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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Baralho Lenormand (Tarô Cigano): o Cavaleiro (Periscope: @ALEXTAROLOGO)


Carta de movimento, o CAVALEIRO (também chamada de MENSAGEIRO), no Baralho Lenormand (também conhecido como Baralho ou Tarô Cigano) é a carta que fala de chegadas e partidas, de mensagens enviadas e recebidas (de todas as formas, com o uso de qualquer equipamento), de divulgação de notícias e acontecimentos, de mudanças (casa, trabalho, relacionamento), transferências, pequenos deslocamentos e viagens curtas, veículos de transporte de todos os tipos, entre muitas outras possibilidades de interpretação.

Lembrando sempre que esta postagem, como todas as demais feitas por mim, não pretende ser uma "regra", uma "fórmula" a ser copiada ou aceita, mas, simplesmente, a minha inspiração, no momento da gravação ou da escrita, ao comentar alguns dos aspectos interpretativos da carta.

Se você também gosta de Tarot, de cartomancia, sinta-se convidado a conhecer minhas páginas nas diversas mídias:

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terça-feira, 18 de maio de 2010

Carta do Dia: 6 DE ESPADAS

                                      JOCASTA
     “…Mas dize por que vieste, e que notícias nos queres anunciar.”
                                   MENSAGEIRO
     “Coisas favoráveis para tua casa, e teu marido, senhora.”
                                     JOCASTA
     “De que se trata? De onde vens tu?”
                                   MENSAGEIRO
     “De Corinto. A notícia que te trago ser-te-á muito agradável; sem dúvida que o será; mas pode também causar-te alguma contrariedade.
                                    JOCASTA
     “Mas que notícia será essa, que produz, assim, um duplo efeito?”
                                  MENSAGEIRO
     “Os cidadãos do Istmo resolveram aclamar rei a Édipo, segundo
dizem todos.”
                                    JOCASTA
     “Quê? O venerando Políbio já não exerce o poder?”
                                  MENSAGEIRO
     “Não... A morte levou-o à sepultura.”
                                    JOCASTA
      “Que dizes tu? Morreu Políbio?”
                                  MENSAGEIRO
     “Que eu pereça já, se não for a pura verdade!”

                 …………………………………………………….

                                       ÉDIPO
     “Ora eis aí, minha mulher! Para que, pois, dar tanta atenção ao solar de Delfos, e aos gritos das aves no ar? Conforme o oráculo, eu devia matar meu pai; ei-lo já morto, e sepultado, estando eu aqui, sem ter sequer tocado numa espada... A não ser que ele tenha morrido de desgosto, por minha ausência... caso único em que eu seria o causador de sua morte! Morrendo, levou Políbio consigo o prestígio dos oráculos; sim! os oráculos já não têm valor algum!”
                                   JOCASTA
     “E não era isso o que eu dizia, desde muito tempo?”
                                      ÉDIPO
     “Sim; é a verdade; mas o medo me apavorava.”
                                  JOCASTA
     “Doravante não lhes daremos mais atenção.”

Mensageiro, Jocasta e Édipo, em “Oedipus Rex” _ Sófocles, Séc. V a.C.

     Swords06 (5) Sófocles, há aproximadamente 2.500 anos, ao criar essa obra-prima da literatura mundial, esse magnífico exemplo de peça teatral, utilizou-se de todos os recursos para dar veracidade ao drama que queria retratar.

     Se olharmos “Édipo Rei” como uma peça sobre parricídio e incesto, estaremos fazendo uma leitura bastante superficial de todos os conflitos da alma humana apreendidos pelo sábio escritor em seu texto. Édipo é um homem com todos as virtudes e pecados, com todos os vícios e angústias, com todos os medos e egolatria que iremos encontrar na humanidade, de forma geral, em qualquer tempo. A maneira com que ele procura esquivar-se da verdade, ainda que, técnicamente a busque, é impressionante.

     A chegada do Mensageiro, vindo de Corinto com a notícia que seu pais (que era adotivo) havia falecido é o bastante para que ele acredite que o Oráculo de Delfos estivesse enganado a seu respeito. Imediatamente, ao ouvir a notícia ele desacredita as mensagens das pitonisas do célebre templo de Apolo, recebidas anos antes, que diziam que ele mataria seu pai e casar-se-ia com a própria mãe. Na época, fugiu, para evitar que a profecia se cumprisse e que ele viesse a assassinar o Rei Políbio, de Corinto, e casar-se com a Rainha Mérope, que acreditava ser sua verdadeira mãe. Nessa fuga, tomando rumo de Tebas, cruza com o Rei Laio, que era seu pai verdadeiro, e, numa discussão tola, mata-o, vindo, depois, desposar sua mãe biológica, a Rainha Jocasta, com quem teve 3 filhos.

