Desde o início o Tarot foi criado para ser uma linguagem baseada em símbolos, em imagens. Quando lemos, nós acessamos partes do nosso cérebro que convertem os conjuntos de letras (palavras, frases) em imagens. Com o Tarot acontece o inverso: nosso cérebro decodifica as imagens e as transformam em palavras. Essas imagens acabam, assim, por abrirem uma outra "porta" que dá acesso ao nosso subconsciente, uma "porta" que podemos, também, chamar de mística. Quanto mais esotérica a imagem, mais livre fica nossa mente para lidar com possibilidades, pois "possibilidades" é o que percebemos quando conciliamos o mundano (o aspecto racional) com o místico (os mistérios guardados no subconsciente). Este MYSTICAL TAROT se vale de uma série de símbolos, de distorções, de detalhes que lembram a arte bizantina e de paisagens muito próximas à arte surrealista, com camadas de desenhos que propõem sonhos e ilusões, para facilitar o acesso à essa "porta" que conduz ao mais profundo das nossas mentes, àquela região sagrada onde arcanos saberes ficam aguardando serem resgatados. Para o Tarólogo experiente, o MYSTICAL TAROT pode ser um bom exercício, um desafio, um convite a olhar novamente para as cartas já tão conhecidas, agora com uma nova curiosidade, uma redobrada atenção. Para os estudantes, aqueles que estão começando agora a enveredar pelo infindável estudo dos oráculos, o MYSTICAL TAROT é um colorido e festivo convite à imaginação e, certamente, será um agradável companheiro nessa jornada. A qualidade desse deck é excelente, tanto a gramatura do papel utilizado quanto a qualidade fotográfica das imagens criadas. Acompanha um livreto com algumas frases descrevendo os arcanos e inspirando possibilidades de leitura em forma de um conselho (exemplo: 9 de Copas = "Seja cuidadoso com aquilo que deseja, pois você pode conseguir").
Nome: MYSTICAL TAROT Autor: Giuliano Costa Editado por: Lo Scarabeo Adquirido na loja virtual Amazon.com
O "IN BETWEEN TAROT" parte de um conceito bastante original e interessante: cada uma das 78 cartas deste deck de Tarot reúne, numa mesma imagen, símbolos e personagens da carta que a precede ou sucede. Pode parecer confuso esse meu comentário mas, para melhor apreciarmos esse novo produto da italiana Lo Scarabeo, precisamos ter em mente que a Vida (e tudo o que ela significa ou contém) é um fluxo, é cíclica. Quando algo termina, no mesmo instante outro "algo" está surgindo. Por exemplo: quando estamos com um 10 de Copas já estamos vivenciando, novamente, o Ás desse naipe. Sempre entendi que as cartas oraculares são objetos para serem "lidos" e interpretados através das suas ilustrações. Ou seja, as figuras, paisagens, objetos, topografia, animais e plantas, etc., utilizados para ilustrarem a carta devem estar lá por uma razão lógica. Por isso mesmo considero que neste IN BETWEEN TAROT a imagem é de suma importância pois, ao unir o Arcano anterior com o seguinte, a ilustração precisa deixar isso claro e permitir que o Estudante, Cartomante e até mesmo o Consulente percebam esse fluxo de continuidade, esse "in between" (no meio) que liga e justifica a própria sequência do desenvolvimento do Louco. Apesar de ter ficado positivamente surpreso com esse conceito e ter apreciado muito as qualidades gráficas do deck, eu não o recomendaria a quem esteja se iniciando no estudo do Tarot pois sou da opinião que é (quase) sempre mais fácil para o novato basear seu aprendizado num material mais clássico, mais tradicional. Mas isso náo é um impedimento em absoluto e, certamente, será muito apreciado por quem já desenvolveu um maior conhecimento de cada Arcano e da leitura combinada entre eles. Se há alguns anos conhecemos o "Before Tarot" e o "After Tarot", mostrando um momento antes (precursor / motivador) e depois (consequência / continuidade), respectivamente, de cada lâmina, o "Vice Versa Tarot", com a frente e o lado oposto da imagem do Arcano na mesma lâmina, o "In Between Tarot" se preocupa mais com a atração, o magnetismo, a ligação das cartas entre si, num significativo continuum. Dizer que esse conceito é inteiramente novo seria ignorar outros decks, como o "Universal Transparent Tarot", criado por Pierlucca Zizzi e ilustrado por Roberto de Angeli, da mesma Lo Scarabeo, que, através dos recursos de transparência e superposição de suas cartas, "fundiam" ou "integravam" duas ou mais lâminas com o propósito de formar uma terceira, essa sim como o resultado a ser apreendido daquela tiragem. Como já mencionei, a qualidade do deck segue os mesmos padrões adotados pela editora Lo Scarabeo que vão desde a embalagem, passando pelo manual (com 150 páginas e ilustrações a cores) até a gramatura do papel e o estilo e técnica empregados pelo ilustrador.
