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segunda-feira, 11 de maio de 2020

"Tarô a Jornada do Ser": unboxing e comentário

          


Apoiar os criadores nacionais de material oracular é praticamente uma obrigação moral e eu sempre que posso, faço questão em ajudar participando de "vaquinhas" eletrônicas para a produção de determinados decks e, também, comprando o produto já acabado.
Já disse e nunca é demais repetir: nos últimos poucos anos a qualidade material dos produtos vinculados à área da cartomancia melhoraram de forma notável. Devemos a esses criadores um intenso trabalho junto às gráficas, atualizando-os quanto à qualidade de similares estrangeiros e incentivando-as a adquirirem novos maquinários e insumos específicos para colocar no mercado produtos que, além de belos, criativos e inspiradores, fossem também duráveis, bem produzidos e acabados.
Ao receber o meu TAROT A JORNADA DO SER do Marcelo Costa Menezes (www.tarovirtual.com), adquirido há meses numa bem sucedida campanha promovida por ele  no site Catarse, uma vez mais pude me orgulhar em ter em mão, podendo apreciar e manipular, um deck tão bem produzido e, principalmente, criado por um brasileiro.
Usando de uma técnica de desenho e pintura digitais, o ilustrador Fernando Pucheli e o autor, Marcelo Costa Menezes, criaram 78 inspiradoras cartas desse antigo sistema oracular chamado Tarot. Denominado A JORNADA DO SER, as cartas nos lembram, e traçam, o caminho que percorremos em vida na nossa formação como seres humanos. É a mítica jornada do herói, tão bem descrita e estudada em todas as suas etapas por Joseph Campbell, entre outros.
Desde o primeiro momento que pude ver todas as cartas percebi que um dos meus decks prediletos para estudo e, principalmente, meditação, mas isso não significa, em hipótese alguma, que não seja um instigante instrumento de análise e predição.
Lâminas firmes, ainda que suficientemente flexíveis para serem embaralhadas com facilidade, cartas de naipes (Arcanos Menores) divididos em temas baseados nas antigas civilizações da América Central (Maias, Incas e Astecas), do Oriente (Japão), Africana (Egito) e Europeia (Celtas). As cartas são numeradas e têm seus títulos impressos em 4 idiomas. Caixa de papelão estampado e, na versão por mim recebida não veio nenhum manual acompanhando.

Nome: TARO A JORNADA DO SER
Autor:  Marcelo Costa Menezes
Ilustrador:  Fernando Picheli
Auto-publicado a partir de campanha no site Catarse
Contato do Autor: www.tarovirtual.com

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Carta do Dia do Tarot: a Roda da Fortuna


Deck: "Golden Wirth Tarot" (Lo Scarabeo) adquirido na simbolika.com.br

terça-feira, 10 de outubro de 2017

"ViceVersa Tarot": unboxing e comentário


ATENÇÂO: Por um problema técnico os primeiros 5 minutos do vídeo não foram gravados. Peço desculpas a todos e vou procurar compensar essa omissão com a explicação que está faltando no início do vídeo, aqui, neste texto.

O VICE VERSA TAROT é, de certa forma, um deck pioneiro por trazer, nos dois lados de cada carta, uma imagem que pode ser, também, usada na interpretação da mesma.
Explicando melhor: estamos acostumados com cartas oraculares que possuem uma imagem para "leitura oracular" em um dos seus lados e, no verso da carta (nas "costas" da carta) ela traz uma imagem neutra, comum a todas as demais cartas daquele oráculo.
Também já vimos, mais recentemente, decks como o "After Tarot" e "Tarot of the New Vision" que trazem os Arcanos Maiores e Menores retratados em "momentos" ou "ações" posteriores àquelas criadas para o tarot chamado Rider-Waite-Smith. Nesses decks, às vezes esses arcanos são mostrados numa posição contrária (de costas para o observador) ou em situações ou movimentos posteriores às das ações previamente usadas pelos ilustradores que seguem (clonam) as imagens do Rider-Waite-Smith.
O VICE VERSA TAROT traz um outro elemento à esses seus antecessores: a ilustração do que seria o verso (a parte posterior da imagem) das cartas. Ou seja, a carta é estampada frente e verso com a imagem da carta que ela representa. Vemos então, por exemplo, a Sacerdotisa de frente (como estamos acostumados a ver) e, no verso da carta, existe uma segunda imagem da mesma Sacerdotisa só que desta vez do ponto de vista de alguém que estivesse atrás dela olhando em direção ao observador (o Cartomante). Ou seja: não temos apenas as 78 imagens que um deck completo de Tarot possui, mas 156!!!
Minha primeira pergunta ao ler sobre o futuro lançamento desse deck foi a seguinte: como o Cartomante irá proceder depois de embaralhar e dispor sobre sua mesa de trabalho para que o Consulente "escolha intuitivamente" as cartas a serem utilizadas no esquema da jogada se eles, Consulente e Cartomante, estarão sempre vendo a imagem (não importa se de frente ou "de costas") das cartas?
O livro (por sinal excelente!) que acompanha o deck sugere que a) não se olhe diretamente para as cartas a serem escolhidas mas que se eleve o olhar para acima da linha do horizonte ou b) que se mantenha os olhos fechados enquanto se seleciona as cartas. Convenhamos, vocês acham que isso é exatamente prático? E, se durante a leitura de um determinado esquema o Cartomante sentir que se deve acrescentar mais uma ou mais cartas, tanto ele quanto o Consulente já teriam tido tempo mais que suficiente para ver quais cartas permaneceram na mesa...
Bom, eu não estou aqui para "detonar" esse deck até mesmo porque eu fiquei tão curioso por ele que o comprei meses antes de ser colocado à venda, no seu pré-lançamento e estou muito bem impressionado com a sua qualidade e, sobretudo, possibilidades.

