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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Carta do Dia: 8 DE ESPADAS

                                              MENSAGEIRO
     “Eis aqui, meu amigo, aquele que era então um menino pequenino!”
                                                  O SERVO
     “Desgraçado! Por que não te calas?”

                     ……………………………………………………….

                                                   ÉDIPO
     “A criança de quem se trata, tu lhe entregaste?”
                                                 O SERVO
     “Sim! Melhor fora que nesse dia eu morresse!”
                                                   ÉDIPO
     “Pois é o que te acontecerá hoje, se não confessares a verdade!”
                                                O SERVO
     “Mas... com mais certeza ainda, se eu disser a verdade, estou perdido!”

                   ………………………………………………………….

                                                O SERVO
     “Pois bem! Aquele menino nasceu no palácio de Laio!”
                                                  ÉDIPO
     “Era um escravo? Era um descendente dele, ou de sua família?”
                                                O SERVO
     “Ai de mim! Isso é que me será horrível dizer!”
                                                  ÉDIPO
     ”E para mim será horrível ouvir! Fala, pois! Assim é preciso!”
                                                O SERVO
”     Diziam que era filho dele próprio. Mas aquela que está no interior de tua casa, tua esposa, é quem melhor poderá dizer a verdade.”
                                                  ÉDIPO
     “Foi ela que te entregou a criança?”
                                                O SERVO
     “Sim, rei.”
                                                  ÉDIPO
     “E para quê?”

                                                O SERVO
     “Para que eu a deixasse morrer.”
                                                  ÉDIPO
     “Uma mãe tez isso! Que desgraçada!”
                                                O SERVO
     “Assim fez, temendo a realização de oráculos terríveis...”
                                                  ÉDIPO
     “Que oráculos?”
                                                O SERVO
     “Aquele menino deveria matar seu pai, assim diziam...”
                                                  ÉDIPO
     “E por que motivo resolveste entregá-lo a este velho?”
                                               O SERVO
     “De pena dele, senhor! Pensei que este homem o levasse para sua terra, para um país distante... Mas ele o salvou da morte para
maior desgraça! Porque, se és tu quem ele diz, sabe que tu és o
mais infeliz dos homens!”
                                                  ÉDIPO
     “Oh! Ai de mim! Tudo está claro! Ó luz, que eu te veja pela
derradeira vez! Todos sabem: tudo me era interdito: ser filho de
quem sou, casar-me com quem me caseie e eu matei aquele a
quem eu não poderia matar!”
     (Desatinado, ÉDIPO corre para o interior do palácio.)

Édipo e o Servo, em “Oedipus Rex” _ Sófocles, Séc. V a.C.

   Swords08 (5)   O 8 de Espadas é uma carta que se refere a um aprisionamento de algum tipo, a um bloqueio de energias, inclusive as psíquicas. Um famoso humorista, referindo-se a essa carta, disse uma vez, parodiando a famosa frase de René Descartes (1596-1650): “Penso, logo eu… fico confuso!”.

     Na Árvore da Vida cabalística, todos os 8 correspondem a Hod, a Sephirah que simboliza a inteligência ativa, o intelecto. Hod está relacionado ao pensamento objetivo, analítico e de extrema rapidez, visto que o planeta Mercúrio também é associado à essa esfera situada quase na base do esquema da Árvore da Vida. Visto que o naipe de Espadas, em sua essência, simboliza as atividades mentais, podemos deduzir então que o 8 de Espadas, por situar-se na Sephirah Hod (Glória, Esplendor), soma os seus potenciais, exaltando-os, tornando a linha de pensamento muitas vezes confusa, dúbia, sem saber qual caminho seguir, qual decisão tomar.

     A maior virtude de Hod é a Veracidade e nós muito bem sabemos o quanto essa virtude é difícil de ser atingida, e o quão dolorosa ela pode ser! Não é apenas sermos verdadeiros com os outros, mas também com nós mesmos, e essa é a mais difícil, a mais agoniante verdade a ser aceita. A busca pelo conhecimento pode nos colocar em perigo, especialmente no aspecto psicológico, e é por isso mesmo que os cabalistas creditavam o Arcanjo Miguel, o chefe das milícias celestes, a Hod, junto com o Arcanjo Rafael, o curador, que deveria ser invocado em caso de grandes “ferimentos” psíquicos.