Deck: IN BETWEEN TAROT Autores: Janine Worthington e Franco Rivolli Editora: Lo Scarabeo Adquirido através da Simbolika.com.br
Foi fazendo minhas buscas diárias por novos decks de oráculos que encontrei esse "O NOVO ORÁCULO DE DELPHOS" sendo anunciado e vendido no site de uma grande e muito popular loja de departamentos. Confesso que nunca havia ouvido falar dele (e nem da sua versão anterior, já que ele se intitula o "NOVO") e olha que eu sou super atento a esse tipo de material e dedico pelo menos 1 hora por dia buscando, em sites nacionais e internacionais, novos decks, lendo resenhas, assistindo unboxings, etc. Foi uma surpresa, ainda mais agradável quando chegou, pois o deck surpreende pela qualidade (comparável a outros das mais famosas editoras europeias) e pela grande beleza de suas ilustrações. Criado por Aquiles Kostas e editado pela Editora Isis, vem acondicionado numa caixa onde se acomodam suas 78 lâminas e 1 livro brochura (manual) com 172 páginas. As imagens das cartas, com títulos em português, são extraídas de pinturas em estilo clássico, principalmente do período Eduardiano (Alma-Tadema e outros), muitíssimo bem selecionadas e com uma boa resolução na grande maioria das lâminas. O manual conta um pouco a história do próprio deck, um pouco da história e mitos associados a Delphos, uma explicação detalhada de todas as cartas e, para minha surpresa, pois acho que só vi isso umas duas vezes, um Apêndice com a referência museológica de cada imagem. Parabéns à Editora Isis em dar esse crédito às instituições detentoras dos originais e, assim o procedendo, nos informar onde podemos encontrar essas imagens. Ainda que o livro traga algumas poucas sugestões de esquemas de jogo, creio que Oráculos como esses, que não possuem um sistema próprio (tal como o Tarot, o Lenormand, o Kipper) podem serem utilizados intuitivamente, deixando o Cartomante à vontade para usar o esquema que preferir ou criar um seu. É um belo Oráculo, sem dúvida, e uma prova de que qualidade e bom gosto, em termos de cartas oraculares não é privilégio de nenhum país, ou editora, ou local de comercialização.
Deck: O NOVO ORÁCULO DE DELPHOS Autor: Aquiles Kosta Editora Isis.
Escrito e publicado em 1943 pelo piloto do correio aéreo frances, Antoine de Saint-Exupéri, "O Pequeno Príncipe" tornou-se um bestseller e é, até hoje, um livro traduzido, reeditado e lido com muita emoção em todo o mundo. "O Pequeno Príncipe" é uma fábula de fácil compreensão por jovens e adultos que se pudéssemos reduzir a uma única frase poderia ser: Nada é mais forte e importante que o Amor. Tendo seu avião sofrido uma pane no meio do deserto, o Piloto encontra um garotinho que irá, no decorrer do tempo que passam juntos enquanto aguardam o resgate, levar o Piloto a reencontrar sua "criança interior". Esse resgate da "criança interior" que sobrevive em todos nós e que devemos encontrar para vivermos em plenitude de corpo e espírito é a saga do Herói, do Louco, de todos esses Arquétipos que os mitos, o folclore, as fábulas, as histórias infantis definem e ilustram a caminhada. O Tarot é, também, um instrumento que pode ser muito bem utilizado como um "mapa", uma "bússola" nessa viagem interior em busca de... nós mesmos. Esse deck, editado pela italiana Lo Scarabeo, foi criado e ilustrado por Rachel Pauls e Martina Rossi, tem as tradicionais 78 cartas do sistema mais u carta de "rosto". O papel e a impressão têm a qualidade da Lo Scarabeo, e as cartas são foscas, flexíveis o suficiente para embaralhar e se fazem acompanhar de um pequeno livro com alguns dados sobre o Tarot e as tradicionais palavras-chave, em vários idiomas, inclusive o Português.
Deck: TAROT OF THE LITTLE PRINCE Autoras: Rachel Paul e Martina Rossi Editora: Lo Scarabeo Basta uma simples pesquisa no Google para encontrar onde comprar.
Este é um daqueles decks de cartas do tipo "amo ou odeio". Sim, porque é um trabalho muito autoral e as imagens, à primeira (segunda, terceira, e algumas vezes mais) vista parecem não ter nada em comum com as cartas que estampam. A técnica empregada pela criadora desse deck é a de colagem e os recursos utilizados parecem (também à primeira vista) bastante simples, casuais. Colagem é um recurso criativo que pode ser muito interessante pois obriga o artista/criador a se utilizar de imagens, símbolos, signos e palavras que não foram criadas para aquele propósito, ou seja aqui neste caso, pensadas para serem utilizadas num deck de Tarot. Jen M. Kruch, a autora, recorreu à revistas das décadas de 50 e 60 do século passado para criar, em cada carta, para cada arcano maior ou menor, um desafio para o leitor/Cartomante. Náo é simples e demanda tempo compreender as relações criadas por ela entre o significado mais aceito de cada carta com a imagem que a ilustra. Mas talvez seja esse o grande mérito desse deck: o de nos deixar incomodados, nos obrigar a deixar de lado aquilo que (acreditamos) saber para explorar mais o nosso inconsciente a partir das sugestões imagéticas fornecidas pela autora. Pessoalmente gosto, muito, de decks assim. Me tiram do comodismo quase anestésico da maioria dos baralhos criados, onde, na sua grande maioria, são clones, ainda que utilizem diferentes estilos e técnicas, das imagens criadas por Pamela Colman Smith para o famoso Rider-Waite-Smith. FRAU GRAND DUCHESSE TAROT não é para iniciantes, nem para acomodados ou para quem aprecia imagens bonitinhas e insípidas. Não é um produto criado para agradar a todos e ter grande sucesso nas vendas. Esse é um baralho para quem já conhece muito bem as cartas do Tarot e seus significados e está buscando algo que o/a faça "despertar" ainda mais a sua intuição. Recomendo esse deck ao profissional experiente, ao estudante e ao pesquisador dedicados e, naturalmente, ao colecionador que queira enriquecer seu acervo. O deck se faz acompanhar de um pequeno livreto, escrito apenas em inglês, com as principais palavras-chave referentes a cada carta.