Costumo repetir, e com muita frequência, que ninguém necessita ter mais do que um deck do seu oráculo predileto e, se estiver se iniciando no aprendizado da cartomancia, que procure ficar com os "clássicos" Marseille, Rider-Waite. Mas isso, também, é apenas mais uma opinião, no caso a minha.
Entretanto, acredito que decks como esse e outros mais que "fogem" àquilo a que estamos acostumados (às vezes, até mesmo, viciados) são boas oportunidades de voltarmos a prestar atenção às imagens, de reestudarmos o simbolismo constante nas cartas, de ampliarmos nosso próprio vocabulário no momento da leitura oracular e de repensarmos novas possibilidades interpretativas das imagens e, consequentemente, suas combinações ou interações dentro de uma tiragem.
Se o mercado para o comércio de novos decks existe e está saudável, crescente e bastante ativo seria por consequência do aumento considerável de pessoas interessadas no aprendizado das chamadas "artes divinatórias". É, então, natural que autores e artistas se esforcem a proporcionar a todos novos "equipamentos" que possibilitem o aprendizado e o melhor desempenho oracular de cada um. Há estilos, tamanhos, materiais, procedência, propostas e aparência â disposição e que, muito provavelmente, irão cobrir os mais particulares interesses dos consumidores.

O VICE VERSA TAROT é publicado pela Lo Scarabeo e é um fiel exemplo da qualidade que essa editora representa. A embalagem é grande, em forma de caixa com fecho imantado, contendo um livro de 160 páginas impresso em excelente papel e inteiramente colorido. As cartas são da melhor qualidade possível: agradáveis ao tato, fáceis de embaralhar, duráveis, muitíssimo bem impressas, no tamanho 6,5 x 12 cm.

Nome: VICE VERSA TAROT
Autor: Lunaea Weatherstone
Editora: Lo Scarabeo
Adquirido no site da Amazon. com (USA)

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

"Viona's Lenormand": unboxing e comentário


Viona ielegems é uma fotógrafa e diretora de arte holandesa (no vídeo eu comento que não sei se ela é alemã, ou não, visto que os títulos das cartas não estão escritos em alemão. Enfim, estão escritos em holandês) e criadora desse VIONA'S LENORMAND. Fotografias bastante simples, muito nítidas, com pouca alteração digital (que não compromete a leitura das mesmas) é a base desse seu deck de cartas do sistema Lenormand. As cartas, de tamanho poker, são de excelente qualidade material e muito bem impressas. Apresentam, além da figura referente a cada carta (de 1 a 36), a pequena inserção da carta de naipe correspondente, o numeral, o título e uma pequena frase (em holandês!). Vem acondicionado numa caixa, tipo envelope, de papelão estampado e acompanha um pequeno manual de uso escrito, também, em holandês. É um baralho bastante tradicional em sua concepção e, exatamente por isso, será muito apreciado por estudantes de cartomancia e até o cartomante mais experiente.

Nome: VIONA'S LENORMAND
Autora: Viona ielegems (com "i" minúsculo mesmo)
Loja: VionaArt (no site www.etsy.com)

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

"The Timeless Tarot": unboxing e comentário



Pessoalmente gosto de cartas oraculares que se utilizam de pinturas ou ilustrações famosas, antigas ou não. O "The Timeless Tarot", criado por Tara Winstanley é um desses decks que busca associar as imagens criadas por Pamela Coleman Smith, no início do Século XX, a trabalhos artísticos desenvolvidos em épocas e locais diversos. Essa maneira de criação de tarots ou demais oráculos não é nova, nem pioneira: o mercado tem um grande número de decks com essa mesma solução gráfica. O que o "The Timeless Tarot" tem a seu favor é a excelente qualidade de impressão e de papel, numa gramatura que o torna a um só tempo agradável de ser pego, embaralhado e usado com frequência. A edição usada por mim neste unboxing é chamada de "especial" ou "de luxo" pois vem acondicionada numa embalagem em forma de caixa metálica, traz um livreto com as mais tradicionais palavras-chave para cada carta (além de associações numerológicas e astrológicas e esquemas de tiragem), e uma bolsa em tecido acetinado para guarda das cartas. Existe uma versão mais barata que vem numa embalagem em tecido somente.

Nome: THE TIMELESS TAROT
Autora: Tara Winstanley
Site: https://www.etsy.com/pt/shop/TaraWins...

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Arcanos Menores do Tarot: Rainha de Espadas

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Arcanos Menores do Tarot: 6 de Espadas


O 6 de Espadas é uma carta que pode simbolizar desde uma viagem até o fato de que é chegado o tempo de levar suas ideias e/ou conhecimentos para onde eles possam ser melhor aproveitados.

