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sábado, 6 de fevereiro de 2016

A Folia dos Arcanos Maiores: (V - HIEROFANTE)

Accounting Documents-pola

REGULAMENTO DOS DESFILES DAS ESCOLAS DE SAMBA
DO GRUPO PRINCIPAL


TÍTULO I
DA ORGANIZAÇÃO DOS DESFILES
 
Artigo 1o.

Os Desfiles das Escolas de Samba do Grupo Principal, neste ano, como em todos os anos, obedecerão, sem absolutamente nenhuma exceção, às normas contidas no presente Regulamento e que foi redigido há muito tempo e assim deverá permanecer enquanto houver Carnaval
.

CAPÍTULO I
DO LOCAL, DAS DATAS E DOS HORÁRIOS DOS DESFILES
 
Artigo 1o.
Os Desfiles de que trata este Regulamento serão realizados na Avenida dos Sambistas, estando o início marcado para, impreterivelmente, às ...” _ parte do tradicional e repeitadíssimo regulamento dos desfiles de escolas de samba e demais blocos organizados pela Coordenação e Orientação dos Desfiles de Carnaval de Hoje e Sempre.

 
Este texto foi criado em 2011 para ser postado durante os dias de Carnaval.
É apenas um exercício associativo entre os 22 Arcanos Maiores do Tarot e personagens fictícios, sempre relacionados à festa de Momo.
Na ocasião em que foram publicados pela primeira vez havia um subtítulo: "O que se ouviu durante o Carnaval", pois o exercício compreendia criar um "monólogo" para cada personagem de tal forma que, através da sua fala, pudesse ser identificado não apenas o Arcano Maior que havia inspirado a sua criação, mas algumas das possíveis características, ou interpretações, desse mesmo Arcano.

(As imagens utilizadas foram retiradas da internet e tem motivo unicamente ilustrativo, em nada comprometendo ou relacionando o texto com  a conduta ou personalidade da pessoa retratada)







sábado, 12 de dezembro de 2015

O Hierofante (Snapchat: @TAROTEANDO)


Representação da tradição, dos costumes, da moral, da ética e da educação formal, o HIEROFANTE (também chamado de Sumo Sacerdote ou Papa) é o Arcano Maior que, numa leitura, pode simbolizar uniões formais, casamentos, assinatura de contratos e documentos (os tabeliães e cartorários podem ser vistos como a materialização desse Arcano) e, em seu aspecto menos positivo, a censura, a perpetuação do que está ultrapassado, a burocracia que dificulta a vida dos cidadãos.
Lembrando sempre que esta postagem, como todas as demais feitas por mim, não pretende ser uma "regra", uma "fórmula" a ser copiada ou aceita, mas, simplesmente, a minha inspiração, no momento da gravação ou da escrita, ao comentar alguns dos aspectos interpretativos da carta.

Se você também gosta de Tarot, de cartomancia, sinta-se convidado a conhecer minhas páginas nas diversas mídias:

Snapchat: TAROTEANDO
Periscope: ALEXTAROLOGO
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Snapchat: ALEXCARLOS60 (Cartas do Baralho Lenormand)
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domingo, 28 de setembro de 2014

Arcano V: O Hierofante e as influências que podem influenciar a vida de muitos

http://www.50emais.com.br/artigos/tarot-nossa-escolha-ira-influir-no-futuro-de-todos/

Leia meu post no www.50emais.com.br

http://www.50emais.com.br/artigos/tarot-nossa-escolha-ira-influir-no-futuro-de-todos/

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

SACERDOTE

SACERDOTE

Todos, em algum momento, sentimos necessidade de nos aconselharmos sobre algo sério, algo que necessita uma análise profunda, de um parecer especializado, diferente daquilo que até mesmo nossos melhores amigos podem oferecer. Precisamos de um profissional, experiente e sábio, que nos guie em nossa busca pela melhor solução.
O Padre, ou Sacerdote, ou Hierofante, representa essa pessoa que irá nos ajudar a reconhecer os erros cometidos no passado, permitindo que nos penitenciemos e absolvemos, alcançando uma libertação espiritual. Ele é um mediador, promovendo o encontro conosco mesmos e com as fontes que nos conectam com o Universo. Ele nos permite evoluir das sombras do passado em direção a um futuro muito mais brilhante e promissor. Essa carta é sempre um lembrete de que é importante resolver todas as pendências do passado a fim de avançarmos para novas e melhores experiências.
Portanto, aproveite a energia que essa eclesiástica figura irradia, e preste atenção na possibilidade de mudanças e novos direcionamentos em seus projetos. Importantes decisões devem ser tomadas com respeito, com sobriedade, com sabedoria e uma boa visão dos resultados finais. Sempre que necessário, busque ajuda especializada.

Alex Tarólogo
www.elementosdotarot.com.br
http://simboloseimagens.blogspot.com
http://arcanosmaioresdotarot.blogspot.com

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O HIEROFANTE

 

db_3M_-_V_-_Der_Hierophant1Mais do que simples professores,

os mestres são aqueles que nos emancipam,

liberando-nos de uma técnica amadora,

de uma visão embaçada

e das nossas inseguranças pessoais 

 



Paul Soderberg

 

 

 

Papa, Hierofante, Alto Sacerdote, são os nomes mais comuns do Arcano V

quarta-feira, 24 de março de 2010

Carta do Dia: O HIEROFANTE

Papa      A Rússia do final do Século XIX e início do Século XX conheceu na dinastia Romanov a mais alta concentração de poder e domínio de seu tempo, e também a mais rica, ofuscando com suas jóias, palácios, iates, catedrais e obras de arte todas as outras casas reais européias. Reinavam sobre uma extensão de aproximadamente 15% da superfície do globo terrestre e o Czar era o representante de Deus na terra, o que caracterizava o regime autocrático. Sua vontade era lei e tinha poder de vida e morte sobre todos o povo russo, dono que era, por herança divina,  dos destinos de cada cidadão. A opulência que desfrutavam desconhecia precedentes, vivendo isolados numa bolha de luxo e hedonismo que lhes embaçou a percepção de que novos tempos estavam despontando, onde esse tipo de comportamento e de uso dos recursos públicos não seria mais aceitável.