Deck: FRAU GRAND DUCHESSE TAROT Autora: Jen Kruch Adquirido na loja virtual Etsy
A cartomante, professora, escritora e criadora de decks Karla Souza (falandolenormandes.com.br) disponibiliza para o interessado e o estudioso mais dois produtos (que se complementam): um excelente livro/manual para o conhecimento, aprendizado e uso do oráculo conhecido como "Sibilla Italiana" e um deck com 52 cartas tamanho (poker/Lenormand) que é uma ótima reprodução de um dos originais italianos. Karla é reconhecida como uma competente professora, atuando no ensino do uso de oráculos, especialmente o Lenormand, e, por isso mesmo, sua escrita é agradabilíssima de ser lida e é com muita facilidade que o leitor compreende e aprende o que ela deseja ensinar. Seu novo livro, 'DA VIDA PARA AS CARTAS E DAS CARTAS PARA A VIDA" é um exemplo de coerência na transmissão do conhecimento, situando, a princípio, o leitor/aluno no tempo histórico e costumes quando do surgimento desse sistema conhecido como Sibillas para, em seguida, apresentar carta por carta com muitos dos seus possíveis "significados", para encerrar com alguns exemplos de esquemas de tiragens e leituras. Uma das coisas que muito apreciei durante a leitura das 224 páginas desse livro foi o "acompanhamento" da mestra através de exercícios. Praticamente todas as páginas tem um grande espaço para o leitor/aluno acrescentar sua opinião, sugestão, experiência e comentário sobre cada uma das 52 lâminas vindo, inclusive, a formar um importantíssimo anexo, ou complementação ao próprio texto do livro. Sugestão de exercícios é o que não falta, todos bastante criativos e que possuem a qualidade de proporcionar ao leitor/aluno desenvolverem o conhecimento das bases desse sistema oracular. As 52 cartas que compõem o deck são elaborados "quadros" ou "retratos" da vida quotidiana e de personagens, situações e estados mentais e de alma (se me for permitido assim expressar) arquetípicos: a velha senhora, o homem sábio, o médico, a mulher (mãe) casada, o serviçal, a falsidade, os sentimentos, a sorte, o orgulho, os suspiros, etc. A leitura interpretativa dessas cartas é tão interessante, divertida e criativa quanto a de um narrador de histórias, um desenhista de revistas em quadrinhos, um editor de cinema: é uma narrativa, insisto, criativa (e portanto inspirada) baseada nas "cenas" ilustradas nas cartas. Diferente de outros sistemas, não se requer, aqui, um amplo conhecimento sobre mitologia, simbologia, psicologia, história ou conhecimentos esotéricos, A popularidade dessas cartas deve-se exatamente ao fato de que alguns dos seus muitos possíveis significados podem ser facilmente deduzidos a partir da própria composição, postura ou atitude dos personagens, ambientação e demais objetos cênicos incluídos nas imagens (ilustrações, quadros, desenhos, cenas, fotogramas, etc) das lâminas. Tanto o baralho quanto o livro tem excelente qualidade gráfica e nota-se o cuidado da autora na escolha do papel. O deck não tem uma caixa para sua guarda mas vem dentro de uma prática "bolsinha" de organza. Como estudante de cartomancia só tenho a agradecer à Karla Souza por mais esse estimulante produto que fez renascer em mim o desejo de voltar (desta vez seriamente) estudar essas cartas e esse sistema, incorporando-os à minha rotina de aprendizado.
Livro: DA VIDA PARA AS CARTAS E DAS CARTAS PARA A VIDA Deck: SILILLA ITALIANA (ORIGINAL) Autora: KARLA SOUZA Editora: www.falandolenormandes.com.br
O "Game of Thrones Tarot" é um daqueles lances que eu classifico como "oportunistas" do mercado da cartomancia: cria-se um deck de um sistema oracular qualquer inteiramente calcado numa série televisiva de indiscutível sucesso. Não vejo nada de errado nisso. Atende, por um lado, um mercado consumidor cada vez maior e mais exigente. Em outro aspecto, facilita a compreensão de alguns Arcanos, Maiores e/ou Menores, usando personagens bastante conhecidos da trama televisiva como ilustração das cartas. Esse tipo de deck, onde cinema, literatura, artes plásticas, esportes, revistas em quadrinhos, etc, serve de suporte para o desenvolvimento das imagens das lâminas, não é novo. Atualmente há uma verdadeira onda de decks orientais totalmente inspirados em personagens dos mangás e há muito tempo as editoras e os designers free-lance colocaram no mercado produtos similares e, alguns, com muito sucesso de venda. O deck vem numa caixa estilo box que contém, também, um manual de instruções encadernado e com uma excelente aparência e um texto condizente ao que se propõe, sem aprofundar muito os temas e símbolos de cada carta. O material utilizado nas lâminas dá a sensação de um papel tipo linho, plastificado. De acordo com as minhas preferências, deixa a desejar especialmente no quesito gramatura, pois achei as cartas muito finas, muito flexíveis. No mais é mais uma "curiosidade", mais um item voltado aos fãs da série e demais colecionadores. Quanto ao "ajuste" dos personagens da trama televisiva em seus novos papéis como Arcanos do Tarot eu não posso avaliar, pois assisti a apenas alguns capítulos da mesma, ainda em sua primeira temporada. Por ser um clone do Rider-Waite-Smith, não apresenta nenhuma dificuldade a todos aqueles que estão acostumados às suas imagens. Adquiri o meu exemplar em pré-lançamento mas já existe, também, uma edição de luxo, com uma caixa diferenciada e algumas outras surpresas. Basta fazer um Google com o nome do deck, "Game of Thrones Tarot" e, quem estiver disposto a adquiri-lo, irá encontrar opções entre as lojas físicas e virtuais. Nome: "Game of Thrones Tarot" Ilustrador: Craig Coss Texto: Liz Dean Design: Michael Morris
Logo nas primeiras páginas do livreto-manual que acompanha este deck, sua autora, Colette Baron-Reid avisa que o nome ("The Good Tarot") define o que ela pretendia que essas cartas fossem: lâminas que comunicassem aspectos positivos da Vida.