     A força e o poder dessa obra-prima de Sófocles, “Oedipus Rex”, com suas emoções, sua beleza, sua coragem, sua tensão, continua, 25 séculos depois de ter sido escrita, a impressionar e emocionar platéias, a provocar debates, a ser usada como assunto para teses, a simbolizar um dos maiores “complexos” que a psicanálise identificou. Isso tudo deve-se a um homem, uma mente mortal que foi capaz de juntar palavras de tal forma que, ainda hoje, elas repercutem no mais fundo da alma humana. Isso é o que em cabala se chama de A Visão do Esplendor, que não por acaso, é o nome que se dá à experiência espiritual que obtemos nessa Sephirath.

     O trecho grifado acima, extraído de passagens da peça “Oedipus Rex”, nos mostram o momento em que, finalmente, Édipo encontra a verdade que tanto procurava. Sim, ele era filho de Laio e Jocasta. Sim, ele era tebano e não coríntio, como pensava. Sim, o oráculo se cumprira e ele matara seu pai e casara-se com sua mãe. Sim, sua própria mãe o entregara ao seu Servo de confiança para que o matasse, mal acabara de nascer. Sim, seu nome, Édipo (oedipus = pés inchados), e o defeito que tinha em seus pés, devia-se ao fato de ter sido amarrado pelos pés a uma árvore e abandonado à mercê da própria sorte, para ser devorado pelos animais. Sim, ganhara o título de rei e a mão de Jocasta derrotando o enigma da Esfinge (“Qual é o animal que pela manhã tem 4 pernas, à tarde, 2 e à noite tem 3?”) mas não fora capaz de decifrar seu próprio enigma. Talvez a Esfinge fosse uma cilada dos deuses para que a profecia finalmente se cumprisse integralmente. O quebra-cabeças está formado e Édipo sente-se só, perdido, vítima de um destino cruel. Sabe (ou pelo menos presume) que será abandonado por todos, que todos se horrorizarão de estarem à sua presença. Ele, o parricida e o filho incestuoso.

     Quando um 8 de Espadas surge numa leitura de tarot, sempre dependendo da sua posição na jogada e das demais cartas que o acompanham, bem como do assunto de interesse do Consultante, pode significar bloqueios, obstáculos, aprisionamento, restrições, isolamento. Censura e auto-censura. Temer a liberdade pessoal. Pode simbolizar o fato do Consultante ter erguido um muro que o separa dos seus sonhos. Um momento de crise. Obsessão. Desespero. Não conseguir livrar-se do confuso emaranhado de fatos em que a situação parece ter-se tornado. O Consultante pode estar permitindo que outras pessoas interfiram, seja por inveja ou por trivialidades, no seu equilíbrio psíquico. Doença. Estar impossibilitado de deixar o leito ou locomover-se. Imobilidade. Preguiça. Insatisfação, muitas vezes injustificada, com conquistas obtidas no passado. Sentir-se abandonado pelos outros.

     É muito comum, pessoas que são alcoólatras, ou que tenham algum tipo de vício ou dependência, inclusive sexual, se considerarem banidas, párias sociais, indignas do convívio com o grupo. É exatamente esse o alerta que o 8 de Espadas faz: não se isole, nas se restrinja, não crie limitações, amarras, obstáculos, impedimentos ou desculpas. Peça ajuda. Estenda a mão e peça o auxílio de seu semelhante. Inúmeras são as associações, os grupos de terapia, os profissionais qualificados que podem remover essas falsas amarras que nos impomos. O grande problema enunciado por essa carta é a idéia de “pré-conceber” algo, ou seja, presumir que não conseguirá livrar-se, presumir que ninguém lhe dá atenção, presumir que todos lhe virarão as costas, presumir que está perdido sem um guia que possa ajudar. Companhia e contato humano são essenciais pois necessitamos de outras pessoas que possam nos apontar uma nova perspectiva para aquilo que chamamos de “meu problema”.

