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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

A Folia dos Arcanos Maiores: (XI - Força)




_"É claro que sempre tem algum colega que vem fazer uma brincadeira, tirar uma com a minha cara, mas eles sabem que eu tenho o maior orgulho de ver minha mulher ali na avenida, toda linda, brilhando enquanto anima o pessoal da bateria. O que é bonito tem que ser visto e admirado, não é mesmo? Concorda comigo? Agora, a gente é parceiro, né. A gente se ama de verdade. Ela confia em mim e eu confio nela. Não é porque ela está aí, fantasiada, de biquíni, com todas essas plumas, cheia de brilhos e lantejoulas, linda de viver, que eu vou ficar desconfiando dela ou achando que ela vai me trocar. Que nada, cara! Ela me ama de verdade. Tamos juntos faz um tempinho e a gente se dá muito bem. Tamos até pensando em aumentar a família, sabe? Agora, que ela é linda, ela é mesmo, uai. Tem mais é que olhar pra ela. Eu não me importo com isso não, amigo, de jeito nenhum. Esse é o trabalho dela, e eu respeito. Às vezes, quando a foto dela sai no jornal ou nas revistas e o pessoal lá do escritório fica me zoando, eu fico meio chateado. Sabe, a gente é de carne e osso, né? Tem brincadeira que aborrece, que até magoa. Já fiquei mais chateado com isso. Já briguei muito, discuti, me descontrolei. Dei muita porrada em gente mais abusada. Sofri bastante, confesso. Mas agora estou muito mais controlado, muito melhor.  Eu passo por cima, não dou bola, levo na esportiva e sigo minha vidinha. E, no fundo, no fundo, o que é que isso importa, não é mesmo? O que vale é que a gente se ama e ela é muito linda mesmo! Todo mundo olha, comenta, cobiça, mas quer saber de uma coisa? É comigo que ela volta pra casa. Que mais que eu posso querer nesta vida?" _ declaração do companheiro da rainha da bateria, quase ao final do desfile, enquanto ele a aguardava para voltarem, juntos, para casa


Este texto foi criado em 2011 para ser postado durante os dias de Carnaval.
É apenas um exercício associativo entre os 22 Arcanos Maiores do Tarot e personagens fictícios, sempre relacionados à festa de Momo.
Na ocasião em que foram publicados pela primeira vez havia um subtítulo: "O que se ouviu durante o Carnaval", pois o exercício compreendia criar um "monólogo" para cada personagem de tal forma que, através da sua fala, pudesse ser identificado não apenas o Arcano Maior que havia inspirado a sua criação, mas algumas das possíveis características, ou interpretações, desse mesmo Arcano.

(As imagens utilizadas foram retiradas da internet e tem motivo unicamente ilustrativo, em nada comprometendo ou relacionando o texto com  a conduta ou personalidade da pessoa retratada)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

LADRÃO

Infelizmente os seres humanos são venais e, como diz a passagem bíblica, atire a primeira pedra aquele que nunca pecou. Inveja, cobiça e ciúme, entre outras deficiências, ainda costumam causar grandes malefícios.

Ladrões existem de todas as formas: aqueles que nos roubam bens materiais, aqueles que nos roubam a paz; existem os que nos sugam as energias de uma forma vampiresca, e outros que nos querem mal apenas por sermos quem somos, da maneira que somos. Todos eles, não importa se é o temido assaltante nas ruas das metrópoles, ou se a pessoa que tenta nos enganar com o troco em uma compra no mercado, ou aquele que nos "aluga" para desfiar um rosário de dificuldades, sem ao menos se interessar em saber se estamos em condições de dar-lhe um pouco da nossa energia, todos, sem exceção, são ladrões.

Essa carta é um sério alerta para que estejamos atentos quanto à possibilidade de estarmos sendo roubados em nossos bens materiais. Mas também é um chamado à consciência se não estamos sendo consumidos por pessoas que se dizem amigas, mas que no fundo esperam a oportunidade de tirarem proveito daquilo que temos.

Alex Tarólogo
www.elementosdotarot.com.br
http://simboloseimagens.blogspot.com
http://arcanosmaioresdotarot.blogspot.com

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Carta do Dia: A LUA

 18-paulinatarot     Quantas vezes já ouvimos alguém dizer que fulano ou sicrana vive no mundo da lua? Ou nós mesmos, quando nos pegamos com aquele olhar de devaneio, pretendendo estarmos lendo, mas completamente alienados, olhando para páginas de livros ou revistas enquanto filmes e mais filmes são exibidos no cinema da nossa imaginação… E as vezes, então, no meio daquela festa, no calor da pista de dança, no escuro da boite, acreditamos ter encontrado o grande amor das nossas vidas e que nos fala tudo aquilo que queremos, há muito, ouvir. Tudo isso para, na manhã seguinte, desaparecer junto com as últimas sombras da noite, deixando-nos numa profunda depressão, desiludidos e desencantados com tudo e com todos.

