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quarta-feira, 30 de abril de 2014

O LOUCO: um mergulho no desconhecido



Leia no POLAROIDES DA ALMA a minha mais nova postagem sobre o Arcano Sem Número, O LOUCO:

http://polaroidesdaalma.blogspot.com.br/2014/04/o-louco-o-salto-no-desconhecido.html

domingo, 30 de janeiro de 2011

O LOUCO

o louco-Fernando Figueiredo

 

 

Não entendo.

 

 Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender.

 

 Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras.

 

 

Sinto que sou muito mais completa quando não entendo.

Não entender, do modo como falo, é um dom.

Não entender, mas não como um simples de espírito.

 

 O bom é ser inteligente e não entender.

É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida.

É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice.

 

Só que de vez em quando vem a inquietação:

 quero entender um pouco.

Não demais:

 mas pelo menos entender que não entendo..

  

Clarice Lispector

 

36 imagens d’O Louco.
Ilustração: “O Louco”, por Fernando Figueiredo   

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Carta do Dia: PAJEM DE PAUS

Título Trono do Ás de Paus
Elemento Terra do Fogo
Tetragramaton He, final (a energia materializada de Yod)
Nome Divino  Adonai Ha-Aretz
Mundo Cabalístico Assiah (mundo dos elementos, da matéria e da ação)
Sephirah Malkuth (reinado; universo físico)
Correspondência Astrológica Câncer e Leão
Planeta  / Pedra Terra / Cristal de Rocha
 