     Grigori Yefimovich Novykhn, que ainda na juventude ganhou o óbvio apelido de “Rasputinik” (Rasputin = pervertido) devido à sua predileção pelas mulheres, pela vodca e pelas brigas com os vizinhos, cresceu na Sibéria, filho de humilde família de agricultores. Talvez influenciado pelo misticismo e alta religiosidade de sua terra natal, desde jovem manifestou sinais de uma capacidade premonitória, alertando para fatos futuros. Com o tempo, e decidindo-se a abandonar família e filhos para visitar locais considerados de peregrinação religiosa, tornou-se adepto de uma seita chamada Khlysty (Flagelantes), que pregava a salvação da alma através do ato sexual. Apesar de nunca ter sido ordenado monge ou sacerdote, sua fama como “homem de Deus”, curador e vidente espalhou-se consideravelmente, tendo o povo aparentemente se esquecido de seu passado devasso e decidido considerá-lo um sábio religioso. Ele mesmo afirmava que havia recebido de um anjo uma revelação, enquanto arava a terra em sua Sibéria natal, de que sua missão seria a de curar e ajudar o seu semelhante.

  rasputinBBC1711_468x556    Rasputin chega a São Petersburgo numa época em que a dinastia Romanov não mais gozava de popularidade entre os russos. As altas autoridades clericais, desejosas de encontrarem alguém que pudesse assumir as funções de líder e transitasse com desenvoltura e empatia entre todas as classes sociais unindo-as no seio da Igreja, encontrou na estranha, porém carismática figura desse místico a pessoa ideal. Através de uma nobre, amiga da Czarina que a ele foi atribuída a sua miraculosa cura, Rasputin chega ao palácio real onde o Czar Nicolas II e a Czarina Alexandra viviam em função da saúde de seu filho hemofílico. Não só ele passa a cuidar e recuperar o jovem herdeiro através de mantras e orações incompreensíveis, repetidas por horas a fio, como conquista a amizade e a confiança da Czarina, de quem se faz conselheiro. Em pouco tempo estende sua influência nas decisões do Czar e passa a ocupar o papel de um primeiro-ministro ou um chefe de estado. Enfim, torna-se a “eminência parda” do governo, aquela figura que é quem realmente manipula os cordéis da vida política e palaciana, mandando e desmandando e usando o real chefe de estado como seu porta-voz.

     O Czar Nicolau II, voltando da I Guerra Mundial, em 1916, encontrou a Rússia numa situação calamitosa, onde a fome, a doença e o descontentamento grassavam. Outros integrantes da casa real decidiram então que era chegada a hora de dar um basta à inefável presença daquele místico no convívio com a Czarina e seus filhos e sua nefasta influência no seio do governo. Decidiram, então, assassiná-lo, tarefa essa que foi de dificílima execução pois, apesar de envenenado e baleado, Rasputin teimava em sobreviver. Finalmente foi abatido e seu corpo jogado num rio nas proximidades. Seus algozes foram beneficiados com penas como desterro benigno e sua certidão de óbito atestava morte acidental.

     Mas o estrago causado pelos seus anos de influência estavam feitos. Quinze meses depois de sua morte, toda a família real foi morta pelos revolucionários bolcheviques, declarando assim o fim da dinastia Romanov e o nascimento de uma nova Rússia.

     1984-1 A figura do Hierofante pode representar uma pessoa _ um guru, um conselheiro, um mestre, um professor, um mediador_ alguém que poderá nos dar bons conselhos e ser de confiança. Rasputin é um exemplo do lado “sombra” desse Arcano. Vemos, através da história e em todos os países e continentes, figuras como essa, que subreptíciamente comandam a vida e o destino de milhões utilizando-se de poderes e ligações, utilizando como porta-vozes de suas discutíveis, senão abjetas orientações, os poderes legalmente constituídos. Vemos isso, na atualidade, por exemplo, na figura de líderes religiosos que comandam execuções em massa, incentivando ataques terroristas, prometendo o Paraíso para quem assassina em nome da fé. Na manipulação da opinião pública feita pelos meios de comunicação quando não conseguem serem verdadeiramente autônomos dos poderes governamentais ou instituições a quem prestam serviços. Quem se interessar em ler “1984”, o fantástico  e bastante premonitório livro de Georges Orwell, irá encontrar essa figura na pessoa do “Big Brother”, o Grande Irmão”, verdadeiro arauto de verdades, de presença quase que imaterial, e que manipula a história e a forma de pensar dos cidadãos para melhor atender aos interesses do Partido. Leitura obrigatória!

    dead-poets-society-1 Felizmente, entretanto,  muitos são os exemplos positivos desse arquétipo e, entre eles, podemos citar, para ficarmos na área das artes, a daquele professor simpático, entusiasta, pronto para se doar inteiramente na condução de seus alunos à descobertas que lhes sejam importantes. Estou falando de John Keating (interpretado por Rob Willians), o não-convencional professor do filme “Sociedade dos Poetas Mortos”. Esse verdadeiro e iluminado mestre insiste que os alunos encontrem e discutam novas possibilidades acerca do mundo em que vivem e dos parâmetros de disciplina e comportamento que lhes são impostas.  A quebra de barreiras impostas pela sociedade, família e instituição, é incentivada por John Keating no intuito de despertar nas jovens mentes novos sentimentos, inclusive o de valorização da própria vida, o que justifica a expressão “carpe diem” através do filme. Ser conformista, aceitar verdades sem discutí-las ou averiguar sua validade, legalidade, função e procedência, não deve ser uma atitude a ser adotada.