     A notícia que o Mensageiro traz é o suficiente para que ele busque, desesperadamente, livrar-se de uma carga de culpa, de um medo que lhe é imenso de tornar-se assassino do homem que ama como pai e desposar a própria mãe. Esse conflito já é o bastante para que sua mente esteja obscurecida por confusos pensamentos. A notícia é uma esperança, uma porta de saída para uma situação. Uma possibilidade de mudança, de alteração dos fatos. O que ele ainda não sabe é que essa súbita reviravolta na história trará consigo ainda maiores angústias. Essa travessia que Édipo procura fazer, utilizando a notícia da morte por causas naturais de Políbio, não será tão tranquila quanto ele espera. Na margem oposta dessa pretensa passagem para dias melhores,  aguardam-lhe novidades que irão aumentar ainda mais a sua confusão mental e obscurecerão ainda mais a sua alma.

                                               MENSAGEIRO
     “Podes revelar-me esse oráculo, ou é vedado a outros conhecê-lo?”
                                                     ÉDIPO
     “Pois vais saber: Apolo disse um dia que eu me casaria com minha própria mãe, e derramaria o sangue de meu pai. Eis aí por que resolvi, muitos anos, viver longe de Corinto...”

                                             MENSAGEIRO
     “E foi por causa desses receios que te exilaste de lá?”
                                                   ÉDIPO
     “Também porque não queria ser o assassino de meu pai, ó velho!”
                                            MENSAGEIRO
     “Oh! Por que não te livrei eu de tais cuidados, eu, que sempre te quis bem?”

                                 …………………………………………..

                                           MENSAGEIRO
     “Sabes, por acaso, que esse receio absolutamente não se justifica?”
                                                ÉDIPO
     “Como não? Pois se eles foram meus progenitores...”
                                          MENSAGEIRO
     “Políbio nenhum parentesco de sangue tinha contigo!”
                                              ÉDIPO
     “Que dizes?!... Políbio não era meu pai?”

     Após um momento em que, acreditando que o Oráculo estivesse errado e que ele nada devesse temer, Édipo é confrontado com mais uma das peças do grande quebra-cabeças que ele precisa montar para saber exatamente quem é. Ao tomar conhecimento que o Rei cretense não era seu pai, ele perde a única fonte de identidade que conhecia até então. Quem é ele? De onde ele vem? A que está predestinado?  Convenhamos que essas são questões básicas que lidamos no curso de nossas vidas, e não são apenas recursos teatrais para nos manter interessados na história. Quem nunca se questionou qual a sua real função neste plano de vida? Se é, ou não, um joguete de um destino que pode ser, em alguns casos bastante cruel. O quanto de livre-arbítrio realmente possuímos e o que essa nossa capacidade de fazer determinadas escolhas pode, ou não, alterar um destino que pode ser (ou não) imutável. O quanto nos conduzimos e o quanto somos conduzidos por forças muito mais poderosas e arcaicas?

     Quando um 6 de Espadas surge numa leitura de tarot, dependendo sempre da sua posição na jogada e das demais cartas que a acompanham, além da questão proposta pelo Consultante, pode significar que se ele irá ou não adiante com a situação que está vivendo naquele momento irá depender inteiramente da sua clareza mental e disposição para enfrentar desafios e encarar a verdade dos fatos. Pensamentos confusos, truncados, são como bagagens inúteis, pesos mortos,  que transportamos a cada porto da nossa vida. De nada nos servem. Quando abrimos nossos olhos e nossa mente, estabelecemos contato com a realidade, colocamos os pés no chão, conseguimos separar os eventos, os fatos, as pequenas peças que constituem o todo e analisa-las individualmente, conhecendo-as bem, não nos esquivando da dor ou do prazer que elas possam nos proporcionar. Assim sendo, tendo uma visão clara do conjunto e dos horizontes e caminhos disponíveis, estamos novamente prontos para assumirmos o leme desse barco que poderá nos conduzir, ainda que por águas turvas e agitadas, mas em segurança para uma margem mais ensolarada.

     O aparecimento do 6 de Espadas é um lembrete para que sejamos fiéis a nós mesmos e corretos em nossa conduta. Para que usemos a nossa flexibilidade mental, ainda que dentro de uma situação bastante difícil ou conflitante, para que possamos encontrar o que nos motiva, o que nos faz seguir adiante. É importante, também, que nos lembremos que a maneira com a qual comunicamos nossos desejos, nossas intenções, nossas dúvidas, angústias, medos, ou emoções é fundamental para que possamos compartilhar e, assim, diminuir nossa carga. O 6 de Espadas simboliza um “dar as costas” para o passado, em busca de um futuro melhor. Mas o passado não é uma mancha que possa ser lavada das mãos. Enquanto o Consulente não o enfrentar corajosamente e procurar aceitá-lo e, se for o caso, resolve-lo, ele acompanhará, como peso extra na bagagem que carregará para qualquer seja o futuro que pretenda que lhe aconteça.