     Quando, numa jogada, o 8 de Espadas sai bem localizado, ou bem dignificado, como se usa dizer, podemos perceber que o Consultante está apto para viver a sua própria liberdade. Que o caminho à sua frente está menos acidentado. Que a sua forma de pensar está mais clara. Que há um súbito desaparecimento dos problemas que pareciam persistirem. Pode, sob determinadas circunstâncias, significar que o Consultante apercebeu-se que estava se dedicando em demasia a algo ou a alguém que não valia o esforço, e está com um novo projeto de vida. Alegria, felicidade. Retorno ao convívio social. Comportamento mais liberal. As coisas se movem, caminham, ainda que muito trabalho e empenho pessoal sejam necessários. Significa, também, a solução de um problema pois o Consultante encontrou “a chave” do mistério. As recompensas ainda estão bastante distantes e ainda resta muito a caminhar, mas há uma sensação de que alguns obstáculos já foram ultrapassados e as pessoas, que poderiam estar impedindo o caminhar, afastam-se, abrindo passagem. O Consultante começa a olhar a vida sem ter “areia” para lhe embaçar a visão. Depois de muito quebrar a cabeça, de muito raciocinar, de muito pensar em busca de soluções, a mente parece clarear-se, iluminar-se. A verdade triunfa.

     Édipo, finalmente, tem à sua frente um quadro da sua tragédia pessoal. Todos os elementos que ele necessitava para conhecer a sua verdade foram expostos. Cabe a ele decidir como utilizar essa verdade que tanto buscou. Como esse conhecimento irá, ou não, libertá-lo da cegueira, da escuridão mental em que viveu toda a sua vida adulta, dependerá exclusivamente dele e do quanto os que lhe são próximos estarão dispostos a ajudá-lo nessa crise. Ele, o herói que libertara toda uma nação das garras impiedosas da Esfinge, usando o seu brilhante raciocínio, uma vez mais desvendou um mistério: o seu próprio.

     Hoje a Lua Crescente está em Virgem, o que pode significar ser um ótimo período para nos organizarmos, inclusive mentalmente, abandonando medos, tensões e permitindo um novo fluxo de idéias. É um convite para que sejamos mais realistas, que não desviemos os nossos olhos e os nossos pensamentos da verdade que se nos apresenta, mas que procuremos, inclusive com a ajuda alheia, a superar nossa possível falta de confiança pessoal, nossos receios, e nos abramos, confiantes, para tempos melhores.

     Tenham todos uma ótima quinta-feira, livre das falsas ilusões!

Imagem: BOSCH TAROT, por A. Atanassov

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Carta do Dia: 8 DE PAUS

Título

Senhor da Rapidez

Elemento

Fogo

Arcanjo

Raphael e Mich’ael

Nome Divino 

Elohim Tzabaoth

Mundo Cabalístico

Atziluth (mundo da emanação)

Sephirah

Hod (Glória)

Correspondência Astrológica

Mercúrio em Sagitário

Planeta 

Mercúrio

Pedra

Opala

  Wands08 (2)    Se pararmos para avaliar a progressão do trabalho de implantação de uma nova rede (em sociedade) de churrascarias vivida pelo nosso amigo empresário, e representada pelas cartas anteriores do naipe de Paus, veremos que ele, através de muito esforço e fé, está chegando muito próximo dos seus objetivos.

     Neste momento, as coisas parecem começarem a andar por conta própria, numa velocidade e com uma energia notáveis. Não que não seja mais necessária a intervenção da experiência, do conhecimento, da logística, da diplomacia que esse bem sucedido homem de negócios impõe a tudo o que faz, mas é como se algo estivesse se concretizando, crescendo e evoluindo de forma mais acentuada, com vida própria. Algo que foi pensado, analisado, planejado, estabelecido e finalmente começa a oferecer resultados bastante concretos e seguros. A rede de churrascarias em solo norte-americano não é mais apenas um sonho ou um desafio, mas já é uma realidade e começa a ocupar o seu lugar no mercado, implantando sua marca e criando novas possibilidades.