     Quando o Hierofante (ou Papa) aparece numa leitura de tarot, dependendo da sua posição no esquema de jogo e das demais cartas que o acompanham, além da questão formulada pelo consulente, pode significar um tempo em que os padrões tradicionais estão exercendo grande influência. Frequentemente simboliza, conformismo, agir de acordo com o que a sociedade espera e não conforme a sua vontade, tipo quando a gente escolhe uma profissão ou casa-se com alguém que não seria a nossa escolha, mas que acaba agradando à família. Pode também significar uma forte influência religiosa, levando o consulente a modificar seu estilo de vida e suas escolhas para seguir preceitos religiosos tais como não usar preservativos ou outros métodos anticoncepcionais,  não se divorciar. Submeter-se a regras impostas por grupos, organizações, clubes, escolas, universidades e até mesmo à burocracia governamental e a determinadas instituições sociais como o casamento. O Hierofante é a própria instituição do casamento, com todos os seus rituais, leis e votos de fidelidade. Isso pode funcionar muito bem para muitos, representando um ato solene de compromisso. Para outros que vivem juntos, porém sem terem se submetido às formalidades, o Hierofante, numa leitura, pode simbolizar que eles criaram uma vida com o mesmo suporte emocional, material e espiritual daqueles que se uniram seguindo os padrões mais convencionais. Vemos essa dicotomia também se o assunto for ensinamentos ou estudo pois essa carta significa o valor do conhecimento e da educação. Pode estar se referindo, por exemplo, a um tipo específico de ensinamento religioso, ou espiritual, talvez de uma ordem ou seita mais esotérica. Se estiver se referindo a doutrinas e não temos a presença da Alta Sacerdotisa acompanhando-o, pode significar que essas doutrinas perderam o seu significado e valor intrínseco. O Hierofante também simboliza que ensinar é também aprender.

     Quando mal dignificado numa disposição de leitura, esse Arcano pode estar se referindo a um casamento ou um relacionamento de longa data onde a paixão que o inspirava, motivava ou justificava se extinguiu. Ou estar indicando um estado de vulnerabilidade, de fragilidade, de dificuldade de adaptação do consulente. Pode estar também indicando doutrinas, dogmas ou idéias que perderam o seu significado. Muito frequentemente o Hierofante pode estar indicando alguém que não é ortodoxo, que é bastante original. Isso pode representar uma situação em que a pessoa aceita novas idéias apenas porque são… novas! Simplesmente atraída pelo frescor e excitamento da novidade. Conhece alguém que já percorreu todo o repertório de doutrinas, religiões, seitas e manifestações espirituais e que “ainda não se encontrou”? Pois é…

     Uma coisa que é importante quando meditamos sobre o Hierofante e percebermos que por mais que acreditemos em determinados princípios e tenhamos fé em algo, os outros também possuem suas convicções. Respeitar essa liberdade de pensar é condição básica da própria idéia de liberdade.

     Nesta quarta-feira, tendo Mercúrio como patrono do dia, o aprendizado, o conhecimento, novas maneiras de pensar, o uso da razão e da lógica, além da facilidade de comunicação estarão exaltados e altamente propícios. É tempo de ensinar, e consequentemente de aprender algo! Aproveite todas as chances que lhe forem oferecidas para desenvolver um novo conhecimento, uma nova forma de ver a vida, de compreender os seres humanos e as suas necessidades. Distribua generosamente o seu conhecimento, sem pretender que ele seja aceito como uma verdade absoluta. A Lua, em seu quarto crescente em Cancer nos faz mais vulneráveis a nos abrirmos a novas experiências, tornando-carpe-diem nos vulneráveis e, de certo modo, inflexíveis. Ainda assim podemos contar com a coragem, a paixão e a impetuosidade de Áries para ultrapassarmos essas dificuldades.

     Aproveitem as oportunidades que a vida lhes oferece, no momento em que essas oportunidades lhes são oferecidas. Todos os dias. Isso era o que Homero quis ensinar com o seu “carpe diem” (colham o dia), e é um sábio conselho que sobrevive há 2.000 anos.

     Muita luz para todos!

Imagem: TAROT NAMUR, por Prof. Namur Gopalla e Marta Leyrós (Academia de Cultura Arcanum)

sábado, 27 de fevereiro de 2010

TaroT Namur

    Conjunto TaroT Namur Mais de mil novos decks de tarots são produzidos anualmente, entre os artesanais, com baixíssima tiragem, normalmente feitos por encomenda;  aquele que são impressos e distribuídos por pequenas gráficas ou editoras e que, também, atingem um número restrito de consumidores, e os demais, produzidos e distribuídos mundialmente em larga escala, aos quais temos acesso de compra nas grandes livrarias, lojas especializadas e, até mesmo, pela internet.

       Basta-se uma rápida consulta na internet para vermos a enorme variedade de títulos à disposição, cujas imagens variam da mais simples garatuja, passando pelos anime japoneses, até obras originais de grandes artistas do porte de um Salvador Dalì. Há para todos os bolsos e gostos. A divisão mais notável entre eles está entre os que seguem o padrão Marseille, com a Justiça como a 8ª carta entre os Arcanos Maiores, e os que seguem Crowley, quando a Força troca de lugar com a Justiça, que passa a ser considerada na 11ª posição.

