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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Transmutar, em 2 cartas

A semana vai terminando e deixa um rastro de perda e de dor.

Há um grito comum na internet e nos demais meios de comunicação de que é chegada a hora de tomarmos consciência da nossa responsabilidade frente as catástrofes que sofremos. Não é mais possível fazer-se de cego às evidências. Mudanças precisam ocorrer para que outras centenas de pessoas não pereçam em acidentes como os ocorridos na região serrana do Rio de Janeiro nesta semana. Alguns sairão às ruas agitando bandeiras pela necessidade de um maior comprometimento com a ecologia. Outros não deixarão cair na rua, “sem querer”, o papelzinho, a filipeta, o comprovante de venda, o invólucro do bombom, o cigarro que carregavam. Não importa qual seja a dimensão, a forma ou a atitude do comprometimento, é necessário que o façamos, individual e coletivamente, já. O planeta já não suporta o nosso descaso, filhos ingratos que somos, desprezando e maltratando a terra que nos dá as condições básicas de vida.

Utilizei, nesta manhã, as cartas do Lenormand para uma tiragem sobre quais seriam as energias que estaríamos (todos nós) tendo que lidar no dia de hoje e o que deveríamos ou poderíamos fazer para transmutá-la para que trabalhasse em nosso favor.

O método utilizado é bastante simples, conhecido e do qual me valho com muita frequência: embaralha-se as cartas e reparte-se o baralho. A carta que estiver no meio, corresponde à primeira parte da questão. Aquela que for a última, complementa ou responde a informação.

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1ª Carta: Qual é a energia que vamos ter que lidar no dia de hoje (e, muito provavelmente, nos próximos dias)?

068ac08_bO Caixão: pode simbolizar acontecimentos ruins, comportamentos destrutivos, atitudes negativas, perdas materiais ou espirituais, fim de relacionamentos, perda de emprego, aposentadoria, doenças e até morte. Enfim, o caixão representa transformações de todos os tipos. Mas, como o Arcano XVI, a Torre, no Tarot, isso tudo pode ter um lado bastante positivo pois pode significar a libertação de um padrão que, este sim, era negativo. O planeta que rege esta carta é Plutão, o renovador, o transformador, o regenerador. Plutão nos fala do ciclo nascimento, morte e renascimento, ou seja, fins e começos. Sua força é a mais exaltada e costuma apresentar-se de maneira bastante agressiva, de forma violenta, explosiva, incontrolável.

 

2ª Carta: Como poderemos transmutar a energia simbolizada pela 1ª carta em algo que nos beneficie?

068ac13_bA Criança: esta lâmina costuma representar, ou anunciar, começo, novidade, inocência, pré-disposição, confiança, surpresa, futuro.

Crianças são imaturas, inexperientes, frágeis, mas são também o símbolo da esperança, da pureza de intenções, da continuidade, do porvir. Tendo a Lua como regente, essa lâmina nos fala de receptividade, de estarmos aptos e carentes para aprender, especialmente através dos sentimentos, das emoções.

 

 

Creio que fica evidenciada, nessa tiragem, que é o momento de nos utilizarmos dos nefando acontecimentos desta semana, dessa absurda e insensata perda de vidas, do que aprendemos com essa terrível experiência e buscarmos não ficar apenas nas lamentações, nas acusações, nos gritos de carpideiras, mas efetivamente fazermos algo para mudar. O que aconteceu, com todas as suas consequências, não deve ser apenas uma lembrança que se apaga bastando termos dias de sol e carnaval pela frente. Devemos fazer dessa tragédia ambiental, dessas vidas que se perderam algo construtivo, que demonstre claramente termos aprendido essa lição. É tempo, como o da juventude retratada pela carta da Criança, de buscarmos aconselhamento, buscarmos informação, aprendermos efetivamente, com humildade e perseverança.

É preciso que reconheçamos os nossos erros, as nossas omissões, a nossa parcela de participação nisso tudo que ocorreu e está acontecendo para que, só assim, possamos mudar. Não se transforma, não se altera, não se muda o que se desconhece ou, pior, o que não se reconhece. De nada adianta assumir passivamente a culpa e buscar um esconderijo na depressão. Mudança implica ação, então é tempo de arregaçar as mangas, dar um passo à frente e tomar controle da situação.

Que o façam os governantes. Para isso foram eleitos e são remunerados. Mas que a população civil não se esqueça que é ela quem deve agir efetivamente. Se eu não parar de fingir que não estou vendo, ou percebendo, que o papelzinho recebido na esquina “escorregou sem querer” das minhas mão e caiu na calçada, não me abaixar para pegá-lo e depositá-lo no lixo mais próximo, de nada adianta alarmes televisivos, notícias funestas em jornais ou mensagens exotéricas. Eu não estarei cumprindo a minha parte, por menos que ela possa parecer.