     Então podemos falar que estamos vivendo ou falando da Lua, esse misterioso arcano, talvez o mais rico em simbolismo dentro de todo o tarot.

     Sabe aquela antiga expressão que diz que à noite todos os gatos são pardos? Pois é. À noite realidade e ilusão se misturam e assumem a mesma aparência. Nada é muito claro. Vemos tudo através do reflexo do sol, mas é apenas um reflexo, não é luz direta. Portanto, as coisas ficam meio que indefinidas, os contornos se esmaecem e tudo acaba parecendo mágico,  fascinante, assustador, inebriante, fantástico. Caminhar ao luar é uma experiência inebriante, encantadora, romântica, ainda que muitas vezes tropecemos nas pedras que não conseguimos ver pelo caminho. Viver no mundo da Lua é viver de ilusão, deixando aflorar tudo o que habita o mais profundo do inconsciente, temendo encarar os fatos e apegando-se ao passado, aos sonhos, às lembranças evitando sempre encarar a clara e cortante realidade.

     A Lua não é só dos namorados, dos amantes, mas dos artistas, dos criadores. A Lua alimenta a imaginação e possibilita a produção dos livros, dos filmes, das estórias, dos objetos de arte, das peças, das músicas que tanto nos seduzem com suas formas e mensagens. Até mesmo porque acabam mexendo com algo escondido no mais profundo oceano das nossas emoções. A Lua é água, mutável, ora ondas violentas, ora maré mansa. A Lua é Peixes: mística, intuitiva, compassiva. Fonte inesgotável de criatividade, muitas vezes em estado bruto, latente, descontrolado, necessita de um Mago que a organize, que lhe de forma e direcionamento.

     Vivenciar este arcano é ir em busca de si mesmo, do autoconhecimento, da resposta ao “quem sou eu?”. É recolher-se para ouvir a sua voz interior, aprender a enxergar, através das sombras da ilusão, da maya, quem realmente somos. Em seu melhor aspecto, é deixar de projetar nos outros aquilo que não queremos ver ou reconhecer como nosso. Aquilo que não aceitamos ser e que, num ato de espelhismo (permitam que assim eu me refira) vejamos no outro o que emanamos, da mesma forma que a Lua apenas reflete a luz que o sol emite.

     Conhecer-se e usar da nossa capacidade infinita de criarmos, através das fantásticas e libertas elucubrações da mente, para construir algo que nos fortaleça e que tenha uma consequência positiva no mundo real, é a melhor maneira de viver a Lua. Problema é quando ficamos presos ao “sentir”, imobilizados, sem ação, sem capacidade de “agir”, de trazer à luz as crias da nossa fértil imaginação e reavaliá-las com objetividade.

     Numa leitura de tarot, dependendo sempre da localização da carta e das outras que dela se avizinham, pode significar, ciúme, angústia, egoísmo, dependência afetiva e vícios, fanatismo cego, segredos, medos, sevalgeria, insanidade, desilusões, confusão mental, fofocas, calúnia. Em seus aspectos positivos ela simboliza, energia intuitiva, sabedoria, fecundidade, gravidez, maternidade, sedução, perdão, amor incondicional.

     Creio que o melhor recado dado por essa carta é a de que devemos prestar muita atenção e ouvir a todos os recados que o nosso subconsciente nos envia. Os nossos sonhos podem conter as respostas que tanto precisamos. Quando a Lua aparece numa leitura, é hora de desacelerarmos para um merecido descanso, um tempo de recuperação e de perdoar a si próprio e aos outros. Tempo de ouvir e confiar nos próprios instintos, evitando deixar-se enganar por si ou pelos outros, lembrando sempre que a Lua situa-se, dentro do tarot, entre a Estrela e o Sol. Portanto há esperança e a luz da verdade, da consciência iluminada está surgindo no horizonte.

     Tenha um ótimo e criativo dia!