     Imperatriz Recentemente tive a oportunidade, através de uma grande amiga e mestra, a taróloga Rosa Silva, de ter em mãos os 22 Arcanos Maiores que compõem o TaroT Namur. Há muito eu esperava por uma oportunidade de ver esse que foi o primeiro deck de tarot impresso no Brasil cujas cartas tivessem sido originalmente criadas para ele e sob a orientação de um grande especialista no assunto. O Prof. Namur formou uma verdadeira geração de tarólogos, traduzindo a sua visão da tarologia no uso e aplicação cotidiana. Esse mestre sempre procurou apresentar o tarot como algo vivo, atemporal, imediato, cujas figuras falam através dos seus símbolos a todas as pessoas. Sem descuidar de suas origens ou de outros aspectos mais esotéricos, o Prof. Namur foi um dos pioneiros a trazerem essas arcanas cartas para o momento atual, ensinando os seus alunos a relacioná-las com atividades, pessoas, figuras sociais, condições sócio-político e econômicas contemporâneas.

     Estrela A taróloga Rosa Silva ganhou o dela, há anos, de um grupo de alunos, como presente de final de curso. Cuida das cartas com extremo carinho e conserva-as ainda em sua embalagem original de veludo negro com a inscrição “Tarot Namur” em dourado. O conjunto é composto de 22 cartas que seguem o padrão Marseille (Justiça-VIII / Força -XI). Marta Leyrós, na época uma das discípulas do Prof. Namur foi quem criou as magníficas 22 lâminas, utilizando-se de bico-de-pena, lápis de cor e canetas hidrográficas, num trabalho que consumiu 5 anos.

     O conjunto da obra é extremamente harmonioso, não havendo cartas mais ou menos elaboradas que as outras. Não se nota uma predileção, um favoritismo maior por qualquer dos arcanos, tendo todos recebido a mesma atenção e tratados com o mesmo cuidado e acuidade simbólica. As cores utilizadas pela artista são bastante intensas e há um notável uso de gradações de azul perpassando todas as lâminas. As figuras são bastante realistas, com a roupagem extremamente detalhada onde notáveis efeitos de superposição e de pequenos sinais gráficos podem ser notados especialmente nas cartas da Imperatriz e do Louco.

      Papa O Papa (Arcano V) destaca-se por ter um conjunto étnico de personagens bastante incomum: a figura do hierofante é de raça negra, enquanto que, baseando-me no açafrão das vestimentas e na substituição da tradicional tonsura por uma trança (uma clara e a outra escura), as duas figuras a seus pés parecem ser de origem oriental. As colunas Boaz e Joachin são bastante elaboradas, porém fugindo da tradicional ordem grega. A cruz tríplice e o pentagrama, além do piso com desenho de tabuleiro, fornecem uma ampla gama de possibilidades a serem desenvolvidas durante uma leitura ou, mesmo, na meditação com a carta.

   Enamorados   Vício e Virtude, bifurcações a serem escolhidas, opções a serem feitas, dualidades a serem observadas e assumidas estão perfeitamente representadas na lâmina dos Enamorados, onde o jovem parece englobado por uma iluminação própria, que tem aspectos terrenos e celestiais, ao mesmo tempo. Encontra-se num ponto do caminho onde ele se divide, tendo que optar entre a exuberante e luxuriosa jovialidade da mulher à esquerda, e a contenção clássica e formal da mulher loura à sua direita. Não um Cupido, mas o seu arco e seta, pairam sobre a cabeça do rapaz que é observado pela graciosa figura dos “putti”, que brindam a sua escolha (?) com flores.

    Louco Figura das mais conhecidas e avaliadas num conjunto de cartas, o Louco, em sua elaboradíssima roupa que nos remete aos personagens italianos da “commedia d’arte”, é o tradicional bufão equipado com seu bastão e sacola, tendo como companheiro uma figura animal que não é o cão que normalmente vemos nos tarots derivados das imagens Waite-Smith, mas um animal ancestral, com orelha e olhos planos, à maneira egípcia e um focinho transformado no bico de uma ave. Intencional ou não, essa figura é um sutil acréscimo dos autores à idéia de instinto, de voz interior, de intuição. É ancestral, remota e onírica em sua forma. À beira de um precipício, abandonando a aridez de uma vasta planície, prepara-se o Louco a dar o seu primeiro passo rumo à sua grande aventura, onde campos verdejantes e rios de águas cristalinas o esperam. Provavelmente voará, utilizando-se de sua touca de dois cornos como antenas a lhe servirem de guias na grande viagem que à sua frente se descortina.

     Enriquecido com símbolos astrológicos, letras hebraicas, pentagramas e demais símbolos mágicos, o Tarot Namur é de grande valia para quem dele se utiliza, pois favorece o desbloqueio dos canais intuitivos, permitindo que as imagens se comuniquem diretamente com o inconsciente, favorecendo a união do conhecimento técnico do tarólogo com a sua sensibilidade e percepção interior. Para o consulente, é também de fácil compreensão, apesar da grande quantidade de informações contidas em cada lâmina.

     Roda da Fortuna Como tarólogo e colecionador de decks de tarot, foi-me uma agradabilíssima surpresa poder constatar, com o tarot em mãos, a excelente qualidade do material. Bem sabemos o quanto a maioria das cartas fabricadas com essa finalidade, no país, ainda estão longe em termos de durabilidade, acabamento, facilidade de manuseio e nitidez de impressão, quando comparadas com suas similares estrangeiras. O TaroT Namur é uma honrosa exceção. Rosa Silva, que usa com certa frequência esse conjunto de cartas há anos, não tem o que reclamar e, nem mesmo as lâminas, apresentam sinais de desgaste pelo manuseio.

     Por isso, e muito mais que só mesmo com esses 22 Arcanos Maiores nas mão para experimentar, é que eu faço uma pausa entre as postagens deste Blog para comentar esse excelente trabalho que é um marco na história do tarot no Brasil e enaltece o trabalho dos nossos profissionais tarólogos e artistas plásticos que se provam capazes de produzir algo de nível internacional.

Diabo      Ao renomado Prof, Namur e à talentosíssima artista Marta Leyrós, os meus cumprimentos e a esperança de ver esse jogo de cartas novamente accessível ao grande público e aos profissionais que dele se utilizarão para cumprir o grande objetivo desse oráculo: a ajuda ao semelhante.