A lâmina da Criança, em seu aspecto menos favorável, pode simbolizar irresponsabilidade, descaso, imaturidade, descompromisso, uma atitude teimosa, caprichosa e desafiadora. Crianças, às vezes, veem a vida como uma grande e inconsequente brincadeira, um jogo de ganha-ganha. Esse aspecto, esse lado “sombra” da carta também deveria ser enterrado com o Caixão. Enterrado, não para escondê-lo sob um punhado de terra, mas para permitir que seja transformado em algo benéfico, positivo. Não mais, em frente às evidências, pode-se admitir esse tipo de descaso em relação à nossa casa (o Planeta), aos nossos semelhantes e a nós mesmos.

Estou vendo no calendário que celebra-se hoje o Dia do Enfermo. Vamos então aproveitar a data e celebrarmos, com nossas ações e comprometimentos, o dia em que todos começamos a curar a Terra.

 

Ilustração: Oráculo Lenormand

sábado, 5 de junho de 2010

Carta do Dia: 10 DE OUROS

Minor-Discs-10Vaudeville      Levantou-se de um salto. Enquanto ia para o chuveiro, repassou, mentalmente, a agenda do dia. Como sempre, haveria gravação pela manhã, depois uma reunião com um empresário que desejava organizar uma turnê dela pelas mais importantes cidades japonesas, ministrando aulas de culinária típica brasileira. O editor estava esperando o envio do seu 2º livro para revisão e não parava de ligar, pois queria aproveitar para lança-lo na comemoração de 3 anos de seu programa de TV. Havia combinado com a tia e as primas que mandaria o motorista para apanha-las no comecinho da noite, para um jantar especialíssimo que iria fazer, só para a família. A irmã estava dormindo no quarto de hóspedes, recém chegada do interior e ainda entorpecida com as dimensões e a velocidade de tudo que havia visto no trajeto do aeroporto até o seu novo apartamento.

     Tornou a enumerar, enquanto se aprontava, quantas pessoas jantariam. De fora, só a jornalista, ex-patroa e mentora de tudo o que ela havia conseguido na vida. Estava excitadíssima, muito mais do que jamais estivera.  O compromisso marcado na cidade, para o meio da tarde era o mais importante de toda a sua vida.  Nada se igualava à expectativa e à ansiedade que sentia naquele momento. Antes de sair, passou pelo quarto anexo ao seu e olhou o trabalho feito pelo decorador. Estava realmente uma beleza. Parecia um sonho, coisa de revista de decoração, de conto de fadas…

     Nos últimos meses viveu intensamente todo o processo de concretização de seu maior sonho. Foram inúmeras entrevistas com psicólogos, assistentes sociais, juiz, advogado. Dezenas de documentos foram preenchidos e arquivados. Exames médicos solicitados foram feitos. Referências pessoais coletadas e fornecidas. Audiências. Encontros. Reuniões. Mas finalmente o grande dia chegara e nessa tarde, ela iria, finalmente, finalizar o processo de adoção da mais encantadora criança que a escolheu no orfanato. Sim, pois foi aquela menininha, pequenina, franzina, quase raquítica, com olhos enormes a tudo e a todos observando, que apontou-a e sorriu assim que ela entrou no berçário. Foi amor à primeira vista. Ela sabia que a filha que tanto desejava ali estava, esperando por ela. Única sobrevivente entre todos de uma mesma família que pereceu no deslizamento e queda de sua precária moradia na encosta de um morro, na estação da chuva, a criança não tinha ninguém, nem nome, nada. Mas agora, tinha a ela e ambas tinham uma à outra.

     Quando chegou ao estúdio para a gravação, esperavam por ela buquês e mais buquês de flores de todas as cores e espécies. Presentinhos para a “recém chegada” foram entregues às dúzias e uma das secretárias chegou a imprimir e encadernar os milhares de e-mails recebidos das telespectadoras. Ela fez o programa absolutamente emocionada. Agradeceu publicamente a todos e continuou seguindo para os outros compromissos que a aguardavam. À tarde, numa brevíssima cerimônia na Vara da Família, com a presença emocionadíssima de sua irmã mais velha e das testemunhas de praxe, o Juiz conferiu-lhe o Termo de Adoção da pequena Anna Luísa, nome de sua falecida mãe, que também falecera quando ela era criança.

