só buscam os outros pelos benefícios que poderão obter, os “alpinistas sociais”, os manipuladores, os tolos, os caprichosos, os desonestos, as “marias-chuteira” e as “marias-gasolina”, as pessoas rudes e aquelas outras que se prostituem, se violentam física, espiritual e emocionalmente para conseguirem fama, dinheiro, sucesso, um padrão de vida que não condiz com as suas habilidades, preparo, esforço, condições, talento ou merecimento.

     Confúcio, o filósofo chinês, já dizia: “Há beleza em tudo, mas nem todos a vêem”. Seja hoje, você, mais um a encontrar essa beleza, essa verdadeira preciosidade que lhe é oferecida, através de uma ação concreta de ajuda, do simples ato de ajudar a manter a sua cidade limpa recolhendo o lixo que encontrar pelo caminho (ou pelo menos, não contribuindo com o seu), no permitir-se a parar e admirar uma paisagem, uma construção, a forma de uma nuvem no céu, o desenho elaborado de uma jóia numa vitrine, começando a pagar um plano de saúde, presenteando-se com uma água de coco enquanto se diverte com a gritaria das crianças no playground.

     Tenho toda a certeza que temos inúmeros motivos para termos um excelente e criativo dia!

Imagem: FULL MOON DREAMS TAROT

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Carta do Dia: O MAGO

     01-Major-Magician2   Pensando em como abordar alguns aspectos, um pouco da “personalidade” da Carta do Dia, tomei meu café olhando esse céu absolutamente azul e que promete mais um dia de calor absurdo. Na livre associação de idéias e imagens, entre um gole e outro de café, lembrei-me de uma grande e querida amiga que hoje mora na Europa. Foi o que bastou para que o Mago, dentro de mim, aflorasse com um texto pronto para este Blog.
     Maria Luiza (vamos chamá-la assim) sempre foi batalhadora. Filha de boa família, era meio ovelha negra pois seus interesses sempre conflitaram com os sonhos que seus pais alimentavam para ela: colégio de freiras, curso de piano, debutar no Country Club, apaixonar-se pelo filho de algum bem estabilizado amigo, casar-se, ter filhos e fechar o livro crente de ter vivido feliz, sempre, e para sempre.
     Coitados…
     Maria Luiza era a mais rebelde do colégio, aluna brilhante sem nunca ter dado a impressão de estudar. Copiava dos amigos, com algumas alterações, os trabalhos escolares e… voilà! Ela tirava a nota máxima enquanto aquele que havia emprestado o seu material para cópia, na melhor das hipóteses, ganhava um 6, e olhe lá que ainda era possível que ficasse com a fama de ter copiado da criativa colega...
     Minha amiga nunca debutou, nunca se interessou pelos promissores pretendentes que a família insistia em lhe apresentar, nunca casou-se de véu, grinalda e vestido assinado mas aprendeu um pouco de música, sim, só o suficiente para tocar guitarra numa banda maluquíssima que ela formou com a “tchurma”.
     Como a vida é cheia de caminhos, desvios, abismos, perdi contato com ela por muitos anos até que um dia, no saguão do teatro, vejo aquela figura de cabelos revoltos, repicados e descoloridos, bronzeadíssima a me acenar. Maria Luiza, vivíssima e coloridíssima. Beijos, abraços, afagos e lá vou eu, sequestrado para fora do teatro, da peça que eu queria assistir, pelas mãos que me prometiam estórias mil, muito mais vívidas, hilárias e, provavelmente, edificantes da que eu havia programado ver.
     Maria Luiza cansou-se da rotina e há uns 10 anos alugou seu apartamento, vendeu o ponto do brechó que tinha, pediu ao pai um “adiantamento” da herança e foi-se banhar nas águas e na cultura espanhola. Não foi preciso muito tempo para que aquele “dolce far niente”, sustentado pelo dinheirinho guardado na mala, começasse a ficar com cara de pesadelo em gravura de Goya. Hora de procurar emprego. E lá vai minha amiga oferecer o que sabe e pode fazer, frustrando-se a cada tentativa pelas óbvias razões de ser estrangeira, sem visto de permanência, sem possibilidade legal de requerer trabalho. Até que, decidida a “descer do salto”, aceitou uma vaga de faxineira numa boutique transadíssima de Ibiza, frequentada pelo jet set internacional que ainda doura seus corpos naquele arquipélago.