Ilustrações: Todas as lâminas mostradas nesta postagem fazem parte do TAROT NAMUR, ilustrado por Marta Leyrós.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Carta do Dia: O HIEROFANTE

“Nada posso lhe dar que não exista em você. Não posso lhe abrir um mundo além daquele que existe na sua própria alma. Nada posso lhe dar senão a oportunidade, o impulso, a chave. Eu ajudarei você a tornar visível seu próprio mundo, e isso é tudo”.  Hermann Hesse

 05-Major-Hierophant     A semana passada foi ocupada com a organização de um calendário de cursos, palestras e seminários, para o primeiro semestre, num espaço holístico onde presto assistência. Meu trabalho baseia-se em conversar com os profissionais de diversas áreas, para saber do conteúdo programático que irá ser a base de suas aulas, além de outros detalhes como duração, horário, fornecimento de material de apoio e complementar, custos, valores, etc Enfim, foi uma semana muito rica, para mim, pois conheci novos profissionais, ouvi deles um pouco de suas histórias, seus trajetos, suas buscas e, como não poderia deixar de ser, suas dificuldades. O ser humano ali à minha frente e o mestre (professor, facilitador, orientador _ usem a expressão que preferirem) parecia, por vezes, revelar uma distância enorme entre a pessoa e o orientador, numa total dicotomia entre a sua vivência, a sua própria experiência, suas reações e expectativas e aquilo que demonstrava saber e estava ali para transmitir.

     Quando o Hierofante surgiu como Carta do Dia nesta bela manhã de domingo (aliás, essa mesma carta havia saído há uma semana, no sábado dia 9) eu a tomei como uma mensagem bastante direcionada do Universo para mim no sentido em que eu também estive, durante toda a semana que findou, projetando minhas próprias ansiedades, expectativas, lacunas, dúvidas e dificuldades naquelas pessoas com quem tive o experiência de conhecer, conviver e trabalhar junto.

     Conservo, ainda, algo de muito infantil quanto à figura de professores, conselheiros, gurus, mestres espirituais, representantes de religiões ou seitas. Algo como uma reverência por um conhecimento que eu imagino que possuam e do qual nunca me conseguirei absorver integramente a sua verdade. É um sentimento de respeito, de curiosidade, de um certo fascínio e, algumas vezes, até de temor. De uma maneira extremamente primária, parece-me às vezes acreditar que eles sejam serem distantes deste mundo, com um contato direto com uma divindade exterior que os utiliza como embaixadores de suas cortes celestiais. Evidentemente, estou racionalmente consciente de que não é absolutamente nada disso.

     A busca de um caminho espiritual é algo comum a todas as pessoas e presente em todas as épocas da nossa vida, inclusive transcendendo a todas as formas de religião através das quais efetuamos a nossa busca.  Essa procura por um sentido de existirmos, uma resposta que satisfaça os nossos questionamentos pode ocorrer em intensidades e épocas diversas e, não podemos descartar o fato de que muitas vezes nos lançamos nessa busca quando nos sentimos mais fragilizados emocional ou economicamente. Nesse caminho o encontro com pessoas que surgem como gurus,  mestres, orientadores, sacerdotes, pastores, pais de santo, presidentes e conselheiros de ordens e seitas, acaba sendo inevitável e o que me parece mais difícil e mantermos a consciência de que eles nada ensinam, pois tudo o que precisamos saber sempre esteve presente dentro de nós. Não há uma verdade que possa ser transmitida por eles que já não viva no mais profundo de nossos seres. Nós somos nossa própria fonte e suprimento de conhecimento e a função do bom instrutor, mestre, professor, guru, é a de estimular-nos a atingir essa essência, esse ponto que poderíamos chamar de espaço sagrado, dentro de nós. Nesse sentido, sim, eles são embaixadores da divindade que existe em cada um de nós e a nossa mente desperta. Como iremos realizar esse encontro, através de quais caminhos, usando de que instrumentos e rituais, vai depender do nosso estágio evolutivo e das pessoas que escolhermos, através dos diversos ciclos de nossa existência, para nos auxiliar nesse reconhecimento.

     Acredito que só nos aproximamos da nossa paz interior, do nosso “centro”, quando recuperamos algo que nos foi, através dos séculos, tirado: a certeza de que somos seres divinos e que a nossa verdadeira essência é divina. O homem sempre encontrou formas de manipular o semelhante fazendo-o acreditar que Deus (ou a idéia que cada um faz da divindade) habita fora de nós, seja no céu, seja nos templos e que portanto devemos realizar essa peregrinação em busca do nosso Criador através das instituições, normas, regras e recursos que se institucionalizaram durante a evolução da nossa espécie e que, em determinadas épocas, serviram como únicos códigos éticos, morais e legais disponíveis.

     Quando o Hierofante aparece numa tiragem de tarot, entre as muitas possibilidades, e sempre dependendo das cartas que lhe são próximas, da questão formulada e da sua posição no esquema de disposição escolhido, ele pode representar ensinamento, explicação, conselho, organizações estabelecidas, grupos e associações, sistema de crenças, religiões, devoção, tradição, revelação, intermediação. Pode também estar a lhe dizer que você está se recusando a desapegar-se do passado e seguir em frente, ou lutando contra restrições que pessoas ou instituições que estão impondo e até mesmo que poderá haver  um encontro com um  mentor espiritual.

     Se a Carta do Dia lida no primeiro dia da semana estiver a indicar a energia que regerá os próximos 7 dias, podemos pensar que este arcano nos avisa que intensificaremos o nosso devotamento ao crescimento espiritual, tendo fé no divino, no espírito e no processo usado para nossa busca interior. Que nessa nossa devoção iremos nos aperceber que a revelação (hier phaine, em hebraico) do que é sagrado, é o elo entre a nossa experiência exterior e nossa iluminação interior.