     Já era tarde da noite quando a tia, as primas e a amiga jornalista, e agora comadre pois ira ser a madrinha da sua filha, se retiraram. A irmã, acostumada com a vida no sítio, havia ido deitar mais cedo. Ela apagou as luzes da sala e dos corredores e entrou, na penumbra do quarto, para uma vez mais olhar sua filha. Debruçou-se sobre o bercinho e ajeitou melhor os lindos lençóis bordados com rendas e fitas. Mais uma vez a emoção tomava conta dela e deixou que as lágrimas corressem livremente pelo seu rosto. Era feliz. Era feliz por ter realizado todos os seus sonhos. Era feliz por sempre ter feito o que sabia e amava fazer. Era feliz por saber-se uma excelente profissional. E agora, mais do que nunca, essa felicidade se completava ao ver, dormindo, aquela criancinha a quem ela iria amar com toda a intensidade, retribuindo o amor que havia recebido de todos, sem distinção, em todos os momentos da sua vida. Iria estender, àquela criaturinha, todas as oportunidades que tivera na vida para crescer, conhecer-se como ser humano, sentir-se útil, saber que havia colaborado para que os seus semelhantes vivessem melhor. Claro que Anna Luísa teria a sua própria vida, suas prioridades, suas necessidades, sua personalidade, mas ela estaria sempre ao seu lado para ensina-la, caso precisasse, a ouvir a voz do seu coração e seguir os seus sonhos.

     Deitou-se, apagou o abajur e agradeceu por aquele dia e por todos os outros da sua vida. Adormeceu agradecendo pela filha que o Universo a ajudara a encontrar. Começou a sonhar com a mãe, que lhe sorria e lhe entregava Anna Luísa, que carregava nos braços. Ela abraçava a mãe e a menina, num abraço longo, suave, carinhoso… e… acordara imediatamente ao ouvir o choro da sua filhinha reclamando atenção. Sentiu-se mãe, feliz em poder estar ali, presente às necessidades da sua cria. Levantou-se e num segundo estava ao lado do bercinho.

     A vida não poderia ser melhor!

     Quando um 10 de Ouros surge numa leitura de tarot, dependendo sempre da sua localização entre as demais cartas do tabuleiro e da questão proposta pelo Consultante, pode significar que a riqueza de possuir família, amigos e os entes queridos próximos a si, fazem o Consultante sentir-se feliz e pleno. Uma celebração de volta ao lar. Sentir-se rei no castelo que construiu com suas próprias mãos. Uma possível herança pode estar a caminho. Amar e proteger a família. Ter construído em bases sólidas. Conscientizar-se de que a sua vida é cheia de riquezas e tesouros vários. Aceitar e retribuir a bondade e o amor. No fato do Consultante mostrar-se para os outros como ele realmente é, ele acrescenta riquezas e sucesso à sua pessoa. Uma boa vida, com saúde e segurança. Solidez nos negócios. A materialização das esperanças e desejos do Consultante.

     Numa posição menos favorecida, de obstáculo, o 10 de Ouros pode significar que o potencial merecido de coisas boas ainda não se revelou para o Consultante. Um outro significado dessa carta é que a fortuna, o conforto, o bem estar, a saúde, a riqueza material e a segurança estão lá, à disposição, mas o Consultante não se apercebe desse fato ou não lhes aprecia ou reconhece o valor. Muita atenção ou expectativa foram direcionadas aos aspectos exteriores das coisas, dos fatos ou das situações, sem uma dimensão interior, uma consciência da Fonte que nos abastece, aquilo que dá sentido e significado à palavra “Abundância”.

     Neste sábado, dia da semana sob a regência do sábio, disciplinador e consolidador Saturno, com a Lua Minguante em Peixes e o representante astrológico da nossa Carta do Dia, Mercúrio transitando em Virgem, devemos evitar sermos muito críticos ou excessivamente exigentes e cooperar mais, ajudar mais, nos envolvermos mais, enfim, com as nossas relações, desde que isso não interfira de forma alguma nas escolhas individuais de ninguém. Use seus dons pessoais para contribuir com que toda pessoa que cruzar seu caminho possa seguir o dela, de forma individual, com alegria e realização. Assim procedendo, uma verdadeira benção, em forma de boas intenções compartilhadas, irá se estabelecer e desenvolver-se entre todos nós.

     Tenham todos um excelente e renovador final de semana!

Em Julho:
 CURSO DE TAROT: ARCANOS MENORES
Duração: 16 aulas (4 meses) / Turmas às Terças e Sábados
Local: JARDIM DOS SENTIDOS – ESPAÇO HOLÍSTICO & LIVRARIA
 (R. Barão de Ipanema, 94  Loja 103, em Copacabana – Rio de Janeiro)
Pré-Requisito: conhecimento básico dos 22 Arcanos Maiores
Informações: (21) 2547-8939  e contato@jardimdossentidos.com.br
Imagem: VAUDEVILLE TAROT, por F.J. Campos

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Carta do Dia: PAJEM DE PAUS

Título Trono do Ás de Paus
Elemento Terra do Fogo
Tetragramaton He, final (a energia materializada de Yod)
Nome Divino  Adonai Ha-Aretz
Mundo Cabalístico Assiah (mundo dos elementos, da matéria e da ação)
Sephirah Malkuth (reinado; universo físico)
Correspondência Astrológica Câncer e Leão
Planeta  / Pedra Terra / Cristal de Rocha
 