Carta do "Infinite Visions Tarot", por Gloria Jean

quinta-feira, 29 de junho de 2017

"The Prophetic Tarot of the Bible": unboxing e comentário



Creio que nada descreveria melhor esse deck de cartas criado pelo historiador, pesquisador e professor de arte Giordano Berti e ilustrado por Severino Baraldi, que as próprias palavras do Sr. Berti num muito simpático bilhete manuscrito que acompanhava as cartas:

"Caro Alex,
Parabéns por ter sido um dos primeiros a comprar o Prophetic Tarot of the Bible, um deck moderno inspirado no Livro Sagrado dos Hebreus e Cristãos, mas muito próximo à Filosofia Universalista dos Rosacruzes.
Eu espero que essas imagens sejam um valioso instrumento de meditação, inclusive para os céticos.
Eu gostaria muito que você, usando o The Prophetic Tarot of the Bible, pudesse acessar o seu "Templo Interior" e descobrir a sua verdadeira essência.
Com os meus melhores votos,
Giordano Berti"

O que eu posso acrescentar é que as cartas são de grande formato, um pouco maiores que as que estamos acostumados, mas que se acomodam bem nas mãos e não oferecem dificuldade no momento de embaralhar.
A qualidade do papel é muito boa, com um muito suave brilho acetinado, cores firmes, e uma embalagem excelente, com fechamento por imã.
As imagens são extremamente detalhadas, usando uma simbólica paleta de cores e muito apropriadas à meditação, ao estudo, à contemplação.
Como o próprio nome do deck afirma, é um deck de cartas que tem a Bíblia como inspiração. Entretanto usa figuras facilmente reconhecíveis do meio político, cultural, religioso, científico e filosófico dos séculos XX e XXI como personagens das ilustrações. Fica, muitas vezes, mais fácil entender os possíveis significados de uma carta quando conhecemos as qualidades e defeitos, as características biográficas, profissionais ou de impacto histórico dos personagens que atuam como os arquétipos nas ilustrações.
Considero, esse, um dos mais interessantes e inspiradores decks de Tarot a que tive oportunidade de conhecer. Pessoalmente (vejam bem: essa é a minha opinião, a minha maneira de perceber, sentir, vivenciar, estudar o oráculo) aprecio muito decks de carta que, ainda que usem o Rider-Waite-Smith como uma base, conseguem estimular o leitor (o neófito, o estudante, o profissional de cartomancia) a pensar "fora da caixa", ou seja, a ampliar as possibilidade de significação que as cartas possuem.
Recomendo, a quem se interessar a adquirir este deck, que o faça rapidamente, pois, de acordo com o autor, apenas 100 cópias serão comercializadas.
Nome: THE PROPHETIC TAROT OF THE BIBLE
Autor: GIORDANO BERTI
Ilustrador: SEVERINO BARALDI
Facebook do Autor: https://www.facebook.com/giordano.ber...
E-mail do autor: giordano.berti@gmail.com
Site da Editora: https://rinascimentoitalianartportugu...

Obs: Adquiri o meu deck através de uma campanha de pré-lançamento da Indiegogo que não sei se ainda está funcionando ou não. Recomendo que entrem em contato com o Prof. Giordano Berti através da sua página no Facebook ou pelo e-mail giordano.berti@gmail.com

quinta-feira, 1 de junho de 2017

"Agni Roerich Tarot": unboxing e comentário


Em primeiro lugar devo me desculpar por dizer, no vídeo, que este deck de cartas é russo. Não é. É ucraniano.
Isto posto, há que ser dito que suas imagens são muito bonitas, bastante inspiradoras e revelam uma alta dose de espiritualidade nas pinturas criadas pelos seus autores  Nicholas e Svetoslav Roerich.
O que  me incomoda, neste deck, é a qualidade das ilustrações, que parecem ter sido mal impressas, ligeiramente desfocadas, granuladas, e com cores desbotadas. Devemos levar em conta que são reproduções de telas originais, pintadas pelo artista mas, exatamente por isso e pelos recursos técnicos, em termos de fotografia, de gráfica e de qualidade de reprodução que atualmente possuímos, as imagens parecem não fazer jus ao nível de excelência das obras originais.
Estou certo que isso, que para mim parece um inconveniente, não afeta em absoluto a qualidade da leitura feita com esse deck, até mesmo porque as imagens são, em sua totalidade, muito inspiradores, com um elevado grau de espiritualidade embutida em suas figuras.
Adquiri o meu de um fornecedor búlgaro, entretanto pode ser encontrado no site da Amazon. com (o site norte-americano da Amazon).
Deck: Agni Roerich Tarot
Autores:  Nicholas e Svetoslav Roerich
Site Amazon norte-americana: https://www.amazon.com/Spiritual-Paintings-Nicholas-Roerich-Symbolism/dp/B01LNY7BEE
Site ucraniano: http://ezoterra.com.ua/runy-taro/taro/karty-taro-agni-rerihov.html