A partir dessa explicação básica, mas bastante necessária para se compreender bem as imagens que, em sua imensa maioria, têm um aspecto delicado, feminino, de sonho. Os aspectos negativos, os menos favoráveis, não são ilustrados, apesar dela mesma dizer, ainda no manual, que eles existem sim, mas que ela queria (apoiada por um guia espiritual) criar um deck de servisse de apoio, que fosse um estímulo positivo, a todos que precisassem ser encorajados.
As imagens, não se pode negar, são belíssimas.
A técnica de ilustração é da mais alta qualidade e as cores são encantadoras. Os Arcanos Maiores ainda mantêm alguma distante semelhança com os demais "clones" do Rider-Waite-Smith, mas é nos Arcanos Menores que percebemos que estamos frente a frente com imagens bastante diferentes daquelas que estamos acostumados atribuir às cartas dos naipes.
A qualidade gráfica é excelente, apesar das cartas, em minha opinião, serem muito brilhantes. Eu penso que um acabamento fosco ou semi brilho facilitam a leitura e tornam as cartas mais agradáveis ao toque, facilitando a manipulação das mesmas.
A caixa-estojo que acompanha é, também, muito bem feita e resistente, o que sempre é muito bom pois sabemos que as cartas, guardadas nela, irão ter uma vida útil mais longa.
Eu não aconselharia esse deck para quem está se iniciando nos estudos cartomânticos, visto que ele não se identifica, a não ser pelo número de cartas e a divisão dos naipes, exatamente com os símbolos e signos comumente usados nas cartas de Tarot.
Naturalmente, um cartomante mais experiente, ou mesmo um cartomante intuitivo (que não se atém à técnica do sistema) não encontrarão grandes dificuldades no uso desse deck para as suas leituras.
Penso que essas imagens podem ser bastante interessantes se usadas para meditação e/ou contemplação.
Jennifer Sager é a autora desse deck do sistema Petit Lenormand que se chama "1889 LENORMAND ORACLE.
O compromisso com a qualidade do deck é notado desde o momento em que se pega na caixa de papelão, tipo envelope, que contém as cartas: ela é trabalhada, por dentro e por fora, com imagens e aplicação de detalhes em verniz. Tudo muito bonito.
O livrinho que acompanha é diferente da imensa maioria pois, apesar de ter o mesmo tamanho das cartas (poker), é feito com grande esmero, com muita informação e num bom material.
As 36 cartas (sim, este é um deck bem tradicional e que não traz cartas extras) são impressas em papel de alta gramatura, com acabamento acetinado tendendo ao fosco.
Traz, junto às imagens, a correspondente carta de naipe e o numeral que designa a carta. Não há palavras escritas descrevendo a carta ou sua imagem. As bordas são arredondadas e douradas (não é folheação a ouro, mas simples tinta dourada)
Meu deck venho acompanhado de um pequeno "certificado" que garante ser o deck de número 431 de uma tiragem limitada de 1.000 baralhos.
Os japoneses são, reconhecida e merecidamente, grandes ilustradores. Não poderia, então, deixar de haver entre os produtores de decks de Tarot, no Japão, excelentes profissionais atuando com ótimos resultados.
o "Stella Tarot" é um excelente exemplo da qualidade criativa e gráfica dos orientais. Um deck clássico de Tarot com imagens de grande delicadeza e profundamente inspiradoras. Criado pela taróloga Stella Kaoruko, foi ilustrado por Takako Hoei de maneira graciosa, em cores que vão dos mais suaves pastéis até os tons mais terrosos, numa demonstração de talento e sensibilidade.
A qualidade é a que se espera da editora AGM-AGMüller: excelente. Papel de alta gramatura, brilho acetinado na medida certa, tamanho regular de cartas de tarot e uma impressão primorosa. Acompanha um pequeno livreto, escrito em inglês apenas, com os tradicionais significados das cartas. Caixa de papelão tradicional para guarda do deck. Enfim, o básico e necessário.
Não é um deck que eu indicaria para alguém que prefira aqueles mais exuberantes, onde o artista usa o seu talento, energia e conhecimento de digitalização para criar verdadeiros decks que mais se parecem com modelos para figurinos de carnaval. Este, ao contrário, é "silencioso", gentil, discreto, até mesmo um pouco tímido com suas figuras delicadas e sutis. Mas a sua força como inspiração para boas leituras e interpretações vem exatamente disso: ele deixa muito à imaginação; ele não distrai o cartomante com inúmeras e inúteis firulas de habilidades tecnológicas.