    Wands11 (2) Todos os dias cruzamos com essas moças e rapazes que trabalham nos escritórios, nas empresas, num cargo chamado de “office-boy”. É uma americanização da antiquíssima profissão de mensageiro. São aquelas pessoas encarregadas de levarem ou entregarem documentos, pacotes, realizarem pequenas compras, se encarregarem de pagamentos diversos, irem a bancos, a cartórios, ficarem horas intermináveis em filas ou vencendo distâncias em ônibus ou metros lotados. Distribuem filipetas nas ruas e fazem as vezes de recepcionistas, entregando folders em eventos. Quase todos eles jovens, em seu primeiro emprego.
     São ativos, ligeiros, espertos, muito comunicativos. Sabem a melhor hora para chegarem aos caixas bancários; conhecem os nomes dos funcionários, o que lhes possibilita alguns pequenos privilégios. Estão sempre muito bem apresentáveis, vestidos nas tendências do que o modismo divulgado pelos programas de TV, pelos video-clipes dita para pessoas da idade deles. Quase todos exibem um par de óculos e um relógio de “marca” comprados no camelô da esquina, bem como um vistoso par de tênis, numa versão alternativa, importado de algum país fronteiriço. Nos ouvidos, o indefectível MP3 Player, com os hits do momento. Não importa. O que vale é que procuram, através das roupas e dos acessórios, destacarem-se e imitarem aquilo que eles acham importante, interessante ou atraente nas pessoas que admiram. De forma sadia e bem direcionada, isso também é uma forma de aprendizagem, muito comum no processo de amadurecimento, da individualização. Imita-se e depois seleciona-se.
     Podemos ver nesses jovens as qualidades que encontramos ao tentarmos descrever os Pajens: pessoas muito jovens ou inexperientes para assumirem grandes responsabilidades. Normalmente, no tarot, são interpretados como crianças (ou pelo menos com as características destas), com os lados positivos e negativos da infância. Uma criança ainda não conhece bem seus limites e pode conseguir entrar onde quer que deseje, onde seu interesse estiver. Por isso mesmo costumamos creditar os Pajens, de maneira geral, como novas oportunidades e, sobretudo, com a disponibilidade ou a necessidade de estar-se aberto a elas. Agindo como uma criança absorta numa brincadeira, num jogo, ele não está observando e, portanto, totalmente alheio às tensões e problemas que possam estar à sua volta. Por ser uma personalidade que inconscientemente se envolve em coisas alegres, agradáveis, divertidas, e por ser portador de uma aguçada curiosidade infantil, é desinibido em suas emoções e frequentemente inconsciente de que existem obrigações a serem cumpridas. Essa é uma atitude considerada yin, de polaridade negativa, feminina.
     Como os nossos citados “office-boys”, o Pajem de Paus é um caráter jovem e inocente que tenta agarrar-se às oportunidades com ambas as mãos. Como uma carta de ação (Paus = Fogo) ela produz bastante movimento, é muito energética e bastante dinâmica. Essa carta tem muito a ver com novas iniciativas, que podem surgir interna (necessidade criativa) ou externamente (através de oportunidades), que são tomadas com uma alegria e vivacidade bastante infantis, com voa vontade,  total envolvimento e sem se preocupar muito com as consequências.
     Quando bem situados entre as demais cartas de uma leitura de tarot, mas sempre levando-se em consideração a questão levantada pelo Consulente e como essa figura de Corte será interpretada (como o Consulente ou como outra pessoa em sua vida), o Pajem de Paus pode simbolizar algo inesperado que está acontecendo ou irá acontecer; novas idéias e sentimentos; possibilidade de surgirem, ou serem criadas, novas oportunidades; a chegada de mensagens ou de notícias, quase sempre excitantes e boas. Possibilidades que requerem ação imediata. Como é uma carta que pode estar se referindo a alguém bem jovem, assuntos educacionais ou escolares também podem e devem serem considerados, numa leitura.
     Os valores pessoais dessa carta, numa tiragem, podem ser compreendidas como os de uma personalidade ardente, fervilhante, energética, entusiástica, alegre, brincalhona, curiosa, novidadeira. Pode, também, representar alguém ambicioso, que não teme correr riscos, que “pega o toura a unha”, não deixando passarem as oportunidades. Costuma admirar muito e idealizar algumas pessoas, adotando-as como modelos ou ídolos.
     Como obstáculo, o Pajem de Paus numa jogada de tarot pode alertar para atitudes ou pessoas tolas, crédulas, ingênuas, mimadas, egoístas, que demonstram indiferença, com atitudes delinquentes, não confiáveis. Podem ser seres humanos que se frustram ou enervam fácil e rapidamente. Também aquelas que são caprichosas ou muito exibidas e, é claro, as hiperativas.
     Na carta do Tarot de Dali que usei para ilustrar esta postagem, o nome dado a esse Arcano Menor é Sota, que, entre diversos significados em espanhol, pode ser traduzido como “ladino”, ou como “mulher insolente e desinibida”. Se avaliarmos o fato de que os Pajens eram menores adolescentes,ainda sem grandes características ou definições sexuais, figuras quase andróginas que viviam nas cortes, distribuindo notícias, fazendo fofocas, levando recados, tendo que se esquivar de adultos muito mais espertos, e quase sempre mais ferozes, do que eles, a palavra “ladino” cai bem como “esperteza”, agir com uma certa intuição e instintivamente no sentido de preservação. Alguns tarots apresentam estas cartas sob o nome de Princesas, Filhas, Damas, numa tentativa de equilibrar a quantidade de cartas masculinas (Rei e Cavaleiro = yang) com femininas (Rainha e Princesa = yin).
     Mercúrio, o deus da comunicação, o regente das quartas-feiras, com seus pés alados, locomovendo-se rapidamente pelos ares, levando mensagens e favorecendo o aprendizado e o conhecimento, era também astuto, perceptivo, inteligente, eloquente, organizado e… fofoqueiro. Ele nos faz refletir se estamos neste momento, preparados para avançarmos. Se desejamos, sinceramente, progredir. Se não criamos barreiras, deixando de ouvir a conselhos, de nos valermos também da experiência alheia, de buscarmos as informações corretas, de nos movimentarmos com presteza e atitude em direção àquilo que ambicionamos conquistar.
     É sempre recomendável que reservemos algum tempo do nosso dia a dia para meditarmos ao quanto estamos verdadeiramente abertos aos potenciais e às possibilidades que a Vida nos oferece. A palavra Cabala significa “receber”. O Criador (substitua pelo nome, expressão ou imagem que melhor traduz o seus sentimento sobre o Divino) enche nossas taças, nossos corpos, nossas almas, nosso espírito, continuamente. Compete a nós estarmos receptivos a esses benefícios.
     Aproveite este dia de outono para pensar em começar um novo projeto baseando-se naquilo que realmente lhe inspira. Aventure-se, sem perder o controle da situação. Deixe aflorar a sua voz interior. Preste atenção ao que as crianças (isso mesmo: as crianças) lhe dizem. Eles podem estar exercendo, naquele momento, o papel de Pajens de Paus, trazendo-lhe boas novas! E, falando em boas-novas, basta lembrarmos que, de acordo com o Novo Testamento, o Arcanjo Gabriel veio como mensageiro (pajem, valete) divino anunciar à Maria que ela seria a mãe do Salvador.
     Tenham todos uma ótima e inspirada quarta-feira!
    