quarta-feira, 12 de abril de 2017

"Langustl Tarot": unboxing e comentário


Esse é, antes de mais nada, um deck de cartas de Tarot que eu não recomendaria a alguém que está dando os primeiros passos na cartomancia.
Apesar da sua arte der figurativa e expressionista, não se vê nelas, com facilidade, as imagens e símbolos aos quais estamos mais acostumados encontrar em decks desse sistema oracular. Neste conjunto de 78 cartas, as imagens são fortes, coloridas, poderosas, com uma carga emocional que transparece nas visíveis pinceladas de tinta transformadas nos arcanos do Tarot. Talvez essa ousadia em termos de cor e forma e essa "potência" imagética sejam resultado da formação do seu criador: o exército alemão, a profissão de carpinteiro e, finalmente, terapeuta numa clínica de reabilitação neurológica.
Como um deck de Tarot, o "Langustl Tarot" é perfeitamente utilizável para leituras. Entretanto, na minha opinião, ele é muito apropriado à meditação ou à contemplação das cartas além, naturalmente, para estudo. Suas imagens são agradáveis, de colorido primário e de traços marcantes, mas é o olhar treinado do cartomante com alguma sólida experiência que irá "desvendar" as muitas possibilidades interpretativas ou simbólicas que parecem, à primeira vista, estarem ocultas num labirinto de cores e linhas.

Deck: LANGUSTL TAROT
Autor: Langustl
Site: http://www.langustl.de/index.php/en/l...

quinta-feira, 30 de março de 2017

Arcanos Menores do Tarot: 8 de Ouros


O 8 de Ouros, entre outras possibilidades de interpretação, pode, também, ser compreendido como o tempo e esforço dedicados no aprendizado de qualquer assunto ou profissão, treino; produtividade, produção e linha de produção; fabricação em série; especialidade, especialista; isolamento e dedicação ao trabalho, ao treino, à uma atividade; prêmios, diplomas, medalhas conquistadas; dedicação e exclusividade a uma atividade; ser previdente, acumular para o futuro (a fábula da Formiga e da Cigarra é um bom exemplo); colecionar, etc, etc.

quinta-feira, 9 de março de 2017

"PARIS PRIMITIVE LENORMAND" (c.1890): unboxing e comentário



Basicamente, o conteúdo do site www.gameofhopelenormand.com é formado por réplicas de originais adquiridos por Lauren Forestell, sua proprietária, em leilões e de coleções particulares.
O que a empresa virtual dessa senhora faz é recuperar, digitalmente, os decks antigos, fora de circulação e de catálogo dar-lhes vida nova através de um bastante minucioso trabalho gráfico.
Como neste "Paris Primitive" (impresso em 1890 por Didot), os decks desse site não trazem a figura de naipe como um "insert" nas cartas, o que pode ajudar bastante a entender como, na Europa, os cartomantes que usavam o Lenormand adotavam ou não, a leitura secundária ou complementar fornecida pelos naipes.
Como qualidade de papel e de impressão, o deck é muito bom, praticamente nada deixando a dever às grandes casas editoras como a A.G.Müller, Lo Scarabeo ou U.S.Games.
As imagens são réplicas fotográficas, digitalmente corrigidas e/ou recuperadas (quando necessário) de cartas originais, nem sempre em seu melhor estado de conservação ou, mesmo, de impressão.
Portanto há de se esperar manchas, cores saturadas, contrastes acentuados e uma estética que muitos de nós pode não apreciar. Mas, para o colecionador e, mesmo, para um designer, tudo isso adquire uma importância muito grande pois é através desse olhar para o passado "real" (não aquele "maquiado" por novas tecnologias de impressão e criados recentemente para atender a um gosto particular e passarem-se por "antigos") que podemos encontrar novas referências e perceber detalhes muitas vezes faltantes ou obscuros em decks mais atuais.
A maioria dos decks vendidos no site mencionado têm inscrições em alemão, o que pode ser um empecilho para quem, como eu, não lê ou escreve nesse idioma, superável, porém, com muita paciência e o uso de dicionário.
As cartas vêm embaladas em uma pequena bolsa de veludo e não acompanha nenhum tipo de informação extra. Apenas as cartas 28 e 29 têm seus "duplos" e uma carta "de topo" foi acrescida reproduzindo o frontispício da embalagem original.
Deck: PARIS PRIMITIVE  / DIDOT (1890)
Impresso: Didot, em 1890
Site: www.gameofhopelenormand.com