     O Hierofante sabe que ensinar é, antes de mais nada, aprender.

     Tenha uma ótima semana!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Carta do Dia: O HIEROFANTE

     05-Major-Hierophant3 Estávamos conversando, recentemente, sobre modas e modismos, tendências, novidades eletrônicas, formas de pensar e agir, autores e cantores que fizeram parte do nosso crescimento há algumas décadas. Gente de quem nem mais ouvimos falar, ou porque já morreram ou desapareceram na enxurrada de novas mídia, de novos rostos.
     Todo mundo fazia análise, todo mundo queria ir para a Índia, todos tinham lido tudo do Castañeda, alguns já frequentavam grupos místicos, outros iam para a região de Brasília fazer contato com seres de outros planetas e, sem dizer, de todos os artistas que estavam, naquela época, na mídia, e que saíam entortando garfos, facas, tampas de leite Ninho ao mero gritar de um “Rá”!
     Deixei a reunião com uma certa nostalgia por uma época que pretendíamos estar “por dentro” de tudo, absolutamente conectados com o nosso eu mais profundo, analisadíssimos, resolvidíssimos, conhecedores de todas as filosofias e praticantes da modalidade espiritual em destaque naquela semana. Um gosto de “TV Mofo” na boca.
     Passei as semanas seguintes rememorando o encontro com aqueles velhos amigos e pensando em como todos nós, a todo o momento, buscamos orientação. Pensando na nossa infindável curiosidade, na nossa angústia por nos conhecermos melhor e obtermos algum sentido para nossas vidas. Às vezes vamos a extremos, e muitos nunca voltaram dessa “viagem”. Noutras épocas parecemos meio sedados pelos acontecimentos práticos do dia a dia e nem prestamos muita atenção sobre a forma que vivenciamos o espiritual em nossas ações mais corriqueiras.
     O Hierofante, nossa Carta do Dia, nos fala dessa nossa ligação ente o divino (e inclua aqui a sua própria noção de divino, por favor) e a maneira como conduzimos nossos afazeres, agimos em sociedade, relacionamos com nosso grupo, estabelecemos vínculos, formalizamos compromissos, mantemos nossas tradições, nos comportamos nas mais diversas situações.
     O Hierofante é o nosso mestre interior. Aquele professor, ou melhor dizendo, aquele doutor em todas as ciências, que habita dentro de cada um de nós. É a voz da nossa consciência, a nos lembrar o que é certo ou errado, mesmo que nunca tenhamos tido algum tipo de educação filosófica formal. Ele existe dentro de nós, e basta. O seu nome significa “o portador dos objetos sagrados, dos objetos de culto”. Em alguns tarots é chamado de Papa, Sacerdote, Alto Sacerdote, sempre buscando relacionar o seu simbolismo com a nossa necessidade de conectarmos nosso ser terreno com o divino, com a força da nossa fé, com nossa conduta ética, com nossos aspectos de religiosidade, com nossa incessante busca pelo que é, de verdade, importante. É o procurar saber o que Deus (e aqui, também, coloque o nome ou visualize a forma que melhor traduza o seu conceito do que  as pessoas chamam por Deus) quer e espera de nós.
     Claro que nessa busca de compreensão, muitos se tornam pragmáticos, se expressando através de dogmas, completamente “cimentados” dentro de preceitos exclusivos de uma única filosofia, doutrina, religião, seita, etc. Inflexíveis, vendam-se para as possibilidades de discussão com absoluto pavor de perderem o pouco de conhecimento (ou de iluminação) que obtiveram. Tornam-se duros consigo próprios e verdadeiros juízes e carrascos com todos os demais. Mas esse é o lado “sombra” do Hierofante, o seu lado negativo, o seu oposto que, afinal de contas, acaba evidenciando suas reais qualidades: a ética, a bondade, a sabedoria associada à emoção, o conselheiro moral, o professor, o analista.
     Creio que como a maioria dos meus amigos reencontrados naquela reunião, eu ainda continuo em minha busca e sei que ela não tem fim, pois não há uma verdade única, estabelecida e imutável. Como todos sabem, “quando o aluno está pronto, o Mestre aparece”. A cada etapa da minha vida senti necessidade de esclarecer, experimentar e meditar sobre esse Deus que eu sei morar dentro de mim e de cada um de nós, e a melhor forma de reconhece-lo e a ele permanecer conectado. Vive grandes crises espirituais, senti-me perdido, sem razão de ser, mas a cada vez algo de extraordinário surgia na forma de um novo conhecido com um outro olhar, uma outra maneira de ver; uma nova leitura, um novo filme, uma palestra assistida assim, por acaso, mas que reacendia minhas fé.
    No cotidiano, esse arcano aparece, muitas vezes na figura daquele médico que nos resgata perdidas esperanças e a vontade de viver e lutar; no professor que nos amplia as possibilidades de conhecimento através de discussão e de recursos adequados; no advogado que transformar nossas justas causas em justas causas em favor de todos, onde a Justiça é obtida através de seus mais éticos preceitos e julgamento; no cartorário, que através de contratos, carimbos, selos e assinaturas formaliza no plano legal e material o primeiro documento da nossa existência terrena como cidadão, os nossos contratos, as nossas sociedades, as nossas uniões, os nossas últimas vontades, o registro do fim de nossa vida neste plano; no sacerdote, pastor, orientador espiritual, mestre, guru que pacientemente nos ouve e nos ajuda na obtenção do mais difícil dos perdões, o do nosso próprio tribunal, para que possamos prosseguir; do psicanalista que além de nos ouvir contar inúmeras vezes nossa própria história e nossas angústias, nos persuade a descobrirmos dentro delas nossa própria essência e verdades a serem enfrentadas e aceitas por nós mesmos; daqueles avós carinhosos que, através da manutenção de rituais e tradições que, algumas vezes, nos parecem tão antiquados, tão fora de moda, nos reconectam com nossas raízes estabelecendo vínculos com os aspectos culturais da sociedade em que vivemos.
     Portanto, no dia de hoje, procure estar atento às oportunidades de aprender uma nova lição, viver uma nova experiência e dela retirar algo para a sua evolução pessoal. E, por sua feita,procure transmitir algo de sua própria vivência para alguém, sem ser impositivo ou arrogante na sua possível sabedoria, mas com amor, com benevolência e paciência. Lembre-se que o Hierofante, em seu aspecto mais positivo, é aquele que nos governa pelo coração e não pela força.
     Tenham todos um ótimo final de semana!
Imagem: INSTANT IDEAS TAROT DECK