    Wands11 (2) Todos os dias cruzamos com essas moças e rapazes que trabalham nos escritórios, nas empresas, num cargo chamado de “office-boy”. É uma americanização da antiquíssima profissão de mensageiro. São aquelas pessoas encarregadas de levarem ou entregarem documentos, pacotes, realizarem pequenas compras, se encarregarem de pagamentos diversos, irem a bancos, a cartórios, ficarem horas intermináveis em filas ou vencendo distâncias em ônibus ou metros lotados. Distribuem filipetas nas ruas e fazem as vezes de recepcionistas, entregando folders em eventos. Quase todos eles jovens, em seu primeiro emprego.
     São ativos, ligeiros, espertos, muito comunicativos. Sabem a melhor hora para chegarem aos caixas bancários; conhecem os nomes dos funcionários, o que lhes possibilita alguns pequenos privilégios. Estão sempre muito bem apresentáveis, vestidos nas tendências do que o modismo divulgado pelos programas de TV, pelos video-clipes dita para pessoas da idade deles. Quase todos exibem um par de óculos e um relógio de “marca” comprados no camelô da esquina, bem como um vistoso par de tênis, numa versão alternativa, importado de algum país fronteiriço. Nos ouvidos, o indefectível MP3 Player, com os hits do momento. Não importa. O que vale é que procuram, através das roupas e dos acessórios, destacarem-se e imitarem aquilo que eles acham importante, interessante ou atraente nas pessoas que admiram. De forma sadia e bem direcionada, isso também é uma forma de aprendizagem, muito comum no processo de amadurecimento, da individualização. Imita-se e depois seleciona-se.
     Podemos ver nesses jovens as qualidades que encontramos ao tentarmos descrever os Pajens: pessoas muito jovens ou inexperientes para assumirem grandes responsabilidades. Normalmente, no tarot, são interpretados como crianças (ou pelo menos com as características destas), com os lados positivos e negativos da infância. Uma criança ainda não conhece bem seus limites e pode conseguir entrar onde quer que deseje, onde seu interesse estiver. Por isso mesmo costumamos creditar os Pajens, de maneira geral, como novas oportunidades e, sobretudo, com a disponibilidade ou a necessidade de estar-se aberto a elas. Agindo como uma criança absorta numa brincadeira, num jogo, ele não está observando e, portanto, totalmente alheio às tensões e problemas que possam estar à sua volta. Por ser uma personalidade que inconscientemente se envolve em coisas alegres, agradáveis, divertidas, e por ser portador de uma aguçada curiosidade infantil, é desinibido em suas emoções e frequentemente inconsciente de que existem obrigações a serem cumpridas. Essa é uma atitude considerada yin, de polaridade negativa, feminina.
     Como os nossos citados “office-boys”, o Pajem de Paus é um caráter jovem e inocente que tenta agarrar-se às oportunidades com ambas as mãos. Como uma carta de ação (Paus = Fogo) ela produz bastante movimento, é muito energética e bastante dinâmica. Essa carta tem muito a ver com novas iniciativas, que podem surgir interna (necessidade criativa) ou externamente (através de oportunidades), que são tomadas com uma alegria e vivacidade bastante infantis, com voa vontade,  total envolvimento e sem se preocupar muito com as consequências.
     Quando bem situados entre as demais cartas de uma leitura de tarot, mas sempre levando-se em consideração a questão levantada pelo Consulente e como essa figura de Corte será interpretada (como o Consulente ou como outra pessoa em sua vida), o Pajem de Paus pode simbolizar algo inesperado que está acontecendo ou irá acontecer; novas idéias e sentimentos; possibilidade de surgirem, ou serem criadas, novas oportunidades; a chegada de mensagens ou de notícias, quase sempre excitantes e boas. Possibilidades que requerem ação imediata. Como é uma carta que pode estar se referindo a alguém bem jovem, assuntos educacionais ou escolares também podem e devem serem considerados, numa leitura.
     Os valores pessoais dessa carta, numa tiragem, podem ser compreendidas como os de uma personalidade ardente, fervilhante, energética, entusiástica, alegre, brincalhona, curiosa, novidadeira. Pode, também, representar alguém ambicioso, que não teme correr riscos, que “pega o toura a unha”, não deixando passarem as oportunidades. Costuma admirar muito e idealizar algumas pessoas, adotando-as como modelos ou ídolos.
     Como obstáculo, o Pajem de Paus numa jogada de tarot pode alertar para atitudes ou pessoas tolas, crédulas, ingênuas, mimadas, egoístas, que demonstram indiferença, com atitudes delinquentes, não confiáveis. Podem ser seres humanos que se frustram ou enervam fácil e rapidamente. Também aquelas que são caprichosas ou muito exibidas e, é claro, as hiperativas.
     Na carta do Tarot de Dali que usei para ilustrar esta postagem, o nome dado a esse Arcano Menor é Sota, que, entre diversos significados em espanhol, pode ser traduzido como “ladino”, ou como “mulher insolente e desinibida”. Se avaliarmos o fato de que os Pajens eram menores adolescentes,ainda sem grandes características ou definições sexuais, figuras quase andróginas que viviam nas cortes, distribuindo notícias, fazendo fofocas, levando recados, tendo que se esquivar de adultos muito mais espertos, e quase sempre mais ferozes, do que eles, a palavra “ladino” cai bem como “esperteza”, agir com uma certa intuição e instintivamente no sentido de preservação. Alguns tarots apresentam estas cartas sob o nome de Princesas, Filhas, Damas, numa tentativa de equilibrar a quantidade de cartas masculinas (Rei e Cavaleiro = yang) com femininas (Rainha e Princesa = yin).
     Mercúrio, o deus da comunicação, o regente das quartas-feiras, com seus pés alados, locomovendo-se rapidamente pelos ares, levando mensagens e favorecendo o aprendizado e o conhecimento, era também astuto, perceptivo, inteligente, eloquente, organizado e… fofoqueiro. Ele nos faz refletir se estamos neste momento, preparados para avançarmos. Se desejamos, sinceramente, progredir. Se não criamos barreiras, deixando de ouvir a conselhos, de nos valermos também da experiência alheia, de buscarmos as informações corretas, de nos movimentarmos com presteza e atitude em direção àquilo que ambicionamos conquistar.
     É sempre recomendável que reservemos algum tempo do nosso dia a dia para meditarmos ao quanto estamos verdadeiramente abertos aos potenciais e às possibilidades que a Vida nos oferece. A palavra Cabala significa “receber”. O Criador (substitua pelo nome, expressão ou imagem que melhor traduz o seus sentimento sobre o Divino) enche nossas taças, nossos corpos, nossas almas, nosso espírito, continuamente. Compete a nós estarmos receptivos a esses benefícios.
     Aproveite este dia de outono para pensar em começar um novo projeto baseando-se naquilo que realmente lhe inspira. Aventure-se, sem perder o controle da situação. Deixe aflorar a sua voz interior. Preste atenção ao que as crianças (isso mesmo: as crianças) lhe dizem. Eles podem estar exercendo, naquele momento, o papel de Pajens de Paus, trazendo-lhe boas novas! E, falando em boas-novas, basta lembrarmos que, de acordo com o Novo Testamento, o Arcanjo Gabriel veio como mensageiro (pajem, valete) divino anunciar à Maria que ela seria a mãe do Salvador.
     Tenham todos uma ótima e inspirada quarta-feira!
    