Acredito que seja essa a verdadeira função de um deck de cartas oraculares: colaborar com o cartomante a mergulhar em si mesmo, no seu inconsciente, despertar sua intuição, renovar sua maneira de ver e permitir que ele possa decodificar, de forma simples, franca, o mais objetivamente possível a resposta dada pelas cartas à pergunta do seu Consulente.
Madam Clara é o nome da criadora deste deck de tarot que traz, como um complemento interessante, algumas frases em cada uma de suas lâminas que ajudam o neófito interessado nos significados mais costumeiros das cartas, o estudante de cartomancia que ainda necessita de uma "ajuda", de um "apoio", de uma "dica" para lembrar-se das possibilidades interpretativas das lâminas.
Penso que oráculos que trazem palavras-chaves ou alguma outra forma de "explicação" de como as cartas podem ser "traduzidas" ou interpretadas podem ser de alguma ajuda para quem ainda não está completamente seguro no seu uso em tiragens ou, mesmo, para quem tem alguma dificuldade em decorar palavras ou expressões que ajudem a decodificar suas lâminas.
Penso, também, que pode acontecer do estudante de cartomancia ficar "viciado", dependente mesmo dessas "dicas" escritas sobre as lâminas. É claro que nem todos nós temos facilidade em decorar, e gravar significados, em memorizar possibilidades interpretativas das 78 lâminas do Tarot, por exemplo, e que isso leva, sem dúvida, um tempo maior ou menor dependendo de quem está estudando, de como estuda e do quanto pratica.
Independente disso, reputo esse Tarot como um das mais bonitas reinterpretações do Rider-Waite-Smith existentes, atualmente, no mercado.
As cartas são do tamanho comum às da maioria de decks de Tarot, impressas em papel de ótima qualidade e com um excelente acabamento acetinado, com mínimo brilho. Fáceis de embaralhar, se ajustam bem à mãos de qualquer tamanho.
As imagens são colagens de gravuras ou estátuas clássicas, sobre um fundo de desenho geométrico, privilegiando os tons de vermelho e azul.
O deck vem acondicionado numa caixa-envelope de papelão e dentro de uma bolsa em veludo de nylon estampado com seu nome. Duas cartas extras acompanham o deck.
Eu devo começar dizendo que eu gosto de decks de cartas que se utilizam de elementos retirados de pinturas clássicas. Tenho diversos nessa técnica, hoje em dia tão facilitada com os recursos gráficos disponíveis no mercado.
Assim mesmo tenho que acrescentar que foi uma muito agradável surpresa, ao fazer esse unboxing, constatar o excelente resultado obtido por Jeri Totten, a criadora deste deck que ora vocês também podem apreciar neste vídeo.
O "The Distant Past Tarot" foi inspirado pelo trabalho de diversos artistas de diferentes períodos da História. Cada carta é uma colagem que combina dezenas de elementos retirados de diversas fontes, acrescidas de outras camadas, inclusive as pintadas a mão pela própria artista, tudo isso no intuito de criar um deck de cartas que fosse a um só tempo colorido e inspirador.
O simbolismo usado deriva do sistema Rider-Waite-Smith (com a troca das cartas 8 e 11, respectivamente a Justiça e a Força.
Também alguns títulos foram trocados, ou suavizados: o Pendurado passou a chamar-se o Despertar, enquanto que a Morte transformou-se em Transição e o Diabo assumiu o nome de Materialismo.
A autora também diz, na apresentação do deck, que ela o criou para a sua filha e que, portanto, algumas imagens tiveram de ser retocadas a fim de que este Tarot pudesse ser usado e lido por pessoas de todas as idades.
Comprei o meu na loja virtual da autora, no site da Etsy.com e não acompanha nenhum tipo de caixa, vindo simplesmente envolto no tradicional filme plástico, o que me obriga a dar uma nota "menos" à autora. Creio ser inadmissível que um deck de cartas que custe (sem os custos de envio, naturalmente) US$31.00 não venha acondicionado, ao menos, numa simples caixa-envelope.
Uma série de cartas extras trazem os significados básicos tanto dos Arcanos Maiores, quanto dos Menores, além de alguns exemplos de esquemas de jogos.
As lâminas são bastante coloridas, excepcionalmente bem uniformes no quesito composição e cor, e podem ser facilmente lidas e interpretadas pelo neófito, pelo estudante que se inicia no aprendizado do Tarot, como pelo cartomante mais experiente.
Deck: THE DISTANT PAST TAROT
Autora: Jeri Totten
Adquirido em: https://www.etsy.com/shop/JeriTottenD...
ATENÇÂO: Por um problema técnico os primeiros 5 minutos do vídeo não foram gravados. Peço desculpas a todos e vou procurar compensar essa omissão com a explicação que está faltando no início do vídeo, aqui, neste texto.