     Édipo está num barco à deriva. Supostamente abandonou seus velhos temores, descartando a mensagem oracular recebida muitos anos antes, mas também não sabe o que lhe aguarda à frente. A notícia de que Políbio não era seu progenitor, destrói sua teoria de que a pitonisa do Templo de Apolo, em Delfos, enganara-se ao prever que ele o mataria. Políbio morrera de causas naturais e não pela sua espada… mas não era seu pai. A possibilidade do Oráculo estar certo ainda perdura.

     O dia de hoje, no antigo calendário romano, era consagrado a Apolo, que representava o Sol e era o inventor da música, das artes e da adivinhação. Seu templo, em Delfos, era local de peregrinação e até hoje estuda-se, geologicamente, as possíveis influências de gases emanados do interior da terra na indução ao transe das pitonisas residentes. A palavra “oráculo” significa “comunicação divina” ou “aquele que fala em lugar de deus”. Talvez fosse interessante, nesta data, meditarmos e procurarmos ouvir a nossa voz interior, a fala da nossa intuição, e nos permitirmos estabelecer uma comunicação com o Divino que nos habita. Usemos, como exemplo, a figura do sábio, e cego, Tirésias, o vidente de “Édipo Rei”, que, na sua cegueira física, conseguia enxergar muito mais do que aqueles que tinham seus olhos voltados apenas para o exterior. Olhar para dentro de nós mesmo é necessário. Os gregos tinham um nome para pessoas como Tirésias: enthousiasmós (entusiasmo), ou seja, aquele que tem Deus dentro de si. Busquemos esse entusiasmo dentro de nossas almas.

     Tenham todos uma excelente e transformadora terça-feira!

Imagem: BOSCH TAROT, por A. Atanassov

domingo, 16 de maio de 2010

Carta do Dia: 4 DE ESPADAS

                                                        ÉDIPO
     “Ora eis aí, minha mulher! Para que, pois, dar tanta atenção ao solar de Delfos, e aos gritos das aves no ar? Conforme o oráculo, eu devia matar meu pai; ei-lo já morto, e sepultado, estando eu aqui, sem ter sequer tocado numa espada... A não ser que ele tenha morrido de desgosto, por minha ausência... caso único em que eu seria o causador de sua morte! Morrendo, levou Políbio consigo o prestígio dos oráculos; sim! os oráculos já não têm valor algum!”
                                                    JOCASTA
     “E não era isso o que eu dizia, desde muito tempo?”
                                                     ÉDIPO
     “Sim; é a verdade; mas o medo me apavorava.”
                                                   JOCASTA
     “Doravante não lhes daremos mais atenção”.
                                                     ÉDIPO
     “Mas... não deverei recear o leito de minha mãe?”
                                                   JOCASTA
     “De que serve afligir-se em meio de terrores, se o homem vive à lei do acaso, e se nada pode prever ou pressentir! O mais acertado é abandonar-se ao destino. A idéia de que profanarás o leito de tua mãe te aflige; mas tem havido quem tal faça em sonhos... O único meio de conseguir a tranqüilidade de espírito consiste em não dar importância a tais temores.”
                                                     ÉDIPO
     “Terias toda a razão se minha mãe não fosse viva; mas, visto que ela vive ainda, sou forçado a precaver-me, apesar da justiça de tuas palavras.”
                                                  JOCASTA
     “No entanto, o túmulo de teu pai já é um sossego para ti!”

Édipo e Jocasta, cena de “OEDIPUS REX” _ Sófocles, Séc. V a.C.

  Swords04 (5)    Às vezes ficamos presos aos nossos pensamento dualísticos e não conseguimos nos livrar deles. A pura, simples e rígida lógica e as limitadas e tacanhas teorias não nos conseguem livrar eles. Sentimos como se estivéssemos imersos neles, prisioneiros dessas idéias conflitantes, procurando um suporte em alguma coisa que nos ajude a vermos tudo com mais clareza. Cria-se um bloqueio em nossas mentes, uma forma fixa onde sequer percebemos um sinal de movimento, nem mesmo de esperança, fé, ou qualquer sinal de espiritualidade.  Em ocasiões como essas é comum o aparecimento, nas leituras de tarot, do 4 de Espadas, indicando, prevendo ou recomendando um tempo de descanso forçado (até mesmo provocado por uma doença qualquer) que nos permita recobrar a nossa vitalidade física e mental. Que nos force a resgatar padrões saudáveis de comportamento, de reflexão, de estados de consciência, de bem estar físico e mental.