Ilustração: TAROT DE DALI

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Carta do Dia: PAJEM DE ESPADAS

   pageswords_rosicrux Adolescência, aquela idade chata. Nem criança, nem adulto, sentimentos confusos de não se saber exatamente quem se é e que lugar se ocupa na estrutura familiar. Já não se é mais tratado como “o filhinho, a filhinha”, não é mais o “bebezinho da mamãe”, nem o mundo se limita às paredes da casa dos pais, ou das tias, ou das avós. Os primos não são mais os únicos amigos. Finalmente já não é mais criança. Mas também ainda não é respeitado como adulto. Os deveres e as obrigações, bem como as expectativas depositadas pela família aumentaram, mas os plenos direitos que os adultos gozam ainda é um aceno do futuro.

     Uma coisa extraordinária começa a acontecer que é a defesa de suas idéias. Já tem argumentos mais plausíveis. Já não é mais “quero porque quero”. Agora já enfrenta o mundo adulto com seus os valores que vai descobrindo, que sua mente aguçada vai analisando e adotando, ou não. É claro que é aquele tempo de conflitos, de “ninguém me entende”, “não sei porque vocês me puseram no mundo”, e, é claro, da contrapartida dos mais velhos com “quem é você para querer saber mais do que eu o que é bom para você?”, “nós só queremos o seu próprio bem”, “enquanto você viver nesta casa, com o meu dinheiro, tem que me dar satisfações de tudo”. Discussão é o que não falta, nem choro, lágrimas, gritos, portas que batem, ameaças de todos os tipos.

     É um tempo meio de crisálida: transformação silenciosa, trancado no quarto, ouvindo um som, curtindo os amigos através dos MSN, Orkuts, Facebooks da vida, descobrindo o ainda proibido nas páginas dos  sites na internet. Tempo de rebeldia. Contra o que? Sem causa. Só rebeldia. Ou melhor, contra tudo e todos e, sobretudo, conscientemente ou não, contra si mesmo, por não se encontrar, não se situar, ainda não ter metas definidas e, o mais importante, ainda não ter adquirido nenhum tipo de experiência que lhe possibilite fazer comparações e escolhas.

     O Pajem de Espadas é esse jovem (e isso, para o tarot, independe de idade cronológica ou de sexo), que tem uma mente fervilhante, completamente apta e carente de informações de todos os tipos, um verdadeiro computador esperando por informações e dados a serem inseridos para que, depois de decodificados e armazenados, possam ser usados na solução de necessidades do momento. É o arquétipo do estudante, sempre havido em aprender e isso não significa exatamente ser o melhor aluno da escola, mas ser um grande pesquisador, um verdadeiro investigador da vida, de como ela se processa, de seus significados, decodificando seus signos, seus alertas, seus perigos, seus prazeres e querendo absolutamente tudo, ao mesmo tempo.