Imagem: PAULINA TAROT

domingo, 3 de janeiro de 2010

Carta do Dia: O DIABO

 devil É até bastante interessante, e porque não dizer, apropriado, o Diabo ter saído, nesta ensolarada manhã dominical, como a Carta do Dia. Sem querer ser ofensivo a ninguém e a nenhuma religião, culto ou seita, o Diabo é uma figura assaz interessante, intrigante e sedutora. Se assim não fosse, quem se deixaria levar para os seus domínios?

O cinema americano há pelo menos 2 décadas acordou para o fato de que a representação pictórica que fazia do Diabo estava errada: uma figura repugnante, irritante, antipática, feia ao extremo. OK, ele é tudo isso, mas a “embalagem” estava errada. Quem seria tão tolo de deixar-se encantar por algo tão desagradável, tão primitivo, tão sem charme ou encantos? Então, subitamente, e como todos podemos confirmar nas novas produções, o Diabo assumiu (pelo menos nas telas) a sua melhor forma: jovem, perspicaz, absolutamente sedutor, hipnoticamente belo, fascinantemente inteligente, divertido, agradável, sensual… E, dessa maneira, ele vai arrebanhando os seus seguidores, criando seus elos de dependência total, atraindo cada vez mais para um mergulho em nossa própria escuridão.

Se Deus, sob qualquer denominação ou expressão religiosa, é considerado a Luz, a Verdade absoluta, o esclarecimento total, a completa integração com o Universo (com a divindade), o Diabo é o seu contraponto: uma espiral que nos leva ao mais escondido, ao mais profundo, ao mais temeroso, mais profundo de nós mesmos. É tudo aquilo do que nos envergonhamos e que procuramos manter encoberto, escondido, temendo nos confrontarmos.

Esse arcano, quando sai numa leitura de tarot, é indicativo de diversos aspectos a serem melhor examinados por quem consulta as cartas: suas dependências, obsessões, seus segredos, sua submissão, seu abuso de poder, sua compulsividade, sua falta de prazer,  de satisfação, de entusiasmo, de alegria.

O Diabo é a carta que representa toda forma de desiquilíbrio, especialmente aquele que escolhemos fazendo uso do nosso livre-arbítrio: é trabalhar exaustivamente, sem necessidade, apenas por não conseguir viver sem o trabalho; é passar o dia todo (ou quase) a maioria dos dias da semana, numa academia, em busca de um ideal meramente estético; é o comer ou beber compulsivamente, como se houvesse uma necessidade premente e interminável de satisfazer-se; é o fazer sexo maquinalmente sem desfrutar, sem obter ou proporcionar qualquer tipo de prazer; é o apegar-se a uma idéia, de forma cega, sem raciocina-la nem discuti-la e muito menos abrir-se para outras opções; é acostumar-se a um relacionamento, ou qualquer situação, desagradável, por preguiça, comodismo.

E, como em tudo, há sempre um outro lado, um outro ponto de vista que deve ser verificado, explorado, vivenciado e o mesmo acontece com esse arcano. Não podemos viver sem ambição, diversão, prazer, individualidade, inteligência, sedução, sexo, etc O que devemos evitar é nos escravizarmos aos extremos dessas necessidades tornando-nos egoístas, perversos, abusivos, tiranos, manipuladores, egocêntricos, displicentes, insatisfeitos.

A Igreja há muito listou o que ela considerava, então, os Vícios (pecados) Capitais, ou seja, as mais evidentes formas de afastamento de Deus, de repúdio ao divino que em nós habita: avareza, gula, inveja, preguiça, ira, luxúria e soberba. Parecem poucos, não é mesmo, mas ainda hoje abrangem tudo o que soterramos (ou tentamos) dentro de nós. Aceitarmos essas características instintivas, encarando-as sem medo, dispostos a reequilibra-las, é o caminho para a nossa libertação pessoal. Aliás, de o Diabo é considerado “o rei das mentiras” (ele é o que hoje chamaríamos de “fake”) então deveríamos dar mais atenção ao princípio cristão que estabelece: “A verdade vos libertará”

Pensem a respeito e tenham um ótimo e harmonioso domingo!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Carta do Dia: QUATRO DE OUROS