Ilustração: TAROT DE DALI

sábado, 10 de abril de 2010

Carta do Dia: O LOUCO

     Bem, chegamos ao começo de uma nova jornada.

    Louco Se o Arcano XXI, o Mundo, representava a culminação do processo de experiências vividas pelo Louco em sua trajetória em busca da iluminação interior, feita através de “conselhos” recebido, por vivências assimiladas, chegamos agora no momento em que ele, esse inocente, infantil e instintivo ser, lança-se, indômito, a novas aventuras. Instintivamente sabe que muitos ainda são os degraus a serem galgados, muitos os caminhos a serem escolhidos e trilhados e muitas as surpresas e os saberes que lhe aguardam a cada novo passo da sua estrada, mas essa é a sua proposta. O Louco é o eterno aprendiz. O andarilho que percorre as mais diversas sendas em busca de respostas que, muitas das vezes, nem ele mesmo racionalmente as formulou, para compreender-se como ser humano, como espírito e localizar-se no Universo.

   Pinocchio998   Pinóquio era um boneco de madeira construído pelo artesão e manipulador de títeres, Gepeto (o Mago, o pai espiritual) para lhe fazer companhia como se fora um filho, sem saber que a árvore da qual a madeira havia sido extraída era mágica. Entretanto o grande sonho dessa criatura de madeira (elemento natural, simbolizando o Fogo) era tornar-se humano (ter espírito, atingir a quintessência). A mística Fada Azul (a Estrela) aparece-lhe avisa-o que se ele se comportar (se dominar seus instintos primitivos e aprender as regras e virtudes das quais os seres humanos se utilizam para conviverem), ela lhe concederá uma alma. Para que esse aprendizado de humanidade fosse facilitado e que ele pudesse sempre percorrer os melhores caminhos (usar de seu livre-arbítrio), a Fada apresenta-lhe o Grilo Falante (sua intuição), alertando-o que a cada deslize, a cada erro cometido, a cada escolha mal feita, a cada mentira, seu nariz irá crescer (seu sentimento de culpa, a perda de harmonia interior; nariz corresponde a respiração e ar é vida, fundamental à sobrevivência dos seres).