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Carta do Dia: O HIEROFANTE


É, não há como escapar: as tradicionais festas de fim de ano, com todos os seus rituais, seus costumes, suas tradições estão batendo à porta e não acredito que a mais impedernida das criaturas não se surpreenda assoviando um "Jingle Bells" no meio do dia.
O Natal é um excelente exemplo de tradição, de rituais familiares e coletivos que conservamos e repetimos, acrescentando ou modificando algo (Afinal somos modernos! Os tempos são outros!) mas, à nossa maneira, eternizando e reverenciando a sua importância em nossas vidas.
Mesmo aqueles que criticam o "desaparecimento do verdadeiro espírito natalino", exorcisando o consumismo que abarrota lojas e calçadas, devem reconhecer que há um determinado momento, seja ele no instante em que se clica "enviar" naquele e-mail de saudações natalinas (tradição!), quando nos reunimos com os colegas de trabalho num restaurante para o anual "amigo secreto"(tradição!), quando enfeitamos a casa (tradição) seja com uma magnífica árvore com aveludados laços, espelhadas bolas e outros balangandãs ou com uma coroa natalina de R$1,99, antes da troca dos presentes (tradição!), durante ou após a farta ceia (tradição!), há pelo menos um instante de profunda interioridade em cada um de nós. Nesse instante parece-nos estarmos conectados com algo maior, uma força que nos une e nos dá significado. Uma ponte (Ponte = Pontífice = Hierofante = Sacerdote) que nos liga a um plano superior, espiritual.
Quando o Hierofante (também chamado de Papa) saiu na tiragem da Carta Diária na manhã de hoje, ri sozinho pensando o quanto essas energias estão ativas.
Esse respeitável senhor retratado na carta é o símbolo daquela nossa voz interior que sabe perfeitamente diferenciar o certo do errado, o divino do terreno, o espiritual do material, e que está sempre ali, dentro de nós, para estabelecer uma ligação entre a nossa consciência terrena e o conhecimento intuitivo que temos do código de ética de Deus. É a nossa consciência que se apercebe de que em toda a experiência vivida há uma lição de crescimento pessoal a ser aprendida. É o nosso conselheiro moral interior.
Essa nossa consciência, essa nossa voz interior nos auxilia, e muito, a formularmos e expressarmos uma filosofia pessoal e, com isso, ela nos revela a necessidade de encontramos um sentido espiritual em nossas vidas e, até mesmo, uma maior compreensão dessa nossa espiritualidade.
O Hierofante é também aquele analista que tanto nos ajudou a superar problemas tão difíceis, aquele professor que se empenhou para que nos tornássemos mais curiosos e questionadores, não aceitando tudo aleatóriamente; o guru que encontramos ao acaso (?) e que nos descortinou a possibilidade de harmonizarmos as partes animal e divina das quais somos feitos. É o advogado que nos orienta dentro do sistema de ordem e normas legais em que vivemos; o sacerdote que realiza o nosso casamento, com direito a véu, grinalda, corte de bolo e foto com as taças de champagne entrelaçadas. Sem esquecer dos assistentes sociais, sempre a postos para introduzir adequadamente o indivíduo na sociedade coscientizando-o de seus deveres e obrigações.
Por essa figura representar ortodoxia, ritos, tradições, o seu lado "sombra" muitas vezes nos deixa paralizados num emaranhado de leis, de normas e de comportamento apropriados a serem seguidos, a vestimentas corretas para essa ou aquela ocasião, a como e o que devemos celebrar, a como nos relacionarmos com nossos pais, nossos filhos, os mais velhos, nossos esposos, parceiros, amigos. Pode significar o conformismo, um modo de agir conforme a sociedade (leia-se: nossos pais, parentes, amigos próximos, empregadores, colegas de trabalho) esperam que o façamos. Portanto, cuide-se com os extremos.
Vivencie essa energia no dia de hoje, escrevendo as etiquetas para os presentes, como sua mãe fazia, colocando um novo enfeite feito pelas crianças sobre o aparador, ouvindo e cantando junto (é claro!) aquele CD com músicas natalinas "de hoje e sempre". Faça umas rabanadas, junte todos à volta da mesa e conte-lhes dos seus Natais. Seja, principalmente hoje, o Hierofante para alguém, ajudando-o a descobrir a Estrela Guia que brilha dentro dele e de cada um de nós.
Bom dia!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

E o fim de semana?...

Sexta-feira e aquele climão de fim de semana que parece será chuvoso. Bom, pelo menos a água pode ajudar a lavar os erros e dar uma refrescada nas energias que se abatem sobre esta cidade.
Uma semana para o Natal e é tempo de celebrar.
Se quiser manter a sanidade, evite os shopping-centers, as ruas da zona do Sahara, os restaurantes rodízio com suas fileiras de mesa de colegas de trabalho festejando o fim de mais um ano com a troca de presentes de amigo-secreto.
Tire um tempo para sair à toa, dar uma volta no calçadão, olhar o mar (mesmo sem sol, acinzentado e ameaçando chover a qualquer hora). Vá ver uma exposição, visite uma galeria, entre numa boa loja de CDs e presenteie-se. Passe pela locadora e retire aquele filme que você queria tanto ter assistido quando passou nos cinemas. Compre pipoca de micro-ondas e faça uma noite de "cinema em casa".