     Um retiro, uma escapada, um recolhimento interior irá permitir que reencontremos a nossa totalidade, a nossa segurança, nossa autoconfiança, nossa disposição e acuidade mental e nos livrará da estagnação em que nos permitimos ser submetidos. Todavia, devemos deixar de nos apoiar unicamente em conceitos, em modelos, em formas de pensar já ultrapassadas, caducas, e aprender que a vida pode produzir novas estruturas nos mais inesperados, ou desesperançados, momentos. Nesse sentido, o 4 de Espadas representa a criação intencional de um espaço mental protegido, onde o Consultante possa isolar-se, recolher, retirar-se do mundo (veja bem: é um recolhimento mental, não necessariamente físico) para, ficando a sós consigo mesmo, reconsiderar os fatos, eliminar dúvidas, harmonizar-se eliminando suas tensões, sua raiva, suas angústias. Um local de recuperação das energias. Uma trégua em meio à batalha. Ainda há muito a enfrentar, a aprender, a vivenciar, mas é preciso reabastecer o corpo, a mente e o espírito, para que se possa prosseguir para o próximo round.

     Com a chegada do Mensageiro, vindo da vizinha Corinto, trazendo a notícia da morte do Rei Políbio, que o havia adotado e o criado como filho, Édipo sente um novo alento, um alívio em meio ao duelo mental que trava. O homem que acreditava ser seu pai morreu de causas naturais e não pelas suas mãos, como o Oráculo havia previsto. Ele, Édipo, não era o assassino de Políbio, portanto a profecia estava errada e não se cumprira. O rei tebano sente-se aliviado, mais tranquilo. É um momento em que sua mente procura relaxar e isso é evidente no diálogo que trava com sua esposa a Rainha Jocasta (que é, sem ele ainda saber, sua mãe biológica) sobre o assunto. O argumento da rainha reforça a idéia desse abandono à própria sorte, desse submeter-se passivamente ao próprio destino, tranquilamente, sem medir forças com ele:

                                               ÉDIPO

     “De que serve afligir-se em meio de terrores, se o homem vive à lei do acaso, e se nada pode prever ou pressentir! O mais acertado é abandonar-se ao destino.”

                                         ………………………                                            

                                               JOCASTA
     “No entanto, o túmulo de teu pai já é um sossego para ti!”

Mas ainda há uma parte da profecia que o incomoda e é o fato dela ter previsto que ele, além de assassinar o pais, casar-se-ia com a própria mãe, e geraria uma prole amaldiçoada. Édipo acredita que se voltar a Corinto, incorrerá em casar-se com a viúva, a Rainha Mérope, que ele acreditava ser sua verdadeira mãe, conforme lhe havia sido dito, há tempos, em Delfos. A idéia de incesto que repugna, entretanto, numa tentativa de acalmá-lo, ou até mesmo, já considerando que aquele Rei à sua frente é seu esposo e também seu filho, Jocasta oferece uma “chave” do que hoje chamamos de psicanálise:

        “A idéia de que profanarás o leito de tua mãe te aflige; mas tem havido quem tal faça em sonhos... O único meio de conseguir a tranqüilidade de espírito consiste em não dar importância a tais temores.”

     O surgimento dessa carta numa tiragem de tarot, sempre dependendo da sua posição entre as demais cartas que a acompanham e do assunto proposto pelo Consultante, pode simbolizar uma necessidade de recuperação, de descanso, de inatividade. Uma cura física. Um tempo de restabelecimento de uma doença. Período dedicado à uma profunda meditação.  Férias.

     Dependendo, ainda, de como a leitura das cartas se desenvolve, pode simbolizar que o Consulente já está restabelecido e pronto para reassumir o comando das suas atividades normais. Livrar-se das ansiedades. Bem-estar físico e espiritual.

     Aproveite a “folga” para tratar-se, cuidando do físico com carinho, usando cremes, banhos, perfumes, tratando-se, recuperando-se através do sono, fazendo uma alimentação leve, saudável, equilibrada e permitindo-se ser bastante indulgente. Mas não deixe de meditar, procurando descansar a mente através do silêncio, permitindo que ela também se nutra e se recupere.

     Tenham todos um tranquilo e bastante regenerador domingo!

Imagem:  BOSH TAROT, por A. Atanassov

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Carta do Dia: PAJEM DE ESPADAS

Título

Príncipe dos Ventos Violentos

Elemento

Terra (Malkuth) no Ar(Espadas)

Tetragramaton

He (final)

Arcanjo

Sandalphon

Nome Divino 

Adonai Ha Aretz

Mundo Cabalístico

Assiah (mundo da Matéria)

Sephirah

Malkuth (Reino)

Virtude

Discriminação

Vício

Inércia

Obrigações em cada Sephirah

Integridade

Divindade na Árvore

Terra, Grão

Atividade Social

Catalisador das Mudanças

Arquétipo Social

Mensageiro, Enviado

Planeta 

Terra

Signo

Gêmeos, Libra, Aquário

Pedra

Cristal de Rocha

    Swords11 (5) O que é que os advogados, os soldados, os policiais, os detetives, os diplomatas, os espiões, os esportistas, pilotos de carros de corrida ou de aviões, os bombeiros, caçadores, mensageiros, designers, quiropatas, instrumentadores cirúrgicos, paramédicos, os engenheiros, os mecânicos, os eletricistas, os torneiro-mecânicos, os encanadores, os carpinteiros, só para citar alguns, têm em comum?