Já ouviu crianças brincando e uma delas dizendo: "Tudo meu!"? Pois é, essa é a essência do 4 de Ouros, a nossa Carta do Dia.
A gente vivencia a energia desse arcano quando nos sentimos poderosos, imbatíveis, os donos do mundo! É quando assumimos o nosso lado Imperador em seu melhor sentido: estável, competente, seguro, estruturado. Mas também podemos estar vivendo a sua "sombra": egoísta, prepotente, fechado em si mesmo, cheio de regras e normas pessoais, inseguro e controlador.
Como em quase todas as situações da vida onde o medo de perder o controle da situação ou de ser subtraído em seus bens materiais e emocionais ocorre, pode estar acontecendo um bloqueio de energia. O apego excessivo a qualquer coisa é o grande causador dos obstáculos que impomos ao fluxo dos benefícios que estamos aptos a receber e compartir (lembram-se da carta de ontem, o Ás de Copas?).
Ter um bom e belo carro, mas que nunca é tirado da garagem por medo de sujá-lo, sofrer algum tipo de acidente, tê-lo roubado não é precaução, mas uma forma de apego da qual, nem mesmo o dono, tira proveito. Vemos isso repetir-se de maneiras bastante corriqueiras em nosso dia a dia, por exemplo quando, mesmo podendo, não nos permitimos ir a um bom restaurante, tomar uma taça de um vinho de boa safra e procedência, nos vestirmos com roupas confortáveis e de qualidade, não convidarmos um amigo, uma amiga para um programa de final de semana, tipo ir ao teatro, pegar um cineminha à tarde. Fazer uma doação de tempo, de atenção e mesmo de algo material para uma entidade assistencial. E, por favor, note bem: eu escrevi acima "mesmo podendo", isto é, quando os custos desses prazeres não irão interferir e muito menos abalar a nossa estabilidade.
O 4 de Ouros pode significar que estamos num momento de reavaliar a nossa relação com nossos bens materiais. Que é chegado o momento de aprendermos que dinheiro é apenas algo abstrato, apenas uma representação das coisas que nos dão subsistência ou que proporcionam mais prazer e beleza às nossas vidas. Não é sujo, pecaminoso, vergonhoso tê-lo ou não. O que importa é a maneira que o manipulamos e o valor que nós própios lhe atribuimos. Essa é a essência desta carta de hoje.
Como sempre, o caminho do meio é a opção mais recomendada: nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Adquirí-lo consciente e merecidamente e usá-lo de maneira equilibrada, sem lampejos de prodigalidade ou de sovinice, em benefício próprio e dos outros é uma forma correta de lidar-se com a sua energia. Gente que tem muito medo de perder (dinheiro, status, poder, o amor e a atenção alheia, etc) também não prospera, pois não está trabalhando criativamente essa energia. Também aquele que acha que o Mundo vai-se acabar amanhã e que portanto dilapida patrimônios, não se doa a ninguém e a nenhuma causa, não tem ideais, está fadado a um futuro bastante inóspito, pois como diz o ditado: "dinheiro não aceita desaforo".
Quando o 4 de Ouros sai numa tiragem, dependendo da sua posição, pode significar que uma reestruturação da nossa vida material se faz necessária; que tempos difíceis estão a caminho; que anda sendo, ou convivendo com gente egoísta, miserável, egocêntrica, possessivas, gananciosas, obstinadas.
Também pode estar nos comunicando que precisamos ser mais egoístas pois só assim poderemos nos livrar do caos em que nossa vida possa ter se tornado. Parece um conselho conflitante, diante do que escrevi acima, mas pense bem numa situação real e veja se, em algumas situações esse caos de que falei não foi provocado pela total ausência de limites, planejamento, desatenção, prodigalidade ou habilidade e competência em lidar com os recursos... Aí, uma certa dose de egoísmo, de manutenção de reservas, de estabelecimento de normas criativas  baseadas em princípios íntegros irão ajudar, e muito, na nossa reestruturação.
Aproveite, então, a energia do 4 de Ouros para reavaliar no dia de hoje a importância das suas posses em sua vida e para se o apego exagerado a alguma coisa, pessoa ou situação não seria decorrente de uma baixa-estima longamente cultivada. Aproveite a Alta Sacerdotisa, regente desta nossa semana, como guia, mestra e conselheira e medite a respeito. Tenho absoluta certeza de que encontrará dentro de si riquezas inenarráveis.