     Trabalho árduo, sem charme, desestimulante, mal remunerado e com nenhuma probabilidade de progredir. Mas não, para Maria Luiza, é claro! Aproveitando que o trabalho era noturno e solitário, antes de ir embora, re-arranjava as vitrines da loja, trocando as roupas das manequins, reposicionando-as, acrescentados detalhes e acessórios, mudando peças de cenário e reposicionando as luzes. Não custou muito para que a gerente da loja ficasse enciumada e a proprietária felicíssima com o talento, a criatividade, a ousadia e a habilidade daquela brasileira. Em pouco tempo, Malú era a vitrinista oficial e, abusada que só ela, sugeriu a organização de um desfile na rua em frente à loja, o que atraiu não só a atenção dos turistas, mas da mídia local e o olho muito bem treinado de um famoso costureiro que ali passava férias.
     Bem, antes que este texto vire uma biografia não autorizada da minha amiga, hoje ela mora muitíssimo bem em Paris onde é personal assistant de uma das mais famosas casas de alta costura européia (dessas que os nossos camelôs vendem as cópias dos óculos, das bolsas, dos cintos, dos echarpes, dos perfumes, etc), ganhando “rios de dinheiro”, viajando o mundo para absorver tendências e desenvolver idéias para novos produtos, íntima amiga de manequins que a imprensa imortaliza em suas páginas, frequentando as casas, os barcos e os aviões dos clientes, inclusive daqueles da boutique insular onde ela um dia foi faxineira.
     Bom, pessoal, acho que mais nada é preciso acrescentar sobre o Mago, a Carta do Dia que saiu na tiragem desta manhã. Qual é a mensagem que ela traz (afinal Mercúrio, o planeta, é o regente desta carta e o patrono das comunicações), o que podemos aprender meditando nela? Tentem: muito trabalho, idéias variadíssimas, inspiração, determinação, disciplina, astúcia, desinibição, vitalidade, ter jogo de cintura, ser flexível frente aos desafios, saber o momento de agarrar as oportunidades, ouvir a própria intuição, ter total controle sobre a própria vida mas sem ficar presa a nada, saber a mágica de transformar velhas situações em algo surpreendentemente novo, saber expressar-se e gostar de comunicar-se, saber negociar e, sobretudo, persuadir.
     Há aspectos negativos a serem considerados? Claro que sim: malandragem, mentira, futilidade, manipulação, imaturidade, amoralidade, falsidade, desonestidade, charlatanice, superficialidade,  irresponsabilidade, hiperatividade e paranóia. Cuidado, muito cuidado com isso tudo.
     Aproveite, então, o dia de hoje para vivenciar o Mago que vive em você, começando a elaborar um novo projeto, pesquisando muito a respeito, sonhando com possibilidades, esperando pelo melhor.  Procure ler as mensagens, os sinais enviados pelo Universo em todos os acontecimentos deste dia, especialmente nos mais banais. Esteja atento aos seus pressentimentos, à sua intuição e use o poder da sua vontade, concentrando-se nos seus desejos e contemplando-os, em sua mente, já realizados. 
     Tenha um excelente, criativo e produtivo dia!

Ilustração: LUNATIC TAROT

sábado, 2 de janeiro de 2010

Carta do Dia: 6 DE OUROS


As notícias na TV não se cansam de mostrar as mesmas cenas: cascatas de fogos de artifício explodindo nos céus das maiores cidades do mundo e a tragédia que as chuvas provocaram em diversos pontos do país.

Entre uma cena de absoluta alegria, com pessoas se abraçando num cenário de brilhos e cores, e outra onde casas alagadas, pessoas desabrigadas começando o novo ano acampadas em lugares que os órgãos governamentais disponibilizaram, algo fica evidenciado: muitos com tanto para dar e tantos aptos a aceitarem alguma forma de doação.