Fiz, nesta manhã, uma tiragem básica para saber das energias que este final de semana tem acumulado e está pronto para nos envolver com ela. Basta querermos, ou não, interagir com elas...



TEMA: Se tivéssemos que dar um título ao final de semana, não estaríamos longe da verdade se diséssemos: "Cabeça". A carta do Rei de Espadas promete bastante conversa, discussões (mais ou menos acaloradas), reflexões, elocubrações mentais e ... muita conversa!
Eu diria que a tendência das atividades a serem praticadas nestes dias serão bastante intelectualizadas. Portanto, visitas às livrarias, assistir aquele novo Almodóvar, levar as crianças ao museu, sentar-se numa das poltronas do Planetário e deixar-se perder entre tantos planetas, estrelas, constelações, nebulosas e ficar pensando sobre a imensidão do Universo, qual o nosso papel aqui, onde estamos, para onde vamos, etc, etc, etc.

O QUE CONSPIRA A FAVOR: enfim, o que é isso? Bem, no jargão dos tarólogos são as forças que estão contribuindo para que as coisas aconteçam de forma legal, gostosas de serem vivenciadas. E daí eis que sai o Hierofante. Essa é aquela figura que poderia ser definida como Tradição & Formalidade. É o guru, o conselheiro, o contador de estórias (e história), o estudioso das chamadas "ciências ocultas", o padre, o pastor, o psicólogo, o astrólogo, o tarólogo, etc. Enfim, aquele mestre que tem o prazer de dividir seu conhecimento e esclarecer situações, através de pareceres bem fundamentados. E o que é que isso tem a ver com o nosso final de semana? Bom, pode significar diversas possibilidades, entre as quais o fato de estarmos abertos a aprender algo novo, a ensinarmos algo que sabemos (leve as crianças ao Planetário, ao Zoológico, ao Museu Histórico Nacional e mostre a elas que além de você saber muito, há tantas outras fontes mais de saber que elas poderão explorar sempre que quiserem). Pode ser também uma boa ocasião para convidar aquele amigo psicólogo, espiritualista ou entendido em cinema, para irem juntos à sessão da ficção "Avatar" e, na saída, entre goles de café expresso, deixá-lo discorrer sobre o que ele "captou" do filme.

O QUE PODE CONTARIAR: é isso mesmo: essa Roda da Fortuna, nessa posição pode indicar total mudança de planos. Pode dar praia e você ficar nas areias confraternizando com os amigos e nem ao menos ler um jornalzinho. Pode pintar um convite para uma balada sem hora para terminar e, quando você olhar para o relógio, já é segunda-feira e o trabalho está lá lhe aguardando. Os parentes de fora podem chegar adiantados para as festas de fim de ano e você vai trocar tudo isso por hospedá-los, separar brigas da criançada, lembrar de quando vocês eram solteiros e aprontavam muito, e (que isso não lhe aconteça!) ter mesmo é que enfrentar corredores cheios, vendedores estressados e música natalina non-stop em algum shopping-denter da vida, para comprar aqueles presentinhos inesperados...

CONSELHO: apesar da pomposidade e, até mesmo, pretensão, o tarot é um grande auxílio quando precisamos de alguma orientação de como agir ou comportarmos a fim de obtermos o melhor possível do que a Universo nos oferece naquele momento, naquela ocasião. O 5 de Copas nos lembra que, mesmo que possamos ficar desapontados, termos nossos planos ou expectativas frustradas por alguém ou algum evento, devemos nos lembrar que temos recursos muito ricos dos quais nós podemos nos valer. Ficar chorando pelo leite derramado pode nos impedir de vermos que temos todo um rebanho de vacas leiteiras prontas a nos abastecerem continuamente. Portanto, se houver algum contratempo, algum fato inesperado e desagradável, algum motivo para aborrecimento, algo que possa nos deprimir, vamos nos valer de nossas forças internas, da nossa energia espiritual, no nosso bom humor, das nossas sobras de positividade, de esperança e dar a volta por cima. Se você olhar bem para a foto da carta do 5 de Copas vai reparar que a personagem chora por 3 taças quebradas quando ela mesma está agarrada à 2 outras, tão belas quanto, e inteiras...

CONCLUSÃO: bom, esse é o possível resultado, levando-se em conta os prós, os contras e o conselho, e não nos esquecendo que o tema destes próximos dias é Mental, ou seja, o elemento Ar estará regendo, o que significa que tudo será pensado, analisado, escolhido e resolvido com o uso do raciocínio lógico, do intelecto, da razão. E a carta que vem para exemplificar esta conclusão é... tchan, tchan... tchan... tchan...: o Demônio! Mas, apesar do aspecto ameaçador, não há nada de grave para se assustar com este senhor, neste momento. Podemos dizer que há grandes possibilidades deste final de semana ser bastante quente, com ânimos por vezes bastante exaltados, discussões muito mais acaloradas do que seria conveniente, infernizado por filas em todos os lugares (restaurantes, cinemas, barzinhos, shoppings, supermercados, etc), fazendo contas intermináveis para ver se todos os presentes, gastos com festas, com viagens, com presentinhos de última hora, cabem no orçamento previsto. E também, já que ninguém é de ferro, há uma boa promessa de bastante sedução e sexo. Lembre-se apenas de evitar excessos de qualquer coisa, controlar-se quando o papo ficar muito acalorado, ter paciência com todos e em especial crianças, os mais idosos e o trânsito, além de, com tanto fogo prometido por esse Diabo, procurar não infringir o 10º Mandamento das tábuas mosaicas...

Bom final de semana!