     Resposta: são atividades típicas das pessoas que o Pajem de Espadas representa. São carreiras ou profissões que dão preferência a novas idéias e tecnologias, identificando e sabendo utilizar dos recursos, mecânicos ou não, que lhes são disponibilizados. Tornam-se alertas e defensivos quando necessário e dispostos a reagirem rapidamente a uma nova situação ou problema. São tão curiosos quanto uma criança pequena em sua descoberta do mundo que a cerca. Gostam de exercitarem suas mentes submetendo-as a desafios que requeiram talento, humor, inteligência e destreza. Sabem, muito bem, protegerem suas posições.

     O Pajem de Espadas é um jovem que ainda não aprendeu a arte da esgrima. O alerta desta carta é contra os erros causados pela imprudência, pelo arrebatamento e pela irreflexão que nos faz chegar a conclusões temerárias, sabendo que idéias impulsivas podem, muitas vezes, a reagirmos de forma desajeitada e abrupta. Ainda que esse jovem Pajem represente novas idéias, opções e oportunidades, ele muitas das vezes as “poda” com a sua maneira impetuosa e obtusa de brandir a sua espada. Por esse motivo, ele, que logo estará sozinho no mundo, agindo por conta própria, poderá encontrar problemas no estabelecimento e manutenção de seus contatos e amizades

     Numa tiragem de tarot, dependendo da função representativa que o Consultante tiver dado a essa carta (representa a ele ou a alguém de seu meio?), da sua posição na jogada, das demais cartas que a acompanham e da questão proposta para a leitura, o Pajem de Espadas pode simbolizar, em sua forma mais positiva, alguém espirituoso, vigilante, hábil, esperto, alerta, assertivo, ativo e audacioso. Alguém que goste de ser desafiado mentalmente, que gosta de prestar atenção em si mesmo e nos outros, coletando dados e informações. É disciplinado, dotado de um conhecimento prático, às vezes incorrendo em lugares-comuns na sua maneira de pensar. É bastante inquisitivo, astuto e perspicaz.

     Negativamente, o Pajem de Espadas pode representar pessoas que vivam sempre na defensiva, paranóicas, cheias de suspeitas. Podem ser personalidades ilógicas, vingativas, cáusticas, tolas, mordazes, contundentes, rancorosas. Fala também de abuso físico ou psicológico.

     De uma maneira geral esta carta representa tudo o que é novo, tudo o que é experimental, todas as novas formas de se pensar, Ela nos alerta a nos precavermos tanto da credulidade como da ignorância, que pode nos levar a protestarmos sobre algo em que não estamos bem fundamentados, a uma falta de confiabilidade generalizada e a tomadas de decisões bastante dogmáticas em sua essência. Nos lembra a permanecermos mentalmente saudáveis, a buscarmos tarefas e desafios que sejam desafiadores. Permitir-se descobrir a própria leveza de ser e de viver, usando sempre de muito humor e charme, evitando afirmações pré-determinadas, preconceituosas e tudo o que possa causar discussões. Esta carta fala-nos também para trabalharmos, de forma atenta e criativa com as imagens que surgem nas nossas mentes e também na dos outros.

     Se há um conselho que o Pajem de Espadas pode nos dar é o de levarmos a vida de maneira mais leve e solta. A não delegarmos aos outros o nosso poder e capacidade de discernimento. Que o valor de uma nova idéia não deve ser julgado pelo que ela é, no momento, mas apenas pelo que ela poderá vir a ser. É ter consciência que o que o ser humano pode compreender é muito menor do que as coisas realmente são. E como um conselho final, essa carta nos lembra que faz uma enorme diferença se compreendemos, ou não, nossa contribuição individual e, também, a usarmos da melhor forma as nossas habilidades, de tal maneira que possamos fazer com que nossas vidas sejam mais fáceis, mais bem intencionadas, mais divertidas de serem vividas, tanto por nós mesmos como por todos os demais seres humanos.

     Nesta quarta-feira, com Mercúrio como regente do dia e com a Lua Minguante (hoje Lua Negra) em Touro, podemos nos beneficiar para reorganizarmos os nossos projetos e percebermos que está mais fácil realizarmos nossos planos para o futuro. Além disso, Lilith (a Lua Negra) é um chamado para que nos dediquemos a explorar melhor os lados mais ocultos da nossa personalidade, procurando nos conhecermos mais e melhor, o que, certamente, só trará vantagens.  Portanto… aproveite para se conhecer melhor e usar as asas de Mercúrio para voar para o seu destino!