Nesta manhã, ao aparecer o 6 de Ouros como a Carta do Dia, experimentei um profundo agradecimento ao Universo por estar comunicando a necessidade de meditarmos, e muito, a respeito do dar e do receber, pois esse arcano nos fala exatamente sobre isso. Sabemos que a palavra caridade é o sustentáculo de diversas religiões. Repartir com o outro (e toda qualquer pessoa é o “outro”) algo que nos é importante (sentimentos, bens materiais, conhecimento, etc) é uma condição necessária para que as energias interajam e continuem fluindo. Isto é, quando mais damos, mais criamos condições para novamente recebermos. É como os cabalistas explicam a maneira pela qual recebemos de Deus (do Universo, de algo superior, do divino, enfim, não importa como você se refira a algo que nos escape, pela sua própria essência à nossa completa compreensão) tantos benefícios, de forma continuada desde que nos mantenhamos receptivos a eles. Se nos imaginarmos como vasos, taças, receptáculos que são preenchidos continuamente pela graça divina, então, para que esse fluxo não se interrompa precisamos estar, também, continuamente doando e assim criando mais espaço para recebermos.

Numa das reportagens, a mãe de 14 filhos que teve sua casa e todos os seus pertences levados pelos desabamentos e enxurradas, falava da sensação de gratidão (!!!) por sua prole e ela mesma não terem sofrido nenhum dano físico e que assim que as chuvas parassem, ela iria procurar um novo lugar para reconstruir seu lar. O que ela estava dizendo, naquele momento, é que o maior bem que possuímos, nossa maior riqueza é a possibilidade de recomeçarmos e de estarmos preparados para recebermos, agradecidos e prontos para também sermos generosos com os demais, toda a ajuda que o Universo nos disponibiliza.

Numa outra emissora, uma outra senhora contava que haviam, ela e toda a sua família, passado a noite de reveillon ajudando no socorro das vítimas do desmoronamento de uma pousada próxima à sua residência. Deixou sua ceia, o conforto de sua casa, enfrentou a noite, a chuva, os perigos de outros deslizamentos de terra, mas foi lá levar sua doação, sua contribuição, de maneira totalmente espontânea e à pessoas desconhecidas.

Essas duas pessoas muito bem retratam uma situação real que o 6 de Ouros simboliza: que a fé na vida e na nossa própria capacidade pode ser confrontada e reestabelecida através de um evento surpreendente, um lance de boa sorte, ganhos inesperados que não só nos beneficie mas que nos permita compartilhar desses mesmos benefícios com os outros.

Sermos generosos, dando aos outros não o que está sobrando mas o que elas estão precisando ou em condições de receber, é condição básica para que se estabeleça um intercâmbio e fluxo maior de energia que nos beneficie a todos. Não ter arrogância ao receber, estarmos abertos ao que os outros têm para nos dar e apreciarmos esse compartilhamento com o coração leve, é a nossa parte nessa mecânica.

O surgimento de um 6 de Ouros numa leitura também sugere que é chegada a hora de aproveitarmos as condições favoráveis (generosidade) que as pessoas, as situações, a própria vida está a nos oferecer. É sinal de boas relações, lucro material, de sucesso e crescimento no trabalho, além de harmonia e felicidade no amor.

É claro que o tarot sempre nos alerta para o lado “sombra” que há em todas as cartas: adverte para aquela prodigalidade impensada, ao fato de nos desfazermos de nossas posses na vã ilusão (e orgulho) de que estamos praticando caridade, evitar gastos demasiados e desnecessários e, finalmente, refletir muito antes de emprestar dinheiro ou objetos pois há grande chance de levar um tempo enorme para tê-los de volta e isso se algum dia voltarmos a vê-los.

Aproveite o dia de hoje para meditar a respeito de como o Universo conspira para que sejamos doadores, criando situações e colocando-nos à frente de pessoas aptas a aceitarem nossa contribuição. Medite o quanto o dia de hoje está lhe beneficiando e de que maneira você pode estender essas bençãos para ou outros. Expresse os seus sentimentos mais profundos, generosamente, sem impedimento e, com certeza haverá que deles necessite neste momento. Abra-se para tudo o que a vida lhe oferece e crie com ela um intercâmbio de amor. Há melhor maneira de se viver o primeiro dia útil do ano?

Bom dia a todos!