     Em meio a esse sucesso, o nosso amigo e seus sócios já começam a considerar a possibilidade de abrirem novas filiais e, até mesmo, estabelecerem uma forma de franquia que siga rigorosamente os padrões estabelecidos e de eficiência comprovada, que o nosso amigo implantou em seu comércio ao longo dos anos. Esse é um momento que poderíamos identificar com o 8 de Paus do tarot: um tempo quando as idéias e as energias, bem canalizadas, geram uma movimentação de idéias onde podemos arriscar dizer que “o céu é o limite”.

     Quando o 8 de Paus surge numa leitura de tarot, dependendo das cartas que o acompanham, da sua posição na jogada e da questão abordada, pode significar que é chegado o momento exato de agir, de tomar uma atitude. Também significa pressa,  mudança acelerada e muita atividade e pode vir na forma de uma viagem de última hora (especialmente de avião), ou numa grande troca de mensagens, e-mails e telefonemas, bem como num volume imenso de informações que nos são disponibilizadas. É prenúncio de que estamos, à todo vapor, nos dirigindo aos nossos objetivos. É também sinal de confiança, de ousadia, de coragem. Além disso, pode significar que iremos ter algumas surpresas pela frente pois “há algo no ar”.

     Negativamente, quando mal dignificada, essa carta pode estar simbolizando o fato de nos sentirmos oprimidos, com dificuldade de nos comunicarmos e comunicarmos os nossos sentimentos. Pode ser um surto de violência, de insolência e mesmo de remorso por atitudes cometidas. Precipitação e não finalização também devem ser consideradas quando a posição dessa carta é de obstáculo. No ambiente doméstico pode significar discussões, desentendimentos, ciúmes, tomada de decisões impensadas.

     Nesta quinta-feira, dia regido por Júpiter, o mais expansivo dos planetas, podemos combinar a velocidade proposta pelo 8 de Paus, em sua associação de Mercúrio e Sagitário, como um momento muito propício para visualizarmos novas metas, considerarmos novas possibilidades, pensarmos em aumentarmos a abrangência dos nossos negócios, das nossas atividades, por exemplo. É um momento de grande energia para que investiguemos e experimentemos novas alternativas, mais criativas, que nos proporcionem melhores resultados em todas as áreas da nossa vida. É tempo de crescer, de progredir, de abandonar a preguiça, arregaçar as mangas e buscar algo novo que nos realize, ou que pelo menos traga uma promessa de realização.

Tenham todos um excitante e inventivo dia!

Imagem: TAROT DE DALI

quarta-feira, 3 de março de 2010

Carta do Dia: 8 de Espadas

    

Elemento Ar   (quente, úmido)
Temperamento Colérico
Cabala Hod (mente concreta) em Yetzirah (formação)
I Ching Shih Bo   image
Numerologia 8:  abundância e poder
Planeta Júpiter (expansão) em Gêmeos (dualidade)
Título Esotérico Senhor da Força Diminuída
Lua Cheia,  em Escorpião
Dia da Semana quarta-feira,  regente Mercúrio
Zodíaco Peixes,  regente Netuno
Ano 2010 (=3),  regente Vênus

    8-of-swords Sou fã dos filmes do David Cronemberg. Quando, há alguns anos,  assisti ao seu psicodrama “Spider”, saí da sessão com a impressão de dejá vu. Sabia que tinha visto, de alguma forma, aquelas imagens, ou aquela estória, em algum outro lugar. Claro que sim! Elas estão todas condensadas na carta do 8 de Espadas.

     No filme, um homem recém saído de uma instituição mental onde viveu desde a infância, pára, por conta própria de tomar a sua medicação e volta, assim, a reviver as lembranças de um terrível passado. A frase que define o enredo é a seguinte: “A pior coisa que pode haver além de perder a sua mente (enlouquecer) é voltar a encontrá-la.”

     Nosso cérebro é onde processamos a realidade que vivemos, as sensações que temos, as emoções que experimentamos. Nossa mente trabalha continuamente colhendo, analisando, classificando informações de todos os tipos, vindas de todos os lugares, absorvidas pelos nossos sentidos. É um verdadeiro super-computador e, como tal, também pode “travar”. Assim como alguns programas são “pesados” demais para determinadas máquinas, algumas estruturas mentais que criamos são muito difíceis de serem assimiladas ou vividas e acabam por se transformarem num “vírus”, num “cavalo de tróia” que se instala e dificulta a execução de todos os outros processos mentais.