Imagem: BOSCH TAROT, de A. Atanassov

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Carta do Dia: PAJEM DE PAUS

Título Trono do Ás de Paus
Elemento Terra do Fogo
Tetragramaton He, final (a energia materializada de Yod)
Nome Divino  Adonai Ha-Aretz
Mundo Cabalístico Assiah (mundo dos elementos, da matéria e da ação)
Sephirah Malkuth (reinado; universo físico)
Correspondência Astrológica Câncer e Leão
Planeta  / Pedra Terra / Cristal de Rocha
 
    Wands11 (2) Todos os dias cruzamos com essas moças e rapazes que trabalham nos escritórios, nas empresas, num cargo chamado de “office-boy”. É uma americanização da antiquíssima profissão de mensageiro. São aquelas pessoas encarregadas de levarem ou entregarem documentos, pacotes, realizarem pequenas compras, se encarregarem de pagamentos diversos, irem a bancos, a cartórios, ficarem horas intermináveis em filas ou vencendo distâncias em ônibus ou metros lotados. Distribuem filipetas nas ruas e fazem as vezes de recepcionistas, entregando folders em eventos. Quase todos eles jovens, em seu primeiro emprego.
     São ativos, ligeiros, espertos, muito comunicativos. Sabem a melhor hora para chegarem aos caixas bancários; conhecem os nomes dos funcionários, o que lhes possibilita alguns pequenos privilégios. Estão sempre muito bem apresentáveis, vestidos nas tendências do que o modismo divulgado pelos programas de TV, pelos video-clipes dita para pessoas da idade deles. Quase todos exibem um par de óculos e um relógio de “marca” comprados no camelô da esquina, bem como um vistoso par de tênis, numa versão alternativa, importado de algum país fronteiriço. Nos ouvidos, o indefectível MP3 Player, com os hits do momento. Não importa. O que vale é que procuram, através das roupas e dos acessórios, destacarem-se e imitarem aquilo que eles acham importante, interessante ou atraente nas pessoas que admiram. De forma sadia e bem direcionada, isso também é uma forma de aprendizagem, muito comum no processo de amadurecimento, da individualização. Imita-se e depois seleciona-se.
     Podemos ver nesses jovens as qualidades que encontramos ao tentarmos descrever os Pajens: pessoas muito jovens ou inexperientes para assumirem grandes responsabilidades. Normalmente, no tarot, são interpretados como crianças (ou pelo menos com as características destas), com os lados positivos e negativos da infância. Uma criança ainda não conhece bem seus limites e pode conseguir entrar onde quer que deseje, onde seu interesse estiver. Por isso mesmo costumamos creditar os Pajens, de maneira geral, como novas oportunidades e, sobretudo, com a disponibilidade ou a necessidade de estar-se aberto a elas. Agindo como uma criança absorta numa brincadeira, num jogo, ele não está observando e, portanto, totalmente alheio às tensões e problemas que possam estar à sua volta. Por ser uma personalidade que inconscientemente se envolve em coisas alegres, agradáveis, divertidas, e por ser portador de uma aguçada curiosidade infantil, é desinibido em suas emoções e frequentemente inconsciente de que existem obrigações a serem cumpridas. Essa é uma atitude considerada yin, de polaridade negativa, feminina.
     Como os nossos citados “office-boys”, o Pajem de Paus é um caráter jovem e inocente que tenta agarrar-se às oportunidades com ambas as mãos. Como uma carta de ação (Paus = Fogo) ela produz bastante movimento, é muito energética e bastante dinâmica. Essa carta tem muito a ver com novas iniciativas, que podem surgir interna (necessidade criativa) ou externamente (através de oportunidades), que são tomadas com uma alegria e vivacidade bastante infantis, com voa vontade,  total envolvimento e sem se preocupar muito com as consequências.
     Quando bem situados entre as demais cartas de uma leitura de tarot, mas sempre levando-se em consideração a questão levantada pelo Consulente e como essa figura de Corte será interpretada (como o Consulente ou como outra pessoa em sua vida), o Pajem de Paus pode simbolizar algo inesperado que está acontecendo ou irá acontecer; novas idéias e sentimentos; possibilidade de surgirem, ou serem criadas, novas oportunidades; a chegada de mensagens ou de notícias, quase sempre excitantes e boas. Possibilidades que requerem ação imediata. Como é uma carta que pode estar se referindo a alguém bem jovem, assuntos educacionais ou escolares também podem e devem serem considerados, numa leitura.
     Os valores pessoais dessa carta, numa tiragem, podem ser compreendidas como os de uma personalidade ardente, fervilhante, energética, entusiástica, alegre, brincalhona, curiosa, novidadeira. Pode, também, representar alguém ambicioso, que não teme correr riscos, que “pega o toura a unha”, não deixando passarem as oportunidades. Costuma admirar muito e idealizar algumas pessoas, adotando-as como modelos ou ídolos.
     Como obstáculo, o Pajem de Paus numa jogada de tarot pode alertar para atitudes ou pessoas tolas, crédulas, ingênuas, mimadas, egoístas, que demonstram indiferença, com atitudes delinquentes, não confiáveis. Podem ser seres humanos que se frustram ou enervam fácil e rapidamente. Também aquelas que são caprichosas ou muito exibidas e, é claro, as hiperativas.
     Na carta do Tarot de Dali que usei para ilustrar esta postagem, o nome dado a esse Arcano Menor é Sota, que, entre diversos significados em espanhol, pode ser traduzido como “ladino”, ou como “mulher insolente e desinibida”. Se avaliarmos o fato de que os Pajens eram menores adolescentes,ainda sem grandes características ou definições sexuais, figuras quase andróginas que viviam nas cortes, distribuindo notícias, fazendo fofocas, levando recados, tendo que se esquivar de adultos muito mais espertos, e quase sempre mais ferozes, do que eles, a palavra “ladino” cai bem como “esperteza”, agir com uma certa intuição e instintivamente no sentido de preservação. Alguns tarots apresentam estas cartas sob o nome de Princesas, Filhas, Damas, numa tentativa de equilibrar a quantidade de cartas masculinas (Rei e Cavaleiro = yang) com femininas (Rainha e Princesa = yin).
     Mercúrio, o deus da comunicação, o regente das quartas-feiras, com seus pés alados, locomovendo-se rapidamente pelos ares, levando mensagens e favorecendo o aprendizado e o conhecimento, era também astuto, perceptivo, inteligente, eloquente, organizado e… fofoqueiro. Ele nos faz refletir se estamos neste momento, preparados para avançarmos. Se desejamos, sinceramente, progredir. Se não criamos barreiras, deixando de ouvir a conselhos, de nos valermos também da experiência alheia, de buscarmos as informações corretas, de nos movimentarmos com presteza e atitude em direção àquilo que ambicionamos conquistar.
     É sempre recomendável que reservemos algum tempo do nosso dia a dia para meditarmos ao quanto estamos verdadeiramente abertos aos potenciais e às possibilidades que a Vida nos oferece. A palavra Cabala significa “receber”. O Criador (substitua pelo nome, expressão ou imagem que melhor traduz o seus sentimento sobre o Divino) enche nossas taças, nossos corpos, nossas almas, nosso espírito, continuamente. Compete a nós estarmos receptivos a esses benefícios.
     Aproveite este dia de outono para pensar em começar um novo projeto baseando-se naquilo que realmente lhe inspira. Aventure-se, sem perder o controle da situação. Deixe aflorar a sua voz interior. Preste atenção ao que as crianças (isso mesmo: as crianças) lhe dizem. Eles podem estar exercendo, naquele momento, o papel de Pajens de Paus, trazendo-lhe boas novas! E, falando em boas-novas, basta lembrarmos que, de acordo com o Novo Testamento, o Arcanjo Gabriel veio como mensageiro (pajem, valete) divino anunciar à Maria que ela seria a mãe do Salvador.
     Tenham todos uma ótima e inspirada quarta-feira!
    