     Costuma surpreender a todos com sua eloquência (quando lhe é dada a oportunidade); com lances espirituosos e de agilidade mental; defendendo idéias e conceitos filosóficos recém aprendidos através de livros, revistas, TV e conversas com seus amigos. É um bom negociador, sabendo trocar horas de estudo e melhores notas escolares por aquele novo telefone celular, ou por um par de tênis de marca, ou uma viagem com a turma. Vaidoso, quer andar na moda, impressionar, conquistar pela aparência, pela energia e está se descobrindo como sedutor. Quando as coisas vão mal, o lado “sombra” fica mais evidente e então temos uma pessoa teimosa, briguenta, relaxada, que se auto-deprecia, indisciplinado, dono da verdade, hiperativo, desconfiado, mentiroso, mau aluno, inconsequente, inseguro, perdulário, impaciente, fofoqueiro e intrigante, bastante hostil e que chega a abusar física e psicologicamente dos outros. Costuma ser o que as pessoas costumam chamar, quando a eles se referem, de “aborrescente”. É, na verdade, o início do verdadeiro pensamento independente.

     Mas o Pajem de Espadas não é apenas um personagem vivido por jovens em idade de formação. Ele, quando consideramos seus melhores aspectos, pode ser encontrado nas figuras, por exemplo, do advogado, do diplomata, do soldado, do policial, do detetive, do investigador, do cientista e programador de computador, entre tantas mais. Por ser bastante habilidoso com as mãos, poderá ser um desenhista industrial, mecânico, bombeiro, carpinteiro, construtor, quiropata, paramédico, instrumentista de sala de cirurgia, piloto, caçador, jogador de vôlei, de tênis, de baseball, etc. Infelizmente também o encontramos, com suas piores qualidades, no soldado que é disciplinado, porém com a índole de um assassino; nos impostores, nos espiões, nos traidores; nos “alpinistas sociais”, aqueles que se valem de seus contatos com pessoas importantes para escalarem melhores posições na vida, normalmente em prejuízo de quem lhes ajudou; são pessoas paranóicas, sempre na defensiva, sempre se sentindo ameaçadas;nos conspiradores; nos vingativos, maldosos, intrigantes, maliciosos, criadores de inverdades, que se regozijam em magoar e ferir os outros.

     Quando, numa leitura de tarot, o Pajem de Espadas aparece, poderá, dependendo sempre da sua colocação na jogada, das cartas que o acompanham e da questão formulada, significar também que é chegado o tempo de experimentar novas idéias ou tecnologias; estar mais alerta e defensivo para quando precisar e estar preparado para agir rapidamente frente a novas situações ou obstáculos; defender suas posições, tanto a nível de conquistas materiais, intelectuais quanto as filosóficas; estar com um turbilhão de novas e brilhantes idéias percorrendo sua mente a cada segundo; a necessidade de ser receptivo e atencioso com a curiosidade infantil, fornecendo-lhes respostas e conselhos justos e corretos; evitar falar e agir sem estar devidamente preparado; falta de confiança em si mesmo; estar sendo teimoso e insistindo em não ver ou aceitar alternativas; não querer instruir-se; evitar confrontos inúteis; notícias e novidades, normalmente de plano legal ou sobre trabalho; revelação de segredos; importantes documentos ou contratos que deverão ser assinados; abrir os olhos, estar vigilante e encarar a verdade; e, às vezes, doença.

     Vemos o Pajem de Espadas naquelas pessoas que adoram jogos mentais, que são fanáticos por palavras cruzadas, charadas, sudoku, quebra-cabeças de não sei quantas mil peças; gostam de solucionar mistérios, de esclarecer dúvidas, de saber como as coisas funcionam. São pessoas sempre prontas a enfrentarem novos desafios, embasados na teoria e na lógica e nos recursos que lhes são acessíveis. Sabem exatamente o que e como fazer mas, subitamente, sentem-se temerosas. Isso é perfeitamente normal pois não há substituto para a experiência e o Pajem ainda não dispõe da prática. Mas isso também não é motivo para interromper tudo e deixar-se paralisar, estagnando idéias que poderiam ser brilhantemente vividas ou aplicadas.

     Portanto, aproveite o dia de hoje para enfrentar os desafios que surgirem, agindo sempre com discernimento

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Carta do Dia: RAINHA DE OUROS

     34-Minor-Discs-Queen Você trabalhou muito, e bem, criando uma vida repleta de beleza e de prazeres físicos através de seus esforços, das suas múltiplas habilidades e também de um cuidadoso e muitíssimo bem planejado controle orçamentário. Você se orgulha em ser reconhecido como uma pessoa prática e os outros à sua volta também se aproveitam dos frutos do seu trabalho. Ainda que isso lhe traga imensa satisfação, ela não é maior do que foi o seu prazer no trabalho para conquistar essa posição. Como você já percebeu, vamos, novamente, falar dos aspectos terrenos, concretos que as cartas do tarot simbolizam.