     Como qualquer outro vírus instalado num computador, esse também modifica a estrutura do nosso processador mental, alterando-lhe a capacidade de reconhecer a realidade, de exercer plenamente suas funções. Acabamos, vítimas de seus efeitos, tecendo, pensamento a pensamento, um véu que nos encobre, nublando nosso raciocínio lógico e a nossa capacidade de nos perceber e perceber, também o nosso ambiente, colorindo nossa existência com outros tons, muitas vezes mais sombrios.

     Ficamos prisioneiros de uma idéia. Temos delírios de uma falsa realidade. Ficamos obcecados com uma única maneira de encarar os fatos; perdemos o controle nossos pensamentos, que acabam servindo unicamente aos nefandos propósitos desse “virus”: nos atormentar, nos aprisionar em seus invisíveis e possantes fios. Ficamos, literalmente, imobilizados, com os “pés e mãos atados”, como dizemos popularmente. Além disso, um verdadeiro muro ergue-se rapidamente, impedindo que enxerguemos nada além que suas frias e soturnas paredes. Estamos ilhados, isolados, perdidos, presos dentro da pior das prisões que existe: nós mesmos.

     Quando um 8 de Espadas aparece numa leitura de tarot, sempre dependendo de sua localização no jogo e das outras cartas à sua volta, ele pode estar sugerindo que reavaliemos nossas verdades, nossos conceitos e pré-conceitos; pode estar a nos indicar que nos tornamos dependentes da opinião alheia, inábeis de tomarmos nossas próprias decisões, preferindo ser conduzidos a nos conduzir. Pode, eventualmente, indicar um estado de doença que demanda repouso, quietude, isolamento. Em muitos casos, pode ser interpretado como arrogante teimosia, quando não queremos alterar nossa maneira de pensar ou agir, mesmo que ela não sejam racionalmente corretas. Pessoas que se deixam dominar pelo ciúme, ou se deixam fazer prisioneiras dos ciúmes de alguém, também são representadas pelo 8 de Espadas. A censura que infligimos ou sofremos, estão simbolizadas por essa carta.

     Enfim, o 8 de Espadas, numa leitura, é um sinal vermelho de que alguma coisa dentro de nós está querendo “travar”. É hora, então, de passar um “anti-virus”, ou seja, refletir com calma, analisando cada aspecto isolado da situação e, depois, todo o conjunto de fatos. Ser claro e verdadeiro consigo mesmo. Não se deixar tapear, iludir, por si próprio. Tirar a venda dos olhos e encarar a realidade à luz da razão. Como no arcano VIII, a Justiça, usar de frieza e lógicas absolutas para avaliar os fatos, sem cair na armadilha de ser tendencioso, esconder provas ou não querer ouvir testemunhas (opiniões de especialistas ou pessoas de confiança). Enfrentar os fatos pode ser muito doloroso, mas sempre será menos do que viver com medo, angustiado, escondendo-se do mundo ou de nós mesmos. A mente deveria ser utilizada sempre para a solução de problemas e não a construção de dificuldades maiores.

     No dia de hoje, esta carta aparece para nos lembrar que todos podemos ter manifestar abundância e e poder (número 8), desde que trabalhemos os nossos medos e os impedimentos inconscientes, ou não, que nos travam a realização e o acesso ao êxito material. Essa idéia de superação através de uma vigorosa ação contra o que nos separa da lógica, da justiça e da harmonia é reforçada pelo hexagrama Shih Bo, do I Ching, que representa uma boca com algo obstruindo-a. Mercúrio, favorece a mente consciente, sendo portanto um grande auxiliar em termos de negócios, pois colabora que mantenhamos a clareza mental. A Lua Cheia, que é uma fase excessiva, entrando hoje em Escorpião, nos alerta para o fato de que talvez estejamos muito dependentes dos outros, ou das suas opiniões. É hora de aproveitar para corrigir isso, sem temer ser rejeitado por ter as suas próprias!

     Tenham todos uma excelente quarta-feira, com muita liberdade, alegria, buscando sempre a harmonia interior.