O VICE VERSA TAROT é, de certa forma, um deck pioneiro por trazer, nos dois lados de cada carta, uma imagem que pode ser, também, usada na interpretação da mesma. Explicando melhor: estamos acostumados com cartas oraculares que possuem uma imagem para "leitura oracular" em um dos seus lados e, no verso da carta (nas "costas" da carta) ela traz uma imagem neutra, comum a todas as demais cartas daquele oráculo. Também já vimos, mais recentemente, decks como o "After Tarot" e "Tarot of the New Vision" que trazem os Arcanos Maiores e Menores retratados em "momentos" ou "ações" posteriores àquelas criadas para o tarot chamado Rider-Waite-Smith. Nesses decks, às vezes esses arcanos são mostrados numa posição contrária (de costas para o observador) ou em situações ou movimentos posteriores às das ações previamente usadas pelos ilustradores que seguem (clonam) as imagens do Rider-Waite-Smith. O VICE VERSA TAROT traz um outro elemento à esses seus antecessores: a ilustração do que seria o verso (a parte posterior da imagem) das cartas. Ou seja, a carta é estampada frente e verso com a imagem da carta que ela representa. Vemos então, por exemplo, a Sacerdotisa de frente (como estamos acostumados a ver) e, no verso da carta, existe uma segunda imagem da mesma Sacerdotisa só que desta vez do ponto de vista de alguém que estivesse atrás dela olhando em direção ao observador (o Cartomante). Ou seja: não temos apenas as 78 imagens que um deck completo de Tarot possui, mas 156!!! Minha primeira pergunta ao ler sobre o futuro lançamento desse deck foi a seguinte: como o Cartomante irá proceder depois de embaralhar e dispor sobre sua mesa de trabalho para que o Consulente "escolha intuitivamente" as cartas a serem utilizadas no esquema da jogada se eles, Consulente e Cartomante, estarão sempre vendo a imagem (não importa se de frente ou "de costas") das cartas? O livro (por sinal excelente!) que acompanha o deck sugere que a) não se olhe diretamente para as cartas a serem escolhidas mas que se eleve o olhar para acima da linha do horizonte ou b) que se mantenha os olhos fechados enquanto se seleciona as cartas. Convenhamos, vocês acham que isso é exatamente prático? E, se durante a leitura de um determinado esquema o Cartomante sentir que se deve acrescentar mais uma ou mais cartas, tanto ele quanto o Consulente já teriam tido tempo mais que suficiente para ver quais cartas permaneceram na mesa... Bom, eu não estou aqui para "detonar" esse deck até mesmo porque eu fiquei tão curioso por ele que o comprei meses antes de ser colocado à venda, no seu pré-lançamento e estou muito bem impressionado com a sua qualidade e, sobretudo, possibilidades.
Costumo repetir, e com muita frequência, que ninguém necessita ter mais do que um deck do seu oráculo predileto e, se estiver se iniciando no aprendizado da cartomancia, que procure ficar com os "clássicos" Marseille, Rider-Waite. Mas isso, também, é apenas mais uma opinião, no caso a minha. Entretanto, acredito que decks como esse e outros mais que "fogem" àquilo a que estamos acostumados (às vezes, até mesmo, viciados) são boas oportunidades de voltarmos a prestar atenção às imagens, de reestudarmos o simbolismo constante nas cartas, de ampliarmos nosso próprio vocabulário no momento da leitura oracular e de repensarmos novas possibilidades interpretativas das imagens e, consequentemente, suas combinações ou interações dentro de uma tiragem. Se o mercado para o comércio de novos decks existe e está saudável, crescente e bastante ativo seria por consequência do aumento considerável de pessoas interessadas no aprendizado das chamadas "artes divinatórias". É, então, natural que autores e artistas se esforcem a proporcionar a todos novos "equipamentos" que possibilitem o aprendizado e o melhor desempenho oracular de cada um. Há estilos, tamanhos, materiais, procedência, propostas e aparência â disposição e que, muito provavelmente, irão cobrir os mais particulares interesses dos consumidores.
O VICE VERSA TAROT é publicado pela Lo Scarabeo e é um fiel exemplo da qualidade que essa editora representa. A embalagem é grande, em forma de caixa com fecho imantado, contendo um livro de 160 páginas impresso em excelente papel e inteiramente colorido. As cartas são da melhor qualidade possível: agradáveis ao tato, fáceis de embaralhar, duráveis, muitíssimo bem impressas, no tamanho 6,5 x 12 cm.
Nome: VICE VERSA TAROT Autor: Lunaea Weatherstone Editora: Lo Scarabeo Adquirido no site da Amazon. com (USA)
Conheci os decks de Madam Clara em seu site (http://madamclara.com) e logo me identifiquei com 2 deles.
O " The Midcenturian Tarot" é uma releitura das imagens criadas por Pamela Smith, no início do século passado, para o Tarot que ficou conhecido como Rider-Waite-Smith. Madam Clara se utiliza das imagens de uma forma bastante moderna, muito mais próxima à linguagem da ilustração, à linguagem vetorial proporcionada pelas imagens criadas em computadores mas mantém as mesmas importantes características das originais.
As cartas têm excelente impressão e se utilizam de papel de ótima gramatura e finalização (fosco, acetinado). São cartas no tamanho normal, costumeiramente usado pela grande maioria dos decks de Tarot disponíveis no mercado.
A leitura das mesmas é fácil e elas parecem irradiar uma certa alegria, um certo bom humor, o que por vezes pode nos ajudar a, mesmo nas cartas consideradas "difíceis" ou "pesadas", perceber e/ou intuir possibilidades de leitura menos dramáticas, ou mesmo, "negativas".
Acompanha o deck 2 outras cartas que podem ser, ou não, utilizadas a critério do Cartomante.
As cartas vêm dentro de uma caixa-envelope de papelão impresso e o conjunto todo dentro de uma bolsinha de tecido rústico.