quarta-feira, 1 de março de 2017

4 de Ouros: entre o amor pelo dinheiro e o amor a Deus


Os que acompanham minhas postagens neste blog ou nos vídeos que faço sabem que evito misturar Cartomancia e Religião. Não vejo nada de errado em quem o faça, entretanto optei, há muitas décadas, em usar o Tarot e outros sistemas oraculares, desvinculados de preferências religiosas e/ou experiências místicas. Decisão pessoal que mantenho.
Entretanto, como um "estudante constante" da Cartomancia, muito me apraz quando um artigo, um livro, um filme, um espetáculo teatral, uma pintura, escultura, etc, me remete de imediato a um Arcano ou imagem cartomântica qualquer.
Ao ler o texto abaixo, de imediato me veio à memória o naipe de Ouros do Tarot e, em especial, o 4 de Ouros. Ainda que todos saibamos que todas as cartas representam aspectos positivos e negativos, o 4 de Ouros é a carta dos Arcanos Menores do Tarot que provavelmente melhor represente o nosso apego.
O apego (também compreendido como: avareza, fissura, miséria, pão-durismo, mesquinhez, fidelidade, insistência, agarramento, fixação) ao dinheiro, aos bens e demais aspectos materiais da existência (que vão desde o nosso aparelho telefônico, passando pelos imóveis que possuímos até os nossos cuidados com a beleza física) de maneira geral, pode ser fruto de uma série de fatores mas, sem dúvida, representa um desequilíbrio que necessita ser moderado, comedido, harmonizado.
Numa sociedade capitalista, onde as reais virtudes nem sempre são reconhecidas e recompensadas e nem os valores  são atribuídos de maneira lúcida, equilibrada, igualitária, a importância dada ao "ter" ultrapassa, frequentemente, os princípios, os padrões, a relevância e a significação do que "somos".
No texto abaixo, escrito por Mauro Lopes, transcrito inteiramente do seu blog "Caminho pra Casa", o autor comenta as observações que filosofia e a psicanálise fazem a respeito desse culto ao aspecto mais material da existência e o quanto o "vazio existencial" abre brechas para que busquemos nos mais variados objetos de consumo a nossa necessidade de nos "preencher" e "reter" para que possamos nos ver inteiros... hipnotizados pelo reflexo de falsa abundância da nossa própria carência.


"Como Giorgio Agamben e Walter Benjamin releram as observações cristãs sobre o dinheiro. Por que a psicanálise o associa à matéria fecal, à “insuficiência de mim” e à guerra de todos contra todos"

Por Mauro Lopes, editor do blog Caminho pra Casa |

O filósofo italiano Giorgio Agamben, um dos relevantes protagonistas do pensamento crítico na virada do século XX para o XXI disse numa entrevista em 2012 que “Deus não morreu, ele se tornou Dinheiro” (aqui). A afirmação de Agamben inspirou-se em outro filósofo, este um protagonista da primeira metade do século XX, um pensador fora da curva, Walter Benjamin. Em seu curto e denso “O Capitalismo como Religião”, de 1921 (aqui), Benjamin escreveu que o capitalismo é em si mesmo a religião mais implacável que já existiu, e promove um culto ininterrupto ao Dinheiro, “sem trégua nem piedade”, uma religião que não visa a reforma da pessoa, “mas seu o seu esfacelamento”.[1]
O filósofo alemão sugeriu uma comparação entre as imagens dos santos das religiões e as cédulas de dinheiro de diversos países –ele não imaginava, à época, que este Deus-dinheiro estaria diretamente louvado nas cédulas nos EUA (In God we Trust, em Deus Confiamos) e, desde 1980, no Brasil, onde lê-se em todas as notas a frase de adoração à moeda corrente: Deus seja louvado.
Ambos foram influenciados por um dito de Jesus, que está no centro da liturgia católica do 8º Domingo do Tempo Comum (26), às portas do período quaresmal que antecede a Semana Santa e a Páscoa: “Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.” O texto proclamado é do Evangelho de Mateus (Mt 6,24-34). A oposição entre Deus e o dinheiro é um tema central ao longo da história e, para Jesus, a relação de cada qual com o dinheiro é definidora de sua relação com as outras pessoas e a vida.

Como essa questão aparece na vida das pessoas? A psicanálise procurou investigar a relação entre o ser humano e o dinheiro e chegou a conclusões que podem soar surpreendentes e inacreditáveis num primeiro momento. Como apontou o sacerdote jesuíta e teólogo espanhol Carlos Domingues Morano, dinheiro é um assunto crucial, apesar de muitas vezes escamoteado -como o sexo. Na verdade, o tema nunca é “só dinheiro”. As relações entre os homens/mulheres com o dinheiro comportam dimensões nem sempre lógicas, que extrapolam o discurso racional mais ou menos organizado –é sempre “algo mais” que dinheiro.[2] Na relação das pessoas com o dinheiro, revelou-nos a psicanálise, “está também implicada uma ‘questão de amor’; dito em termos mais freudianos, uma questão de ordem libidinal, inconsciente e com raízes na infância. Isso nos permite compreender, entre outras coisas, porque, assim como ocorre com a sexualidade, o dinheiro provoca tantas reações de dissimulação, falso pudor e hipocrisia.”[3]

Há uma questão oculta que Freud trouxe à tona –e causou enorme mal-estar: a intimidade entre nossa relação o dinheiro e a fase da libido anal, relacionando-o com os excrementos.
O valor nodal do dinheiro para os adultos é, descobriu Freud, análogo ao altíssimo valor que os excrementos possuem para as crianças. Outro psicanalista, Sandor Ferenczi, do grupo de Freud, demonstrou o caminho passo a passo pelo qual a criança efetua a sublimação do conteúdo anal até chegar, finalmente, à transmutação simbólica em dinheiro. “A matéria fecal vai passando por uma série de substituições, nas quais vai progressivamente distorcendo a  primitiva satisfação auto erótica relacionada com a defecação: o barro, a areia, a pedra, o jogo com bolinhas de gude e botões todos objetos que proporcionam tanta satisfação à criança que facilitam a substituição do fétido, duro, mole pelo inodoro, seco duro.”[4] O dinheiro ingressa nessa cadeia de sublimações por um caminho complexo até desvincular-se de toda a aparência com sua “fonte original” e permitir o surgimento da máxima de que o dinheiro não fede (pecunia non olet).
A relação entre as fezes e o dinheiro pode parecer um absurdo num primeiro momento. Mas, se observamos com mente aberta, veremos que são abundantes e recorrentes as imagens e símbolos que desnudaram ao longo da história relação que os homens estabelecem entre as fezes e o ouro ou o dinheiro. Uma delas é a figura do “cagador de ducados” que está representada nos portais de bancos alemães. São inúmeras as expressões populares que  consagram esta associação sem que nos demos conta disso. Quando uma pessoa tem muito dinheiro dizemos que está “podre de rica”; se o dinheiro tem origem suspeita, falamos em “dinheiro sujo” e, ao contrário, se a pessoa está sem dinheiro, dizemos que está “limpa”; ou que está “apertada”.