     Ainda assim Pinóquio, recusando-se a ouvir a voz da sua consciência (o Grilo Falante) que insiste em preveni-lo de seus erros, esforçando-se para afastá-lo dos perigos, envolve-se em todos os tipos de encrencas, unindo-se a indivíduos suspeitos e sem nenhum caráter, pelos quais é explorado, usado, humilhado e rejeitado. Demonstra, através dos atos praticados, ser possuidor de grande egoísmo (o lado sombra: a Imperatriz), rudeza (o lado sombra: o Imperador) e agressividade (o lado sombra: a Força), indolência (o lado sombra: o Mago), insensibilidade (o lado sombra: a Sacerdotisa), teimosia (o lado sombra: a Temperança), estupidez (o lado sombra: o Hierofante), irresponsabilidade (o lado sombra: o Carro), malícia (o Diabo) e auto-piedade (o lado sombra: o Pendurado). A Fada, então, castiga-o (a Torre) transformando-o numa árvore (fazendo que ele caia do alto do seu orgulho e obstinação e coloque os pés no chão) que acaba sendo cortada e vendida por um lenhador (a Morte). As experiências vividas através das escolhas erradas, quando boas oportunidades lhe eram concedidas, ensinam-lhe a necessária lição evolutiva. Do estágio primário, altamente potencial, cheio do Fogo criativo vai aprendendo a canalizar essa potente energia adquirindo a necessária sabedoria e elevação espiritual (o Julgamento) que caracterizam a espécie humana. No final da estória, a Fada Azul transforma-o num menino real (o Mundo).

     A estória de Pinóquio é um dos muitos exemplos que temos da chamada “viagem do herói”, ou seja, a evolução daquele aspecto criança que existe em cada um de nós que sabe brincar, é cheio de vitalidade e vivacidade. É nosso lado infantil, espontâneo, primitivamente criativo, sensual e jovial. É também uma energia que se manifesta de forma irreverente, anarquista e muitas vezes amoral, que derruba padrões e desconhece limites. É o desejo que todas as crianças têm de experimentarem e fazerem de tudo, mesmo aquilo que lhes é vedado ou proibido, apoiando-se sempre na sua enorme imaginação criativa que lhes sugere mentiras a serem contadas para se livrarem das situações. A isso chamamos de travessura ou irresponsabilidade. Sem pretender em absoluto ferir a sensibilidade religiosa de ninguém, cito a passagem bíblica da infância de Jesus, quando ele fugiu de seus pais, deixando-os muito preocupados, para ser encontrado, bem mais tarde, ensinando e conversando com os professores e sacerdotes do templo. Coisas de criança, diríamos, não é mesmo?

     Esse Arcano não tem número, ou então lhe é atribuído o valor de O (zero). Zero não significa nulidade, mas a potencialidade. É a soma do positivo (+1) ao negativo (-1). É o embrião, a semente de todos os demais números. Representa os dotes interiores e os recursos potenciais. Pinóquio (Pinocchio, em italiano) significa pinhão, a semente da pinha. Como semente, é preciso que a casca se rompa, que ela morra para que a vida possa dela brotar. É uma ressurreição. É o Ovo Cósmico, que ao romper sua casca gera o Big Bang, a grande explosão resultante do choque de energias contrárias que provoca um movimento centrípeto (+) e outro centrífugo (-), que é a maneira pela qual a ciência, hoje, supõe ter originado todo o universo. Na Árvore da Vida, segundo a Cabala, ocupa o 11º Caminho, chamado de “Caminho da Inteligência Cintilante”, que liga Kether (a origem de tudo) a Chokmah (o primeiro movimento no sentido da manifestação). O nome divino a Kether é EHEIEH que significa “eu serei”. Chokmah, por sua vez, significa, em hebraico, “sabedoria”. “Serei sábio” deve ser o lema do Louco no seu processo de crescimento.

     S. Marcos, em seu evangelho (10, 14-16) cita Jesus dizendo: “Deixem que as crianças venham a mim e não as proíbam porque o Reino de Deus é das pessoas que são como estas crianças. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele”. Para alcançarmos a nossa completa harmonia e paz interior é necessário que a busquemos imbuídos de ingenuidade, alegria, de forma descomplicada, com curiosidade e disposição de aprender brincando, sem levar-se muito à sério. Não se pode deixar abater pelo temor do ridículo, ou do fracasso e de nem mesmo ser considerado um alienado. Permitir-se encantar com tudo o que a vida tem a oferecer. Ser ousado e ter uma personalidade autêntica e íntegra. No começo da jornada o Louco pode ser comparado a uma pessoa ingênua, mas que irá se transformar num sábio ingênuo ao final. Essa ingenuidade, essa pureza infantil deverá ser mantida em todo o percurso.