     Parece-me que a semana, que começou com a energia materialista do Demônio, teve alguns reforços com o Ás de Ouros (grandes potenciais, sementeira de novas idéias práticas, força e vontade de “arregaçar as mangas” e começar algo novo) e hoje, quem nos brinda com a sua presença como Carta do Dia é a própria Rainha de Ouros (Moedas, Pentáculos, Discos, Pratos, Esferas, Pedras, Diamantes), um arquétipo que poderíamos resumir como a verdadeira imagem do poder e da sensualidade feminina.

     Uma das coisas mais desafiadoras para quem estuda tarot é definir o que as chamadas Cartas de Corte (valete, cavaleiro, rainha e rei – ou os nomes que os criadores de novos tarots resolveram dar a essas 4 figuras) realmente simbolizam, especialmente numa jogada. Muitos os vêem como retratos de pessoas reais, mas ninguém em específico, sendo os Valetes crianças, adolescentes, pessoas bem jovens. Os Cavaleiros, já bem mais impetuosos, seriam homens e mulheres no vigor de sua juventude, entre os 20 e os 35 anos, digamos. Já as Rainhas, mulheres mais velhas, acima de 35,  normalmente mães, ou viúvas, bastante experientes. Os Reis são homens maduros, estabelecidos, responsáveis, podendo serem pais de família, donos de seu próprio nariz, independentes e realizados.

     Outros leitores preferem vê-los como pessoas específicas, com quem o consulente tem contato ou conhecimento, pessoas próximas ou de seu círculo familiar ou social. Tarólogos há que os identificam com o próprio consulente, seja comparativamente pela idade, pela dimensão social que representam ou pelas atitudes que parecem compartilhar. Não faltam, porém, aqueles que as vêem como situações, como acontecimentos, eventos, atividades, ou seja,o que simbolizaria o status ou o comportamento dessas figuras em situações reais.

     O que é importante é que cada um se identifique com uma maneira de vê-los e através deles construir uma reflexão, a mais apropriada, à sua leitura e à sua maneira de interpretar o jogo de seu consulente. Ou então, como nada em tarot é fixo, imutável, inquestionável, juntar tudo e fazer bom uso das informações que as cartas fornecem e dos aspectos intuitivos que lhe provocam.

     O elemento do naipe de Ouros é Terra, e representa os frutos do nosso trabalho, o chão de onde novas idéias crescem. Significa segurança, que podemos traduzir por casa, dinheiro, tradições e poder. Tudo isso são coisas que normalmente nós valorizamos e as obtemos como recompensa por um trabalho bem realizado. É também o fato de gostarmos dos nossos corpos, dispensando horas e energia em academias, na prática de esportes, em salões de beleza, clínicas de estética, aplicação de cremes, shampoos, substâncias rejuvenescedoras, tratamentos odontológicos corretivos, estéticos, etc. É através da energia desse naipe que procuramos manipular a matéria, seja através do trabalho físico e de habilidades específicas, seja nos aprofundando no conhecimento de como as coisas funcionam.

     Todas as Rainhas, independente dos naipes, são aspectos da Imperatriz (Arcano Maior, Carta III) e acumulam uma energia feminina, yin, madura, expressando compreensão e criatividade, que lhes permitem governar pela persuasão, pela intuição, pelo constante apoio, nutrição e encorajamento.

     Quando uma Rainha, como a de Ouros, aparece numa jogada, possibilita-nos questionar como podemos deixar vir à tona nossas qualidades latentes e como podemos ajudar que os outros também o façam. De que maneira podemos incentivar, nutrir, suportar, apoiar, patrocinar pessoas, causas e situações e o que é, realmente,  que estamos ajudando a conquistar, a realizar, a obter, a produzir.

     A Rainha de Ouros é ter os pés no chão. Ser confiável e leal e abordar natural e sensatamente os desafios, os obstáculos. É ter um grande coração, ser uma “mãezona” para todos, generosa, sempre pensando muito mais no bem estar e segurança alheia do que em si mesmo. Encontramos essa Rainha bem retratada nas pessoas que vivem prazerosamente os seus papéis de mãe, esposa, dona de casa, empresária, comerciante, e também nas prostitutas e suas agenciadoras. (Lembre-se, por favor, que necessariamente, as cartas do tarot não representam um sexo específico e que, portanto, seus atributos, positivos ou não, se estendem a todos os gêneros).