Esta relação foi capturada mais de mil anos antes de Freud numa intuição genial do bispo Basílio de Cesareia, em meados do século IV. São Basílio decretou: o dinheiro é o cocô do diabo. A expressão foi deixada de lado pelos cristãos séculos a fio até que São Francisco, no século XII, mencionou Basílio; agora, ela foi novamente posta á luz pelo Papa Francisco em fevereiro de 2015, apesar de ele preferir a palavra “esterco”, talvez menos crua. Clique e veja o vídeo em que o Papa menciona a expressão de Basílio (Francisco trata do assunto entre 1min50 e 2min30).
Como se dá esta articulação dinheiro-fezes? A psicanálise explorou as relações entre as dinâmicas de possessão, características da fase anal, e de propriedade, fundante da civilização ocidental e especialmente do capitalismo.
Quando uma criança perde suas fezes sente a dor de ter deixado escapar algo que lhe era tão essencial que estava dentro  de si, era parte de seu corpo, mas que não mais consegue por de volta; isto é a possessão. A propriedade refere-se a objetos externos, mas que deveriam me pertencer, “coisas que de fato estão fora, mas simbolicamente estão dentro”. São objetos revestidos de “qualidade do eu”. Para muitas pessoas, talvez a imensa maioria no capitalismo, o dinheiro reveste-se desta qualidade do eu. Isso origina processos intensos de defesa e projeção. Perder  dinheiro para essas pessoas é muito mais que perda de algo externo, exterior, “mas sim de algo que foi previamente in-corporado”, ou seja, algo que se tornou parte de mim. A posse e controle do dinheiro têm o mesmo papel que o controle da atividade defecatória para a  criança diante do mundo exterior. Uma “relação regressiva com o dinheiro ou com a propriedade de objetos” fica impregnada pela dimensão possessiva (retentiva) da fase anal.[5]

O resultado é avassalador: o amor ao dinheiro, quando extravasa suas funções de adaptação à realidade, acaba expressando uma dimensão infantil da afetividade, o que implica uma dominância do narcisismo, um desenvolvimento truncado da afetividade (da relação com o outro, da capacidade de amar e/ou odiar) e do autorrespeito e respeito pelo outro.[6] Esta infantilização narcísica dos ricos ou, dos “novos ricos”, numa expressão recorrentes de Basílio, é facilmente verificável na convivência com eles e espalha-se em ondas pela indústria do entretenimento, especialmente o cinema feito para o grande público.