     Quando o Louco aparece numa leitura de tarot, dependendo sempre da sua localização na jogada, das demais cartas que o acompanham e do assunto proposto pelo Consulente, ele nos convida a nos proporcionarmos uma nova forma de olhar a vida, sem parar para calcular o lucro, sem ficarmos nos questionando se seremos bem sucedidos ou não, sem temer fracassar. Simboliza o momento de alterarmos ou ajustarmos nossas atitudes e comportamentos de tal forma que possamos alegremente novos desafios, permitirmos novas idéias tomarem conta da nossa mente, e não perdermos a espontaneidade. O Louco, numa tiragem, não significa que tudo irá correr sob controle, ou da forma que imaginamos. Naturalmente, podemos esperar por coisas boas, mas lembrando-nos sempre de que o que é “bom” para o Louco não é necessariamente o que consideramos “bom”. O Louco pode estar significando que estamos numa “roubada”, que vamos acabar tendo problemas da maneira que estamos conduzindo as situações, mas, através dessa malograda experiência poderemos alcançar um ponto de partida para um progresso futuro. De qualquer maneira, essa carta quase sempre significa que estamos nos movendo para frente, de maneira não planejada e inesperada. Otimismo, felicidade, criatividade, liberdade de expressão, entusiasmo, intuição e disponibilidade para aprender, são características deste Arcano, quando bem posicionado. Início de uma nova etapa, de um novo ciclo. É hora de agir por impulso, rapidamente, seguindo em frente sem olhar para trás.

     Quando numa posição mal aspectada, difícil, de obstáculo, o Louco pode indicar que não estamos confiando nos nossos instintos, na nossa intuição. Hiperatividade e pensamentos confusos podem estar fazendo parte do nosso dia a dia, enquanto desperdiçamos nossa energia criativa em hesitações e atrasos e demoras sem justificativa. Em seu aspecto negativo o Louco acha muito difícil terminar qualquer um dos muitos projetos começados. Caminhar sem olhar onde pisa pode nos levar a tropeçarmos em circunstâncias muito desagradáveis. Pode, também, estar simbolizando uma atitude de apatia em relação a vida, recusando-nos a encarar as novas oportunidades que afloram em nosso caminho. Preguiça, inconstância, passividade, promiscuidade, egoísmo, irresponsabilidade, confusão, vícios e neuroses podem estar sendo alertados pelo surgimento dessa carta, quando mal localizada, numa jogada de tarot.

     Aparentemente o Louco tem significados muito contraditórios, desde o fato de ser compreendido como a primeira (O) ou a última (22) carta da sequência dos Arcanos Maiores. Ele pode representar tanto um neófito, um principiante, um aprendiz, como, também, um sábio e iluminado mestre. Tudo dependerá de como for interpretado o seu relacionamento com as cartas que lhe são próximas, para onde ele está olhando, etc.

     Hoje é dia 10 que é considerado por algumas ordens como o mais perfeito dos números por conter a Unidade (1) que tudo criou, e o Zero (O), símbolo do Caos original, de onde tudo o que foi criado surgiu. Ele contém em sua representação gráfica o começo e o fim, o que existe e o que está para ser criado, a vida e o nada. Muito apropriado para recepcionar o Louco, nossa Carta do Dia, não é mesmo? Entretanto, por ser sábado, cujo regente é o controlador, organizador, limitador e responsável Saturno, creio que ambos estarão medindo forças ou então, sabiamente, o nosso Louco estará suavizando os aspectos difíceis do planeta exercitando o que melhor sabe fazer: a resistência pacífica. Deu certo com Ghandi, provavelmente dará com nosso Arcano amigo.

     Tenham todos um excelente final de semana.

Imagem: TAROT NAMUR, por Prof. Namur Gopalla e Marta Leyrós (Academia de Cultura Arcanum)