Tenha um ótimo dia!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Carta do Dia: 5 DE ESPADAS


Numa dessas festas de final de ano encontrei uma querida amiga que já algum tempo não via.
Estávamos atualizando nossos assuntos quando ela comentou o quão estressada estava pois iria receber parentes de diversas cidades para o Natal e esses encontros sempre acabavam numa verdadeira "lavagem de roupa suja".
Comentava ela que, apesar de todos se relacionarem bem quando distantes, isso tudo parecia se deteriorar muito rapidamente quando se encontravam e as festas de final de ano e os velórios (!) pareciam ser as datas de escolha para que velhas implicâncias, ciúmes e invejas antigas, frustrações e pequenos desentendimentos aflorassem de maneira bastante incandescente. Ao final, quem saía bastante destruída desse ringue era ela própria, pois vivia o conflito de todos, os seus próprios, acabava também extravazando suas mágoas e rancores e, ainda por cima, tinha que dar uma de juiz, de conselheira, de terapeuta, etc e tal. Como seria natural, acabava não havendo vencedores e nem vencidos, apenas gente profundamente magoada por todos os lados.
Nesse nosso encontro ela me disse que, exatamente por isso, a simples idéia de festas natalinas e a constatação de que elas se aproximavam, lhe provocavam as mais diversas e terríveis formas de medo e aflição.
Hoje pela manhã, ao ver que a Carta do Dia era o 5 de Espadas, lembrei-me imediatamente dessa nossa conversa.
Esse arcano é considerado um dos mais difíceis de serem interpretados pelos tarólogos. Em princípio ele alerta para brigas, discussões, críticas, traição, derrota, abatimento, humilhação, inveja, vingança, infâmia, infortúnio, sadismo, falta de escrúpulos, demissão de emprego, armadilhas, e todas as outras maneiras que vocês conseguirem se lembrar que possam tornar a vida de qualquer ser humano num verdadeiro inferno, num infindável pesadelo.
Pois é: essa carta, numa leitura de tarot, pode representar tudo isso mesmo. Mas, e é muito importante que percebamos isso, ela representa sobretudo o nosso próprio medo de vivenciarmos essas derrotas, esses fracassos, de sucumbirmos a essas ditas armadilhas, etc caso eles realmente se apresentem.
Ela, em verdade, prenuncia uma energia bastante negativa, fruto da nossa própria mente, que está incapaz de reconhecer que o medo que sentimos é de natureza irracional , não significando, de forma alguma, uma situação real.
Para libertar-se desse medo (de sucumbir, de perder a batalha, de sofrer, de ... tantas coisas!) é preciso, antes de mais nada reconhecê-lo e aceitá-lo. Só assim tomamos real consciência da sua dimensão, da sua importância e podemos combatê-lo.
O estresse, as pressões do nosso dia a dia parecem mesmo se acumular para serem regurgitadas ao final de ciclos (fim do ano, velórios, aniversários, por exemplo). É uma panela de pressão que ao explodir, espalha não só o seu conteúdo como também parece acrescentar a ele tudo o mais que um dia nela já foi contido.
O que eu aconselharia a essa minha amiga seria peguntar-se: "Vale a pena?", "O que e por que é tão importante para mim provar que os outros erram ou erraram e eu estou certa?", "Estarei procurando impor os meus interesses (sentimentos, frustrações, medos, angústias, incapacidades, desesperanças, falta de fé) sobre os dos demais?", "Quem irá lucrar (melhorar, progredir, transmutar, evoluir, crescer) com isso?", "O que essa experiência irá me ensinar (para o meu crescimento, minha evolução, meu progresso, minha melhora em todos os aspectos) se eu vivenciá-la?".
E continuando com o minha sugestão eu diria a ela para analizar de maneira fria e bastante imparcial a situação como um todo (afinal é uma carta de Espadas = Ar = Mental) e enfrentar tudo da melhor maneira possível, isso, é claro, depois de reconhecer a sua parcela de participação para que as coisas chegassem ao ponto em que chegaram. Superar o medo de perder o controle, de enfrentar situações que possam parecer penosas, o medo de perder uma batalha, de ser derrotada em algum argumento. Desisitir do orgulho.
Enfim, o antídoto para vencer o 5 de Espadas está exatamente no otimismo, na coragem, na harmonia interior, nas ações positivas. Lembre-se que o chamado "destino" pode ser alterado quando estamos equilibrados e trabalhando nos nossos objetivos.
Portanto, aproveitem a noite de hoje para celebrarem exatamente o nascimento de uma filosofia, de uma ética, de uma idéia que nos ensinou o amor e, por conseguinte, a compaixão: o carregar os nossos fardos e, ainda sob o peso dos mesmos, ajudarmos aos nossos semelhantes carregarem os deles.
É tempo de celebrar a vida e tudo o que ela de bom tem para nos oferecer. O que passou, passou. Só volta se quisermos, e ainda assim, alterado, destitiuido de valor e importância, cheirando a mofo.
Vivencie o amor incondicional. Mas in-con-di-ci-o-nal mesmo!
E Boas Festas!