Se você pensa que já viu praticamente todas as versões (clones) de Tarots baseados no tradicionalíssimo Marseille, prepare-se para conhecer mais um. O "Tarot del Fuego" é uma verdadeira explosão de energia em cada uma de suas 78 cartas. Criado pelo espanhol Ricardo Cavolo, suas imagens são surpreendentes e até, algumas vezes, agressivas, na sua delirante combinação de formas, sinais, símbolos e cores... muitas cores! É o que eu chamaria de um "tarot desinibido". Nada nele remete àquela costumeira calma, estabilidade e previsibilidade de muitos outros oráculos. Nem usa imagens plácidas de pictóricas paisagens, vestutos e dignos personagens e alguma fantasia reinterpretada do folclore ou da mitologia. Ao contrário, o "Tarot del Fuego" abusa, de forma muito criativa, de imagens saídas diretamente da imaginação do seu autor, sem o filtro do compromisso com a maioria das coisas que todos já vimos e usamos como referências. É um Tarot que pede que o conheçamos aos poucos, com interesse, destemidamente, de forma curiosa. Não é, definitivamente, um deck para quem esteja se iniciando no aprendizado da cartomancia. Para estes, há caminhos menos "flamejantes" a serem percorridos antes de maiores aventuras. Nem é para quem observas as cartas apressadamente, para quem tem medo de imagens que remetem a sonhos mais assustadores, ou para quem prefere ver graciosas fadinhas, simpáticos gatinhos e bonequinhas de enormes olhos carentes como ilustração. O pequeno manual que acompanha o deck é mudo a respeito da iconografia adotada pelo autor. Não há nenhuma referência ou explicação para os elementos por ele utilizados nos desenhos das cartas. Aliás, as cartas não são exatamente adequadas para serem utilizadas por quem as lê no sentido original e inverso, visto que o verso (a parte de trás da carta) tem uma figura que não favorece o embaralhar com cartas invertidas. O material, como um todo, é de excelente qualidade, como é de se esperar da editora Fournier. Como detalhe posso dizer que as cartas me pareceram um pouco menores que as normalmente usadas nos decks de Tarot. Parecem ser mais estreitas, mas é algo bastante sutil e que em nada atrapalha a leitura ou o manuseio. Esse deck foi adquirido por mim na loja (nacional) virtual Simbólika.
Imagine um deck de cartas de Tarot que, baseado nas imagens do tradicionalíssimo Rider-Waite-Smith, exibe em suas lâminas o que aconteceu (ou teria acontecido) com os personagens e elementos das cartas originalmente criadas por Pamela C. Smith. A ideia, interessante, visa levar o leitor, o cartomante, a pensar na questão do Tempo. Ao deparar com um personagem numa situação alguns segundos ou minutos posterior à imagem tradicional, o Cartomante poderia utilizar-se desse recurso gráfico para estender, ou recuar, a sua percepção sobre o tema, o assunto, as possibilidades e direcionamentos que as cartas de uma jogada sugerem. Concebido por Pietro Alligo e com o trabalho artístico de Giulia El Massaglia, a editora Lo Scarabeo coloca no mercado dos oráculos mais um deck com sua inconfundível qualidade: papel de excelente gramatura, impressão impecável, caixa em formato envelope e o "pequeno livro branco" com informações básicas sobre cada uma das 78 cartas em 5 línguas. É um trabalho bastante curioso, dentro de um mercado cada vez mais sedento de novidades e saturado por uma produção desenfreada. Acredito que esse deck seja interessante para resgatar a atenção do Cartomante, fazendo-o, através das modificações feitas nas imagens originais, repensar os símbolos contidos nas cartas e renovar a linguagem das mesmas. Deck: AFTER TAROT Autor: Pietro Alligo Arte: Giulia E. Massaglia Editora: Lo Scarabeo Adquirido no site www.simbolika.com.br
Em primeiro lugar devo me desculpar por dizer, no vídeo, que este deck de cartas é russo. Não é. É ucraniano.
Isto posto, há que ser dito que suas imagens são muito bonitas, bastante inspiradoras e revelam uma alta dose de espiritualidade nas pinturas criadas pelos seus autores Nicholas e Svetoslav Roerich.
O que me incomoda, neste deck, é a qualidade das ilustrações, que parecem ter sido mal impressas, ligeiramente desfocadas, granuladas, e com cores desbotadas. Devemos levar em conta que são reproduções de telas originais, pintadas pelo artista mas, exatamente por isso e pelos recursos técnicos, em termos de fotografia, de gráfica e de qualidade de reprodução que atualmente possuímos, as imagens parecem não fazer jus ao nível de excelência das obras originais.
Estou certo que isso, que para mim parece um inconveniente, não afeta em absoluto a qualidade da leitura feita com esse deck, até mesmo porque as imagens são, em sua totalidade, muito inspiradores, com um elevado grau de espiritualidade embutida em suas figuras.
Adquiri o meu de um fornecedor búlgaro, entretanto pode ser encontrado no site da Amazon. com (o site norte-americano da Amazon).