Ilustração: TAROT DE DALI

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Carta do Dia: PAJEM DE PAUS

    Wands11 (4) Hoje é o Dia Internacional dos Namorados, quando a Igreja comemora S. Valentim, um mártir cristão que abençoava as uniões dos soldados romanos, que eram proibidos de se casarem para que pudessem se dedicar inteiramente ao serviço militar. Celebramos essa data em outra ocasião, mas creio que posso me valer de um viés histórico que eram as Lupercais romanas, para justificar minha associação. Festas realizadas em meados de fevereiro em celebração a Juno, onde os homens retiravam de um jarro um papel com o nome da parceira a quem deveriam permanecerem fiéis a elas por um ano, é bem provável que esse Dia dos Namorados seja um subproduto moderno dessa festa pagã.

     Além disso, estamos em pleno domingo de Carnaval, quando “ninguém é de ninguém”, onde a ordem é se divertir, dançar muito, expressar toda a alegria que brota do fundo da alma, namorar bastante (sempre tomando as devidas precauções) e consciente de que, como era costume dizer-se: amor de carnaval não sobrevive a quarta-feira. O Pajem de Paus é um bom representante dessa expressão. Grande, fogoso e criativo amante, não espere dele exclusividade ou continuidade. Ele pertence ao elemento Fogo e, como sabemos, fogo às vezes é labareda, incêndio devastador, e noutras, apenas uma débil chama, preste extinguir-se.