Imagem: Coleção de Cartas de Tarot 4 de Ouros

Ter e reter dinheiro são tentativas continuadas de encobrir as carências internas e conquistar segurança. Lembro-me de uma conversa com um consultor de  investimentos sobre um casal, cliente do banco em que ele trabalhava. Eles haviam feito uma série de contas em planilhas (como se a vida pudesse ser contida em planilhas Excel) e concluído que quando tivessem R$ 20 milhões em aplicações financeiras (excluídos bens como casa e carros) poderiam finalmente “desestressar” e olhar com tranquilidade para a vida. Esta posição remetia-os a frequentes crises de insegurança e angústia extrema, pois como escreveu Erich Fromm, “se sou o que tenho e o que tenho se perde, então quem sou?”[7]
Ou, expressando Fromm de maneira complementar: se sou o que tenho e nunca tenho o que considero suficiente, sempre haverá uma “insuficiência de mim” que precisa ser coberta e recoberta com necessidade de acúmulo cada vez maior enquanto o fosso da insegurança aprofunda-se, na medida em que a possibilidade apavorante da perda de dinheiro para outro é um fantasma permanente. É uma vida em estado de guerra permanente para defender o que é “meu” contra aquele que deseja apropriar-se, podendo ser desde um competidor, políticas públicas de um governo que deixam de favorecer o crescimento de minha fortuna, os pobres que se mobilizam para tomar dinheiro do governo que a mim pertence “de direito”. Pois o capitalismo garante: tenho direito a possuir tudo e tudo reter para mim, sem limites.
Sim, o capitalismo é, numa linguagem popular, o encontro da fome com a vontade de comer. Nele, esta condição pulsional presente na vida de cada ser humano é organizada como um sistema social que alcançou, na expressão de Benjamin, a dimensão suprema de um culto organizado e sistemático.  O psicanalista austríaco Otto Fenichel demonstrou como, antes de tudo, a função real do dinheiro numa sociedade determina o alcance e a intensidade das tendências pulsionais de retenção.  Tais processos acontecem em sociedades determinadas com estruturas econômicas, sociais e culturais determinadas, com uma Igreja determinada e, portanto, alcançam dimensões que, levando em conta as escolhas e histórias individuais, situam-nas num contexto geográfico-temporal preciso.
Portanto, a “mobilização para a guerra” que garanta a cada indivíduo o seu “direito supremo à retenção” é o mantra do capitalismo e “mobiliza a hostilidade como tendência a despojar o outro, de modo a fazer com que o desejo de fraudar, explorar e frustrar os outros acabe se convertendo numa autêntica norma cultural.”[8] Essa hostilidade torna-se a base relacional que se reproduz em todas as relações, mesmo as mais íntimas: assim, por exemplo, o encontro com o outro ou a outra para a vida amorosa e o casamento converte-se numa série de cálculos e contratos e precauções para a possibilidade futura de separação e rompimento.
A dissonância absoluta entre o amor pelo dinheiro e o amor a Deus proclamada por Jesus e como ela atinge dimensões dramáticas no interior de um sistema que no qual o dinheiro ocupa o lugar de Deus. Trata-se de uma incompatibilidade radical, apesar de todos os esforços dos rigoristas e integristas católicos, dos neopentecostais e outros cristãos para amenizar as palavras de Jesus e relativizá-las: “Não é possível amar a Deus, isto é, amar a generosidade, a entrega, a solidariedade, a compaixão e a misericórdia e ao mesmo tempo amar o dinheiro, isto é, amar o tomar tudo para si, a acumulação que é a base de toda a injustiça e de todo o desamor: fome, guerra, exploração, morte etc.”[9]
É o que tem feito seguidamente o Papa Francisco. Uma das marcas de seu pontificado é a denúncia da submissão ao Deus-dinheiro.  A primeira vez em que explicitou sua postura foi dois meses depois de sua posse. Em maio de 2013, ele afirmou, num discurso que indicou a revolução nascente no Vaticano, que no capitalismo “criamos novos ídolos; a adoração do antigo bezerro de ouro encontrou uma nova e impiedosa imagem no fetichismo do dinheiro e na ditadura da economia sem rosto nem propósito verdadeiramente humanos” e que a base deste culto ao Deus-dinheiro está “na relação que temos com o dinheiro, em aceitar o seu domínio sobre nós e sobre as nossas sociedades”. Três anos depois, numa entrevista, em agosto de 2016, o Papa acentuou: “No centro da economia mundial está o deus Dinheiro, e não a pessoa, o homem e a mulher”. Na mensagem para a Quaresma de 2017, período que se abre com a Quarta-feira de Cinzas Francisco foi taxativo: “A ganância do dinheiro é a raiz de todos os males”.
Se para os cristãos, o amor não é apenas um preceito, mas é o conteúdo sobre o qual o cristianismo está edificado, se é a “pedra angular”, o apego ao dinheiro, fonte de desamor, não se restringe a um problema ético, mas é um ataque direto à fé. A fidelidade a Deus fica interditada para aquele que não realiza a escolha por Ele e, por caminhos explícitos ou cheios de sombras e ilusões e autoengano, opta pela  adoração à coisa: o dinheiro.
Por isso as religiões estão profundamente abaladas em seu fundamento na contemporaneidade e, muitas delas, ou tendências poderosas em seu interior, como no caso da Igreja Católica, realizam explicita ou implicitamente operações de substituição de um culto pelo outro, colocando o dinheiro no lugar de Deus. Tornam-se promotoras da tendência pulsional identificada por Jesus e estudada à profundidade pela psicanálise e igrejas-sucursais da “religião oficial”: o capitalismo.
__________________________
[1] Benjamin, Walter. O capitalismo como religião. São Paulo, Boitempo Editorial, 2013, p. 22
[2] Morano, Carlos Dominguez. Crer depois de Freud. 3ª edição, São Paulo, Edições Loyola, 2003, p.233
[3] Ibid. Morano, 2003, p. 234
[4] Ibid. Morano, 2003, p. 236
[5] Ibid. Morano, 2003, p. 239
[6] Ibid. Morano, 2003, p. 240
[7] In Morano, 2003, op cit., p. 240
[8] Ibid. Morano, 2003, p. 243
[9] Ibid. Morano, 2003, p. 246

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

"Picture Postcard Tarot": unboxing e comentário Alex Tarólogo


É de criação da conhecida taróloga Marcia McCord este "PICTURE POSTCARD TAROT" com as tradicionais 78 lâminas (Arcanos Maiores e Menores) mais 1 carta extra: o Happy Squirrel.
São cartas de tamanho normal, comumente usadas para decks de Tarot, entretanto a gramatura do papel utilizado (couché) não é alta e a sensação que se tem é que as cartas são mais finas que o normal e que sua durabilidade não resistirá ao manuseio contínuo e/ou prolongado. Mas isso, naturalmente, é uma opinião pessoal e não tive ainda o tempo necessário para confirma-la.
As imagens das cartas, como o próprio nome do deck o diz, são originárias de antigos cartões postais, a grande maioria pertencente ao final do século XIX e começo do século XX.
O grande mérito da sua autora foi "equiparar" essas imagens às criadas pela artista plástica Pamela Colman-Smith para o famoso e tradicional deck de Tarot Rider-Waite. Cada foto selecionada por Marcia McCord remete o leitor/cartomante à composição do deck do qual é um "clone" fotográfico.
É, sem dúvida, um belo trabalho de pesquisa e, algumas lâminas, são reinterpretadas pela artista com imagens menos. digamos, inspiradoras e que pressupõem um conhecimento mais aprofundado do valor simbólico e interpretativo daquelas cartas.
É um deck de Tarot que certamente irá interessar mais ao cartomante com uma certa experiência e interessado em novas "provocações" visuais, o que costuma beneficiar, e bastante, a própria intuição e a revelação de novos valores e possibilidades interpretativas dos Arcanos.