Deck: Agni Roerich Tarot
Autores: Nicholas e Svetoslav Roerich
Site Amazon norte-americana: https://www.amazon.com/Spiritual-Paintings-Nicholas-Roerich-Symbolism/dp/B01LNY7BEE
Site ucraniano: http://ezoterra.com.ua/runy-taro/taro/karty-taro-agni-rerihov.html
José Fernando Martins não é apenas mais um YouTuber devotado a divulgar seu trabalho e seus conhecimentos sobre os oráculos mas um eficientíssimo divulgador da Cartomancia e, em especial, do baralho chamado Petit Lenormand. Seu canal de vídeos reúne um grande número de cartomantes, das mais diversas regiões e estilos, que comentam sobre suas técnicas e suas experiências com a leitura das cartas oraculares. Mas José Fernando é, também, um excelente ilustrador e criador de decks de cartas Lenormand. Trabalhando por encomenda de cartomantes, suas criações primam pela coerência em estilo, forma, escolha de cores e inspiração temática. Além de ser um produto de muito boa qualidade gráfica, é a capacidade criativa do seu autor que destaca este deck entre tantos outros em oferta no mercado nacional. Pessoalmente gosto muito das 26 cartas extras (além, naturalmente, das 36 cartas originais) pois é uma maneira muito prática de "renovarmos" nossa maneira de ler imagens. Ainda que as cartas tenham sempre um significado próprio, definido em 2 ou 3 palavras-chave, quando temos a possibilidade de ver uma imagem que nos faça prestar atenção e olhá-la como fosse desconhecida, estamos estimulando nossos sentidos e nossa intuição para expandir nossa forma de significar ou re-significar a figura. Nos obriga a ampliar nosso vocabulário e, com isso, nos expressar de forma mais rica, mais intensa, mais precisa. A caixa com as cartas não traz um livreto com explicações e significados, mas esse material pode ser baixado da internet num site providenciado pelo autor. Uma breve história do Baralho Lenormand, ou Baralho Cigano é providenciada numa das laterais da própria embalagem. Recebi esse deck como presente do autor, a quem muito agradeço, mas me sinto isento de qualquer compromisso para poder recomendar o mesmo para todos aqueles que desejam possuir um deck de Lenormand que seja a um só tempo bonito, interessante, estimulante, fiel ao sistema, auto-renovável, adaptável às diferenças regionais de interpretação de algumas cartas, e, além de tudo, de bom material, o que permite vida longa às cartas e facilidade de manuseio das mesmas. Recomendo quem estiver interessado em conhecer ou aprender a fazer tiragens com cartas Lenormand, o canal de vídeos do José Fernando no YouTube: /sortelenormand.
É de criação da conhecida taróloga Marcia McCord este "PICTURE POSTCARD TAROT" com as tradicionais 78 lâminas (Arcanos Maiores e Menores) mais 1 carta extra: o Happy Squirrel. São cartas de tamanho normal, comumente usadas para decks de Tarot, entretanto a gramatura do papel utilizado (couché) não é alta e a sensação que se tem é que as cartas são mais finas que o normal e que sua durabilidade não resistirá ao manuseio contínuo e/ou prolongado. Mas isso, naturalmente, é uma opinião pessoal e não tive ainda o tempo necessário para confirma-la. As imagens das cartas, como o próprio nome do deck o diz, são originárias de antigos cartões postais, a grande maioria pertencente ao final do século XIX e começo do século XX. O grande mérito da sua autora foi "equiparar" essas imagens às criadas pela artista plástica Pamela Colman-Smith para o famoso e tradicional deck de Tarot Rider-Waite. Cada foto selecionada por Marcia McCord remete o leitor/cartomante à composição do deck do qual é um "clone" fotográfico. É, sem dúvida, um belo trabalho de pesquisa e, algumas lâminas, são reinterpretadas pela artista com imagens menos. digamos, inspiradoras e que pressupõem um conhecimento mais aprofundado do valor simbólico e interpretativo daquelas cartas. É um deck de Tarot que certamente irá interessar mais ao cartomante com uma certa experiência e interessado em novas "provocações" visuais, o que costuma beneficiar, e bastante, a própria intuição e a revelação de novos valores e possibilidades interpretativas dos Arcanos.
O Tarot é um conjunto de cartas com uma imagem gravada em cada uma delas. Ilustradores e tarólogos trabalham juntos para criar novos baralhos, nos mais diversos estilos e formatos, criando um apelo consumista no colecionador e, também, no público em geral que acaba por se agradar desses novos produtos no mercado.
Independente do modelo, formato da carta e do estilo de ilustração usado, todos os Tarots observam uma constante: eles tem o mesmo número de cartas (independente que o seu criador tenha lhe acrescentados algumas outras), seguem a mesma sequencia (vale mencionar que as cartas 8 e 11 dos Arcanos Maiores, dependendo do autor do baralho, podem trocar de posição e numeração), e acabam tendo, individualmente, o significado original.
Ainda que muitos tarólogos conceituados pregam que só existe um baralho, que é o de Marseille, que possa ser chamado de Tarot, acredito que cada estudante ou mesmo experiente tarólogo ou cartomante podem encontrar em outros modelos de ilustração uma fonte de inspiração para suas leituras e estudos, bem como sentirem-se mais à vontade interpretando cartas que lhes são esteticamente mais interessantes.
Fica a critério de cada um a escolha desse instrumento. Que a sua escolha lhe traga os melhores resultados!
Lembrando sempre que esta postagem, como todas as demais feitas por mim, não pretende ser uma "regra", uma "fórmula" a ser copiada ou aceita, mas, simplesmente, a minha inspiração, no momento da gravação ou da escrita, ao comentar alguns dos aspectos interpretativos da carta.
Se você também gosta de Tarot, de cartomancia, sinta-se convidado a conhecer minhas páginas nas diversas mídias:
Esta postagem, como todas as demais feitas por mim, não pretende ser uma "regra", uma "fórmula" a ser copiada ou aceita, mas, simplesmente, a minha inspiração, no momento da gravação ou da escrita, ao comentar alguns dos aspectos interpretativos da carta.
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