     Essa carta nos remete às paixões da juventude, quando o mundo é um grande e maravilhoso desafio a ser enfrentado com a cara e a coragem e facilmente vencido com as nossas próprias armas. É a impetuosidade absolutamente indomável do espírito desapegado, livre. Não é exatamente “fogo de palha”, mas uma verdadeira erupção vulcânica, cujas forças propulsoras e lava criativa vem do mais fundo do nosso ser e, em sua passagem cria e constrói.

     O Pajem de Paus ama a vida e ser parte da grande aventura que é o viver. Tem coragem de ser ele mesmo e possui imensos recursos interiores ainda a serem descobertos. Não sabe ainda planejar eficientemente até mesmo porque, em sua hiperatividade, move-se impetuosamente para frente, em busca de aventuras, de novas descobertas, corajoso e curioso, atrevido e confiante, sempre intrigado pela novidade, pelas possibilidades que estão mais adiante. Tem o olhar inocente e deslumbrado, além da energia e do atrevimento de uma criança e, por isso mesmo é muitas vezes aceito, numa leitura de tarot, como uma pessoa bastante jovem, tanto física ou emocionalmente.

     Nestes dias, quantas alas de Pajens de Paus estaremos vendo passar pelas ruas, fantasiados ou não, vivendo essa energia primária, essa força explosiva, resultante da combinação de Terra com Fogo, onde os sentidos são o suporte da vontade? Onde a energia da paixão é colocada em prática através dos expressivos movimentos corporais, da criatividade das fantasias, dos temas das escolas de samba e dos demais grupos associativos, das letras dos sambas-enredos cantados e no otimismo que parece permear todos os rostos e atitudes. O Pajem de Paus é um exibido, um desinibido, uma pessoa teatralmente brilhante que vive intensamente o seu momento de “estrela”.

     Portanto se hoje, ou nos próximos dias de Carnaval, um despreocupado e sedutor Peter Pan surgir em sua vida, agarre-o pela cintura e aprenda com ele o que é liberar a sua criança interior, com o devido ardor, impulsividade,  ingenuidade e candura, porém sabendo que para tudo existem consequências que podem e devem ser avaliadas. Não se comprometa com planos de longo prazo, com o planejar do enxoval ou dar entrada na casa própria. É Carnaval, são apenas alguns dias de uma curta e delirante jornada, uma montanha-russa de risos, prazeres, alegrias, e liberações. Mas saiba o tempo de parar, pois esse arquétipo também tem um lado “sombra” bem pouco engraçado: é egoísta, mimado, genioso, impaciente, indiferente a tudo e a todos, nada confiável. Enfim é alguém que certamente você não iria querer ser ou ter ao seu lado nos outros 360 dias do ano.

     Além disso, quantos outros Pajens de Paus, com seus crachás e equipamentos de repórteres estaremos vendo em todas as telas de TV, noticiando, pesquisando, investigando, buscando novidades, estando no epicentro dos acontecimentos, transmitindo o entusiasmo da festa através de seus discursos apropriadamente bem elaborados. São centenas de jornalistas do mundo inteiro que vêm cumprir a mesma função que os antigos pajens tinham nas cortes: a de leva-e-trás, a de mensageiros. As celebridades do momento, e as muito pseudo-candidatas a celebridades do momento, os amam pois sabem que é por intermédio de seus veículos de comunicação, de suas vozes, suas canetas, seus computadores, suas máquinas fotográficas, que o mundo fica sabendo de suas existências. Dia e noite, ininterruptamente, esses emissários estarão de prontidão para distribuirem aquilo de viram, ouviram, souberam, sentiram e, até mesmo, inventaram na falta de algo que lhes parecesse surpreendente.

     Se essa carta sair numa leitura de tarot, sempre dependendo de sua posição e das cartas que a cercam, além da questão previamente elaborada, ela pode significar que o consulente está pronto para começar algo novo, podendo ser algo pelo qual você se interesse há algum tempo, pesquisando, lendo, estudando. É um aviso de é chegada a hora de colocar as suas idéias em prática. O consulente está preparado e pode, portanto, seguir em frente, dando o primeiro passo. É claro que devemos estar sempre alertas para não mergulharmos de cabeça naquilo que desconhecemos. Se o consulente ainda não construiu uma sólida base para esse seu novo investimento, poderá ficar surpreso com os resultados e os prejuízos. De maneira bastante comum, essa carta é aceita como anunciadora de mensagens inesperadas, normalmente boas.

     Aproveite o domingo para brincar despreocupadamente, deixando extravasar essa alegria natural interior que pede para ser vivida. Divirta-se!

Imagem: MITHIC TAROT