     São pessoas econômicas, que valorizam a segurança material, mas que também não abrem mão do conforto, da beleza, do bem estar, da comodidade, do luxo e do prazer estético que necessitam para bem viverem. São hospitaleiros, grandes anfitriões, extremamente organizados e equipados, sabendo receber como poucos. Isso os torna pessoas que, além de comumente prósperas, gozam de alto prestígio social. Dispensam cuidados mil em relação ao seu corpo, não só lançando mão de todos os recursos cosméticos, mas cuidando de dentro para fora, alimentando-se bem e mantendo hábitos saudáveis e higiênicos.

     Fiéis representantes da Mãe-Natureza, a grande Rainha de tudo o que é material, a grande Deusa venerada por ser a suprema mantenedora da vida, permitindo e distribuindo graciosamente as condições de sobrevivência de todos os seres, as pessoas (ou situações) que esta carta pressupõe estão ligadas aos cuidados com as condições do planeta. São ativistas, como, entre tantos outros, o pessoal do Greenpeace, lutando pela Terra, pela sobrevivência de todas as espécies, preocupados com a sujeira acumulada nas praias, no desaparecimento do mico-leão dourado, na predatória caça às baleias, no desmatamento da Amazônia, em tudo, enfim, que envolve o meio-ambiente e sua conservação.

     Quando, numa jogada de tarot, dependendo sempre da posição e das cartas que a acompanham, além de como optamos por “ler” essa figura da Corte, a Rainha de Ouros pode estar se referindo a uma agricultora, jardineira, paisagista, decoradora, florista, artesã, cozinheira, nutricionista, hoteleira, médica, enfermeira, babá, acompanhante de idosos. Podemos ver essa figura também nas pessoas que ocupam cargos de gerência, ou de caixa, em bancos, escritórios; fiscais de renda, contadores, funcionários públicos, garis. Outros que se encaixam perfeitamente ao arquétipo são os corretores de imóveis, os donos de salões de beleza, os fabricantes de roupas e acessórios, não nos esquecendo dos joalheiros e de todos aqueles que extraem diretamente da terra o material de seu trabalho.

     Podemos ainda nos perguntar, quando a Rainha de Copas aparece numa disposição de cartas, se estamos nos cuidando bem. Se estamos prestando atenção às nossas próprias necessidades físicas como o mesmo desvelo que cuidamos dos outros. Como estamos utilizando nosso tempo? O quanto nos importamos e agimos em favor de um meio ambiente saudável e digno? Também podemos nos perguntar se estamos atentos em providenciar nossa estabilidade financeira, salvaguardando nosso padrão de vida, nos precavendo para termos um futuro economicamente seguro e confortável. E, também, não devemos deixar de nos questionar o quanto estamos, ou não, vivenciando nossa sexualidade, nossa auto-satisfação, a maneira pela qual desfrutamos do que temos.

     A caridade é uma das características simbolizadas nessa carta pois é a maneira que o poder pode ser utilizado pelos que o detêm ou manipulam, para ajudar aos menos afortunados. Seja essa caridade praticada no trabalho voluntário junto a uma organização religiosa, numa ONG, no patrocínio que as empresas fazem em benefício de comunidades, escolas, associações de bairro, etc mais carentes, ou mesmo na contribuição anônima, particular, pela educação de uma criança, pela criação de um parque ou jardim público, na doação regular de uma cesta básica a alguém necessitado.

     Claro que, como em todas as outras cartas do tarot, esta também tem um lado “sombra”, aquelas qualidades negativas, ou melhor, a falta de qualidades que, muitas vezes essa Rainha simboliza: mesquinhez, egoísmo, materialismo absoluto, maldade, ganância, instabilidade, insegurança. Vemos esses aspectos naquelas pessoas que "tem o nariz em pé”, vivem de aparências, só buscam os outros pelos benefícios que poderão obter, os “alpinistas sociais”, os manipuladores, os tolos, os caprichosos, os desonestos, as “marias-chuteira” e as “marias-gasolina”, as pessoas rudes e aquelas outras que se prostituem, se violentam física, espiritual e emocionalmente para conseguirem fama, dinheiro, sucesso, um padrão de vida que não condiz com as suas habilidades, preparo, esforço, condições, talento ou merecimento.

     Confúcio, o filósofo chinês, já dizia: “Há beleza em tudo, mas nem todos a vêem”. Seja hoje, você, mais um a encontrar essa beleza, essa verdadeira preciosidade que lhe é oferecida, através de uma ação concreta de ajuda, do simples ato de ajudar a manter a sua cidade limpa recolhendo o lixo que encontrar pelo caminho (ou pelo menos, não contribuindo com o seu), no permitir-se a parar e admirar uma paisagem, uma construção, a forma de uma nuvem no céu, o desenho elaborado de uma jóia numa vitrine, começando a pagar um plano de saúde, presenteando-se com uma água de coco enquanto se diverte com a gritaria das crianças no playground.

     Tenho toda a certeza que temos inúmeros motivos para termos um excelente e criativo dia!

Imagem: FULL MOON DREAMS TAROT