Tarot: "Picture Postcard Tarot by Marcia McCord"
Autora: Marcia McCord
Loja Virtual: SquealOfFortune
Site: www.etsy.com


sábado, 30 de janeiro de 2016

A Morte (Snapchat: TAROTEANDO)


Este Arcano XIII, a MORTE, poderia muito bem ser chamado de RENASCIMENTO, pois a ideia que ele traduz é a de que o novo só pode acontecer com o fim daquilo que não mais tem utilidade ou valor.
Ainda que, normalmente, sua imagem possa impressionar, esta carta rarissimamente (e sempre em combinação com outras mais) trata da morte física de um ser humano, mas sim da morte com direito a velas, enterro e muita lamentação, daquele vício recém abandonado, daquela relação abusiva que finalmente chegou a um final, daqueles dias e noites de estudos e preocupações que só terminaram com a defesa da tese e sua aprovação. 
É o deixar de lado um estilo de vida e hábitos não saudáveis; sair daquele emprego que nada lhe acrescenta e não lhe permite desenvolver seus talentos; deixar a casa dos pais e montar o seu próprio espaço, à sua maneira, com a sua "cara"; criar coragem e seguir fielmente as determinações do médico nutricionista, combinando uma dieta saudável com muito exercício físico para , finalmente ter o corpo que sempre sonhou. Tudo isso é deixar morrer, deixar terminar, deixar acabar algo para poder evoluir, para poder renascer numa situação e em condições muito melhores do que as que estava vivendo. Isso é o que o Arcano XIII prenuncia.

Lembrando sempre que esta postagem, como todas as demais feitas por mim, não pretende ser uma "regra", uma "fórmula" a ser copiada ou aceita, mas, simplesmente, a minha inspiração e conhecimento técnico, no momento da escrita, ao comentar alguns dos aspectos interpretativos da carta.

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Baralho Lenormand (Baralho Cigano): o Navio (Snapchat: ALEXCARLOS60)


Ainda que o NAVIO, carta nº3 do Baralho Lenormand (também conhecido como Baralho ou Tarô Cigano) costume simbolizar viagens longas, veículos motorizados de todos os tipos (carro, ônibus, lancha, navio, trem, avião, etc), imigrantes, outros estados e países, ele também simboliza a "viagem da Vida", ou seja, a maneira como "navegamos" nesta nossa existência terrestre.
Carta que representa a aventura, a busca, a mudança, ela nos sugere que alarguemos nossos horizontes, aceitando o novo, expandindo nosso conhecimento.

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

10 de Paus (Snapchat: TAROTEANDO)


Final de ano pode ser uma época em que mais especificamente vivenciamos a carta do 10 de Paus do Tarot: uma certa sensação de cansaço, de esgotamento, de necessidade de umas boas férias. Pois é, essa carta representa exatamente isso: uma sobrecarga de responsabilidades, de exigências, de metas a serem cumpridas e, muitas vezes, obrigações e compromissos que não são compartilhados com mais ninguém.

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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Pagem de Copas (Periscope: @ALEXTAROLOGO)


Novidades que nos fazem felizes, descobertas que nos encantam, um novo curso ou atividade pela qual nos sentimos muito entusiasmados, um novo amor que nos faz comportar como adolescentes, pessoas jovens de idade e de espírito, são situações e comportamentos que podem expressar o surgimento do PAJEM DE COPAS (também pode ser chamado de PRINCESA DE COPAS) numa tiragem de Tarot.

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Baralho Lenormand (Tarô Cigano): a Cobra / Serpente (comentário AO VIVO no Periscope: @ALEXTAROLOGO)


Hipocrisia, decepção, falsidade, inveja, mentira, perda, chantagem, rival, egoísmo, vícios, azar e traição podem definir alguns dos muitos aspectos negativos da carta nº7 do Baralho Lenormand (também conhecido como Baralho ou Tarô Cigano), a COBRA.
Porém podem existir, como em todas as demais cartas, aspectos menos assustadores na interpretação desta carta e a longevidade é um deles, além de outros até muito mais domésticos, se assim pudermos dizer: cano, tubo, encanamento, o escapamento do carro, um sinal de retorno ou as curvas de uma estrada. 
Mas, muitas vezes essa carta carrega em si uma mensagem bastante promissora: seja esperto e aproveite o momento pois a hora de agir é agora!

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domingo, 6 de dezembro de 2015

Lendo e interpretando as imagens do Tarot (transmissão feita AO VIVO no YouTube)


Comentando como uma carta de Tarot é interpretada pelos artistas ilustradores que são comissionados, ou eles próprios criam, seus conjuntos de cartas.
Neste comentário analiso a carta do 9 de Paus em 5 diferentes versões de baralhos.

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